Novembro de 2015

bailar“A amizade é indispensável ao homem para o bom funcionamento de sua memória. Lembrar-se do passado, carregá-lo sempre consigo, é talvez a condição necessária para conservar, como se diz, a integridade do seu eu. Para que o eu não se encolha, para que guarde seu volume, é preciso regar as lembranças como flores num vaso e essa rega exige um contato regular com as testemunhas do passado, quer dizer, com os amigos. Eles são nosso espelho; nossa memória; não exigimos nada deles, a não ser que de vez em quando lustrem esse espelho para que possamos nos olhar nele.” – Milan Kundera, A Identidade.

 

Livros

  1. A Festa de Babette – Karen Blixen
  2. A Loteria – Shirley Jackson
  3. Niketche – Paulina Chiziane
  4. A Morte de Ivan Ilitch – Tolstoi
  5. Os Afogados e os Sobreviventes – Primo Levi
  6. Vidas Secas – Graciliano Ramos
  7. Libertinagem – Manuel Bandeira
  8. Numero Zero – Umberto Eco
  9. Por Escrito – Elvira Vigna
  10. Meu Pescoço é um Horror – Nora Ephron

 

Recheios

  • Clube do Livro
  • Aniversário do Gael
  • Saída com Kao
  • Cinema em família
  • Confraria
  • Festa do Centro Zanmi
  • Filmes com Gael e Tariq
  • Formatura do Gael

 

Filmes

  • Harry Potter e a Câmara Secreta
  • Homens Mulheres e Filhos

Seriados

  • Scandal 3ª Temporada
  • Grey’s Anatomy 1ª Temporada

Outubro de 2015

12208738_1515683405410784_4685687849510372660_nA atual superabundância de imagens, significa, basicamente que somos incapazes de prestar atenção. Somos incapazes de nos emocionarmos com as imagens. Atualmente, as estórias têm que ser extraordinárias para nos comoverem. A estórias simples não conseguimos mais vê-las.

Wim Wenders

 

Recheios

  1. Noite na Casa da Cynthia
  2. Telefonema da Zilda
  3. Clube do Livro
  4. Sessão de filme com Gael
  5. Passeio em Sabará
  6. Aniversário do Heitor
  7. Tarde com Rada
  8. Trabalho Akio
  9. Halloween do Tariq

Filmes

  1. Harry Potter e a Pedra Filosofal (revi)
  2. Cowspiracy (documentário)
  3. Happy (documentário – revi)

 

Livros

  1. Eu Sei Porque o Pássaro Canta na Gaiola – Maya Angelou
  2. Eclipse Total – Stephen King
  3. Mensagem de Uma Mãe Chinesa Desconhecida – Xinran
  4. Ainda Estou Aqui – Marcelo Rubens Paiva
  5. Submissão – Michael Houllebecq
  6. Jane Eyre – Charlotte Brontë
  7. Morte e Vida Severina – João Cabral de Melo Neto

 

Séries

  1. Bones – 10ª Temporada
  2. Call The Midwife – 1ª Temporada

Artes

  1. Capa do Livro de tudo

Setembro de 2015

tumblr_nv6fe8WOtM1qzr04eo1_500Alegrias

  1. Confraria
  2. Clube do Livro
  3. Consulado Móvil
  4. Almoço Nanda e Leticia
  5. Cinema e café com Sylvia e Karina
  6. Uma aula memorável

 

Livros

  1. O Conto da Mulher Brasileira – Edla Van Steen
  2. O Corpo Humano – Paolo Giordano
  3. Caderno do Ausente – João Anzanello Carrascoza
  4. O Jeito Harvard de Ser Feliz – Shawn Achor

 

Filmes

  1. Festa no Céu
  2. Mercedes Sosa
  3. Forks over Knight
  4. A Escola de Babel
  5. A Pedra da Inocência
  6. Uma Nova Chance para Amar

Séries

  1. Monk 3ª e 4ª temporadas
  2. CSI Cyber 1ª temporada

Agosto de 2015

tumblr_nub3r0HJcR1qzr04eo1_500Agosto.

Federico García Lorca

 Contraponientes
 de melocotón y azúcar,
 y el sol dentro de la tarde,
 como el hueso en una fruta.
La panocha guarda intacta
 su risa amarilla y dura.
Agosto.
 Los niños comen
 pan moreno y rica luna.

 

~~
Agosto foi um mês ótimo. Cheio de surpresas e novidades boas, cheio de alegria, um pouco como foi fevereiro. Acho que demorei a escrever porque não queria que terminasse. Ainda não aterrissei em setembro

 

Recheios

  1. Aulas de Português
  2. Conseguir minha turma de aulas
  3. Feijoada
  4. Aulas de Crioulo
  5. Alvará triplo
  6. Confraria
  7. Cerveja com Kao e Patrícia
  8. Aniversário do Tariq
  9. Casa da Adrina com Angélica
  10. Tarde em Pasárgada com Angélica, Leticia, Fefê e Meg
  11. Cinema com Akio

 

Livros

  1. Lembrança de Nos Dois
  2. As Cinzas de Ângela
  3. Flor da Neve e o Leque Secreto
  4. A Fantástica Vida Breve de Oscar Wao

Filmes

  1. Se eu ficar
  2. Malévola
  3. Que Horas Ela Volta?

 

Cozinha

  1. Feijoada para o pai.

Julho de 2015

tumblr_nr9y2bAudP1qzr04eo1_1280O que sabes fazer agora
Veio tudo de nossas horas
Eu não minto, eu não sou assim
Ninguém sabia e ninguém viu
Que eu estava a teu lado então
Sou fera, sou bicho, sou anjo e sou mulher
Sou minha mãe e minha filha,
Minha irmã, minha menina
Mas sou minha, só minha e não de quem quiser

Renato Russo – 1º de julho

 

Julho foi gentil comigo. Muito gentil. Que mês bom. Não tenho muito o que escrever sobre ele, mas foi feliz.

~~o~~

Filmes

  1. Divertidamente
  2. O silêncio de Lorna
  3. Arquivo X – Eu quero Acreditar (revi)

 

Séries

  1. Monk 1 Temporada
  2. Arquivo X 9 Temporada
  3. O Desafio – Última Temporada

 

Alegrias

  1. Saída com Rada
  2. Cinema com Tariq
  3. Aula de Português e cultura Brasileira para Estrangeiros
  4. Passeio em Caeté – Morro Vermelho
  5. Cerveja com Kao e Daise
  6. Segunda aula de Português e Cultura Brasileira
  7. Feira Peruana com Kao e Sylvia

Livros 

  1. Aos 7 e aos 40 – João Anzanello Carrascoza
  2. O Sentido de um Fim – Julian Barnes
  3. Jardim de Inverno – Kristin Hannah
  4. O que eu sei de verdade – Oprha Winfrey
  5. Habibi (maravilhoso, quadrinhos) – Craig Thompson
  6. O Melhor de Mim – Nicholas Spark
  7. A Playlist de Hayden – Michelle Falkoff
  8. Caminho de Volta pra Casa – Kristin Hannah

Não teve arte (completa) nem cozinha.

Junho 2015

stock-vector-hand-drawn-vector-human-heart-167303798Atrasado demais, mas vamos lá. Não quero perder esse hábito porque é muito bom pra mim fazer esse balanço mensal. No momento em que escrevo não tenho muitas impressões emocionais sobre o mês de junho. Foi um mês regular, sem muitas coisas pra falar mais detalhadamente.

“Para o coração a vida é simples: ele bate enquanto puder. E então para. Cedo ou tarde, mais dia, menos dia, cessa aquele movimento repetitivo e involuntário, e o sangue começa a escorrer para o ponto mais inferior do corpo, onde se acumula numa pequena poça, visível do exterior como uma área escura e flácida numa pele cada vez mais pálida, tudo isso enquanto a temperatura cai, as juntas enrijecem e as entranhas se esvaem. Essas transformações das primeiras horas se dão lentamente e com tal constância que há um quê de ritualístico nelas, como se a vida capitulasse diante de regras determinadas, um tipo de gentlemen’s agreement que os representantes da morte respeitam enquanto aguardam a vida se retirar de cena para então invadirem o novo território. Por outro lado, é um processo inexorável.”

A Morte do Pai – Karl Ove Knausgard

Recheios:

  1. Saída com Sylvia
  2. Clube do Livro
  3. Colorir
  4. Presente do Pai
  5. Jantar de celebração francês
  6. Contribuir para liberdade do Tony
  7. FLIBH
  8. Cerveja com Rada e Kao
  9. Trabalho no Centro Zanmi
  10. Reforma da cozinha concluída \o/
  11. Presente dia dos Namorados
  12. 14 anos de casamento
  13. Cinema com Rada, Sylvia, Kao e Humberto

Livros

  1. A Morte do Pai – Karl Ove Knausgard
  2. Os Olhos amarelos dos Crocodilos – Katherine Pancol
  3. Dora Bruder – Patrick Modiano
  4. Tempo é Dinheiro – Lionel Shriver
  5. Criança 44 – Tom Rob Smith
  6. Formas de Voltar pra Casa – Alejandro Zambra

Filmes

  1. O Velho e o Mar

Séries

  1. O Desafio 4ª, 5ª e 6ª Temporadas

Arte

  1. Echarpe arco-íris
  2. Echarpe da Karina

Maio 2015

minhamaeMaio foi corrido, e normalmente estranho. Passou voando.

No começo do século XX, os alarmes sobre “superpopulação” refletiam, em última instância, a inadequação cada vez mais evidente da indústria de remoção e reciclagem do lixo em sua forma ortodoxa, inaugurada no princípio da era moderna e refinada no curso da história desse período. Acima de tudo, refletiam a impossibilidade da tarefa, nunca antes confrontada, de fornecer soluções globais para problemas produzidos localmente. O “problema”, ou seja, a redundância humana, é agora produzido em termos globais, e não no âmbito local; todas ou quase todas as terras do planeta caem hoje na categoria de produtoras de redundância pura e anseiam por exportar seu excesso populacional, embora nenhuma delas, ou quase nenhuma, seja capaz de absorver ou possa ser forçada a admitir os excessos populacionais produzidos em outros lugares. Em nossa era caracterizada por uma facilidade de viajar sem precedentes e por uma inédita mobilidade, os excedentes populacionais são fixados aos lugares em que são produzidos, os quais se mostram incapazes de acomodá-los – e as gangues especializadas no contrabando de pessoas são sua única chance de apelar contra o veredicto do destino.
Como observou Milan Kundera, o único significado até agora da unificação da humanidade é que não há para onde fugir.

(Do livro Isto não é um diário, Zigmunt Bauman)

Recheios

  1. Pizza Sur e cinema com Akio
  2. Clube do Livro
  3. Cervejada com Rada, Karina e Humberto
  4. Centro Zanmi
  5. Começo da Reforma
  6. Aniversário

Livros

  1. Madrugada Suja
  2. A Idade Decisiva
  3. Acabadora
  4. Isto Não É Um Diário

 

Filmes

  1. Cake
  2. Não Me Esqueça (documentário)
  3. Esse Viver Ninguém Me Tira (documentário)
  4. Simone de Beauvoir (documentário)

Séries

  1. O Desafio (3ª Temporada)
  2. Mad Man (1ª e 2ª Temporadas)

 

Não teve arte completa.

Não teve comida, porque maio foi o mês inteiro sem cozinha, sem fogão, sem geladeira.

Abril 2015

11193220_1440762226236236_1819870315825438293_nAbril

Absolutamente não são os livros o que você está procurando! Descubra essa coisa onde puder, nos velhos discos fonográficos, nos velhos filmes e nos velhos amigos; procure na natureza e procure em você mesmo. Os livros eram só um tipo de receptáculo onde armazenávamos muitas coisas que receávamos esquecer. Não há neles nada de mágico. A magia está apenas no que os livros dizem, no modo como confeccionavam um traje para nós a partir de retalhos do universo. É claro que você não poderia saber disso, é claro que você ainda não pode entender o que quero dizer com tudo isso. Mas intuitivamente está certo, isso é o que conta. Três coisas estão faltando. A primeira: você sabe por que livros como este são tão importantes? Porque têm qualidade. E o que significa a palavra qualidade? Para mim significa textura. Este livro tem poros. Tem feições. Este livro poderia passar pelo microscópio. Você encontraria vida sob a lâmina, emanando em profusão infinita. Quanto mais poros, quanto mais detalhes de vida fielmente gravados por centímetro quadrado você conseguir captar numa folha de papel, mais “literário” você será. Pelo menos, esta é a minha definição. Detalhes reveladores. Detalhes frescos. Os bons escritores quase sempre tocam a vida. Os medíocres apenas passam rapidamente a mão sobre ela. Os ruins a estupram e a deixam para as moscas. Entende agora por que os livros são odiados e temidos? Eles mostram os poros no rosto da vida. Os que vivem no conforto querem apenas rostos com cara de lua de cera, sem poros nem pelos, inexpressivos. Estamos vivendo num tempo em que as flores tentam viver de flores, e não com a boa chuva e o húmus preto. Mesmo os fogos de artifício, apesar de toda a sua beleza, derivam de produtos químicos da terra. No entanto, de algum modo, achamos que podemos crescer alimentando-nos de flores e fogos de artifício, sem completar o ciclo de volta à realidade. Você conhece a lenda de Hércules e Anteu, o gigantesco lutador cuja força era invencível desde que ele ficasse firmemente plantado na terra? Mas quando Hércules o ergueu no ar, deixando-o sem raízes, ele facilmente pereceu. Se não existe nessa lenda nenhuma lição para nós hoje, nesta cidade, em nosso tempo, então sou um completo demente. Bem, aí temos a primeira coisa de que precisamos. Qualidade, textura da informação.
Ray Bradbury – Fahrenheit 451 ( a melhor leitura do mês)

~~//~~

Abril foi um mês mais gentil que março. Fiz mais coisas, tive mais alegrias e foi um mês mais rico. E ainda fechou com promessas para maio.

Acho que saí da grande crise de março, que beleza!

Recheios

  1. Passeio com Gael pelos sebos
  2. Almoço e cinema com Akio
  3. Clube do Livro
  4. Tarde em Macacos
  5. Tarde na Karina
  6. Almoço com a Rô

 

Livros

  1. A Escrita ou a Vida – Jorge Semprún
  2. Mrs. Dalloway – Virginia Woolf
  3. Como eu era Antes de Você – Jojo Moyes
  4. Segredos e Mentiras – Diane Chamberlain
  5. Fahrenheit 451 – Ray Bradbury
  6. Crônica da Casa Assassinada – Lúcio Cardoso

Filmes

  1. Bagdá Café (revi)
  2. O Sal da Terra
  3. Um fim de Semana em Paris
  4. O Clube dos Cinco
  5. Shirley Valentine

 

Séries

  1. Ally McBeal 2ª e 3ª Temporadas
  2. The Practice – 2ª Temporada

 

Cozinha

  1. Latke

Não fiz nenhuma arte, estou trabalhando em uma bolsa e uma toalha, mas são demoradas, vai levar ainda mais algum tempo.

Teve tanta coisa boa, tantos pontos altos. Mas teve perda também. Ou talvez seja mais apropriado dizer que eu vi o encerramento de um ciclo. Mas, c’est la vie.

Fue otro abril alegre
y otra tarde plácida.
El balcón florido
solitario estaba…
Ni la pequeñita
risueña y rosada,
ni la hermana triste,
silenciosa y pálida,
ni la negra túnica,
ni la toca blanca…
Tan sólo en el huso
el lino giraba
por mano invisible,
y en la oscura sala
la luna del limpio
espejo brillaba…
Entre los jazmines
y las rosas blancas
del balcón florido,
me miré en la clara
luna del espejo
que lejos soñaba…
Abril florecía
frente a mi ventana.

Antônio Machado

Lee todo en: Abril florecía – Poemas de Antonio Machado http://www.poemas-del-alma.com/abril-florecia.htm#ixzz3YuDRmUlj

Março 2015

ondefridaQue mês difícil. Poucos recheios, e tive que espremer pra sair. Li pouco, encontrei pouco com amigos, saí pouco.

Recheios

  1. Festival do Japão em Minas
  2. Almoço com a Rô
  3. Passeio com Gael Larissa e Luíza
  4. Almoço com os meninos no japonês.
  5. Cinema comigo mesma

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Fevereiro 2015

tumblr_ngok52AuwI1qzr04eo1_1280Fevereiro foi um mês muito cheio também, que bom. Como dizia o velhinho Manoel de Barros, aumentar o mundo! É pra isso que eu faço essa bobeira, pra aumentar o meu mundinho, tão insignificante.

Minha cabeça tá bem ruinzinha, não tenho muito a dizer, só a contabilizar mesmo.

Alegrias de Fevereiro

 

Filmes.

Muitos, que foi mês de Oscar,e acho que pela primeira vez consegui assistir todos os indicados a melhor filme antes do Oscar. Whiplash terminei de assistir a cerimônia já estava começando. Read more

Janeiro de 2015

january-calendarJaneiro é poesia
que reivindica
É esperança.
Organização.
Guerras anunciadas
Não denunciadas
Nunca foram declaradas.
.
Paulo Rams
–o–

Janeiro. Passou rápido, é o que digo. Muito rápido, não acredito que já vencemos um mês deste 2015. Em termos de resolução e força eu fui mal, foi um mês indisciplinado e procrastinador. Mas foi bom, bem recheado. Cara, eu olho minhas listinhas e fico tão feliz de ter o trabalho que tenho. Que me deixa ter vida, ter horas no meu dia, fazer muita coisa. Isso é bom demais. E agora sim, depois de tantos anos, agora eu estou conseguindo aproveitar isso de acordo. É isso. Eu li pouco, mal consegui cumprir os desafios. Mas quanto mais enrolada e procrastinante eu fico, menos eu leio, normal.

Alegrias de Janeiro

 

Filmes Read more

Desafio Literário Skoob

RDesafioesolvi ver se consigo participar desse desafio. Na verdade nem sei direito porque resolvi isso, logo eu que tenho DDA e já tenho dificuldade em cumprir metas muito mais simples, mas vamos lá…

Eu procurei colocar na lista os livros que eu já planejava de algum modo ler. Acho que o único que saiu disso foi o Talentoso Ripley, mas não de todo, já que essa autora, Patricia Highsmith eu planejava ler algum dia. Coloquei alguns que constam nas minhas eternas listas, que estão pra serem lidos, e tentei conciliar as coisas. Ficou assim: Read more

Dezembro 2014

DSC_0678

Eu e meus filhote (e marido tirando a foto) na Av. Corrientes, a rua nesse mundo que eu mais amo.

Procuro uma alegria
uma mala vazia
do final de ano
e eis que tenho na mão
– flor do cotidiano –
é vôo de um pássaro
é uma canção.

Carlos Drummond de Andrade

Cada vez é mais gostoso fazer esse mensalinho. Dezembro também foi um mês riquíssimo, eu olho e nem acredito que fiz tanta coisa.

Eu fui pra Argentina, minha terrinha, levei meus filhos para conhecerem, como é bacana mostrar a terrinha pra eles! E que saudades eu estava de Buenos Aires, se tem um lugar no mundo à que eu pertenço é Buenos Aires, com todas as suas mazelas. Só isso já teria valido o mês todo, acho que valeu o ano todo, na verdade. Read more

Matteo Perdeu o Emprego

42198183Matteo perdeu o emprego de Gonçalo M. Tavares

Esse livro faz parte do Plano Nacional de Leitura de Portugal, o que eu achei curioso, é pra meninos de 11 anos pra cima. Curioso porque não é um livro fácil. É bem peculiar, diferente. Um pouco incômodo de ler, mas muito interessante, e prende a atenção. Eu não conhecia Gonçalo M. Tavares e fiquei conhecendo por causa da lista dos autores contemporâneos. Não sei se foi uma boa opção começar por esse livro, talvez não seja dos melhores livros desse autor. E não me deu vontade de procurar mais dele pra ler. Provavelmente não vou mais ler nada dele, porque a vida é pouca pra tanto livro e tenho livros na fila pra três vidas ainda. Read more

O Planalto e a Estepe

planaltoestepeO Planalto e a Estepe – Pepetela

Esse livro eu também li por causa do meu auto desafio Livros Contemporâneos. E porque calhou que um dos desafios do grupo de leitura que eu faço parte tinha como tema uma história de amor. E ainda porque queria conhecer mais este autor de língua portuguesa, já que todos, ou quase todos os que li ultimamente eu gostei muito.

Eu gostei da leitura, é uma leitura fácil, fluida, e gostosa. E também tem umas reflexões muito boas sobre a militância nos anos 70, sobre o comunismo e tal. E a história de amor também é bonita, bem bonita. Como é um livro recomendado por vários professores/planos de ensino, existem muitas resenhas sobre ele por aí, é só googlar.

(Aliás uma coisa que eu quero aprender a fazer é resenha, essa é uma meta pra 2015.)

Sinopse

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Novembro de 2014

1512474_616728938374160_1575352717_nSomos donos do tempo apenas quando o tempo se esquece de nós.

Mia Couto

Novembro foi um mês muito rico, muito rico, cheio de acontecimentos e de felicidade, de boas leituras, bons filmes, passeios, encontros com amigos antigos e novos, de estar junto aos meninos, de produção. Foi um mês excepcional.

 

 

Alegrias de Novembro Read more

Teoria Geral do Esquecimento

30371937Teoria Geral do Esquecimento – José Eduardo Agualusa

Amei esse livro. Muito, muito bom. Também foi lido por causa da lista dos contemporâneos. Achei delicado, forte, a escrita é uma delícia, e desse autor eu também quero ler mais livros. Aliás, estou nessa fase ótima de autores portugueses. Ludo, a protagonista, é uma das personagens mais interessantes que eu já tive o prazer de ler. Recomendo muito a leitura desse livro.

Idioma: PORTUGUÊS
Editora: EDITORA FOZ
Assunto: Literatura Internacional – Romances
Edição: 1
Ano: 2012

SINOPSE

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Livro

13096_ggLivro – José Luís Peixoto

Adorei esse livro, adorei! Nossa, foi um daqueles livros que me deu vontade que não terminasse. Que surpreendeu, que achei diferente, que me emocionou… Fiquei com muita vontade de elr mais cosias desse autor, principalmente o livro novo dele, Galveias. Também foi lido por causa da lista dos contemporâneos, mas principalmente porque eu já tinha comprado ele físico (esses dias saiu o ebook) e estava aqui me esperando pra ser lido já fazia algum tempo. O final dele é muito massa. Eu fiquei com impressão de que todo mundo que tem vontade de escrever “deveria” ler esse livro. Read more

Literatura Fundamental

Especial de vídeos reúne entrevistas com professores de literatura

Confira a playlist de vídeos:

2014-08-05

http://univesp.br/novidades/literatura-fundamental

Por Isabel Cleary, da Assessoria de Comunicação da UNIVESP

A UNIVESP TV reuniu, em uma playlist, autores e obras da literatura universal.  Entre as obras selecionadas estão: Dom Quixote de La Mancha, de Miguel de Cervantes Saavedra; Os Lusíadas, de Luís Vaz de Camões; O Estrangeiro, de Albert Camus; Em busca do tempo perdido, de Marcel Proust, entre outros grandes nomes da literatura mundial.
O especial de vídeos faz parte do programa Literatura Fundamental, que convida especialistas para comentar as obras. Os professores entrevistados compõem os quadros das principais universidades do país e até dos Estados Unidos: Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Universidade de São Paulo (USP), Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e a Universidade da Califórnia Davis.

O Vento nos Salgueiros

ventosalgueirosO Vento nos Salgueiros – Kenneth Grahame

Início: 21/11
Fim: 26/11/2014

(Livro lido para o Grupo Palas Atenas, tema: Fantasia)

Terminei de ler. Bem fofinho, é gostoso de ler, embora literatura pra crianças não seja o meu forte. Mesmo assim acho que vou ler pros meus filhos. Acabei baixando o filme e fui ler o capítulo do livro do Alberto Manguel “Os livros e os Dias” que fala de O Vento nos Salgueiros e é bem legal.

Este romance é um clássico da Literatura Inglesa do começo do século. O autor escreveu-o como cartas para entreter o filho, sem imaginar que, reunidas estas em volume e publicadas, se tornariam um grande sucesso literário. Os personagens são animais, que vivem no mesmo ambiente dos seres humanos.

‘…um livro infantil divertidíssimo, contrastando a vocação doméstica e intimista do Toupeira com o espírito aventureiro do Rato, a sabedoria ajuizada do Texugo e as destrambelhadas aventuras do Sapo, rebelde, sem juízo, entusiasmadamente triunfante em sua irreverência. Pela força psicológica dos personagens que cria e a quem dá vida – ainda que sejam simples animaizinhos do campo ou habitantes das margens de um rio – Kenneth Grahame dá origem a um universo que nenhum leitor esquece. Em suas ações, se desenrola uma história de crescimento, de formação de um personagem (Toupeira), e essa narrativa é que nos carrega. O leitor acompanha emocionado o relato de uma situação com que toda criança sonha – e muito adulto também. Ou seja, vamos seguindo o processo em que o herói sai da segurança do lar para se lançar no mundo, e passa de um estágio de inexperiência e medo para uma fase mais madura, em que tem condições de dar conselhos e é capaz de liderar os outros.’

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E se Amanhã o Medo

esemanha

Voltei a ler bastante. É isso, na minha vida isso e constante, quando tudo falta os livros estão lá. E nas fases de entressafra eles realmente são os melhores, as melhores companhias. Como não tem nada de especial acontecendo, não estou envolvida em nenhum projeto (só artesanato, mas é outra história), não há nenhuma hiperfoco me ocupando espaço, estou com eles novamente.

Estou lendo esse livro, que na verdade, pequei por engano, não tinha prestado atenção que eram contos. Eu não curto muito ler contos, nunca curti, não tenho o hábito. Mas comecei, e está bem bom. Ondjaki escreve de uma maneira muito bonita. Me lembra o Mia couto, nem sei direito porque. São contos bem curtinhos e muito intrigantes. Estou gostando. E aí posso riscar mais um autor dessa última listinha.

Tudo que eu mais queria no momento era estar participando de um clube do livro. Tomara que surja algum. Já pensei em montar um, convidar algumas pessoas, mas a idia não foi pra frente.

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Noturno Indiano

noturno-indiano

Que livro massa, que literatura deliciosa! Adorei, além de ser um livro curtinho, ideal pra quando eu estou muito atacada de DDA. É tão delicado, tão interessante. Eu tive a impressão de o tempo todo estar dentro de um sonho. Li a edição de Portugal.

Em Noturno indiano, acompanhamos o narrador que, em busca de um amigo que não vê há anos, aventura-se numa Índia cada vez mais misteriosa e intrigante. Também sedutora é a própria narrativa, tão bem construída por esse autor que é um dos grandes nomes da literatura europeia contemporânea.

128 páginas
135 x 185 mm
ISBN 9788540502277
0,1200 kg

para ler os contemporâneos

contemporaneos280Estes dias saiu o livro Por que ler os contemporâneos?. E como eu amo uma listinha, fiquei bem curiosa a respeito. Eu não vou comprar o livro, pelo menos não agora, não po$$o, embora a curiosidade e vontade tenham sido grandes. Mas tive vontade de conhecer a lista dos autores contemporâneos que os autores resenham e recomendam. E são 101. Alguns eu não conhecia nada, outros não li nada ainda. Eu senti falta do Milan Kundera, do David Grossman, da Isabel Allende… E com certeza vou lembrar de outros que não vi ali.

Eu gostei, serve como uma pequena orientação pra gente conhecer coisas novas, e conhecer mais da literatura contemporânea. Eu li pouca coisa dessa lista, o que é ruim e bom. Ruim porque gostaria de ter lido mais, mas bom (bom demais, na verdade!) porque ainda tem muita, muita cosia boa nessa vida pra ler. Já até mesmo separei alguns livros de alguns autores que eu não li pra colocar na minha interminável fila de leituras. A lista dos autores é:(os nomes riscados são de autores que eu já li)

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Outubro de 2014

vivircontarRecheios de Outubro

Eu continuo firme e forte postando aqui meus recheios, porque isso me faz muito bem. Me fez muito bem nos meses em que fiz isso direto e melhorou meus meses agora que voltei a fazer. É um esforço pra preencher o vazio e a idiotice da vida, do existir (a que será que se destina?). É pra tentar dar significado àqueles períodos de entressafra, de pouca coisa acontecendo, de emoções fortes em falta. E também, porque se deixar eu fico deitada olhando pro teto. Eu preciso e gosto dessa contabilidade, que não machuca ninguém, é um desafio de mim pra minzinha mesma e mesmo que não me leve a lugar nenhum, pelo menos colore os dias.

Livros

  • A Profecia – David Seltzer
  • O Centauro no Jardim – Moacyr Scliar
  • Meus Desacontecimentos – Eliane Brum
  • A Anatomia de Uma Dor C. S. Lewis
  • A Ciência de Ser Feliz –
  • Reprodução – Bernardo Carvalho
  • Banksy Por Trás das Paredes – Will Ellsworth
  • O que As Lembranças de Infância Dizem Sobre Você – Kevin Leman

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Livros São Mais Confiáveis

oceanonofimdocaminho“Estava triste por ninguém ter ido à minha festa, mas feliz por ganhar um boneco do Batman, e ainda havia um presente de aniversário esperando para ser lido: a coleção completa de As Crônicas de Nárnia, que levei para o meu quarto. Deitei na cama e me perdi nas histórias.

Gostei disso. Livros eram mais confiáveis que pessoas, de qualquer forma”.

O Oceano no Fim do Caminho – Neil Gaiman

Setembro de 2014

gaelsetembro2014Recheios de Setembro

 

Fui eu que em primavera
Só não viu as flores
E o sol
Nas Manhãs de Setembro.

Vanusa

Livros

Acho que setembro de 2014 foi o mês que eu mais li na minha vida. E o mês em que eu li dois livros que entraram pros meus preferidos de todos os tempos (O Pintassilgo e As Velas Ardem Até o Fim) Read more

Agosto 2014

agosto2014Recheios de Agosto

 

Livros

  • Pequenas Delicadezas – Cheryl Strayed
  • Altos Voos e Queda Livre – Julian Barnes
  • Toda Sua – Sylvia Day
  • O Morro dos Ventos Uivantes – Emily Bronte

Filmes

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Julho 2014

Recheios de Julho

albumcopaSem novas experiências algo dentro de nós adormece. E esse algo precisa acordar. 

Frank Herbert

 

Julho de 2014 foi um mês incrível e um mês dos mais intensos que eu passei até hoje. Tudo meio suspenso com a doença da mãe, muitos feriados, jogos da copa do mundo, uma misturança danada com a família a pretexto da copa, visitas de parentes da mãe, com quem eu não  convivia há muito tempo, a decepção da copa que mexeu comigo. Foi muito intenso ver o envolvimento dos meninos com tudo da copa, embora o Tariq tenha torcido contra desde o início hahahahahaha Foi emocionante ver a copa aqui no BRasil, e ver dar tudo certo, ser uma festa tão bonita.

Nossa, que mês intenso e emocionante. E apesar da data ser julho, eu estou escrevendo isso no final de outubro, e nossa, parece que foi há tanto, tanto tempo, é estranho. Enfim…

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O Ano da Leitura Mágica

leitura_magicaO ano da leitura mágica – Nina Sankovitch

Adorei esse livro, achei delicado, bonito e dá vontade de ler tudo que ela leu, ou quase tudo. Me lembra o Clube da Leitura do fim da Vida, que é outro livro muito legal e que também me fez ter vontade de ler todos os livros que o autor leu. Esse livro me deu vontade de ler livros que falam sobre livros, e eu acabei procurando alguns. Acho que vou acabar escrevendo um post sobre isso.

Sinopse

VOCÊ SERIA CAPAZ DE LER UM LIVRO POR DIA DURANTE UM ANO? Um desafio: ler um livro por dia durante um ano. Você aceita?

 

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O Trem dos Órfãos

O trem dos orfãos 19mm.inddO Trem dos Órfãos – Christina Baker Kline

Esse livro me fez chorar muito, muito. Histórias de órfãos me faz chorar sempre. Aliás, eu achava que não era chorona com livros e filmes, mas depois que comecei a catalogar eu vi que sou sim, bem chorona com livros, me lembro de chorar em vários livros. o que é meio lógico, afinal, sendo uma pessoa hipersensível, estranho seria se eu não chorasse. Como a gente leva tempo pra se conhecer, incrível.

Eu gostei, não é um livro excepcional, mas a trama é interessante e mostra uma peculiaridade da história dos EUA que eu não conhecia.

Sinopse
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Philomena

portada-philomena_grandePhilomena – Martin Sixsmith

Esse eu li o ebook em espanhol, pq não tinha (não tem?) o ebook em português. Achei muito triste a história e muito frustrante. Por isso, não animei a ver o filme que se originou deste livro, mesmo sendo do Stephen Frears.

Philomena

Una historia impactante llena de secretos familiares, amor y pérdida

Cuando la adolescente irlandesa Philomena Lee se queda embarazada en 1952, la envían al convento de Roscrea, en el condado de Tipperary, para que se hagan cargo de ella al considerarla mujer de mala vida. Allí cuida de su bebé durante tres años, hasta que la Iglesia se lo arrebata y lo vende, como a muchos otros, para entregarlo en adopción en Estados Unidos. Aunque la obligan a firmar un documento en el que promete no intentar volver a ver a su hijo nunca más, pasa los siguientes cincuenta años de su vida buscándolo en secreto, sin saber que él también la está buscando desde el otro lado del Atlántico.

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Junho 2014

Recheios de Junhogaelcopa

 

Noites de Junho

Noite fria, tão fria de junho
Os balões para o céu vão subindo
Entre as nuvens aos poucos sumindo
Envoltos num tênue véu

Os balões devem ser com certeza
As estrelas aqui desse mundo
Que as estrelas do espaço profundo
São os balões lá do céu

Balão do meu sonho dourado
Subiste enfeitado, cheinho de luz
Depois as crianças tascaram
Rasgaram teu bojo de listas azuis

E tu que invejando as estrelas
Sonhavas ao vê-las ser astro no céu
Hoje, balão apagado, acabas rasgado
Em trapos ao léu

Emilinha Borba

 

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Divórcio

capa  Ricardo Lisias Divorcio.inddDivórcio – Ricardo Lísias

Eu achei esse livro bem desconcertante. Justamente pelo fato de nunca sabermos se é ficção ou realidade, ou SE é ficção ou realidade. . É incomoda essa sensação, mas que dá um toque especial à leitura. . Não sei direito ainda em que categoria ele se encaixou dentro de mim, e isso é interessante.

-o-

Em agosto de 2011, casado há 4 meses, o narrador de Divórcio encontra acidentalmente o diário da esposa em que, entre outras coisas, ela escreve: “O Ricardo é patético, qualquer criança teria vergonha de ter um pai desse. Casei com um homem que não viveu.”.

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Leituras de 2013

keepcalmread

Em 2013 eu não anotei as leituras. E passei uns bons meses do ano estudando pra concurso, li muito, mas de maneira picada e não lembro de quase nada. E outra parte do ano passei sem ler quase nada, porque estava lidando com artesanato.

Lembrei apenas destes livros:

  1. A Revolução Francesa Explicada A Minha Neta – Michel Vovelle
  2. Ana Karênina- Leon Tolstoi
  3. Crónica do Pássaro de Corda – Haruki Murakami
  4. Diário da Queda – Michel Laub
  5. Geografia – Pequena História Crítica
  6. Infâmia – Ana Maria Machado
  7. Mentes Inquietas – Ana Beatriz B. Silva
  8. O Iluminismo e os Reis Filósofos – Luiz Salinas Fortes
  9. O Mundo Se Despedaça – Chinua Achebe
  10. O Período das Regências – Marco Morel
  11. O Poder da Intenção – Wayne Dyer
  12. O Poder do Hábito – Charles Duhigg
  13. Somos Todos Desatentos – Rossano Cabral Lima
  14. Tendência à Distração – Edward M. Hallowell
  15. Um Teto todo Seu – Virginia Woolf
  16. Você Mudou a Minha Vida – Abdel Selou
  17. Quanto menos melhor – Leo Babauta
  18. Focus – Leo Babauta
  19. Livre da Ansiedade – Robert L. Leahy
  20. Cuide de sua memória – Douglas J. Mason

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ritaiphone

A Rita levou meu sorriso
No sorriso dela
Meu assunto
Levou junto com ela
O que me é de direito
E Arrancou-me do peito
E tem mais
Levou seu retrato, seu trapo, seu prato
Que papel!

Chico Buarque

Amanhã começa uma nova etapa. Vou começar a tomar Ritalin@. Vejamos. Acho que vai ser ótimo, porque sinceramente eu não aguento mais passar pelo que eu passo. Tô torcendo muito. A recomendação da médica é observar bastante como vou ficar nesse período inicial de teste com a medicação. Ufa, ainda não comecei mas já me sinto aliviada de ver que  pelo menos vou tirar de vez essa dúvida.

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Por que Perdemos o Foco

Escrito por  ABDA

report2001A rotina tumultuada do ambiente de trabalho leva cada vez mais pessoas a apresentar os sintomas do Déficit de Atenção e Hiperatividade – a nova doença do século da informação

Durante muito tempo, acreditou-se que o Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (ou simplesmente TDAH, como preferem os médicos) era um problema de crianças. Poucas vezes, o distúrbio dos pequenos chegava a preocupar os pais. Achava-se que, na pior das hipóteses, aquele típico moleque irrequieto, que nunca se contentava com um único brinquedo, se tornaria uma pessoa “normal” tão logo lhe brotassem os primeiros fios de barba. Mas um levantamento recente publicado nos Estados Unidos mostra que a coisa não é assim tão simples. Conhecido como National Comorbidity Survey – Replication (NCS-R, ou “Pesquisa Nacional de Comorbidades”) e divulgado oficialmente em maio último, o estudo analisou nada menos que 9 mil americanos ao longo de dois anos. E concluiu: cada vez mais, o TDAH é um problema de adultos – algo capaz de arruinar a auto-estima, as relações afetivas e principalmente o seu desempenho profissional.

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wave

Xamã Urbano – Serge Kahili King
A arte do xamanismo havaiano segue o caminho do aventureiro e produz mudanças por meio do amor e da cooperação – em contraste com o amplamente conhecido caminho do guerreiro, que enfatiza as buscas solitárias e a conquista do poder. Nesta obra, repleta de ensinamento acerca do mundo natural e do Universo que iluminam nosso caminhar, você vai poder interpretar e modificar seus sonhos; curar relacionamentos, melhorar seu meio ambiente, jogar as pedras do xamã e prever o futuro, projetar-se e realizar rituais buscas visionárias a outras realidades. Se você procura um conhecimento mais profundo da sabedoria xamânica e quer saber como aplicá-la no seu dia a dia, este é o seu livro!

Adorei descobrir que tem uma meditação chamada Nalu e que agora tem livro em português com ela!

E descobri que nalu é um verbo em havaiano que significa meditar, refletir, ponderar 😛

A NONA AVENTURA

 DA PAZ INTERIOR Á PAZ EXTERIOR

E waikahi ka pono i manalo.

(É bom estar unido em pensamento para que tudo possa ter paz).

Os xamãs e os místicos usam uma técnica parecida para treinar e focalizar a mente para diferentes propósitos. É o que se chama de meditação, que significa atenção focalizada em algo continuamente. A técnica básica independentemente de cultura, filosofia, intenção ou estilo é usar a mente consciente para manter atenção num alcance de experiência até que uma mudança ocorra dentro ou fora da pessoa ou ambos. Os seres humanos inventaram maneiras e estilos diferentes de meditar baseados nos sentidos físicos ou mentais incluindo a visualização, a respiração, cantar, falar, sussurrar, mover-se, escutar, tocar, olhar, etc. Todos têm o propósito de focalizar a atenção até que algo aconteça.

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A vida é amiga da arte

meninomar

Eu vi o menino correndo, eu vi o tempo…

Caetano Veloso

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faltou abriu (que ato falho!), e falta maio!

Dois meses sem contabilizar, sem preencher, sem viver para contá-la, só vivendo! Isso não pode. Mas pelo jeito vai faltar mais, porque o novo projeto me absorve muito, é gigantesco, eu me sinto o menininho com um dedal tentando esvaziar o oceano! Mas é bom projeto.

E talvez isso tudo seja por causa disso:

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Começa hoje um novo projeto de vida. Não imaginei que eu pudesse recomeçar com 41 anos. Mas é isso que vou fazer. Tentar fazer. Serão 4 anos, no mínimo de preparação, que vai ser de lascar! Acho que pela primeira vez eu vejo uma luz no fim do túnel em relação à minha vida profissional.

E a fluoxetina segue sendo bem ruim pra meu DDA. Me desconcentra. Eu não vou conseguir me dedicar assim, com essa cabeça tão distraída. Mas isso vejo em seguida.

A Revolução Francesa Explicada à Minha Neta

revolufrancesaA Revolução Francesa Explicada à Minha Neta – Michel Vovelle

Sinopse

A Revolução Francesa foi, e continua sendo, a base para uma enorme esperança, esperança de mudar o mundo, eliminando as injustiças, em nome das luzes da razão e não de um fanatismo cego. Como ela se inscreveu na história num momento determinado da evolução das forças econômicas, sociais e culturais, sabemos que seu êxito teve origem na união das aspirações da burguesia e das classes populares. E, por causa disso, percebe-se bem tudo que fica faltando a conquista da igualdade pela mulher, a ratificação do fim da escravidão, mas, sobretudo, a eliminação das desigualdades sociais, no momento mesmo em que, ao desferir o golpe derradeiro no feudalismo, ela estabelece as bases sobre as quais irá progredir a sociedade liberal, do século XIX até os dias de hoje. Read more

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tudopeigoso

Ontem tive uma notícia que muda todo o cenário da minha vida. Uma notícia ruim. Mas receber essa notícia ao menos me tirou de um estado de suspensão em que eu estava há alguns anos. E  me forçará a mudar algumas cosias na minha vida. Algumas coisas que há alguns anos eu venho enrolando, mentindo pra mim mesma, saindo fora, fingindo que não vejo. E agora é urgente. Tudo é urgente com 41 anos. E comigo acontece que eu vou ter que começar do zero. E eu fico pensando que se não consegui sair do torpor até hoje, o que me faria sair? Essa notícia muda o cenário, e eu nem processei ela direito ainda, mas desconfio que vou ter que pegar pesado comigo mesma pra sair de onde eu estou.

Isso me leva a pensar que eu  quero viver de forma diferente já faz muito tempo, mas nunca consigo. Quero mesmo ser e existir mais de acordo com o que eu valorizo. Preciso parar de gastar, preciso viver com menos, preciso destralhar, preciso viver com menos, preciso de um plano B, preciso de um novo modelo pra viver, bem agora na beirada dos 42 anos. Como fazer isso?

Sempre quis mudar, poucas vezes consegui, isso é fato. Será que agora consigo? Eu fico pensando que sem concentração vai ser muito difícil. A primeira coisa que tem que melhorar é minha atenção, minha concentração. Mas acho que não vai dar pra mudar uma coisa de cada vez, é muita mudança que eu tenho que fazer e não dá mais pra esperar, tudo é um pouco urgente agora.

meditar 30 dias

keep-calm-and-meditate-216Comecei hoje. Acordei tarde, mas hoje é sábado e tudo bem. Meditei, acompanhando a respiração. Não é sempre que eu consigo concentrar, minha mente viaja muito, claro. Mas eu percebi que meditar acompanhando a respiração é muito mais fácil do que a meditação com mantras e além disso o tempo passa mais rápido. Na verdade eu encrenquei um pouco com a Meditação Transcendental, que pratico há 12 anos, por que ela faz o metabolismo ficar muito baixo, e isso engorda, além de eu ter uma outra história meio doida de meditação ter alterado um exame de sangue. Então vou tentar esse método por hora. Espero também conseguir terminar os livros que comecei sobre o tema, pra me ajudar, que são dois:

Vivir com Plenitud las Crisis

Mindfulness Prescription for Adult ADHD

 

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beneficios de meditar

Voltei hoje com o desafio de meditar diariamente. Já tinha perdido muitos dias sem meditar, por não encontrar um horário adequado. Eu gosto de meditar na parte da manhã e aqui em casa pela manhã é sempre um caos. Fora que eu acordo muito tarde. Acordar cedo é algo que eu deveria e gostaria de fazer, mas não consigo, por uma série de motivos. Então vou fazer o relatório desse desafio, um pouco nos moldes dos desafios desse blog raptitude.

A inspiração é desse blog, inclusive quero escrever relatório sobre o processo, mas vou ser menos rígida e aceitar deslizes, pelo menos até dois.

Eu até completei o mês que me propus, em março mas não segui adiante. 

E meditar agora é minha única alternativa ao DDA, já que não vou tomar remédio mesmo. A diferença que faz na minha vida é gritante demais pra eu ignorar.

Eu ainda gostaria de encontrar um remédio que melhorasse a minha atenção e a concentração, porque eu vi a diferença que fez e foi grande.

~//~

Atenção e Meditação

http://oglobo.globo.com/saude/meditacao-frequente-faz-com-que-cerebro-fique-mais-atento-funcional-7339640

Tem muito, muito material sobre meditação e melhora da atenção, mas muito mesmo.

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tiempo

Então, ficou difícil. Achei que ia tomar Rita, porque no relatório dos testes a neuro recomenda, mas o psi achou melhor não, e insiste que eu tenho que fazer terapia cognitivo comportamental e eu não acredito que isso vá me ajudar. Mas eu provavelmente vou fazer, porque quando comecei a tratar eu combinei comigo que faria o tratamento até o fim. E lembrei de uma das últimas falas da minha antiga terapeuta, que eu tinha uma depressão que precisava ser tratada. Então vou tratar até o fim.

Isso me deixou  com uma sensação ruim, sem saber direito o que fazer, acho que eu tinha planejado “a vida” (exagero heim?) em torno de tomar esse remédio, pois a neuro tinha dito que o  psi ia me receitar um psicoestimulante, que ela já tinha conversado com ele. Agora tô sem um roteiro pra seguir, sem falas pra ensaiar, vou precisar de uma nova direção. Eu errei em achar que estava certa essa prescrição. E os argumentos do psi foram bons, eu realmente poderia correr riscos com ela. Mesmo assim fiquei meio solta na vida.

Agora é procurar o que fazer com tanto caos.

Mas eu acho que comecei a tentar correr. Corri dois dias, ontem fiz um intervalo, hoje devo correr de novo. Correr é claro que é modo de dizer, o que eu faço mesmo ainda é só me preparar pra correr, corro no máximo um minuto seguido. Mas eu fui lá e isso é o importante. Espero ter aprendido que a constância e mais valiosa que a perfeição. Estou gostando, vou devagar, se não der eu só caminho, tudo bem.

Tenho meditado esses dias também, não quanto seria desejável ou certo, mas estou meditando, isso que importa.

Tinha coisas a serem ditas, mas estou sem vontade. Tenho anotado os gastos, isso fiz compromisso com marido pra gente tentar ver a situação real dos nossos gastos.

E preciso também voltar a escrever o diário. Mas calma, baby steps e tudo a seu tempo. Pelo menos me sinto mais animada. Quero que essa animação fique aqui.

março

trio

Harold, Maude e Bellatrix

 

Recheios de março

 

Ser livre – livre de mim mesma,
esse mim que foi trucidado pelo
excesso secante de idéias.

Clarice Lispector

=====

Que mês imenso.

Filmes

  • O Exótico Hotel Marigold
  • Antes do Amanhecer (revi)
  • Pina
  • Potiche – Esposa Troféu

Séries

  • Última temporada de Fringe (revi também)
  • Revendo primeira temporada de The Good Wife

Livros

  • O Mundo se Despedaça

Alegrias

  • Tarde com o Rada no Palácio
  • Tarde de filme com Laís
  • Chegada da Bellatrix
  • Tariq aprendeu a andar de bike.
  • Corri
  • 3 dias sem fumar
  • 5 dias de descanso.
  • Noite do Sushi
  • Encontro com as meninas no aniversário da Cynthia.

 

Março 76

16

maudinhaHoje volto, porque é segunda, dia 1º, e abril vai ser um longo mês. Talvez amanhã eu tenha novidades sobre o meu tratamento de DDA.

Eu fiz a bateria de testes neurológicos e estou digerindo os resultados até agora, mexeu muito comigo. Não sei ainda como falar disso aqui.

Mas quero voltar à noite e escrever alguma coisa.

Sei que eu quero sorte, leveza e luz nesse abril.

Fevereiro

A vida começa hoje
Todo dia é dia dela começar
Tudo é aqui e agora
Virá uma nova aurora
Com a manhã que vai chegar
(Toquinho)

Recheios de Fevereiro

 

Fevereiro acabou, março vai longe e eu nada. Nada mesmo. Quando comecei a escrever aqui percebi que minha vida ficou mais interessante, mais rica e depois deu uma parada. Eu estou numa fase LOTADA de pendencias, lotada, trabalho, meu diagnóstico que não fecha, remédio que eu não acerto, não estou me sentindo bem, oh céus, oh vida.

Mas dia 11 de março saem os resultados dos exames, e com isso acho que as coisas voltam a ficar mais legais. Também estou fazendo um esforço hercúleo pra colocar meu trabalho em dia e isso vai me abrir a vida também. Mesmo assim eu me cansei desse a vida é pra depois, não é, toda torcida do flamengo sabe eu sei e quem porventura estiver lendo isso aqui também. Read more

15

quemprecisa

Não é?

Ser livre – livre de mim mesma,
esse mim que foi trucidado pelo
excesso secante de idéias.

(supostamente de Clarice Lispector, não consegui confirmar)

Essa semana foi um FIASCO. Fiasco mesmo, não consegui cumprir nem metade dos compromissos, acabou que me confundi demais com a agenda, com o tanto de coisas que tinha pra fazer, me frustrei muito com a dificuldade de cumprir os papéis do trabalho, recebi cobrança por esquecimento. O tamanho da agenda também não sei se está adequado, minha agenda específica de papéis do trabalho me fez falta. Aí essa frustração me desestabilizou. Numa pessoa sem o transtorno não seria assim, mas o portador  de dda tem muita dificuldade de lidar com a frustração. A dificuldade de eleger prioridades torna tudo que se refira à organização ainda mais difícil 

 Acabei tendo que passar por uma micro cirurgia para extrair o siso no sábado. E isso foi pura negligência, resultado de muita procrastinação. Esqueci de pedir atestado para o médico, porque estou com tanto trabalho atrasado e ainda sentindo dor, eu. precisava desse atestado. Não pra não ir trabalhar que isso está fora de cogitação, mas pra segurar a onda se for muito penoso.

Hoje vai completar 3 dias sem meditar. Três dias é um marco, depois de três faltas em qualquer hábito fica muito difícil retomar. Aqui também não escrevi, nem no diário, que eu queria fazer uma checagem diária, nem que fosse de uma linha.

Mas acontece que eu não posso simplesmente me dar ao luxo de não fazer por onde me organizar. Por isso simplesmente preciso continuar, a qualquer custo, de qualquer jeito.

14

naodeixe

“O homem morre a primeira vez quando perde o entusiasmo.”
[Honoré de Balzac]

Hoje eu estou muito agitada, coração chega a doer. Não sei porque, talvez seja a pressão do trabalho, talvez seja a dosagem do remédio, não sei o que é.

Tenho conseguido meditar, mas não tenho conseguido cumprir mais nenhuma das minhas metas. Talvez seja bom estar conseguindo cumprir UMA meta pelo menos.

Mas essa agitação me atrapalha MUITO. Eu não consigo fazer nada. Fico pensando se ter trocado o tipo de meditação pode estar influenciando nessa agitação. E nessa agitação minha memória fica ainda pior, minha força de vontade fica minada, eu fico uma barata tonta. E o dia todo tentei “desagitar” respirando, com pensamentos de calma e não adiantou. Preciso colocar meu trabalho em dia, eu já estou cansada de saber que não funciona o trabalho acumulado. Tem muitos anos que eu sei disso, mas não consigo colocar ele em dia. E não sei mais o que faço pra conseguir.

Porque isso paralisa toda minha vida, toda minha vida. Eu não tenho vivido nos últimos 10 anos por isso. Só tenho conseguido ser feliz de  férias ou afastada do trabalho. E não existe a opção de sair, então não tenho solução, tenho que conseguir vencer esse déficit de atenção pra conseguir me organizar e começar a viver. Eu não sei mais quantas vezes eu já cheguei à essa conclusão.

13

past

Não vou me lamentar, não estou lamentando, até porque eu sei que nada adianta e também, agora já foi. Mas quando eu olho para trás e percebo como eu tive prejuízos por ter DDA e não saber, e não tratar…

Hoje me dei conta de que até mesmo a amamentação dos meus meninos foi prejudicada por esse transtorno. Quanta coisa eu larguei sem concluir por causa do DDA. Uma pós graduação, um mestrado extremamente promissor na UFMG ( e eu fiz TODAS as matérias!), um doutorado, um convite para fazer doutorado na UBA (Universidade de Buenos Aires) ou na Universidade de Córdoba. Sem falar em outras oportunidades menos claras, a faculdade de Filosofia (que eu estava indo extremamente bem), faculdade de Letras…

Hoje eu sei porque pra mim é insuportável ficar de plantão, fazer audiências…

Eu tenho a impressão de que eu estaria em outro lugar bem diferente hoje se tivesse sabido e tratado disso antes, quanta coisa eu teria poupado.

Mas o bom é que eu sei agora,  já estou me preparando, e sei que realmente poderia ser diferente, mas ainda pode ser diferente do que seria daqui pra frente.

12

borboleta

Meu problema é com os abismos e as borboletas. Eu não consigo ultrapassar meus abismos porque estou sempre atrás das borboletas…

Olha, ter DDA é viver a vida correndo atrás do próprio rabo. 3 dias de carnaval, e eu não fiz nada. Hoje acordei super tarde, 11 e meia e só consegui meditar. Fique viajando na internet um tempão sem nada de concreto pra justificar, lendo e absorvendo informações sem parar. E é assim todos os dias, me perco em mil atalhos, corro atrás da borboleta o dia inteiro e termino à noite sem nada.

Deve ser por isso que meu marido criou um origami de borboleta chamado Nalu.

~~

Acho que ginko biloba está me dando do de cabeça. Todo dia agora eu tenho dores fortes que a velha neosaldina não tem dado conta.

~~

Não consigo decidir qual livro ler. E esse estágio é sempre chato, porque  eu não consigo viver sem ler, mas nele eu começo uns 20 livros (sem exagero) e largo tudo no começo, na metade…

Isso é algo que eu me prometi trabalhar, ir até o fim com o que eu começo, eu realmente preciso fazer isso. Acabar com essa provisoriedade que é uma marca tão constante na minha vida.

 

 

11

focusonthegood

Consegui meditar ontem e hoje. Ontem consegui até mesmo fazer alguns minutos de mindfulness antes de dormir. E eu vejo que desde que comecei a meditar direto eu melhorei muito, muito. Não na distração do DDA, nem nos prejuízos que ele traz, mas no bem estar geral, no meu bem estar geral. Quase me sinto voltando a ser eu mesma. Estou bem mais calma. Tudo bem, é carnaval, eu estou longe das preocupações da senzala ( que é o  que mais me preocupa atualmente), mas acho que estou melhor.

Ontem li muito sobre meditação e melhoria de memória, de atenção, de foco.

E chego cada vez mais à conclusão de que importa mais a persistência.

Agora por incrível que pareça eu estou pensando em começar uma atividade física (que oxigena o cérebro e melhora a memória). Preciso de alguma ideia. Mas quero começar a fazer aqui dentro de casa, por hora e sem compromisso.

10

Eu suplico-vos
fazei qualquer coisa
aprendei um passo
uma dança
alguma coisa que vos justifique
que vos dê o direito
de vestir a vossa pele o vosso pêlo
aprendei a andar e a rir
porque será completamente estúpido
no fim
que tantos tenham sido mortos
e que vós viveis
sem nada fazer da vossa vida.

Charlotte Delbo

09

Consegui hoje de novo! Que bom  pra mim. Mas olha, é um custo, viu? São 12 dias e 3 dias que eu não consegui. Tenho que aumentar essa taxa de sucesso.

Ontem também tive consulta com psi conversamos sobre o dda e ele pediu exames pra ajudar no diagnóstico, vamos ver.

08

Consegui meditar! Meio no tranco, com filhote dormindo, me sentei para meditar com objetivo de meditar 10 minutos, mas acabei conseguindo completar 20. E meditando fica claro como é difícil pra mim ficar quieta e focada. Mas consegui. Não fiz mais nada que preste, que tinha me proposto. Tudo bem, mas consegui meditar. o/

07

E com história de DDA (eu sei que hoje se fala TDAH, mas prefiro DDA) eu fico viajando na minha própria história e vendo como sempre vivi e moldei minha vida e quase todas as minhas escolhas em volta do DDA, contornando, me contorcendo, me adaptando a essa condição. É muito louco isso, e mexe muito com minha cabeça ficar revendo anos de vida agora sob essa luz.

06

Então, hoje foi mals, muito mals. Não consegui fazer o que me propus, rendi menos, muito menos do que devia, não meditei. Ontem consegui meditar à tarde, hoje não. Porque eu fico dependendo do marido levantar antes de mim pra ficar com os meninos e eu meditar antes de levantar, mas não tem rolado. E não dá pra meditar depois de comer. Enfim, mas já vi que realmente só dou conta de uma coisa por vez e olhe lá. Agora é me obrigar e não desistir. Do jeito que está é que não pode ficar, eu não posso mais ficar assim. Aí sei que funciona pra mim pensar que não tenho escolha. É isso: não tenho escolha, tenho que sair desse buraco. Amanhã eu medito. Estou tentando desde dia 28. Em oito dias, duas falhas, mas tudo bem não significa que eu desisti. Amanhã dou um jeito e medito.

Já é notável a melhora, viu? Não quero entusiasmar, mas estou melhor, a ansiedade diminuiu muito. Tô quase boa. Se colocar as tarefas x em dia aí sim, acho que essa ansiedade me deixa.

 

05

bagunc3a7a1Todo dia ela faz tudo sempre igual

(quem dera eu tivesse uma rotina, esse todo dia fazer igual isso me faz muita falta)…

Acho que a única estratégia  que pode dar certo comigo é a de um dia de cada vez. É monitorar o dia, passo a passo, e me esforçar no dia, porque nada do que eu tento tem dado certo. Eu não meditei ainda hoje. Tudo bem o dia não acabou, vou tentar de novo. Me obrigar. Hoje é plantão, se não rolar, amanhã eu medito.

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04

Minha motivação caiu toda de novo. Não sei porque, não sei como fazer para manter a motivação em alta. Fiquei um dia sem meditar (tudo bem, isso é aceitável) e hoje meditei só 15 minutos, mal meditados, porque estava muita barulheira aqui.

Tudo bem esse fim de semana eu estou de plantão, justifica. Mas até o próximo plantão tenho 25 dias inteirinhos pra me organizar e fazer algo. Preciso de lista. Preciso fazer muita coisa. Mas acima de tudo preciso aprender a me manter motivada.

Janeiro

IMG_0227Recheios de Janeiro

 

Faltou dezembro, eu sei. Estou escrevendo um pouco sobre DDA (ou TDAH) que eu acho que tenho no nalua.com.br Mas a marca do DDA é a inconstância, a falta de continuidade, por isso eu mesma não espero grande coisa.

—oOo—

Janeiro não tenho muito o que falar, só vou deixar registrado mesmo. Aconteceram muitas cosias boas, mas não tô no espírito agora, e se eu deixar, vai ficar como dezembro, e eu não vou colocar. É só isso.

Livros:

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03

9781853262715

Terminar as coisas é muito importante para quem tem DDA, porque uma das características dos portadores é sempre deixar inúmeras coisas sem término. E eu sou muito assim. Meu rol de coisas não terminadas é imensamente maior do que o daquilo que eu terminei. É muita coisa, talvez eu fale algum dia ainda sobre isso.

Hoje eu terminei de ler Ana Karênina (como é o título da versão que eu li). E isso me faz feliz, porque eu tenho inúmeros livros sem terminar. Mas uma coisa a que eu estou me obrigando é a terminar o que eu começo, mesmo que assim, devagar, em baby steps. Foi de uma sentada que li as primeiras 300 e poucas páginas desse livro.  Depois empaquei, li outros na frente, me embolei (como é o rotineiro pra mim, não é que eu não estava gostando, estava adorando, mas como boa DDA, me enrolei no caminho)  mas resolvi voltar, até porque eu tenho mesmo esse projeto de ler os clássicos. Então, hoje terminei esse livro, o que é uma pequenina vitória pessoal.

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Ana Karênina

annakarenina

Então, começando 2013. Não foi o primeiro livro que eu li, mas é o primeiro que vai aparecer aqui.

~~//~~

 O livro é bem mais que esse resumo aí, mas como eu não vou escrever um resumo mesmo, vai esse. Na internet se encontram resenhas e posts ótimos sobre o livro. Eu adorei,  é um livraço mesmo, mas né, nada do que eu diga vai acrescentar, aí fica só o registro mesmo.

Também não vou colocar os dados, porque tem inúmeras versões dele e eu li uma versão em português
de Portugal, que descobri depois que a tradução dele foi plagiada no Brasil, que cousa.

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Ana Karênina – Liev Tolstói

Uma das melhores obras de Tolstói, o romance Ana Karênina narra a história do amor difícil e controvertido vivido pela protagonista Ana na Rússia czarista. Ela é uma mulher casada que vai atrás de seu amante Vronski mas, arrebatada por uma paixão proibida, resvala cada vez mais para um abismo de mentiras e destruição. Tolstói questiona o significado da vida e da justiça social tendo como pano de fundo as crises familiares. É o maior romance do adultério na literatura universal.

02

porquemeditar

Hábitos e Baby Steps

Para quem tem DDA é muito difícil ser persistente. É muito difícil lidar com muitas coisas por fazer e é complicado decidir sobre prioridades. Eu sou assim. Mas agora, mais que nunca eu sei que preciso de método e organização na minha vida. Porque eu sou caótica e bem desorganizada, e isso me faz mal, muito mal. Posso dizer que isso foi o que mais me atravancou a vida até agora. Eu sinto, agora que sei sobre DDA (ou TDAH) que é um fio que perpassou toda minha vida e muitas das minhas escolhas.

Para tentar me organizar, resolvi procurar dicas sobre organização, sobre melhoria de qualidade de vida com organização e acabei voltando num blog que eu lia há muito tempo, mas depois parei, por ser em inglês. O Zen Habits. E lendo muito nele e sobre ele, cheguei ao ebook Zen to Done, que é uma espécie de manual de organização pessoal. Eu li esse livro (de maneira meio descuidada,na verdade) e resolvi implementar um passo do livro na minha vida. Dois, na verdade. Um é ter um caderno de notas e anotar tudo ali. E o outro é implementar um hábito de cada vez por 30 dias. O hábito que eu resolvi implementar é meditar. Eu vou meditar durante 30 dias ao menos uma vez por dia. Se for possível, duas vezes. O livro traduzido para o português  pode ser encontrado aqui:http://xa.yimg.com/kq/groups/17371930/1578380509/name/ztd.pdf

Leituras de 2012

201301192012 Acabou, mas eu estou ainda meio patinando na lama. Em 2012 faltaram muitos livros pra postar aqui, eu dei uma diminuída legal. Mas como o propósito deste blog é somente registrar minhas leituras mesmo, vou postar aqui a lista dos livros lidos em 2012, passar a régua e continuar 2013 com o pé direitíssimo, zerando a lista e começando de novo.

Esse ano vou fazer a contabilidade dos livros colocando pelo menos o autor. Que minha memória já me fez esquecer, assim de  cara, quais eram alguns  dos livro que eu tinha lido, blé.

Livros de 2012

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01

nalua

Com 41 anos descubro que sou portadora de DDA. Minha nossa, que alívio!!! Como um diagnóstico pode explicar TODA minha vida, desde pequena. Agora preciso encontrar um médico que me dê um diagnóstico oficial. Mas tudo que eu leio, tudo tudo tudo me mostra como eu sou uma DDA desatenta típica. E eu só fico pensando em como minha vida seria diferente se eu tivesse sabido disso antes e tratado…

Assim, como ter DDA é viver no mundo da lua e eu tenho esse domínio, resolvi escrever por aqui, pq nada combina mais com DDA do que viver na lua. O médico que me tirou da barriga da minha já vaticinou isso no momento em que me viu: Olha aí a Nalua!

Eu sei agora que tendo isso preciso mais que nunca e mais q as pessoas normais de organização na minha vida, de roteiro, rotina e disciplina.

E DDA explica tanto, mas tanto! Porque eu fumo, porque não consigo emagrecer, porque sou subempregada, porque larguei pós graduação, mestrado e doutorado, pq minha casa é um caos, porque minha vida é um caos. Porque minha cabeça trabalha até aq exaustão, porque eu tenho insônia, porque eu não consigo emagrecer. Porque eu faço e penso mil coisas ao mesmo tempo. Enfim, alívio, alívio. Só quero ser tratada agora, pra ver como é ser normal.

Os posts de oração eu vou colocar em outro lugar.

Leituras de 2012

Até agora.mulher-lendo-1

  1. @mor
  2. A arte da Vida
  3. A Casa de Papel
  4. A casa dos budas ditosos
  5. A Ciranda das Mulheres Sábias
  6. A Culpa é das Estrelas
  7. A Dieta da Barriga Zero (mais consultando que lendo)
  8. A Distância entre nós
  9. A História de O

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Amanhã é cedo pra estar melhor

Recheios de novembro
twinkle

Socorre-me, devolve-me a leveza
Da tão primeira nuvem que avistares.

Daniel Faria

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Filmes

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Adorei

https://www.facebook.com/v/535184355831

Crónica do Pássaro de Corda

cronicapassarocordaCrónica do Pássaro de Corda – de Haruki Murakami
Esse livro não foi publicado no Brasil. E (pelo menos até 2012) não tinha saído em ebook. Então uma amiga querida ia pra Portugal e eu fiz o que não faço nunca: pedi pra ela trazer pra mim. O que, lógico, foi um decabeceamento, porque o livro é um tijolão.
Ele veio, eu li, devorei, na verdade, e ainda por cima digitalizei. Adorei, gostava eu muito do Murakami. (Não que eu não goste, mas não ando numa fase propícia)
Sinopse:
A obra-prima do maior escritor de culto da actualidade
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Até outubro esperei

Recheios de Outubro

o tempo voaDe Amor nada Mais Resta que um Outubro

e quanto mais amada mais desisto:
quanto mais tu me despes mais me cubro
e quanto mais me escondo mais me avisto.

E sei que mais te enleio e te deslumbro
porque se mais me ofusco mais existo.
Por dentro me ilumino, sol oculto,
por fora te ajoelho, corpo místico.

Não me acordes. Estou morta na quermesse
dos teus beijos. Etérea, a minha espécie
nem teus zelos amantes a demovem.

Mas quanto mais em nuvem me desfaço
mais de terra e de fogo é o abraço
com que na carne queres reter-me jovem.

Natália Correia, poeta portuguesa

Novembro chegou? Mas cê jura que já? A sensação que eu tenho é que os anos  voam e os dias duram uma eternidade, como diz a Virginia Woolf.

Mês parado, com muito choro, muito improdutivo. Só li, horrores, desses livros aí dois tem mais de 600 páginas. Ler é o que eu faço de melhor nessa vida. pena que é improdutivo e solitário. Pena não, é divertido, não vamos fingir. Mas preciso sair mais da toca da coruja. Tenho que sarar primeiro, pra ir ver o sol de acordo.

Que novembro seja gentil, como alguém disse.

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Livros

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Cada Siete Olas

cadasieteolasCada siete olas – Daniel Glattauer

Esse livro eu li em espanhol mesmo, pois tinha lido o antecessor, @amor e queria muito saber o que aconteceria, mas não tinha ebook dele ainda em português. Acho que gostei, mas não lembro muita coisa (escrevo agora em 2014), mas é uma leitura levinha.

Nunca habíamos estado tan cerca y al mismo tiempo tan lejos

1) ¿Ya conoces a Emmi Rothner y a Leo Leike? Entonces es que has leído Contra el viento del norte, la inusual historia de amor en que dos personas que jamás se han visto se enamoran perdidamente por e-mail.

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@mor

@mor – Daniel Glattauer

@mor-1Sinopse

Num e-mail enviado por engano, começa um relacionamento virtual que testa as convicções de Leo Leike e Emmi Rothner. Ele, ainda digerindo o fracasso de seu último relacionamento, responde de forma espirituosa a duas mensagens enviadas por engano por ela, que, inicialmente, só queria cancelar uma assinatura de revista. Depois, Emmi inclui Leo por engano entre os destinatários de um e-mail de boas festas. Na terceira troca de e-mails, o mal-entendido dá lugar à atração mútua, reforçada pelo fato de um nunca ter visto o outro. Nada como a curiosidade instigada por frases bem encadeadas chegando a intervalos regulares numa caixa postal eletrônica para que os dois se esqueçam dos possíveis impedimentos. A cada dia, Leo e Emmi se sentem mais impelidos a marcarem um encontro. Após trocas contínuas de mensagens, está claro para ambos que o marido dela e as feridas emocionais dele não serão obstáculos para que marquem um encontro. O único obstáculo real é a insegurança de ambos quanto à transformação da fantasia em realidade. A expectativa é uma faca de dois gumes e a realidade pode não estar à altura.

ISBN: 9788581050690
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De Amor e Trevas

81k7JJ9SA9L._SL1500_De Amor e Trevas – Amós Oz

Entre a autobiografia e o romance, De amor e trevas é a extraordinária recriação dos caminhos percorridos por Israel no século XX, da diáspora à fundação de uma nação e de uma língua: o hebraico moderno. É também uma reflexão sobre a história do sionismo e a criação de Israel como necessidade histórica de um povo confrontado com a ameaça de extinção.
Ganhador do Prêmio France Culture de 2004 e do Prêmio Goethe do mesmo ano, o livro extrai sua grandeza da simplicidade de um gesto narrativo que faz do olhar de um menino o fio condutor de uma história vigorosa e bela da constituição da identidade de um garoto e uma nação. Essa confluência é sintetizada em cenas que marcaram a memória do escritor, como a da multidão que ouve pelo rádio, numa praça de Jerusalém, a votação da ONU que determinou a criação do Estado de Israel – cenas que se imprimem na mente do leitor com uma notável força narrativa.

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Fui eu quem se fechou no muro

Recheios de Setembro


“Hoje me deu uma tristeza,
sofri três tipos de medo
acrescido do fato irreversível:
não sou mais jovem.
Discuti política, feminismo,
a pertinência da reforma penal,
mas ao fim dos assuntos
tirava da bolsa meu caquinho
de espelho
e enchia os olhos de lágrimas:
não sou mais jovem…”

Adélia Prado

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Que não falte a falta. Mas como falta né?

E como falta, como a gente sente falta e falta aos outros a nós mesmos a tudo. E como é difícil ser artista da própria vida (segundo o Bauman, nesse livro lindo, A Arte da Vida, somos todos, queiramos ou não artistas da própria vida. Não artífices, artistas mesmo.) Ele conseguiu fazer com que o projeto do Sartre ficasse ainda mais difícil. E  eu rio né? Porque de arte a minha vida no momento não tem nada. Tem muito é de juntar pedacinhos de mim mesma. Não, nada mudou, continuo aqui no mesmo lugar, do mesmo jeito, mesmo status quo de anos atrás. Mas em julho eu simplesmente pirei, chutei o balde, e adoeci. E agora tô começando a me recuperar. Nada grave, mas nada simples também. E esses últimos meses tem sido assim, meio parados, meio sem recheio, só o arroz com feijão mesmo e tá bom, muito bom, ainda tenho que agradecer o trivial.

Mas agora outubro, mês bonito, que eu sempre gostei, que vem renovando, vem anunciando o fim do ano, o fim da época. Que: se é boa pra que pressa? E se é ruim: pra que pressa?

Que venha outubro. E que venha saúde, alegria e temperança.

Livros

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A Distância Entre Nós

distanciaentrenosA distância entre nós, de Thirty Umrigar

Eu adorei esse livro, adorei. Apesar de ser um livro triste, entrou pra lista dos meus livros preferidos. ´E muito absorvente, uma história bem bonita.

BOMBAIM, ÍNDIA. Duas mulheres. Duas vidas. Dois destinos que poderiam ser um só. Sera e Bhima estão indiscutivelmente ligadas, seja pelo silêncio ou pela cumplicidade. Mas ao mesmo tempo estão distantes, separadas por uma fronteira intransponível. Como se o fio que as une não fosse forte o suficiente para agüentar uma descarga elétrica, força que parece definir a sorte e a tragédia da patroa e da empregada. Duas vidas marcadas pela decepção, enganadas pela traição, sujeitas a uma sociedade cruel cuja voz berra e marca a fogo a existência dessas mulheres. A Distância Entre Nós é um romance avassalador, envolvente, intenso. Você não conseguirá parar de lê-lo, e não será o mesmo quando alcançar a última pagina. Acredite.

 

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As coisas que eu penso e que ninguém quer entender

Recheios de Agosto

scumbag-brain-depressed

Quando eu saí de uma importante depressão, eu disse a mim mesma que o mundo no qual eu acreditava deveria existir em algum lugar do planeta. Nem se fosse apenas dentro de mim… Mesmo se ele não existisse em canto algum, se eu, pelo menos, pudesse construi-lo em mim, como um templo das coisas mais bonitas em que eu acredito, o mundo seria sim bonito e doce, o mundo seria cheio de amor, e eu nunca mais ficaria doente. E, nesse mundo, ninguém precisa trocar amor por coisa alguma porque ele brota sozinho entre os dedos da mão e se alimenta do respirar, do contemplar o céu, do fechar os olhos na ventania e abrir os braços antes da chuva. Nesse mundo, as pessoas nunca se abandonam. Elas nunca vão embora porque a gente não foi um bom menino. Ou porque a gente ficou com os braços tão fraquinhos que não consegue mais abraçar e estar perto. Mesmo quando o outro vai embora, a gente não vai. A gente fica e faz um jardim, qualquer coisa para ocupar o tempo, um banco de almofadas coloridas, e pede aos passarinhos não sujarem ali porque aquele é o banco do nosso amor, do nosso grande amigo. Para que ele saiba que, em qualquer tempo, em qualquer lugar, daqui a não sei quantos anos, ele pode simplesmente voltar, sem mais explicações, para olhar o céu de mãos dadas. Rita Apoena

Setembro chegou e eu nem notei. Agosto foi estranho, deprimente, estranho, me deixei levar, me deixei pegar pela onda negra de novo.

Não tenho o que falar, ainda não saí de agosto. Vou colocar pra não perder o hábito, mas na verdade não fui anotando o que me aconteceu em agosto, escrevo agora o que me lembro, agosto começou cedo e ainda não terminou, espero que dessa segunda não passe.

Agosto

Filmes

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Cinzas de agosto e na mesa o vinho derramado

Recheios de Agosto
noteasy

Nisto erramos: em ver a morte à nossa frente, como um acontecimento futuro, enquanto grande parte dela já ficou para trás. Cada hora do nosso passado pertence à morte.

Lucius Annaeus Seneca

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Julho foi um mês chato. Eu tive crises de angústia muito chatas. Espero que agosto seja melhor. Por isso nem tenho muito que falar, julho se foi e deixou um gostinho chatinho.

 Julho

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10 anos

Eu fiz 41 anos. E de repente, me dei conta que há dez anos eu luto com excesso de peso. Chega né? Até 31 anos eu não tinha nem sobrepeso. Com 31 comecei a engordar e antes da primeira gravidez já tinha sobrepeso, engordei muito em pouco tempo (antes de engravidar, na gravidez mesmo, nem tanto) e de lá pra cá, pff, só ladeira abaixo. E tem seis anos que eu escrevo sobre emagrecer, só engordando (risos). Que cousa. As últimas fotos sem excesso de peso que eu tenho são as do casamento. Yay! #not

Gostaria de ter forças para desistir dessa história de emagrecer, deixar pra lá, porque já era pra eu ter percebido que eu gosto muito mais de comer do que de ser magra. Mas não tem jeito. sigamos então. Como?

Ou não?

Teste de Postagem

Nunca troque, Nalu, nunca troque. Estou testando agora essa opção de postar pelo Word. Que cosia incrível isso. Será que presta, será?

TRANSMUTAÇÃO DE ENERGIA

Apelo à minha bem amada presença EU SOU e ao bem amado Mestre Saint Germain.

PURIFICAI, PURIFICAI, PURIFICAI

(Repetir 3X as linhas abaixo)

COM A FORÇA DA TRANSMUTADORA CHAMA VIOLETA, RETIRAI DO MEU CORPO TODA SUBSTÂNCIA ESCURA E PEGAJOSA E CONSUMII TUDO NA CHAMA VIOLETA.

Transformai, transformai, transformai essa energia em liberdade, saúde, pureza e perfeição.

Eu vos agradeço, EU SOU, EU SOU, EU SOU.EU SOU a Chama Violeta. EU SOU um ser de luz violeta.

EU SOU a perfeição que Deus deseja

Força de Vontade

Eu gostei muito, mas muito mesmo desse livro. Me abriu alguns circuitos na cabeça, me fez reforçar algumas cosias que eu achava, já tinha lido em outros lugares, mas não achava ainda tão certo. Achei que ia me ajudar e ajudou. Mas é uma pena que as dicas para o autocontrole na dieta não são tão  legais. Porque ele diz que de tudo que fala no livro, que pra dieta não é o autocontrole que falha. E isso me deixou chateada, pq eu achava que o que me faltava era só força de vontade e que melhorando essa eu poderia ter mais eficiência na dieta. Mas não, ele diz que não. Inclusive tem um capítulo todo só pra dieta e eu fiquei um pouco desanimada com isso. Mas para o resto, para o autocontrole como um todo, pra que se fortaleça essa característica,  é muito bom, ou pra entender mesmo um pouco melhor como andam os estudos sobre isso hoje. Bom, mas de todo modo achei excelente. Recomendo muito. Fiquei com vontade de ler muito muito mais coisas sobre o mesmo assunto.

Mas adoraria que pra dieta ele tivesse ajudado mais, esse é meu calcanhar de aquiles…

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 Força de Vontade – A Redescoberta do Poder Humano

Autor: Roy F. Baumeister e John Tierney

Os Segredos do autocontrole revelados por uma das mais importantes pesquisas científicas de nossa época.

Neste livro, o jornalista John Tierney apresenta de forma clara e acessível à base teórica e as aplicações práticas do trabalho de Baumeister. A partir da constatação de que a vontade é, efetivamente, uma energia física – que pode ser fortalecida com exercícios ou exaurida pelo excesso – o livro traz discussões instigantes, exemplos reais e sugestões eficientes para vencer as tentações diárias que nos afastam de nossos alvos, superar vícios e hábitos negativos, emagrecer definitivamente, educar nossos filhos, trabalhar de forma produtiva e atingir objetivos em todas as áreas.

Sem recorrer a fórmulas prontas nem a lições de moral, Força de vontade expõe uma das mais completas e rigorosas pesquisas sobre o comportamento humano deste inicio do século, mostrando como esse revolucionário conhecimento pode transformar ou salvar vidas.

Pequena Abelha

Esse livro eu comecei a ler e estava gostando muito, muito. Um história inusitada, uma trama diferente, bem contada. Mas em um certo ponto parece que o autor perdeu a mão, e foi ficando meio inverossímil demais, exigindo muita suspensão da minha descrença. Aí comecei a achar meio chato. A história, apesar disso é boa, prende a atenção, é tranquilo de ler, flui. Mas não gostei muito, do meio para o final achei fraco. Eu esperava bem mais pelo tanto de resenha que li achando sensacional.

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PEQUENA ABELHA
Formato: Livro
Autor: CLEAVE, CHRIS
Tradutor: NEWLANDS, MARIA LUIZA
Editora: INTRINSECA
Assunto: LITERATURA ESTRANGEIRA – ROMANCES
ISBN: 859807893x
ISBN-13:
Idioma: português
Encadernação: Brochura
Dimensão: 23 x 16 cm
Edição: 1ª
Ano de Lançamento: 2010
Número de páginas: 272

 

Este livro apresenta a história de duas mulheres cujas vidas se chocam num dia fatídico. Uma delas precisa tomar uma decisão terrível. Dois anos mais tarde, elas se reencontram. E tudo começa.

Devia ter arriscado mais

 

oqnaoleve

Apenas nos deveria surpreender o ainda podermos ser surpreendidos. 

François La Rochefoucauld

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Demorei pra acertar junho. Planos, o mês dos planos depois do maio de amor. Não tenho muito o que dizer de junho, foi um mês bom, mas que eu não prestei atenção, nem sei como traduzir isso de não prestar atenção, mas é verdade, eu não prestei atenção. Como se ele tivesse passado batido, o que acabou se traduzindo nessa demora em postar, em fazer o balanço. e não passou, aconteceu tanta coisa legal.

Isso é mau, isso é muito mau, não posso deixar de prestar atenção. Não tem muita vida sem atenção. Espero que seja uma lição aprendida. E teve tanta coisa pra eu me entusiasmar… Que pena.

Junho

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Daqui desse momento

16/06/2012

A maior recompensa para o trabalho do homem não é o que ele ganha com isso, mas o que ele se torna com isso.

John Ruskin

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A semana não foi fácil, nem perfeita. Eu sempre preciso contar com o fato de que eu custo a engrenar. E preciso ficar atenta também ao outro fato de que eu me perco nessa demora várias vezes. E tudo dança e é por isso que estou como estou. O erro maior foi não ter planejado direito. Aliás, o erro maior mesmo, foi deixar o trabalho ficar em situação crítica. Porque eu já sei, a esta altura do campeonato, que foi meu trabalho que me fez engordar. Minha relação com ele, claro. Isso ferra muita coisa na minha vida. Muita, mais do que eu poderia descrever aqui. Eu só consigo fazer as coisas bem, eu só consigo viver bem quando meu trabalho vai bem. E agora não estou numa fase exemplar no trabalho. Aí a semana consumiu-se comigo trabalhando mal e usando o resto do tempo pra evitar pensar no trabalho. Evitar pensar no meu trabalho me desgasta, porque eu fico consumida nisso. E isso é o que eu mais faço, evitar pensar no trabalho.

Em geral eu comi menos. Não melhor, mas menos.

Não consegui planejar, comprar nada e saí dos trilhos várias vezes. Mas estou atenta e estou fazendo um esforço pra melhorar. E preciso me convencer que não tenho escolha, foi só com esse pensamento em mente que eu consegui perder os doze quilos da última dieta. Já estou pensando a listinha de compras. E preciso pesar também, e acompanhar se está acontecendo alguma evolução no peso.

Outra semana começa e vai ser mais alinhada que essa.

É o que me interessa

Pena de mim não precisava

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Algún día en cualquier parte, en cualquier lugar indefectiblemente te encontrarás a ti mismo, y ésa, sólo ésa, puede ser la más feliz o la más amarga de tus horas.

Pablo Neruda

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Eu estou me preparando para começar amanhã uma nove dieta. Dieta sim, eu não consigo mais falar outro nome. E ainda estou tentando decidir um caderninho para acompanhar o processo, para anotar a comida e os pensamentos. Aí me deparei com uma agenda linda, linda que comprei em uma viagem em 2008. e a primeira página que abri foi essa aí de cima, justamente o dia do meu aniversário, sem querer. Parece ensaiado, mas não foi, aconteceu assim. Não poderia ter um pensamento melhor que esse, já que essa é a milionésima vez que eu começo. E não poderia ter melhor ilustração pra este post. Por enquanto é só que agora não dá mais tempo.

E é isso, estou de volta com a dieta. Tentando emagrecer de novo. E querendo muito que isso não seja mais um papo de bêbado.

♫Volta Por Cima – Jorge Aragão

Coração Desconhecido

Eu li esse livro no tablet, já tinha lido umas 5 ou 6 vezes, li de novo, relembrando velhos tempos de leitura compulsiva de Barbara Cartland. É ruim que dói, ruim, mas eu gostava muito das histórias, formou meu caráter (hahaha) e li num dia tenso que nada entrava mais na minha cabeça. Eu comecei a gostar de ler mesmo, compulsivamente com os livros da Barbara Cartland. Agora vou ler outro em inglês, que eu já li, por isso mesmo, já li ele em português várias vezes, achei em inglês e vou ler pra treinar, preciso deslanchar essa leitura em inglês e achei boa ideia ler algo que eu já li e que tem um linguagem bem rasteira.

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Tradução:  David Jardim Junior
Rio de Janeiro: Tecnoprint [Brazil]
1978. 324 p.
The unknown heart [English]

Herdeira da maior fortuna dos estados unidos, Virgínia tinha tudo para ser uma das moças mais invejadas do mundo.  Por ser feia e gorda, porém, era desdenhada por todos.  Sua mãe, dama esnobe e autoritária, não lhe dedicava amor nem carinho.  A rica senhora, desejosa de um título de nobreza, para se impor ainda mais às amigas, chegou ao cúmulo de “vender” a filha a um duque inglês, dando-lhe em troca um dote de sete milhões de dólares.  Virgínia foi obrigada, então, a casar-se com um homem desprezível, ambicioso e falido”

 

É mês de maio, a vida tem seu esplendor

Recheios de Maio

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Maio já está no final
O que somos nós afinal se já não nos vemos mais
Estamos longe demais longe demais
Maio já está no final
É hora de se mover prá viver mil vezes mais
Esqueça os meses esqueça os seus finais esqueça os finais
Eu preciso de alguém sem o qual eu passe mal sem o qual
eu não seja ninguém eu preciso de alguém

Kid Abelha

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Maio foi um mês surreal, surreal. Começou em abril e acho que está terminando só hoje. Vou postar hoje, 2 de junho, mas com data de 31 de maio, só pra fins de organização, porque a verdade é que ainda é maio. Hoje é maio.

Tanta alegria, tantos preparativos, minha vida em suspensão, tanta coisa boa. E uma coisa péssima no final. Isso é a vida. Isso É Vida.

E maio começou em abril. Depois de uma conversa com uma amiga, quando eu pensei em fazer um encontro de bruxas, aproveitar e celebrar meu aniversário. E aí um grupo de amigas queridas resolveu comparecer. E vieram. 13 amigas, num bate e volta só pra me dar um abraço e celebrar meu aniversário. De 4 estados diferentes do país. Mas meu Deus, quanta felicidade! Dizem que a gente alcança um ponto auge da vida e nem percebe. Acho que eu tive a fortuna de perceber esse ponto. ¡Gracias, muchissimas gracias!

Não tenho mesmo, não tive antes e continuo sem ter agora como expressar o que essas meninas significam pra mim. São mais que amigas, acho que nós já passamos dessa esfera. Somos Co-Madres* mesmo. Nos conhecemos num grupo de mães. E aprendemos a ser um pouco mães umas das outras também.

E esse aniversário acabou sendo uma oportunidade dessa moçada toda, que conversa o dia inteiro, todo dia, há tantos anos, de se encontrar, ao vivo, quase todas juntas no mesmo lugar numa tarde que eu achei inesquecível.  Nós já nos encontramos várias vezes, em lugares e circunstâncias diferentes, mas nunca em número tão grande, quase todas nós juntas. E daqui de BH estavam os amigos que eu amo também. Com poucas ausências, justificadas. Os Amigos, na verdade. Ou seja, tudo perfeito.

E quem eu amo mesmo estava lá, comigo, celebrando a nova década que entrou mesmo, com força toda.  Agora eu sou uma quarentona de verdade. Mesmo que o aniversário tenha sido de 41.

E cheia de planos, mas deixa esses pra junho.  Agora no final de maio perdi um colega de trabalho, trabalhando, em consequência também do risco que a gente corre nesse ofício ingrato. Foi muito triste, porque ele ficou desaparecido cinco dias, e foi morto de maneira violenta e muito triste. As duas últimas semanas de maio foram adrenalina pura. Mas. C’est la vie.

Por isso maio foi de pouco filme, pouca leitura, pouca cozinha porque eu fiquei envolvida demais nisso tudo. E nossa, que recheio em maio, que maio, que maio!

Alegrias

  • Confraria
  • O Mês quase todo de preparação pro Grande Encontro.
  • O Grande Encontro
  • Aniversário do meu amor
  • Meu Aniversário

Filmes

Livros

  • O Espetáculo Mais Triste da Terra
  • A Ciranda das Mulheres Sábias
  • Norwegian Wood (lendo ainda)

Comidas

  • Bolo
  • Latke
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Mês de Maio, Almir Sater

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 COMADRE — Em espanhol, esse termo significa
 algo semelhante a "eu sou sua mãe e ao mesmo
 tempo você é minha mãe". E uma palavra usada
 para descrever a relação íntima entre mulheres
 que cuidam uma da outra, que dão ouvidos e
 ensinam uma à outra, de uma forma na qual a
 alma está sempre incluída; às vezes ela é o
 assunto da conversa, e às vezes é com ela
 diretamente que se fala.

Esse grupo começou como Mais Que Comadres. 
Mas estava destinado a Comadres mesmo.

A Ciranda Das Mulheres Sábias

Eu reli esse livro esse mês, por conta do espírito do mês, que era de f roda de mulheres, de círculo de mulheres, de bruxas, de comadres. Adoro esse livro, fininho pequeno, cheio de poesia e de esperança.


CIRANDA DAS MULHERES SABIAS, A
Formato: Livro
Autor: ESTES, CLARISSA PINKOLA
Editora: ROCCO
Assunto: PSICOLOGIA
ISBN: 8532521509
ISBN-13: 9788532521507
Idioma: português
Encadernação: Brochura
Edição: 1ª
Ano de Lançamento: 2007
Número de páginas: 122

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Em ‘A ciranda das mulheres sábias’, a psicanalista e poetisa Clarissa Pinkola Estés reverencia a maturidade feminina e faz uma comovente e profunda homenagem àquelas mulheres que souberam acumular sabedoria ao longo de suas existências. O livro tem uma linguagem metafórica, que se assemelha às antigas histórias contadas de mães para filhas, e chega às livrarias na última semana de maio. Clarissa Pinkola Estés parte de um doce convite à leitora para que se acomode ao seu lado e deguste com ela a bebida que foi reservada para ‘uma situação especial’, a fim de que possam conversar sobre ‘assuntos que importam de verdade’ a duas mulheres, com a garantia de que ‘aqui sua alma está em segurança’. Seduzida por uma linguagem terna, emocionante e poderosa, a autora apresenta os encantos deste ‘arquétipo misterioso e irresistível da mulher sábia, do qual a avó é uma representação simbólica’ e que ‘não chega de repente, perfeitamente formado e se amolda como uma capa sobre os ombros de uma mulher de determinada idade’. O aspecto mais sedutor do livro reside, justamente, na representação simbólica contida nas avós. Das matriarcas da mitologia às avós dos contos de fadas, passando por aquelas anônimas de suas vivências profissionais, a autora chega às avós de suas tradições familiares, descrevendo de forma magnífica a chegada à América das ancestrais que passaram a fazer parte de sua vida familiar, aquelas ‘quatro velhas refugiadas que saltaram de enormes trens pretos para o nevoeiro noturno na plataforma onde nós as aguardávamos com grande expectativa’. Ao final, as nove preces de gratidão – por todas as idosas do mundo, pelas mulheres mais velhas matreiras, pelas avós nas cozinhas, pelas tias perspicazes, pelas filhas que estão aprendendo, por todas as filhas e velhas – representam um perfeito arremate ao prazer da leitura destas páginas plenas de luz, melodia, emoção e encantamento.

Livros e Janelas

Horóscopo Diário Pessoal de Quinta, 17 de maio 2012

Horóscopo Diário Pessoal de Quinta, 17 de maio 2012

de  Nalu Aline, Nascimento 28 de maio 1971

  Quem é você***

Válido durante muitos meses : Os efeitos deste trânsito nem sempre são espetaculares, porém, se observar com atenção, você verá que há diversos fatos novos e estimulantes acontecendo em sua vida. Ela não estará correndo da forma habitual. Mas as mudanças e imprevistos não a perturbarão especialmente. Ao invés disso, eles lhe trarão uma nova compreensão e oportunidades, dando-lhe a sensação de que ainda há emoção e potencial para crescimento nesta vida.Talvez as oportunidades lhe batam à porta através de amigos ou de alguma área de seu cotidiano. É possível que você se veja envolvida com um novo grupo de pessoas, cujo estilo de vida não lhe seria possível imaginar antes. Talvez se sinta motivada a estudar novas filosofias e técnicas para administrar sua vida. Este é um dos trânsitos nos quais as pessoas começam a estudar astrologia.

Tudo isso constituirá uma manifestação de seu desejo por maior liberdade de expressão individual. Durante este trânsito, você terá a chance de adquirir mais controle sobre sua vida e de transformá-la num veículo mais adequado ao que você deseja fazer. Todos os relacionamentos iniciados agora serão uma expressão desse fato, e até os relacionamentos antigos se alterarão, de modo a aproximá-la de seus objetivos. Haverá inesperadas oportunidades de crescer no trabalho através de seu relacionamento com superiores.

Tudo isso parece sorte, mas este trânsito na verdade mostra que sua vida pode ser bem mais livre e que seus potenciais são maiores do que você imaginava. Todos temos naturalmente uma tendência a estabelecer-nos dentro de rotinas confortáveis, que podem ser muito restritivas. Porém a energia deste trânsito age de repente, forçando-a a parar e observar. A finalidade deste trânsito é dizer-lhe quem você é. Ele não lhe dará nada a que não faça jus.

Trânsito selecionado para hoje (pelo usuário):
Urano Sextil Sol, ,
Período ativo final de abril 2012 até final de março 2013

O Espetáculo Mais Triste da Terra

Posso dizer que esse foi outro livro que eu devorei. Essa história , desde que eu fiquei sabendo sempre me impressionou muito, e eu estava doida pra ler esse livro. Aí ele apareceu nas minhas mãos e eu li de uma sentada. É muito bom, um trabalho jornalístico bem legal, bem completo. E mostra as pequenas histórias que acompanharam essa tragédia horrível. Gostei bem, foi um acontecimento impressionante mesmo. E como em toda catástrofe dessa proporção, vemos em ação o melhor e o pior do ser humano. Recomendo.

ESPETÁCULO MAIS TRISTE DA TERRA, O 

O INCENDIO DO GRAN CIRCO NORTE-AMERICANO
Formato: Livro
Autor: VENTURA, MAURO
Editora: COMPANHIA DAS LETRAS
Assunto: HISTÓRIA DO BRASIL
Capa Victor Burton
Páginas 352
Formato 14.00 x 21.00 cm
Peso 0.43700 kg
Acabamento Brochura
ISBN: 8535919910
ISBN-13: 9788535919912
Idioma: português
Encadernação: Brochura
Dimensão: 21 x 14 cm
Edição: 1ª
Ano de Lançamento: 2011
Número de páginas: 320

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Meses

Eu tô pensando que vou trazer pra cá todos os posts sobre os balanços do mês. E todos os posts de livros. Se não der certo, deleto tudo, porque esse blog já não tem sentido mesmo…

Logo eu que queria mudar tudo

digaporfavor
É tão bonito quando a gente pisa firme
Nessas linhas que estão nas palmas de nossas mãos
É tão bonito quando a gente vai à vida
Nos caminhos onde bate, bem mais forte o coração

Gonzaguinha

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Abril

O mês mais louco em muito tempo. Começou com a viagem para São Paulo, que foi maravilhosa. A recepção das meninas queridas de lá é uma das coisas mais deliciosas que a vida me trouxe. Amei a viagem, me diverti muito, foi tudo uma delícia.

Depois teve Confraria duas vezes. O que não acontece com frequência, porque estamos sempre na correria e é dificil juntar as agendas das bruxas, cada uma mais ocupada que a outra. Mas nos encontramos, e ainda conseguimos ir uma vez no Comida Di Buteco.

Daí eu caí num principio de depressão, sem quê nem porque. E o mês foi avançando, mudanças impressionantes no meu trabalho, loucura, loucura.

Em abril eu não cozinhei nada, não fiz dieta, não vi nenhum filme. Tinha muito tempo que eu não passava um mês todo sem ver filme. Em compensação vi as três primeiras temporadas de True Blood. Mas isso nem conta porque a gente vê seriado aqui em casa todos os dias.

E fecha abril com chave de ouro, com a preparação de uma das coisas mais legais que podiam acontecer agora. Uma acontecimento que tá me fazendo tão, mas tão feliz que a sensação é a de que eu vou acordar a qualquer minuto e descobrir que era sonho. Mas, hei, Nalu: Não é sonho!

Alegrias

  • Confraria
  • Viagem pra São Paulo
  • Tarde na Babi
  • Almoço no Masp
  • Exposição sobre a Índia com a Dê
  • Encontro com a Dani
  • Gael e os bichos
  • Confraria no Comida di Buteco
  • Noite Sylvia e Karina
  • E a chave de ouro, aquela preparação.

Filmes

  • True Blood 1ª 2ª e 3ª temporadas

Livros

  • O Filho Eterno
  • A Casa de Papel
  • Extremamente Alto e Incrivelmente Perto
  • Por Favor Cuide da Mamãe
  • Frango com Ameixas
  • Nas tuas Mãos

 

A Casa de Papel

Achei que eu ia gostar mais desse livro. Eu gostei, mas não foi um livro que me arrebatou. É muito interessante, a premissa, a história e o inusitado amor pelo livro que os personagens mostram. E é um livro fininho, que também se lê numa sentada. Vale a leitura, até porque é um livro diferente, uma história bem diferente e bem contada. Pra mim faltou alguma coisa, talvez porque eu tenha lido nuns dias em que estava bem deprimida.

CASA DE PAPEL, A
Formato: Livro
Autor: DOMINGUEZ, CARLOS MARIA
Editora: FRANCIS-
Assunto: LITERATURA ESTRANGEIRA – ROMANCES
ISBN: 8589362655
ISBN-13: 9788589362658
Idioma: português

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Frango com Ameixas

Esse livro eu li numa sentada, dentro da livraria mesmo. Muito legal, eu gosto da pegada da Marjane Sartrapi, e adoro o traço dela, os desenhos são muito bonitos, muito interessantes… E a história também é bem original, inusitada, surpreendente. Gostei muito.

FRANGO COM AMEIXAS
Formato: Livro
Autor: SATRAPI, MARJANE
Tradutor: WERNECK, PAULO
Editora: COMPANHIA DAS LETRAS
Assunto: HQS/COMICS/
QUADRINHOS/GRAPHIC NOVEL
ISBN: 8535912177
ISBN-13: 9788535912173
Idioma: português
Encadernação: Brochura
Dimensão: 24,5 x 16,5 cm
Edição: 1ª
Ano de Lançamento: 2008
Número de páginas: 88 Read more

Por Favor Cuide da Mamãe

Eu nem sei como cheguei nesse livro, mas deve ter sido através dos blogs de livro que eu sigo. Eu comprei o ebook e ficou um tempo lá me esperando. Depois uma amiga querida leu e gostou, aí foi o impulso pra eu começar a ler também.  Depois eu acabei comprando o livro físico mesmo, pra emprestar também, porque é desses livros que eu queria que todo mundo que eu conheço lesse. Amei, achei maravilhoso, lindo, poético, delicado, suave, parece uma pintura de sumiê. Muito emocionante, eu chorei demais lendo. Mexeu comigo num nível bem profundo, fiquei pensando muito na minha mãe. Recomendo, é um livro bem escrito, que toca a alma. É triste sem ser piegas e me surpreendeu, eu esperava algo mais moralista, mais  raso mesmo, e não é. Tem muita resenha boa dele por aí, ainda mais por se tratar de lançamento.

 

POR FAVOR, CUIDE DA MAMÃE

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Dia do Livro

sant-jordi-1“Eu poderia ter o mesmo pai, a mesma mãe, ter frequentado o mesmo colégio e tido os mesmos professores, e seria uma pessoa completamente diferente do que sou se não tivesse lido o que eu li. Foram os livros que me deram consciência da amplitude dos sentimentos. Foram os livros que me justificaram como ser humano. Foram os livros que destruíram um a um meus preconceitos. Foram os livros que me deram vontade de viajar. Foram os livros que me tornaram mais tolerante com as diferenças.”

Martha Medeiros.

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E eu poderia ter escrito isso, porque é exatamente o meu caso. Em homenagem ao Dia de Rosas e Livros.

O Filho Eterno

Eu não tenho muito hábito de literatura brasileira, nunca tive. Dos novos autores então, acho que não li quase nada. E nem estava no meu horizonte, devido aos mil livros que me esperam, devido ao meu trato comigo mesma, que  eu leria um pouco dos “consagrados”, das listas. Mas aí ontem quase por acaso me deparei com esse livro O Filho Eterno. E já não me lembro mais o pensamento que me fez pegar o livro e começar a ler, ou a urgência que eu tive de ler aquele livro naquele minuto. Sei que foi assim e eu embarquei. Daí que não parei mais, li de um fôlego só.

Achei muito bom, delicado, apesar de cru, intenso. Foi muito interessante acompanhar esse pai nas reflexões sobre o filho com síndrome de down e suas reações à isso, e a reorganização de uma parte da própria vida dele em relação ao fato. Gostei muito do livro, bom de ler, pequeno, num instante se lê tudo. Eu só conhecia o autor de nome e mesmo assim bem vagamente, mas foi uma boa descoberta. Não vou dizer que quero ler outras coisas dele, porque tenho livros demais me esperando, mas em algum outro momento mais distante, pode ser.

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FILHO ETERNO, O
Autor: CRISTOVÃO TEZZA
Editora: RECORD
Assunto: LITERATURA BRASILEIRA
ISBN: 8501091200
ISBN-13: 9788501091208

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Listas dos 100 Melhores

(Editado em 08/09/20147)

Eu resolvi meio que seguir duas listas de 100 melhores livros. A da Revista Newsweek e a do Instituto Nobel. Então que em comum elas têm 26 livros, que resolvi que serão os que vou ler primeiro. Claro, entremeando com os muitos livros que eu tenho aqui à minha espera.

Esse livros são os seguintes:

  • 1984, George Orwell
  • Ilíada – Homero
  • Amada – Toni Morrison
  • Lolita, Vladimir Nabokov
  • Anna Karenina – Tolstoi
  • Middlemarch – George Eliot
  • Aventuras de Huckleberry Finn, As – M Twain
  • Mrs. Dalloway – Virginia Woolf
  • Carnê Dourado, O – Doris Lessing
  • Mundo se Despedaça, O – Chinua Achebe
  • Contos da Cantuária – Geoffrey Chaucer
  • Odisséia – Homero
  • Em Busca do Tempo Perdido, Marcel Proust
  • Orgulho e Preconceito-  Jane Austen
  • Filho Nativo, Richard Wright
  • Otello – William Shakespeare
  • Filhos da Meia-Noite – Salman Rushdie
  • Passeio ao Farol, Virginia Woolf
  • Folhas da Relva, As – Walt Whitman
  • Rei Lear, O – William Shakespeare
  • Guerra e Paz – Leon Tolstoi
  • Som e a Fúria, O – William Faulkner
  • Hamlet – William Shakespeare
  • Ulisses – James Joyce
  • Homem Invisível, O – Ralph Ellison
  • Viagens de Gulliver, As – Jonathan Swift

Daí eu vi que já li desta lista inicial 8 livros. Eu tenho aqui em casa 19 deles. Faltam ainda: Read more

Aquele Abraço

Uma grama de ação vale uma tonelada de teoria

Engels

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O que dizer de março? Nossa, que mês interminável. Cheio de notícias que não foram boas, operação da minha mãe, problemas no trabalho, MUITOS planos não concretizados, conversas ruins. Falta de força. Muito tempo em casa. Ainda bem que passou, acho que é isso. Foi um mês pobre, parado, abafado. Não fiz nada, me diverti muito pouco. Sensação de estar presa no mesmo lugar, não avancei em nada. Bom, mas acabou. Ufa.

 Março.

Acontecimentos Read more

Sonhei Que A Neve Fervia

Eu nem sei muito bem o que dizer ainda desse livro, além de que ele é lindo. Eu devorei, mesmo,  não conseguia parar de ler. E acho que a vontade de continuar a ler era tanta que acabei ficando meio doente ontem e nem fui trabalhar. Algo me diz q foi artimanha do meu corpo pra me obrigar a ficar lendo.

Eu acompanho o blog da Fal, autora do livro,  há muito tempo, sempre gostei muito, lembro quando o marido dela morreu, e dos lindos posts que ela escreveu depois e nem posso imaginar a dor que deve ser ficar sem o seu grande amor. E que amor lindo, que história bonita.

Bom, é um livro lindo, realmente uma belíssima carta de amor.

E acho que “gênero literário” que eu mais gosto é esse, Cartas de Amor.

SONHEI QUE A NEVE FERVIA
Autor: Fal Azevedo
ISBN:978-85-325-2659-5
Páginas:384

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Dia 30

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Dia 30 — Um livro que você ainda não leu mas quer ler

Guerra e Paz

Eu quero muito ler esse livro. Ainda mais que ganhei a edição nova, traduzida direto do russo de natal. Talvez eu comece esse ano ainda, vejamos. Mas é um senhor projeto, porque são mais de 2500 páginas. Tenho no e-reader também, pena que não é essa tradução.

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Dia 29

Dia 29 — Um livro que alguém leu pra você

Barrabas, Pär Lagerkvitz . Lá nos idos dos anos 90, um namorado leu esse livro pra mim. Eu nunca tinha ouvido falar desse autor, e gostei muito do livro. O livro em questão acabou quedandose comigo.
Pelo jeito não tem até hoje tradução em português, mas não investiguei a fundo ainda.

BARRABAS
Formato: Livro
Autor: LAGERKVIST, PAR
Editora: ENCUENTRO
Assunto: LITERATURA ESTRANGEIRA
ISBN: 8474908736
ISBN-13: 9788474908732
Idioma: espanhol
Encadernação: Brochura
Edição: 1ª
Ano de Lançamento: 2007
Número de páginas: 118
Barrabás, símbolo do homem moderno

 

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(Atenção: a sinopse tem spoiler)

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Dia 28

100-anos

Dia 28 — Um livro que você pode citar de cor

Cem Anos de Solidão

Eu li esse livro nos anos 90. Ou final dos 80, não lembro direito. Depois li de novo. E de novo. Aí eu digitalizei ele todinho. E algum tempo depois, eu fiz a correção dele todo, e li de novo, porque é um livro maravilhoso né? Sem explicação de tão bom. Emocionalmente eu sou mais ligada ao Do Amor e Outros Demônios, tenho mais apego à ele e por vários anos achei que ele era melhor. Mas Cem Anos é imbatível.

CEM ANOS DE SOLIDÃO

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Haja o que houver pense nos seus filhos

Poema da Cartomante

Estendo minha mão e a velha me fala
de um futuro tão remoto
que chego quase a descrer da Bomba.
Ah, deliciosa visão,
promessas de vida longa,
um lar feliz
e até mesmo um nome
para ser honrado.
Lê, mulher; procura
em minha mão
a certeza que me falta.
Aprendeste a profissão
nos tempos de paz
e o futuro que me dás
é o dos meus avós.

Falas-me de um lar

e eu procuro concebê-lo
ao abrigo da guerra que virá
e que eu vejo crescer nas declarações de paz.
E contudo eu gostaria
de que tuas profecias se cumprissem;
que estas coisas não fossem para mim,
mas pudessem acontecer
ao homem simples,
a esse que vai para a fábrica, de manhã,
e não sabe do mundo
para além do próprio quintal.
Segues com o dedo
a linha da vida
e vês tão claro
que por um instante me aborreço
e penso em me levantar.
Mas não quero te ferir.
Afagas minha mão
num gesto maternal
e me devolves ao mundo,
na certeza de que estou mais forte.
Não, eu não te direi nenhuma destas coisas,
porque lá fora os teus netos brincam
e a tarde, vista de tua janela,
promete não ser a última,
não pode ser a última.
E porque teus olhos
me pedem que acredite.

Eduardo Alves da Costa, No Caminho com Maiakowski

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Eu tô afastada de todas as esoterices, ando numa fase bem cética, muito mesmo, não sei porque, não consigo mais. Mas por conta de alguém querido que jogou e me pediu pra interpretar fui lá e joguei pra mim também, no Personare.

Essa é a síntese.

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Dia 27

Dcoleraia 27 — A história de amor favorita

O Amor Nos Tempos do  Cólera

(e também Una Pena em Observación)

Não é fácil responder a essa pergunta, são tantas histórias de amor tão boas. Mas por ora fico com essas duas, pra não deixar passar em branco esse dia.

AMOR NOS TEMPOS DO COLERA, O

Formato: Livro
Autor: GARCIA MARQUEZ, GABRIEL
Editora: RECORD
Assunto: LITERATURA ESTRANGEIRA – LATINO-AMERICANA
ISBN: 850102872x
ISBN-13: 9788501028723
Idioma: português
Número de páginas: 429 Read more

La Suma de Los Dias

la_suma_de_los_diasEu terminei de ler Paula. E fiquei encantada, encantada mesmo com o livro. Que livro lindo, bem escrito, que emocionante. Eu pensava hoje que se fosse escritora, gostaria de escrever como a Isabel Allende, que amo o jeito que ela escreve. Então, no embalo quis ler este, porque é meio que uma continuação de Paula. É uma espécie de biografia dos anos de Isabel depois que Paula morreu.

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La suma de los días
Isabel Allende
Editorial: Plaza & Janés
Año publicación: 2007Temas:
Literatura : Narrativa
Ensayo : Memorias y biografías
ISBN: 9875664642
ISBN-13: 9789875664647
Idioma: espanhol

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Dia 25

Dia 25 — Um livro que você odiava mas agora ama

meninaqueroubava

Não consigo lembrar de nenhum. Acho que não aconteceu. Um que eu comecei a ler várias vezes e agarrei, depois li todo e acabei gostando muito foi A Menina que Roubava Livros. Mas não odiei o livro, só não tinha engrenado mesmo.

Dia 24

brumas

Dia 24 — Sua série de livros favorita

As Brumas de Avalon

Taí. Mais uma da série eu não li muito. Mas a verdade é que eu não li muitas séries de livros não. Não me lembro, pelo menos…

Das poucas que lembrei, a que eu mais gosto é essa, As Brumas de Avalon.

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Dia 22

Dom-Casmurro_Machado-de-AssisDia 22 — Livro favorito você teve que ler para a escola

Dom Casmurro

Esse livro é genial e eu adorei desde a primeira leitura, mesmo sendo para a escola. Eu não canso de reler, é uma obra prima realmente. Amei e amo até hoje. a primeira vez que eu li foi essa edição da Ática mesmo com essa capa aí.

DOM CASMURRO

Formato: Livro
Coleção: L&PM POCKET
Autor: MACHADO DE ASSIS
Assunto: LITERATURA BRASILEIRA – ROMANCES
ISBN: 8525406791
ISBN-13: 9788525406798
Idioma: português
Encadernação: Brochura
Número de páginas: 246

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Dia 21

Dia 21 — O melhor livro que você leu este ano (eu li em espanhol)

Paula  - Isabel Allende

Paula – Isabel Allende

Paula – Isabel Allende:

Cualquier libro de Isabel Allende es un acontecimiento. Paula lo es especialmente porque se trata del más conmovedor, personal e íntimo de todos los libros que ha publicado hasta la fecha. Cuando la gran autora chilena se encontraba en España con ocasión de la presentación de El plan infinito, su hija Paula entró en estado de coma. Junto al lecho de Paula, mientras seguía con angustia la evolución de su enfermedad, Isabel Allende comenzó a redactar en un cuaderno la historia de su familia y de sí misma con el propósito de regalársela a su hija una vez superara el dramático trance. Sin embargo, éste se prolongó durante meses y los apuntes de la autora acabaron convirtiéndose en un libro apasionante y revelador.
  Isabel Allende ejerce aquí su prodigioso talento narrativo para recuperar y asumir sus propias vivencias como mujer y como escritora, así como las de su familia y las de la historia reciente de su país.
  Autorretrato de insólita emotividad al tiempo que exquisita recreación de la sensibilidad de las mujeres de nuestra época, Paula perdura en el ánimo del lector con la intensidad de una experiencia indeleble.

Paula

Dia 20

Marina - Carlos L. ZafónDia 20 — O último livro que você leu

Marina, Carlos Ruiz Zafón. Que eu li todo. Lendo ainda tem alguns.

Marina (novela)

Marina es la cuarta novela y última obra juvenil del escritor español Carlos Ruiz Zafón. Fue publicada en 1999 por editorial Edebé y reeditada en febrero de 2007, llevando un total de trece ediciones. Ha vendido más de 165 000 ejemplares. De las obras de Carlos Ruiz Zafón, Marina es posiblemente la más indefinible e imposible de categorizar, y quizá la más personal de todas ellas.

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Dia 19

mitobelezaDia 19 — O livro de não ficção favorito

O Mito da Beleza

 

“O Mito da Beleza: como as imagens de beleza são usadas contra as mulheres”, de Naomi Wolf, foi publicado no Brasil em 1992. Hoje é difícil de ser encontrado, apesar de ainda ser bastante atual. O texto da quarta capa permite uma pálida idéia do conteúdo do livro:

“Estamos em meio a uma violenta reação contra o feminismo que emprega imagens de beleza feminina como arma política contra a evolução da mulher” – diz Naomi Wolf nesse livro de leitura agradável, repleto de dados estatísticos e observações sagazes.

Liberada, profissionalmente capaz de competir com os homens em todos os níveis, ativa, apta a lidar com a dupla jornada – trabalho e lar -, a mulher de hoje enfrenta, na realidade, uma tripla jornada. Nas horas de folga de suas múltiplas atribuições, ela investe obsessivamente em sua beleza, para manter a juventude e a formosura que lhe permitirão preservar justamente trabalho e lar.

Versão moderna dos controladores sociais instituídos pela Revolução Industrial, o mito da beleza não deixa a mulher vencer seu maior dilema: o espelho nem sempre lhe retornar as imagens que a pornografia e a publicidade instituíram como os novos símbolos do sagrado.

Com O mito da beleza Naomi Wolf surpreende quem achou que a mulher havia percorrido todos os caminhos possíveis e reatualiza as trilhas apontadas por pioneiras como Gloria Steinem e Germaine Greer.

Entrevista de Naomi Wolf à Revista Época
http://revistaepoca.globo.com/ideias/noticia/2013/01/naomi-wolf-cultura-reprime-o-desejo-das-mulheres.html Read more

Dia 18

livro-ontem-noite-era-sexta-feira-roberto-drummondDia 18 — Um livro que ninguém esperaria que você gostasse


Ontem a noite era sexta feira.

 Eu não sei se existe isso, de alguém não esperar que eu goste de um livro, acho isso meio surreal. Como assim? E também porque nem converso tanto assim de livros com os outros e porque leio de tudo um pouco, ou quase de tudo, pelo menos dentro da literatura. Mas eu me lembro de mais de uma vez ter dito que gostei deste livro e ter recebido olhares surpresos. Não sei dizer porque.

Não achei uma resenha que preste e não vou resenhar, porque não sei fazer isso direito e porque tem muitos e muitos anos que eu li.

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Dia 17

como-se-dar-bem-na-vida-mesmo-sendo-um-bostaDia 17 — Um livro que é um prazer culpado

Auto ajuda.

Eu gosto de auto ajuda, de livros de psicologia, apesar de saber a quantidade imensa de lixo que tem nessa área, e de já ter lido muito, muito lixo desse tópico. Fosse há uns 15 anos atrás eu diria Barbara Cartland, mas hoje não consigo mais nem começar a ler mais. Enjoei.

Dia 16

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Dia 16 — O livro favorito que virou filme

A Insustentável Leveza do Ser

Eu gosto muito dese livro. Eu li na adolescência, já no fim da adolescência. E gostei muito, muito, adorei, está para sempre nos meus favoritos.  Foi um livro que me marcou demais, daquele jeito que praticamente só na adolescência acontece. Foi o tipo de leitura lida e vivida, vivida na pele, na alma. Em que eu era mesmo os personagens. E como eu me identifico muito com os personagens do Kundera, ficou meio tatuada em mim a vivência desse livro. Daí veio o filme, que eu assisti com avidez, mais de uma vez. E adorei o filme também, adorei muito, acho que é um lindo filme, muito bem feito. Claro que é diferente, mas né, não é livro, é filme. Mesmo assim achei que fez jus ao livro. Read more

Dia 15

Dia 15 — O livro favorito dos feriados e folgas

Marina, Carlos Ruiz Zafónpla-marina

Não consegui pensar nenhum livro específico nessa categoria. Mas ontem terminei um livro que talvez se encaixe nessa categoria. Marina, de Carlos Ruiz Zafón. Porque é uma história bem juvenil, uma trama rocambolesca demais para que seja totalmente confortável. Mas é um livro bonito, gostoso e fácil de se ler, muito fácil, lê-se numa sentada, praticamente. E o autor é realmente muito bom em descrições. Eu, que não sou uma pessoa boa de visualizações, consegui imaginar e praticamente ver tudo que ele ia descrevendo. Mas o fato do livro ser assim, meio fraquinho não me despertou vontade de ler outras cosias do mesmo autor. Talvez em algum período de férias, ou de querer algo que esvazie a cabeça.

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Marina

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Dia 14

fidel1Dia 14 — Um livro que te faz lembrar de alguém

Fidel – Um Retrato Crítico

Mais detalhes
Idioma:Português (Brasil)
Título original: Fidel – A critical portrait
Tradutor: Jusmar Gomes
Editora:Best Seller
Ano:1987
Número edição:2
Número de páginas:802

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Esse livro me lembra uma amiga que eu tive, na primeira faculdade que eu fiz, a Ana. A vida nos afastou, eu nem sei exatamente porquê, mas esse livro nós conseguimos juntas, numa ocasião que na hora foi assustador, mas depois muito engraçada. Nós devoramos o livro, curiosas demais pra saber sobre Fidel. Depois até fizemos juntas e mais uma outra amiga um curso de extensão universitária sobre a História de Cuba. Eu sei que ele tem uma dedicatória linda, que eu se conseguir lembrar onde ele está no meio desse meu mar de livros, vou até mandar para o Eu te dedico. E me deu saudade de lembrar dessa época, tão idealista, tão ingênua, tão livre. E me deu muita saudade da Ana também.

Dia 13

quinatanapoesia

Dia 13 — Um livro que te faz lembrar de alguma coisa, de um dia.

Poesias – Mário Quintana

Me lembra um dia com meu compadre e melhor amigo, um dia sentados num barzinho, lendo poemas deste livro. Foi massa. No tempo em que as tardes eram livres, em que tudo era possível no futuro, em que compartilhávamos amores perdidos. Que lembrança deliciosa! Esse barzinho nem existe mais, mas ficou na memória, no hipercentro de Belo Horizonte, onde a vida adulta passava e a gente nem via, ocupados em ler as linhas e perder o tempo.

POESIAS
Autor: Quintana, Mario
Editora: GLOBO
Assunto: POESIA
ISBN: 8525002127
ISBN-13: 9788525002129
Livro em português
Número de Páginas: 170
Encadernação: BROCHURA

Sinopse

Publicada em 1980, reúne poemas selecionados pelo próprio autor e que foram escolhidos por Paulo Mendes Campos e Rubem Braga para a edição precedente, de 1966.

Dia 12

1984

Dia 12 — O livro favorito de ficção científica

1984

Não sei muito o que dizer deste livro, a não ser que gostei. Eu ia dizer que não li muito de ficção científica, o que é verdade, mas putz, a real é que a não ser Barbara Cartland eu realmente não li muito de mais nada.

Mas achei justo colocar esse livro aqui, porque foi um livro que eu gostei muito, apesar de ter lido há muitos e muitos anos, mais de vinte, e não me lembrar dele todo.
1984
Formato: Livro
Autor: ORWELL, GEORGE
Editora: IBEP NACIONAL-
Assunto: LITERATURA ESTRANGEIRA – ROMANCES
ISBN: 8504006115
ISBN-13: 9788504006117
Idioma: português
Encadernação: Brochura Read more

Dia 11

velhomarDia 11 — O livro preferido com animais

O Velho e O Mar

Eu li muito poucos livros com animais. O Cachorrinho Samba vale? Fiquei pensando nesse dia um tempão, mas não consegui chegar a uma conclusão, simplesmente porque não li livros com animais. Eu li Marley e Eu, mas né, muito fraco não marcou e eu nem gostei.  Daí me lembrei deste livro que eu amei é bem, é com um senhor animal né? Puta história massa essa, viu?

O que eu tenho é esse dessa capa mesmo.

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Dia 10

Dia 10 — O clássico preferido

Crime e Castigo

crime e castigoAcho que é esse. Esse livro eu li em prestações. A primeira vez que eu li não engrenou, não me lembro porque. A segunda eu fiquei muito impressionada e acabei largando. Inclusive foi nessa época qu e tive o sonho mais assustador da minha vida. E que me rendeu uma experiência inédita, a de ficar horas depois de acordada sem saber se o que eu tinha sonhado era real, tinha acontecido na verdade, fazia parte do meu passado, ou se era sonho. E tinha tudo a ver com o livro. Sei que por algumas horas eu achei que realmente tinha vivido o que sonhei. Depois devorei de uma vez. Acho que ele é o meu preferido, apesar de não saber o que é exatamente um clássico. Pensei em Cem Anos de Solidão, que eu inclusive gosto mais, mas acho que é muito novo pra ser considerado um clássico. Será?

Crime e Castigo é muito bom, é tudo que dizem dele por aí, e obviamente por isso é um clássico. Mas a verdade é que eu não li muitos clássicos. Pensei no Vermelho e o Negro também, que me lembro de ter gostado muito, mas como não me recordo mais da história, acho que não seria apropriado.

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CRIME E CASTIGO Read more

Dia 09

native-son-imdbDia 09 — O livro mais triste que você já leu

Filho Nativo – Richard Wright

Esse livro é a coisa mais triste, mais triste. Teve muitos momentos que eu achei que não ia aguentar a leitura, que era dilacerante demais pra mim. E ele ficou parado muito tempo, eu ia e voltava, porque era demais. É muito, muito triste, nem dá pra contar. Mas é um livro magistral, sensacional. Um relato da alma humana perfeito.

Interessante foi que, apesar de ser um livro indicado em várias listas dos cem melhores, constando como dos 30 melhores de algumas, eu não encontrei praticamente nenhum blog falando dele e pouquíssimos lugares na internet falando dele em português.

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Filho nativo – Richard Wright Read more

Dia 08

christineDia 08 — O livro mais assustador que você já leu

Christine

Nossa, acho que esse foi o único livro que me deu medo mesmo, de verdade. Medo de arrepiar e ficar sobressaltada. Já li alguns livros, muitos até, do Stephen King, e não fiquei assim em nenhum deles, só nesse mesmo, apavorada. E acho que não li mais muita cosia de suspense não.

Eu acho curioso eu ter querido ler esse livro, porque não gosto de carros não seria uma história que me atrairia, mas eu li, fiquei apavorada e adorei.

 Aqui na wikipedia tem uma página sobre ele que conta muito da história. Tem muito spoiler.

CHRISTINE

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Dia 07

oguarani

Dia 07 — Um livro que você odiou mas teve que ler para a escola

Ainda preciso atualizar o dia 06, mas ontem foi caótico, não consegui vir aqui. Pelo menos postei, pra não sair da ordem.

Hoje é um dia que eu achei difícil: Dia 07 — Um livro que você odiou mas teve que ler para a escola.

Eu não me lembro de ter odiado livro nenhum que precisei ler pra escola. Mas também o tempo das leituras obrigatórias pra escola já está tão longe… E minha memória cada vez pior. Assim longinquamente, bem de leve, lembro de ter achado meio chato o Guarani, mas não odiei, não foi tanto assim. Tentei lembrar de algum outro desde que vi esse desafio pela primeira vez, mas nada me veio à memória. Então, vai esse mesmo. O que eu li tinha a capa igualzinha a essa aí. eu tinha um monte de livros desta coleção…

GUARANI, O

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Dia 06

imortalidadeDia 06 — Um livro do seu autor favorito

Eu nunca sei qual livro do Kundera eu gosto mais. Apesar de que atualmente (um dia desses eu reli O Livro do Riso e do Esquecimento) eu ache que ele seja datado, é um autor pra se ler quando se é jovem, quando a busca do amor ainda é o centro da vida, e não só isso, mas me parece que as questões que ele coloca nos livros são questões que tocam aos mais jovens. Ou talvez eu esteja datada, sei lá… Mas a Imortalidade é um livro que eu gostei demais, amei na época que li. e ele continua sendo o meu autor favorito, pau a pau com Garcia Marquez e Cortázar. Mas escolho ele porque os livros dele tiveram uma marca emocional mais forte em mim. O que é curioso, porque Cortázar e Garcia Marques eu não acho datado, nem de longe.

A Imortalidade, Milan Kundera

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Dia 05

 a-elegancia-do-ouriçoDia 05 — Um livro que lhe faz sorrir

A Elegância do Ouriço

 Não, não é um livro alegre, nem de longe. Mas é um livro que faz com que eu me sinta feliz, que faz com que eu me lembre quem acho que sou. Que faz com que eu me lembre que é possível ser elegante no meio do caos, da feiura, de tanto espinho. Que é possível não trair tanto a si mesmo. Que é possível que a arte seja a salvação mesmo, que a literatura tenha seu papel de redenção. E com esse livro  eu sempre lembro de algo que eu falo desde nova, que a vida vale a pena nem que seja pelo tanto de livro tão bom que tem ainda por ler, música boa por ouvir e filme bom por assistir.  Por isso é um livro que sempre que eu penso nele, eu não consigo evitar de sorrir.

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ELEGÂNCIA DO OURIÇO, A

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Dia 04

eramos6Dia 04 — O primeiro livro que lhe fez chorar

Éramos Seis

Eu acho que foi, porra de livro triste do caramba, afe. Só tristeza na vida da mulher. E eu lembro muito da minha mãe, que tem o espírito bastante trágico, falando e falando e refalando de tanto sofrimento, de que filhos ingratos, nossa, me dá tristeza até hoje de pensar. É um livro altamente lacrimoso e triste até dizer que chega. Mas tenho que dizer que esse livro também formou meu caráter, o eterno mote dos filhos ingratos e da mãe altamente abnegada, mártir, sofredora, traída e largada era tema diário na minha casa, quando eu era criança. Eu li esse livro bem nova, bem nova. Mas fiquei sabendo de toda história ainda mais nova, e vai saber o efeito que teve realmente 😛

ERAMOS SEIS

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Dia 03

minhavidameninDia 03 – O livro favorito da sua infância

Minha Vida de Menina, Helena Morley.

Eu não me lembro mais como chegou nas minhas mãos. Mas lembro de ter dez anos e ler tanto, mas tanto, que ele quase se desmanchou. Posso brincar e dizer que esse livro formou meu caráter, de tanto que eu li na infância e de tanto que eu gostava dele e me perdia na sua leitura. De como eu sabia pedaços de cor e salteados.  E até outro dia mesmo eu tinha ele. Acho que foi embora na leva de mais de 200 livros que doei quando me casei, na mudança.

Tinha muita capa mais bonita pra colocar, mas essa é quase igual à capa do que eu tinha, achei melhor.

Autor: MORLEY, HELENA (ALICE DAYRELL CALDEIRA BRANT)
Editora: COMPANHIA DAS LETRAS
Assunto: Read more

Dia 02

Dia 02: Um livro que eu não gosto.

Nana, nenê de Eduard Estivill, Sylvia de Béjar

Essa foi difícil, porque eu não consigo lembrar de um livro que eu não gosto. E mais ainda porque eu largo sem dó nem piedade livro que eu não estou gostando. E mais ainda, porque minha memória anda péssima, péssima, trágica. Mas um que eu não gostei, mais porque não gostei do principio, é o Nana Nenê. E continuo não gostando. É um livro que eu não gosto. Porque acho meio inconcebível deixar um bebê chorando pra fazer dormir, mesmo que seja só por um minuto, sei lá e minha visão das coisas é muito diferente do que mostra nesse livro… Pra mim é meio complicado assimilar o principio desse livro. E existe até um movimento contra o método apregoado por esse livro, como demonstrado aqui: http://www.aleitamento.com/amamentacao/conteudo.asp?cod=776

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Nana, nenê
Como resolver o problema da insônia do seu filho

Autor(es):Eduard Estivill, Sylvia de Béjar
Editora: SP – Livraria Resposta
Área(s):Psicologia / Psicanálise
ISBN: 9788578271558
Páginas:160 pág.

Sinopse:

Cerca de 35% das crianças com menos de cinco anos sofrem de insônia, ou seja, desencadeiam uma batalha na hora de dormir e/ou acordam várias vezes durante a noite. As conseqüências são tão evidentes nas crianças ­ tornam-se irritáveis, inseguras e, com o tempo, acabam tendo problemas em suas relações com os outros e na escola ­ como nos pais, cuja vida conjugal acaba sendo prejudicada pelo cansaço e pelo nervosismo. Este livro, ao mesmo tempo leve e rigorosamente científico, além de explicar como ensinar as crianças a dormirem bem desde o início, também revela como acabar definitivamente com o problema da insônia infantil por meio de um método simples, que funcionou em 96% dos casos em que foi aplicado.

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 Mas agora, com esse post já pronto, eu lembrei de outro, de literatura, que não gostei quando li: Quando Nietzsche Chorou. Lembro de ter achado chato, pedante e meio sem sentido, mas tem muitoooo tempo que eu li, antes dele fazer sucesso, até, eu acho. Mas li todo porque apesar disto, a história até me prendeu. O que eu tenho ainda é uma velha edição da Ediouro (acho). Não sei se eu gostaria dele atualmente, precisaria ler de novo, coisa que eu não vou fazer, porque tem mais livro bom do que minutos que me restam nesse mundo.

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Quando Nietzsche chorou, Irvin D. Yalom

QUANDO NIETZSCHE CHOROU
Autor: YALOM, IRVIN D.
Editora: EDIOURO (RJ)
Assunto: LITERATURA ESTRANGEIRA – ROMANCES
ISBN: 8500007958 ISBN-13: 9788500007958
Idioma: português
Número de páginas: 407

Sinopse:
Este livro tem como pano de fundo o fermento intelectual da Viena do século XIX às vésperas do nascimento da psicanálise. Friedrich Nietzsche, Josef Breuer, um pacto secreto, um jovem médico interno de hospital chamado Sigmund Freud – esses elementos se combinam para criar a saga de um relacionamento imaginário entre um paciente e um terapeuta talentoso. Na abertura deste romance, a Lou Salomé roga a Breuer que ajude a tratar o desespero suicida de Nietzsche mediante sua experimental terapia através da conversa. Ao aceitar relutante a tarefa, o eminente médico realiza uma grande descoberta – somente encarando seus próprios demônios internos poderá começar a ajudar seu paciente. Assim, dois homens mergulham nas profundezas de suas próprias obsessões românticas e descobrem o poder redentor da amizade.

We’re not that strong my lord

 Deram-me um corpo, só um! /Para suportar calado/Tantas almas desunidas

Que esbarram umas nas outras,/De tantas idades diversas;/Uma nasceu muito antes

De eu aparecer no mundo,/Outra nasceu com este corpo,/Outra está nascendo agora,

Há outras, nem sei direito,/São minhas filhas naturais,/Deliram dentro de mim,

Querem mudar de lugar,/Cada uma quer uma coisa,/Nunca mais tenho sossego.

Ó Deus, se existis, juntai/Minhas almas desencontradas.

Murilo Mendes

aindaconfundo

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Fevereiro voou! Claro, mês curto com carnaval no meio. Eu não fiz nada do que me prometi, como é de praxe mesmo, achei que o carnaval seria de reflexão e vontade de realizar, mas como sói acontecer também não foi. Fevereiro também foi um mês pesado. Aliás pesada é como eu ando há algum tempo e não é só no corpo. Sei lá o que tá acontecendo. Mas também cansei de pensar inutilmente a respeito.

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Filmes

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Daqui a um mês quando você voltar

Nisto erramos: em ver a morte à nossa frente, como um acontecimento futuro, enquanto grande parte dela já ficou para trás. Cada hora do nosso passado pertence à morte.

Lucius Annaeus Seneca

 

Comecei um projeto novo: Trinta dias sem reclamar. E sem gastos supérfluos, sem comprar livros. Começou hoje, preciso ver o que fazer ainda, mas hoje estou de plantão 24 horas e não vai dar pra escrever mais sobre. Também com 30 anos de atraso, vou responder ao meme 30 dias 30 livros, no blog dos livros. Mas só vou poder fazer algo decente amanhã, por causa do plantão. Tá valendo assim mesmo.

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Quanto Tempo Demora Um Mês Biquini Cavadão

Dia 01

amor-outros-demoniosVou começar hoje, dia 1º/03/2012 o Meme 30 dias, trinta livros. Não sei se vou dar conta de responder na ordem dos dias, mas vou tentar, de qualquer modo o primeiro tópico é:

Qual é o seu livro preferido?

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Dia 01: Livro Preferido

 Do Amor e Outros Demônios, Gabriel Garcia Marquez

—–

É sem dúvida Do Amor e Outros Demônios, do Gabriel Garcia Marquez. Eu amo esse livro já li 4 vezes (ou mais), embora a última tenha já mais de 10, 11 anos, nem sei. Já dei os meus exemplares várias vezes, mas acabo comprando outro, porque é o preferido mesmo. Me lembro de ter lido ele todo na ida pra Belém de ônibus, em 1994, e lê-lo de novo na volta, e querer economizar cada palavra, cada linha de tanto que eu estava gostando. Li esse livro muitas vezes, emprestei outras tantas e dei uns 3 de presente. E continuo recomendando, acho um livro lindo.

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A Sociedade Literária e a Torta de Casca de Batata

 Terminei de ler agora esse livro, que coisa fofa! Adorei, ficou um gostinho de quero mais. Livro super delicado, escrito todo em forma de cartas, o que é uma cosia que eu adoro, eu amo cartas. Delicado, leve, delicioso de ler, foi uma surpesa e tanto. Valeu demais a leitura, esse foi um desses livros que me deixou feliz, feliz.

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A SOCIEDADE LITERARIA E A TORTA DE CASCA DE BATATA

Formato: Livro
Tradutor: CASTRO, LEA VIVEIROS DE
Editora: ROCCO
Assunto: LITERATURA ESTRANGEIRA – ROMANCES
ISBN: 8532524109
ISBN-13: 9788532524102
Idioma: português
Encadernação: Brochura
Dimensão: 21 x 14 cm
Edição: 1ª
Ano de Lançamento: 2009
Número de páginas: 304

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A Sociedade Literária e a Torta de Casca de Batata
O título conta a história de Juliet Ashton, uma escritora em busca de um tema para seu próximo livro. Ela acaba encontrando-o na carta de um desconhecido de Guernsey, Dawsey Adams, que entra em contato com a jornalista para fazer uma consulta bibliográfica. Começa aí uma intensa troca de cartas a partir da qual é possível identificar o gosto literário de cada um e o impacto transformador que a guerra teve na vida de todos. As correspondências despertam o interesse de Juliet sobre a distante localidade e narram o envolvimento dos moradores no clube de leituras – a Sociedade Literária e a Torta de Casca de Batata –, além de servirem de ponto de partida para o próximo livro da escritora britânica.

O clube, criado antes de existir de fato, foi formado de improviso, como um álibi para proteger seus membros dos alemães. O que nenhum dos integrantes da Sociedade imaginava era que os encontros pudessem aproximar os vizinhos, trazer consolo e esperança e, principalmente, auxiliar a manter, na medida do possível, a mente sã. As reflexões e as discussões a respeito das obras os livraram dos pensamentos sobre as dificuldades que enfrentavam e ainda serviram para aproximar pessoas de classes e interesses tão díspares, de pescador a frenólogo, de dona de casa a enfermeira.

Instigada pela força dos depoimentos, a jornalista decide visitar Guernsey, onde a convivência com as pessoas que conheceu por cartas e a descoberta sobre as experiências dos ilhéus lhe dão uma nova perspectiva. A viagem proporciona à escritora mais do que material para seu livro. Guernsey oferece a chance de recomeçar após a Guerra, fazer amizades sinceras e encontrar o amor – em suas diversas formas. O que ela encontra por lá, e as relações que trava, mudam sua vida para sempre.

A autora Mary Ann Shaffer não sobreviveu para assistir ao sucesso da sua estreia literária – ela morreu em fevereiro de 2008, aos 73 anos. A sociedade literária e a torta de casca de batata recupera um mundo que se perdeu entre os escombros da guerra, feito de camaradagem e solidariedade, delicadeza e simpatia. Nele, a guerra – e a morte – é vencida por um batalhão de personagens igualmente sensíveis e sedutores, que conduzem os leitores pelas mãos, através de um narrativa, humana e marcadamente feminina, até o fim.

100 Melhores Livros de todos os tempos do Norwegian Book Club

Eu tenho um fascínio por listas. Acho que quase todo mundo tem né? Deve ter, sei lá.

Eu tinha vontade, desde novinha, de ter lido os clássicos, os grandes livros da literatura. Vontade boba, meio pedante, mas né, não vou brigar com uma vontade da infância. Eu tinha vontade de conhecer esses livros todos que são sempre citados, que são referência pra tantas coisas, que fazem parte do imaginário mesmo de quem não leu. Aí nesse ano passado e no retrasado, de volta à literatura, essa vontade voltou e eu fiquei procurando listas de 100 melhores pra lá e pra cá.

Nem preciso dizer que esse tipo de lista é falho, é enviesado, nunca contempla tudo e não tem como ser parcial e coisa e tal, mas mesmo assim acho algo tem que  é pertinente e que dá pra aproveitar.

Então eu estava interessada na lista da newsweek, que achei a mais rica. Mas ontem eu vi a que foi feita pelo povo lá do Instituto Nobel (o do prêmio mesmo), e que foi feita por não sei quantos escritores (acho que foram 100 escritores de 54 países). E achei essa muito interessante também, mais heterogênea. E tem o nosso Rosa nela, olha que coisa! O Instituto não deu, ao que parece, ordem para os livros, não tem primeiro, segundo e terceiro lugares, são os maiores livros. A única exceção, ao que parece, é feita para Dom Quixote, esse sim, considerado o maior romance de todos os tempos. E tinha alguns livros ali que eu nunca tinha ouvido falar. E teve uns 3 que eu não encontrei o correspondente em português…

Atualização: Na página da wikipédia tem a lista dos autores que votaram. Parece que do Brasil, João Ubaldo Ribeiro e Ana Miranda fizeram parte.

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Lá vai (a lista está em ordem alfabética e não de importância):

100 Melhores Livros de todos os tempos do Norwegian Book Club

 

  1. 1984, George Orwell
  2. A Consciência de Zeno, Italo Svevo
  3. A Divina Comédia, Dante Alighieri
  4. A Eneida, Virgílio
  5. A Epopéia de Gilgamesh
  6. A História de Genji, Murasaki Shikibu
  7. A Ilíada, Homero
  8. A Metamorfose, Franz Kafka
  9. A Montanha Mágica, Thomas Mann
  10. A Morte de Ivan Ilich, Leon Tolstoy 
  11. A Odisséia, Homero
  12. A Saga de Njal 
  13. Absalão, Absalão, William Faulkner
  14. Almas Mortas, Nikolai Gogol
  15. Amada, Toni Morrison (1931) U.S.A.
  16. Amor nos Tempos do Cólera, Garcia Marquez 
  17.  Anna Karenina, Leon Tolstoy
  18. As Aventuras de Huckleberry Finn, Mark Twain
  19. As Folhas da Relva, Walt Whitman
  20. As Mil e Uma Noites 
  21. As Viagens de Gulliver, Jonathan Swift
  22. Berlin Alexanderplatz, Alfred Doblin
  23.  Casa das Bonecas, Henrik Ibsen
  24. Cem Anos de Solidão, Garcia Marquez
  25. Contos da Cantuária, Geoffrey Chaucer
  26. Contos Escolhidos, Anton Chekhov
  27. Crime e Castigo, Fyodor Dostoyevsky
  28. Decameron, Giovanni Boccaccio
  29.  Diário da Loucura e Outras Histórias, Lu Xun
  30.  Dom Quixote, Miguel Cervantes
  31.  Édipo Rei, Sófocles
  32. Educação Sentimental, Gustave Flaubert
  33. Em Busca do Tempo Perdido, Marcel Proust  
  34. Ensaios, Michel de Montaigne
  35. Fausto, Goethe
  36. Ficções, Jorge Luis Borges
  37. Filhos de Gebelawi, Naguib Mahfouz
  38. Filhos e Amantes, D.H. Lawrence
  39. Fome, Knut Hamsun
  40. 40. Gargantua e Pantagruel, François Rabelais
  41. 41. Gente Independente, Halidor Laxness
  42. 42. Grande Sertão: Veredas, Guimarães Rosa
  43. 43. Grandes Esperanças, Charles Dickens
  44. 44. Guerra e Paz, Leon Tolstoy
  45. 45. Hamlet, William Shakespeare
  46. 46. História Completas, Franz Kafka
  47. 47. História, Elsa Morante
  48. 48. Histórias Extraordinárias, Edgar Allan Poe
  49. 49. Homem sem Qualidades, Robert Musil
  50. 50. Jacques, o Fatalista, Denis Diderot
  51. 51. Lolita, Nabokov
  52. 52. Madame Bovary, Gustave Flaubert
  53. 53. Mahabharata 
  54. 54. Medéia, Euripides
  55. Memorial do Convento, José Saramago 
  56. Memórias de Adriano, Marguerite Yourcenar
  57. Metamorfoses, Ovidio
  58.  Middlemarch, George Eliot
  59. Moby Dick, Herman Melville
  60. Molloy, Malone morre, O Inominável, S. Beckett
  61. Mrs. Dalloway, Virginia Wolf
  62. Nostromo, Joseph Conrad
  63. O Carnê Dourado, Doris Lessing
  64. O Castelo, Franz Kafka
  65. O Estrangeiro, Albert Camus
  66. O Homem Invisível, Ralph Ellison
  67. O Idiota, Fyodor Dostoyevsky
  68. O Livro de Jó
  69. O Livro do Desassossego, Fernando Pessoa 
  70. O Morro dos Ventos Uivantes, Emily Bronte
  71. O Mundo Se Despedaça, Chinua Achebe
  72. O Som da Montanha, Yasunari Kawabata
  73. O Som e a Fúria, William Faulkner
  74. O Tambor, Günter Grass
  75. O Velho e o Mar, Ernest Hemingway
  76. O Vermelho e o Negro Stendhal
  77. Orgulho e Preconceito, Jane Austen
  78. Os Buddenbrooks ,Thomas Mann
  79. Os Filhos da Meia-Noite, Salman Rushdie (1947) Indía
  80. Os Irmãos Karámazov, Fyodor Dostoyevsky
  81. Os Mais Belos Contos, Hans Christian Andersen 
  82. Os Possessos, Fyodor Dostoyevsky
  83. Otelo, William Shakespeare
  84. Pai Goriot, Honoré de Balzac
  85. Passeio ao Farol, Virginia Wolf
  86. Pedro Paramo, Juan Rulfo
  87. Pipi Meia Longa, Astrid Lindgren
  88. Poemas Completos, Giacomo Leopardi
  89. Poemas, Paul Celan
  90. Ramayana, Valmiki
  91. Rei Lear, William Shakespeare
  92. Romanceiro Cigano,  Garcia Lorca
  93. Tempo de Migrar Para o Norte, Tayeb Salih  
  94. The Boston of Saadi (The Orchardi) Sheikh Saadi of Shiraz
  95. The Mathnawi Jalalu’I-Din Rumi
  96. The Recognition of Sakuntala, Kalidasa
  97. Ulisses, James Joyce
  98. Viagem ao Fim da Noite, Ferdinand Celine
  99. Vida e as Opiniões do Cavalheiro Tristram Shandy, L. Sterne
  100.  Zorba o Grego, Nikos Kazantzakis 

 

 

A Vida na Porta da Geladeira

Acabei de ler. Meio triste, é um livro legal, a ideia é diferente, mas achei meio forçado. Talvez faça sentido nos EUA, aqui não sei se teríamos um relacionamente entre mãe e filha assim, só por bilhetes, mas pode ser ingenuidade minha. Gostei, é um pouco emocionante, bonitinho, mas nada demais. Bem pequeno, dá pra ler em elguns minutos. É a história de uma mãe divorciada e sua filha de 15 anos. A mãe é médica  e trabalha muito, não tem tempo, as duas não se veem muito, e se comunicam por bilhetes deixados na porta da geladeira. O livro são os bilhetes trocados entre as duas.

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VIDA NA PORTA DA GELADEIRA, A
Formato: Livro
Autor: KUIPERS, ALICE
Tradutor: NEVES, RODRIGO
Editora: WMF MARTINS FONTES
Assunto: INFANTO-JUVENIS
ISBN: 8578271548
ISBN-13: 9788578271541
Idioma: português
Encadernação: Brochura
Dimensão: 13 x 18 cm
Edição: 1ª
Ano de Lançamento: 2009
Número de páginas: 240

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Se o seu mundo virasse de ponta-cabeça, você seria capaz de se apegar ao que realmente importa? ‘A vida na porta da geladeira’ é um retrato íntimo do relacionamento de uma médica que está sempre trabalhando muito com a filha adolescente durante um ano decisivo na vida das duas.

Carta de Una Desconocida

Acabei de ler esse livro. Não é exatamente um livro, é mais um conto, li de uma sentada, é curtinho. Lindo, lindo, mas triste, história daqueles amores imortais, terríveis, incondicionais e loucos que já não se veem mais. Eu gostei bastante, nunca tinha lido nada desse autor também, desse austríaco que morreu no Brasil. É totalmente coração sangrando,  totalmente amor dilacerante, mas eu adorei. Mesmo sabendo que na verdade o sentimento ali descrito nem é mesmo amor, é mais fanatismo, mais ilusão e necessidade de preencher a vida com sentido. Mas como fantasia e diversão, me encantou. Eu li o ebook em espanhol mesmo, porque tinha lido resenhas dele em alguns blogs de livros e queria ler. E não achei em português, parece que em português foi editado junto com o livro Medo. Tive vontade de ler outras coisas desse autor.

Agora quero ver o filme, parece que é um belo filme.

Aqui o link onde tem o livro para baixar ou ler on line: http://usuarios.multimania.es/liberbabelium/apdf/L001.pdf

 

Carta De Una Desconocida
de Stefan Zweig
Edição/reimpressão: 2002
Páginas: 68
Editor: EL ACANTILADO
ISBN: 9788495359476
Idioma: Espanhol
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SINOPSIS
Sólo quiero hablar contigo, decírtelo todo por primera vez. Tendrías que conocer toda mi vida, que siempre fue la tuya aunque nunca lo supiste. Pero sólo tú conocerás mi secreto, cuando esté muerta y ya no tengas que darme una respuesta; cuando esto que ahora me sacude con escalofríos sea de verdad el final. En el caso de que siguiera viviendo, rompería esta carta y continuaría en silencio, igual que siempre. Si sostienes esta carta en tus manos, sabrás que una muerta te está explicando aquí su vida, una vida que fue siempre la tuya desde la primera hasta la última hora.

O Último Voo do Flamingo

Terminei de ler esse livro agora. Grifei muita coisa, tem passagens fantásticas, expressões muito interessantes. E o autor tem um jeito muito próprio de escrever, diferente, que prende realmente. Adorei a linguagem, o jeito dele escrever, a forma de agrupar as palavras (é, nesse livro isso é importante). Mas confesso que estava gostando mais no começo, mas enfeitiçada eu estava pelas palavras, pelo jeito dele contar a história. A história, em si, eu já não gostei tanto, no meio me cansei e custei a terminar. Custei a querer voltar a ler para acabar, mas sempre que pegava, achava intrigante. Só que fiquei muito presa ao linguajar, às palavras, mais que na história em si, essa já não me marcou tanto. Valeu por um autor que eu não tinha lido, que é muito bem conceituado e que escreve desse jeito tão impressionante. Mas eu queria ter gostado mais da história. De toda forma é um livro muito bom.  Entusiasmada que estava na primeira metade do livro, até comprei outro ebook do autor, Jesusalém.  Mas não sei quando vou me animar a ler.

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 O ULTIMO VOO DO FLAMINGO

Formato: Livro
Autor: COUTO, MIA
Editora: COMPANHIA DAS LETRAS
Assunto: LITERATURA ESTRANGEIRA
Especificações Tecnicas
ISBN: 8535906029
ISBN-13: 9788535906028
Idioma: Livro em português
Encadernação: Brochura
Dimensão: 21 x 14 cm
Peso: 0,295 kg
Edição: 1ª
Ano de Lançamento: 2005
Número de páginas: 232
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Mia Couto é um dos escritores africanos de maior destaque da atualidade. O último voo do flamingo, publicado originalmente em 2000, é seu quarto romance, e foi lançado quando Moçambique comemorava 25 anos de independência de Portugal.
Depois de um longo tempo de guerra civil, soldados das Nações Unidas estão em Moçambique para acompanhar o processo de paz. O romance narra estranhos acontecimentos de uma pequena vila imaginária, Tizangara, ao sul do país, onde militares da ONU começam a explodir subitamente.
O autor elabora uma crítica ácida aos semeadores da guerra e da miséria, mas também uma história em que poesia e esperança dependem da capacidade narrativa de contar a própria história com vozes africanas autênticas. Só elas sabem que o vôo do flamingo faz o sol voltar a brilhar depois de um período de trevas e opressão.

Minha Vida Na França

Terminei esse livro agora. Não vou fazer resenha porque não sei e porque tem muita resenha legal dele por aí, só quero mesmo comentar o que eu achei dele, agora que terminei. Terminei nesse exato momento.

Além das deliciosas receitas e de sentir vontade de comer o tempo todo, o que eu mais fiquei pensando é como essa mulher foi feliz! Incrível o jeito como ela narra a vida, como se tivesse passado toda vida adulta feliz, muito feliz. Claro que talvez seja o jeito dela contar no livro, mas certamente tem a ver com o modo dela encarar a vida. Ou com o fato dela ter conservado mais da vida as boas lembranças que as más. Ela viveu , viajou, cozinhou, escreveu seus livros , aprendeu, ensinou, amou e foi amada, nossa, que vida rica e que gostoso deve ter sido ser ela. Adorei o livro, leitura gostosa, alegre… Uma vida rica, isso eu adoro ver.

O jeito como ela fala do amor que sentiu pela França, pela culinária francesa também é bem legal. O modo também como ela descobriu sua vocação e viveu fazendo o que mais amava também é muito gostoso de acompanhar. O livro é delicioso, para saborear mesmo. Eu também gostei do filme, que já vi duas vezes.

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Título: MINHA VIDA NA FRANÇA

Autor(es): , com Alex Prud´homme, Julia Child
Idioma: Português
Edição: 1ª edição – 10/2009
Número de Páginas: 352
ISBN: 8598903132
ISBN-13: 9788598903132
Idioma: Livro em português
Encadernação: Brochura
Dimensão: 23 x 16 cm
Edição: 1ª
Ano de Lançamento: 2009
Número de páginas: 352
Após mudar-se para a França em 1948, Julia Child não falava o idioma nem sabia nada sobre o país. Mas, ao ter aulas no Instituto Le Cordon Bleu, descobriu sua verdadeira vocação – a culinária. E para crescer, teve que se impor em um meio dominado por homens, além de lidar com a rejeição de várias editoras para conseguir publicar seu livro de culinária francesa, ‘Mastering the Art of French Cooking’.

Grifei num livro

Adorei a ideia desse tumblr


Fiquei com muita vontade de ler o livro de onde esse trecho saiu.

Persépolis

Terminei de ler agora. Numa sentada. É uma graça esse livro, divertido, engraçado, triste, e uma novidade. Por que fala de uma realidade que é totalmente desconhecida pra mim. Achei ótimo de ler. E gostei demais de saber um pouquinho sobre o Irã, porque não sei absolutamente nada sobre esse país. Continuo sem saber muito, mas dá pra ter um breve vislumbre do país. E é muito interessante que a autora conta a vida dela em quadrinhos. E recheado com pitadas da história do Irã.

 

PERSEPOLIS – COMPLETO
Formato: Livro
Autor: SATRAPI, MARJANE
Tradutor: WERNECK, PAULO
Editora: COMPANHIA DAS LETRAS
Assunto: HQS/COMICS/MANGÁS/QUADRINHOS/GRAPHIC NOVEL
ISBN: 8535911626
ISBN-13: 9788535911626
Idioma: Livro em português
Encadernação: Brochura
Dimensão: 16,5 x 24,5 cm
Peso: 0,688 kg
Edição: 1ª
Ano de Lançamento: 2007
Número de páginas: 352

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‘Persépolis’ é a autobiografia em quadrinhos da iraniana Marjane Satrapi e, nesta edição, é publicada em volume único, que reúne as quatro partes da história. Marjane Satrapi tinha apenas dez anos quando se viu obrigada a usar o véu islâmico, numa sala de aula só de meninas. Nascida numa família moderna e politizada, em 1979 ela assistiu ao início da revolução que lançou o Irã nas trevas do regime xiita – apenas mais um capítulo nos muitos séculos de opressão do povo persa. Vinte e cinco anos depois, com os olhos da menina que foi e a consciência política à flor da pele da adulta em que se transformou, Marjane emocionou leitores de todo o mundo com essa autobiografia em quadrinhos, que só na França vendeu mais de 400 mil exemplares. Em ‘Persépolis’, o pop encontra o épico, o oriente toca o ocidente, o humor se infiltra no drama – e o Irã parece muito mais próximo do que poderíamos suspeitar.

Meme 30 dias, 30 livros

Eu estou pensando aqui e acho que vou responder o meme dos 30 dias dos livros. Mas acho que só vou publicar depois que estiver pronto, porque do jeito que eu sou e não termino várias coisas, pode ser que  não funcione.

O meme é Um mês, 30 livros, e eu estou bem fora do tempo com ele, que todo mundo já fez ano passado, mas quem se importa?

Já sei que vou ter dificuldade em vários dias, mas vou tentar.

Dia 01 — O livro preferido

Dia 02 — Um livro que você não gosta

Dia 03 — O livro favorito da sua infância

Dia 04 — O primeiro livro que lhe fez chorar

Dia 05 — Um livro que lhe faz sorrir

Dia 06 — Um livro do seu autor favorito

Dia 07 — Um livro que você odiou mas teve que ler para a escola

Dia 08 — O livro mais assustador que você já leu

Dia 09 — O livro mais triste que você já leu

Dia 10 — O clássico preferido

Dia 11 — O livro preferido com animais

Dia 12 — O livro favorito de ficção científica

Dia 13 — Um livro que te faz lembrar de alguma coisa, um dia

Dia 14 — Um livro que te faz lembrar de alguém

Dia 15 — O livro favorito dos feriados e folgas

Dia 16 — O livro favorito que virou filme

Dia 17 — Um livro que é um prazer culpado

Dia 18 — Um livro que ninguém esperaria que você gostasse

Dia 19 — O livro de não ficção favorito

Dia 20 — O último livro que você leu

Dia 21 — O melhor livro que você leu este ano

Dia 22 — Livro favorito você teve que ler para a escola

Dia 23 — O livro que você leu mais vezes

Dia 25 — Um livro que você odiava mas agora amaDia 24 — Sua série de livros favorita

Dia 26 — Um livro que dá sono

Dia 27 — A história de amor favorita

Dia 28 — Um livro que você pode citar de cor

Dia 29 — Um livro que alguém leu pra você

Dia 30 — Um livro você ainda não leu mas quer

Paula

Esse é o primeiro livro que eu leio em espanhol. Eu já tinha começado outros dois, O Tempo entre Costuras e Crónica del pajaro que dá corda al mundo, mas não sei exatamente porque, a leitura de nenhum dos dois engrenou. Aí ontem também não sei porque comecei a ler Paula. Nossa, que livro lindo! Tá fluindo muito bem a leitura e eu estou amando. Que livro lindo, bem escrito, emocionante. Ajudou também o fato de que eu estou lendo em ebook e baixei um programa ótimo pra ler (depois de testar uns 10 ou mais), que tem muitos recursos, dicionário, é fácil sublinhar e tomar notas nele.

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Título Paula
Autor: Isabel Allende
Sello DEBOLSILLO
Fecha publicación 07/2009
Formato BOLSILLO
Páginas 432
Medidas 125 X 190 mm
ISBN 9788497593885
EAN 9788497593885
Idioma Español
Temática Novela
Colección CONTEMPORANEA

El libro más conmovedor, más personal y más íntimo de Isabel Allende.
Paula es el libro más conmovedor, más personal y más íntimo de Isabel Allende. Junto al lecho en que agonizaba su hija Paula, la gran narradora chilena escribió la historia de su familia y de sí misma con el propósito de regalársela a Paula cuando ésta superara el dramático trance. El resultado se convirtió en un autorretrato de insólita emotividad y en una exquisita recreación de la sensibilidad de las mujeres de nuestra época.

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Un autorretrato de insólita emotividad al tiempo que exquisita recreación de la sensibilidad de las mujeres de nuestra época.
Cualquier libro de Isabel Allende es un acontecimiento. Paula lo es especialmente porque se trata del más conmovedor, personal e íntimo de todos los libros que ha publicado hasta la fecha. Cuando la gran autora chilena se encontraba en España con ocasión de la presentación de El plan infinito, su hija Paula entró en estado de coma. Junto al lecho de Paula, mientras seguía con angustia la evolución de su enfermedad, Isabel Allende comenzó a redactar en un cuaderno la historia de su familia y de sí misma con el propósito de regalársela a su hija una vez superara el dramático trance. Sin embargo, éste se prolongó durante meses y los apuntes de la autora acabaron convirtiéndose en un libro apasionante y revelador. Isabel Allende ejerce aquí su prodigioso talento narrativo para recuperar y asumir sus propias vivencias como mujer y como escritora, así como las de su familia y las de la historia reciente de su país. Autorretrato de insólita emotividad al tiempo que exquisita recreación de la sensibilidad de las mujeres de nuestra época, Paula perdura en el ánimo del lector con la intensidad de una experiencia indeleble.

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Atualização. Eu achei que esse era o primeiro livro que eu lia todo em espanhol. Mas não é. Eu li dois de dieta quando vim da Argentina, os dois inteiros, e depois comecei El Tiempo entres costuras, que não engrenei, e Crónica del Pájaro Que da Cuerda Al Mundo, O Susurro da Mujer Ballena que li quase todo e não terminei porque perdi quase no fim. E já li poesia do Pablo Neruda, também. Minha memória anda péssima.

Mesmo que eu mande em garrafas mensagens por todo o mar

gaeloculos

Janeiro foi-se. Nossa, foi-se. Vou continuar com os balanços mensais até ver o que fazer. A Uó Host me fez perder o outro blog (esse) todinho. Pelo menos acabou com o outro, já que eu não sabia mesmo mais o que fazer com ele, há mais de ano não escrevia. E esse aqui vai pelo mesmo caminho, já não posso mais dizer de dieta, e tanta leveza me falta. E eu estou quase no mesmo lugar do caminho há tanto tempo, há tanto blog. Aí pra continuar o registro dos meses, fico aqui… Claro, podia estar fazendo em privado, no blog privado, mas prefiro aqui, assim esse não morre ainda. De todo modo semana que vem tem novidade no mundo eternos das dietas sem lembrança e aí eu vejo se falo por aqui.

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A Dieta da Barriga Zero

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Ah, nem vou comentar né, pra que eu continuo lendo esse tipo de livro, que vício é esse? Nunca nenhum me ajudou a emagrecer. Ou melhor, pra ser honesta, nunca eu mesma me ajudei a emagrecer. Eu gostei do princípio desses, de comer alimentos que ajudam a perder a gordura da barriga, mas acho queesse tipoi de leitura pra mim é frustração, perda de tempo e dinheio, não porque os livros não são bons, mas porque eu não quero/não consigo me ajudar com eles. A maior categoria desse blog é dieta. O que reflete bem uma da maiores preocupações da minha vida. E assunto no qual eu não venho, nos ultimos dez anos, conseguindo efeito nenhum, melhora nenhuma, só piora. Bom, chega. Chega desse assunto e espero que chegue desse tipo de leitura também.

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A dieta da barriga zero!: Perca 7kg em 32 dias Read more

Ler é o melhor exercício para o cérebro

12936189Segundo especialista, o cérebro é como um músculo

Ler é o melhor exercício para o cérebro

Aos 69 anos, a ginecologista Loreta de Moraes Napp devora livros por prazer — e também por afinidade, já que é casada com o escritor gaúcho Sérgio Napp. Porém, há outro importante motivo por trás do hábito: ela sabe que o bom desempenho da sua memória depende disto.

— A minha preocupação começou cedo, ao observar que as mulheres que eu atendia se queixavam muito de lapsos de memória após a chegada da menopausa.

Hoje, Loreta recomenda leitura às pacientes como uma poderosa aliada para enfrentar as mudanças que a vida traz.

O cientista Iván Izquierdo é um dos maiores pesquisadores mundiais na área de fisiologia da memória e seus artigos e livros já são parte imprescindível das bibliografias básicas dos trabalhos dedicados ao tema.

Nesta entrevista, concedida ao caderno Vida, de Zero Hora, ele revela que apesar dos avanços na área, não há nada melhor para o cérebro do que devorar livros.

Zero Hora — Qual a grande descoberta sobre a memória nos últimos anos?

Iván Izquierdo — São muitas, principalmente nos últimos 20 anos. Temos conhecido cada vez mais detalhes sobre o mecanismo molecular que leva à formação da memória. Isso também se chama consolidação, porque consolida a informação de diversas procedências da linguagem cerebral na memória, por meio de sinais elétricos e neuroquímicos. Se descobriu, portanto, que comunicação se utiliza, e o que ocorre depois, para a formação da memória e o curso de tempo que leva. Além disso, se estuda hoje que regiões do cérebro participam da extinção, ou seja, a inibição da resposta para que ela não seja usada a qualquer momento. Um exemplo é a memória de medo, que não precisa ser usada toda hora e que serve para ajudar pacientes vítimas de estresse pós-traumático.

ZH — Já é possível, então, apagarmos lembranças desagradáveis? Como é feita essa inibição hoje?

Izquierdo — Não seria bom perdê-las, pois é preciso lembrar de um ocorrido para que o sujeito não repita a situação que a levou ao trauma. Mas os psicoterapeutas já utilizam esse recurso há 30 anos para tratar pacientes vítimas de estresse pós-traumático. Em síntese, é empregada uma técnica que faz com que a pessoa não “acione” a memória em determinados momentos. Ela age assim após ser exposta a estímulos e cenas e a situações que lhe produz medo (uma delas é a cognitivo-comportamental).

ZH — Muitas vezes ficamos nervosos quando queremos lembrar de algo e a coisa está na ponta da língua mas não sai. Quando o “branco” é um problema real?

Izquierdo — O branco é devido à ansiedade, que causa liberação de hormônios suprarrenais chamados corticoides. Eles vão circular no sangue e acabam eventualmente no cérebro, inibindo a memória. Pode acontecer com qualquer um, não é patológico. Ou seja, tem que tratar a ansiedade. Entretanto, o “branco” pode representar um problema real, como a doença de Alzheimer, quando o sujeito passa a esquecer o nome do pai, o ofício que atua.

ZH — Mas se eu estou notando que a minha memória pode ser aperfeiçoada, o que é possível fazer?

Izquierdo — Drogas, como a Ritalina, só são indicadas para quem tem déficit de atenção. Mas quem não tem a doença e quer ter um cérebro saudável, eu recomendo ler. Esse é o melhor exercício que alguém pode fazer com o cérebro. O uso constante da memória a estimula. É como um músculo: quanto mais se usa, melhor funciona. Mas não se deve fazer um uso abusivo da memória. Na hora de dormir, devemos descansar. Cada coisa tem seu momento.

O que ajuda

:: Concentre-se: livre-se das preocupações e preste atenção naquilo que você lê, vê ou ouve.

:: Seja curioso: esteja sempre aberto a receber novas informações e saber o porquê das coisas.

:: Planeje-se: além de dar sentido à vida, ter objetivos nos motiva a ficar atentos.

:: Tenha vida social: ampliar a rede de relacionamentos é um ótimo exercício para o cérebro.

:: Compartilhe: falar sobre o que se viveu treina a memória sobre esses fatos.

O que atrapalha

::Tensão

:: Má alimentação

:: Privação de sono

:: Remédios sem indicação médica

:: Ansiedade

:: Mau funcionamento do organismo

:: Sobrecarga.

 

fonte:

http://www.clicrbs.com.br/especial/rs/bem-estar/19,0,3644182,Ler-e-o-melhor-exercicio-para-o-cerebro.html

A Menina Que Roubava Livros

meninaqueroubavalivrosÉ a segunda ou terceira vez que estou tentando ler este livro, e agora está indo melhor, estou achando mais interessante. Talvez porque a primeira eu tenha tentado ler num celular mínimo, e eu nunca tinha lido ebook assim. Agora continuo com o ebook, mas em uma aparelho mais apropriado, está muito melhor. E estou gostando mais agora. Resolvi dar uma segunda chance, apesar dos duzentos mil livros que tenho aqui pra ler, porque foi uma pessoa muito querida que me disse que era bom.

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Atualização: Terminei ontem. Gostei, gostei muito, mas foi um livro que me causou muita, muita angústia, doeu ler esse livro, doeu. Nazismo e infância são cosias que causam muito sofrimento em mim. E eu vinha de uma carga grande de leitura sobre o tema. Sei que cada página me cortava o coração. eu já tinha começado a ler esse livro e achado chato, mas comecei a ler no primeiro smartphone que eu tive um Nokia E61 e nunca tinha lido um ebook.  Acho que ter lido assim me ajudou a achar chato demais. Mas agora, seguindo a sugestão de uma amiga, resolvi dar mais um a chance, depois de tanta leitura pesada e clássica estava precisando de algo fácil de ler, leve. Fácil de ler ele é bastante, mas leve nem um pouco. Eu fiquei triste, achei muito doloroso, mas gostei de ler.

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O Coração das Trevas

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Não vou fazer o resumo aqui, tem muito resumo deste livro por aí e um outro da editora aí embaixo.

Mas esse livro me fez pensar mais uma vez que definitivamente eu não sou boa leitora. Eu já sabia disso, mas finjo que sou boa, tento ser, me engano que sou. Mas a verdade é que não sou. Não achei uma leitura legal de se fazer. Consigo reconhecer que é um grande livro, com uma narrativa poderosa, profunda e as vezes muito desconcertante e incômoda. Que é uma viagem mesmo ao coração das trevas. Mas é um livro áspero demais, cru demais e com testosterona demais. Eu gostei, fiquei envolvida pela leitura, mas achei incômoda. Não é um livro que eu gostaria de reler. Fico pensando se a tradução tem algo a ver com isso. Vou parar em uma livraria e dar uma olhada na outra tradução. Mas certamente não tem, certamente, a quem eu quero enganar? O problema foi que eu realmente não curti essa leitura, embora não tenha ficado agarrada nela, empacada, li quase de uma vez. Read more

Por Favor Não Matem a Cotovia

Acabei de ler esse livro. Lindo. Doce, enganosamente simples. Realmente um livro delicioso de se ler. O personagem Atticus é o pai exemplar, o tipo de pai que eu gostaria de ser se fosse homem. Adorei, e este livro também faz jus à fama de ser um dos melhores romances já escritos. Agora quero rever o filme.

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Edição: 1
Editora: Difel
ISBN:
Ano:
Páginas: 400
Tradutor: Fernando Ferreira Alves

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Sinopse – Por Favor Não Matem a Cotovia – Harper Lee
Durante os anos da Depressão, Atticus Finch, um advogado viúvo de Maycomb, uma pequena cidade do sul dos Estados Unidos, recebe a dura tarefa de defender um homem negro injustamente acusado de violar uma jovem branca. Através do olhar curioso e rebelde de uma criança, Harper Lee descreve-nos o dia-a-dia de uma comunidade conservadora onde o preconceito e o racismo caracterizam as relações humanas, revelando-nos, ao mesmo tempo, o processo de crescimento, aprendizagem e descoberta do mundo típicos da infância. Recentemente, alguns dos mais importantes livreiros norte-americanos atribuíram grande destaque ao livro, ao elegerem-no como o melhor romance do século XX.

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No Brasil esse Livro saiu com o título O Sol é Para Todos, e eu tenho ele também, nessa edição do Círculo do Livro,  mas estou lendo mais a versão ebook mesmo. E é essa portuguesa.

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Harper Lee

O Sol É Para Todos.

Editora Círculo do Livro S.A.;

São Paulo / SP;

317 páginas.

A Noite

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“Nunca me esquecerei daquela noite, a primeira noite de campo, que fez minha vida uma noite longa e sete vezes aferrolhada. Nunca me esquecerei daquela fumaça.
Nunca me esquecerei dos rostos das crianças cujos corpos eu vi se transformarem em volutas sob um céu azul e mudo.
Nunca me esquecerei daquelas chamas que consumiram minha fé para sempre. Nunca me esquecerei daquele silêncio noturno que me privou por toda eternidade do desejo de viver.
Nunca me esquecerei daqueles momentos que assassinaram meu Deus, minha alma e meus sonhos, que se tornaram deserto.
Nunca me esquecerei daquilo, mesmo que eu seja condenado a viver tanto tempo quanto o próprio Deus. Nunca.”

Elie Wiesel,   A Noite. Read more

Balanço de 2011

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Janeiro já vai longe, mas acho que ainda dá tempo pra dizer sobre os melhores livros que eu li em 2011.

Com certeza foram dois, Marcas de Nascença e A Elegancia do Ouriço. Eu amei todos dois, achei impressionantes, tinha muito tempo que eu não gostava tanto assim de livros. Gostei demais também de Minha Querida Sputnik.

Gostei muito do Jardim de Cimento e do Caderno Vermelho, e de A Casa dos Espíritos. Gostei de Um Dia, de Desonra, de O Segredo de Frida Kahlo, de É Isto Um Homem, de Complexo de Portnoy (que merece ser relido, pq li muito picado, muito vai e volta), de Modernidade e Holocausto. Gostei médio de Liberdade, de Memória Inventada e de O Tempo entre Costuras, Orgulho e Preconceito, A Chave de Sarah e Um Teto Todo Seu. Os outros acho que nem precisa de comentar, gostei razoavelmente.  De alguns nem gostei. Read more

Livros que estão me esperando este ano

 

somany

Frase de Frank Zappa

Não sei se vou ler todos, se vou conseguir ou vou querer, mas são estes: (ainda escrevendo, porque tem outros que agora onde estou, não me lembro). Não vou ler nessa ordem, a ordem é só a que me lembrei assim de chofre. E nem sei se vão ser esses mesmo, porque meu modo de ler é totalmente caótico. Certamente eu vou querer reler alguns. (Lembrei agora pelo menos do Trem Noturno Para Lisboa, que quero reler por causa de uma conversa com uma amiga). São estes:

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E contar comigo

Perdi o blog todinho por causa do uó host. Bela porcaria. Perdi tudo, todas as fotos, os anexos que tinha nele, comentários, links, os textos laterais, as páginas, tudo. Bom, já tinha mesmo muito tempo que eu não escrevia aqui, mais de um ano. Daí resolvi não colocar os posts velhos nele de novo. Eu tinha um backup antigo, que não tinha tudo, mas tinha os posts velhos. Só que eu já vinha querendo  sair fora desse modelo antigo mesmo, aí esse lance com o uó host foi só o empurrão que faltava. As postagens antigas ficaram em outro blog, esse aqui ainda não sei que destino vai ter. Eu gosto dele mais pelo nome, pelo domínio, mas vontade mesmo de escrever não tenho mais.

Ainda sobre O sol é Para Todos

solparatodosp

Ainda sobre esse livro, saiu essa matéria no Estadão. Acho impressionante porque tenho lido vários blogs portugueses e brasileiros falando sobre esse livro e todo mundo acha maravilhoso. Nessa matéria que reproduzo abaixo, ainda se diz que é um livro que todos deveriam ler antes de morrer.

Eu vou acabar de ler e depois assistir de novo ao filme que tenho aqui em casa, e que eu acho um filmaço. Não tenho conseguido  deslanchar na leitura, não por causa do livro, mas por causa da minha cabeça que anda mais dispersa do que nunca. Mas hoje vou ver se continuo, pra ver o que tem de tão bom nesse livro.

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É Claro Que Você Sabe do Que Eu Estou Falando

ISBN: 8522009791
E CLARO QUE VOCE SABE DO QUE ESTOU FALANDO
Autor: JULY, MIRANDA
Tradutor: PORTOCARRERO, CELINA
Editora: EDITORA SINERGIA
Assunto: LITERATURA ESTRANGEIRA – CONTOS E CRÔNICAS
ISBN-13: 9788522009794
Idioma: Livro em português
Encadernação: Brochura
Dimensão: 13,5 x 20,8 cm
Edição: 1ª
Ano de Lançamento: 2008
Número de páginas: 192

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Sinopse
Dezesseis histórias curtas, a maioria publicada em revistas como The New Yorker, Zoetrope e The Paris Review, nas quais a autora dialoga com o leitor, conta seus segredos, revela os truques que executa e surpreende a cada momento. Em todos os contos, um elemento comum – personagens vivendo situações extremas em busca de um grande amor ou de um sentido para o cotidiano.

Livros para derreter o cérebro

Daqui: http://bookporn.tumblr.com/

 

Lista de livros para derreter seu cérebro (a lista está em inglês):

http://www.everything2.com/index.pl?node=Books+that+will+induce+a+mindfuck

Engraçado é que eu já li muito mais livros desta lista do que de várias listas dos 100 mais… E são todos (os que eu conheço e/ou li) realmente derretedores de cérebro.

Vi aqui: http://livroseafins.com/link-lista-de-livros-para-derreter-seu-crebro/

Amada

amadaAmada – Toni Morrison

Título original: BELOVED
Tradução: José Rubens Siqueira
Capa:warrakloureiro
Páginas: 396
Acabamento: Capa dura
Lançamento: 30/06/2011
ISBN: 9788535918939
Coleção Prêmio Nobel
Selo: Companhia das Letras

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Um dos melhores livros que eu já li, um dos que mais me tocou. Tem uma narrativa diferente, não linear, e é um ahistória linda e bem contada, emocionante, em que se entra na cabeça dos personagens de uma maneira bem visceral, bem diferente, é um livro que a gente sente.

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Eleito em 2006 pelo New York Times o livro de ficção mais importante dos últimos 25 anos nos Estados Unidos, Amada é o mais conhecido romance de Toni Morrison. Ambientado em 1873, época em que o país começava a lidar com as feridas da escravidão recém-abolida, conta a história da ex-escrava Sethe, que após fugir de uma fazenda no Kentucky refugia-se em Cincinatti.
Lá, ela e a filha caçula se veem às voltas com o fantasma de outra filha de Sethe, morta cerca de dezoito anos antes. Suas aparições cedem com a chegada de Paul D, velho conhecido dos tempos de escravidão. Mas a inesperada visita de uma jovem misteriosa chamada Amada, única palavra gravada na lápide da filha morta, obriga Sethe a confrontar uma verdade terrível.
Numa prosa melódica que alterna diferentes registros e pontos de vista, manipulando com maestria os tempos da narrativa, a autora compõe um retrato lírico e cruel da condição do negro no fim do século XIX nos Estados Unidos.

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Livro mais conhecido da escritora americana Toni Morrison, prêmio Nobel de Literatura de 1993, Amada ganhou o Pulitzer de 1988 e em 2006 foi eleito pelo New York Times a obra de ficção mais importante dos últimos 25 anos nos Estados Unidos. Em 1998 recebeu uma adaptação cinematográfica – Bem-amada -, com Oprah Winfrey no papel principal.
A história se passa nos anos posteriores ao fim da Guerra Civil, quando a escravidão havia sido abolida nos Estados Unidos. Sethe é uma ex-escrava que, após fugir com os filhos da fazenda em que era mantida cativa, foi refugiar-se na casa da sogra em Cincinatti. No caminho, ela dá à luz um bebê, a menina Denver, que vai acompanhá-la ao longo da história.
Amada tem uma estrutura sinuosa, não-linear: viaja do presente ao passado, alterna pontos de vista, sonda cada uma das facetas que compõem esta história sombria e complexa. Considerado um clássico contemporâneo, faz um retrato a um tempo lírico e cruel da condição do negro no fim do século XIX nos Estados Unidos.

“A versatilidade e a abrangência técnica e emocional de Toni Morrison não têm limites. Não há como duvidar de sua estatura como uma das personalidades mais proeminentes da literatura americana de todos os tempos. Amada é um livro arrepiante.”
– Margaret Atwood, The New York Times

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Retirado do site da Companhia das Letras

A Minha Lista de Clássicos

classic

A minha lista de clássicos é esta. Não é baseada em nada, mas no meu imaginário, naquilo que me vem à cabeça quando eu enso num clássico, ou num livro que eu teria que ler, ou ter lido já. É até bem óbvia, claro, mas é o que ficou na minha cabeça e não é definitiva, eu vou mexendo nela com o tempo. E lógico, é MUITO enviesada, mas é isso, eu procurei ir colocando os livros que me vinham à cabeça, sem muito pensar e foram esses que apareceram… Read more

Livros de 2011

Clique para aumentar

A melhor coisa que eu fiz foi voltar a ler literatura, voltei pro meu terreno, meu mundo. Esse ano quero ler mais ainda, revisar mais livros, queria ser paga pra ler, ou pra digitalizar livros, que bom seria!

 

Fevereiro
1. Os Homens Que não Amavam as Mulheres
2. Estresse Engorda
3. Mulheres, Comida e Deus
4. Imagine-se Magro

Março
5. Gordas em Recuperação
6. Você Tem Fome de quê? (releitura)
7. Um Caminho com o Coração
8. A Menina Que Brincava com Fogo

Abril
9. Pergunte ao Pó
10. Um Caminho com o Coração
11. 59 segundos (não terminei) Read more

Os meus olhos têm a fome do horizonte

dreams

Ser capaz, como um rio
que leva sozinho
a canoa que se cansa,
de servir de caminho
para a esperança.
E de lavar do límpido
a mágoa da mancha,
como o rio que leva e lava.

Crescer para entregar
na distância calada
um poder de canção,
como o rio decifra
o segredo do chão.

Thiago de Mello

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Dezembro foi como esse ano todo, mas em escala aumentada. Um mês rico, bem rico, cheio de coisas, como é normal mesmo em dezembro. Eu tiro férias em dezembro por uma série de motivos, mas a verdade é que dezembro passa rápido demais. Mas foi um mês muito bom, muito mesmo, como todo 2011, não posso reclamar. Eu li uns 28 livros, vi mais de sessenta filmes, conheci um país novo, viajei mais que outros anos, fiz 40 anos, encontrei bastante os amigos, tive amizade, amor, carinho, meus filhos estão com saúde, foi o ano que eu menos me estressei com meu trabalho, por incrível que pareça. É um saldo maravilhoso e se continuar assim em 2012 já está ótimo para o meu umbiguinho.

Claro que aconteceram coisas ruins, eu voltei a fumar (shame on me), perdi minha empregada de anos, continuo imensamente gorda, e otras cositas más, mas… Ainda assim o ano foi muito bom, espero que 2012 continue o ritmo.

No assunto que era pra ser (mas já não é mais há muito tempo) o principal desse blog, também tive algum ganho pouco, emagreci 12 quilos, mas ganhei outro tanto, e agora nesse momento tô gorda de novo. Não tanto, mas estou MUITO ainda. Mas consegui fechar uma lista de 101 coisas em 1001 dias e vou recomeçar uma dieta a qualquer momento contando de agora. Não vou entrar em mais nenhuma conversa sobre isso, porque já deixou de fazer sentido e ficou só o patético.

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Essas listas de coisas do mês podem ser bobas e pedantes e qualquer outro adjetivo desabonador aí. Mas nossa, como elas enriqueceram o meu ano, viu? Mesmo, porque hoje eu também tô nessa vibe, claro de Viver Para Contá-la, também quero isso, viver para listar, fotografar e ver ali. Eu também estou no espírito do meu tempo, fotografar para viver, viver para contar, contar para publicar. Não tem jeito, fui apanhada (apesar do avançado da idade), na mesma onda. E eu vou com ela, às vezes reflito, às vezes vou com a onda. Mas o fato é que , quando eu comecei a catalogar as coisas, eu tive vontade de fazer cada vez mais coisas, de viver mais, e isso é parte também do que eu acho que enriquece a MINHA vida.

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Não sei se vou continuar escrevendo sobre dieta nesse blog esse ano, já estou no da recapitulação diária, que é outra coisa que me faz muito bem, embora eu tenha esquecido dela por algumas bastante vezes, e não sei se vai rolar. Talvez aqui continue como foi esse ano, só com essas listas mesmo. E acho que vou excluir todas as outras postagens. Começar do zero em 2012.

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Pois é, gostei de dezembro. A vida bem podia ser um grande dezembro.

Filmes
  • A Fita Branca
  • Minhas Tardes com Margueritte
  • O Porco Espinho
  • Cerejeiras em Flor
  • Na Idade da Inocência
  • Um Conto Chinês
  • Cópia Fiel
  • O Segredo dos Seus Olhos
  • Noite de Ano Novo
Séries
  • Prime suspect
  • Homeland
  • Enlightened
Livros
  • Memória Inventada
  • O Andar do Bêbado (lendo)
  • Complexo de Portnoy
  • O Livro do Riso e do Esquecimento (revisão. Pronto)
  • Amada (lendo e digitalizando)
  • Europa de Cinema
Acontecimentos
  • Amigo Secreto
  • Confraria
  • Almoço com a Dê e troca de presentes
  • Férias!!!
  • Almoço Isa e Fê
  • Sorvete à tardinha
  • Quase-presente do pai
  • Cinema e japa
  • Natal
  • Aniversário do Rada (um dos melhores!)
  • Ceia de Ano Novo
  • Fechei a lista de 101 coisas em um dia. Vai de 01/01/2012 até 27/09/2014
Cozinha
  • Sobremesas do Natal
  • Ceia de Ano Novo
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Feliz 2012  

 

 

Memória Inventada


Editora: Ed. Record
ISBN 8501055832
Autor: Erica Jong
Gênero: Literatura Estrangeira
Seção: Romance
Acabamento: Brochura
Nº de Páginas:288

Sinopse
MEMÓRIA INVENTADA

(Inventing Memory) Erica Jong Tradução de Alves Calado “Um romance brilhante, sensível e muto bem documentado.” Magazine Littéraire “Momentos deliciosos de horror gótico. E bastante sexo.” Observer “Uma crônica viva e divertida.” Times Litterary Supplement Erica Jong, uma das escritoras contemporâneas de maior prestígio – e ainda um ícone da liberação feminina -, não criava um romance desde 1990. Nestes nove anos, escreveu ensaios e um livro de reflexão, Medo dos 50, até finalmente concluir o romance MEMÓRIA INVENTADA, um épico sobre um século de vida de uma família judia nos EUA através da história de quatro gerações de mulheres de um clã pouquíssimo convencional. A autora estará no Rio de Janeiro em abril, participando da Bienal Internacional do Livro. MEMÓRIA INVENTADA, romance de fortes matizes autobiográficos, é uma grande saga da mulher do século XX em sua busca da liberdade. Apesar de ser obra de ficção, é pleno de referências a eventos, personagens e locais que emprestam à narrativa um contexto histórico e que dão subsídios a um breve exercício de futurologia. A trama tem como base a história de Sarah Soilomon Levitsky, uma mulher que nasceu em 1888 e viveu 100 anos de grandes mudanças. Outras grandes mulheres da mesma família dão seguimento à luta por espaço dentro da comunidade judaica nova-iorquina. Erica mais uma vez explora sua verve completamente livre dos padrões sociais que fizeram com que ela chegasse a ser considerada, nos Estados Unidos, uma escritora pornô – e sua obra, uma mera transcrição de sua movimentada vida amorosa. Mas MEMÓRIA INVENTADA é mais uma prova de que a autora está muito além disso. É um romance criativo e inteligente, possivelmente o melhor de uma das melhores escritoras americanas da atualidade. Erica Jong nasceu e cresceu em um bairro rico de Nova York. Filha de pais que abandonaram as artes para se dedicar aos negócios, ela começou sua carreira como poeta, mas se consagrou com romances que se transformaram em grandes sucessos, como Medo de voar e Pára-quedas & beijos, também publicados pela Editora Record.

100 melhores livros Revista Bula

100 melhores livros

 

    1. Guerra e paz, Leon Tolstoi
    2. 1984, George Orwell
    3. Ulisses, James Joyce
    4. Lolita, Vladimir Nabokov
    5. O Som e a fúria, William Faulkner
    6. O Homem invisível, Ralph Ellison
    7. Rumo ao Farol, Virginia Woolf
    8. A Ilíada e a Odisséia, Homero
    9. Orgulho e Preconceito, Jane Austen
    10. Divina Comédia, Dante
    11. Contos de Canterbury, Geoffrey Chaucer
    12. As Viagens de Gulliver, Jonathan Swift
    13. Middlemarch, George Eliot
    14. O Mundo se Despedaça, Chinua Achebe
    15. O Apanhador no Campo de Centeio, J. D. Salinger
    16. E o Vento Levou, Margaret Mitchell
    17. Cem Anos de Solidão, Gabriel García Marquez
    18. O Grande Gatsby, Scott Fitzgerald
    19. Ardil 22, Joseph Heller
    20. Amada, Toni Morrison
    21. As Vinhas da Ira, John Steinbeck
    22. Filhos da meia-noite, Salman Rushdie
    23. Admirável Mundo Novo, Aldous Huxley
    24. Mrs. Dalloway, Virginia Woolf
    25. Filho Nativo, Richard Wright
    26. Da Democracia na América, Alexis de Tocqueville
    27. A Origem das Espécies, Charles Darwin
    28. História, Heródoto
    29. O Contrato Social, Jean-Jacques Rousseau
    30. O Capital, Kart Marx
    31. O Príncipe, Maquiavel
    32. As Confissões de Santo Agostinho
    33. Leviatã, Thomas Hobbes
    34. História da guerra do Peloponeso, Tucídides
    35. O Senhor dos Anéis, J. R. R. Tolkien
    36. Winnie-the-Pooh, A. A. Milne
    37. As Crônicas de Narnia, C. S. Lewis
    38. Uma Passagem Para a India, E. M. Forster
    39. Pé na Estrada Jack Kerouac
    40. O Sol é Para Todos, Harper Lee
    41. A Biblia
    42. Laranja Mecânica, Anthony Burgess
    43. Luz de Agosto, William Faulkner
    44. As Almas da Gente Negra, W. E. B. Du Bois
    45. Vasto Mar de Sargaços, Jean Rhys
    46. Madame Bovary, Gustave Flaubert
    47. Paraíso Perdido, John Milton
    48. Anna Karenina, Leon Tolstoi
    49. Hamlet, William Shakespeare
    50. O Rei Lear, William Shakespeare
    51. Otello, William Shakespeare
    52. Sonetos, William Shakespeare
    53. Folhas da Relva, Walt Whitman
    54. As Aventuras de Huckleberry Finn, Mark Twain
    55. Kim, Rudyard Kipling
    56. Frankenstein, Mary Shelley
    57. A Canção de Solomon, Toni Morrison
    58. Um estranho no Ninho, Ken Kesey
    59. Por Quem os Sinos Dobram, Hernest Hemingway
    60. Matadouro 5, Kurt Vonnegut
    61. A Revolução dos Bichos, George Orwell
    62. O Senhor das Moscas, William Holding
    63. A Sangue Frio, Truman Capote
    64. O Carnê Dourado, Doris Lessing
    65. Em Busca do Tempo Perdido, Marcel Proust
    66. O Sono Eterno, Raymond Chandler
    67. Enquanto Agonizo, William Faulkner
    68. Paris é Uma Festa, Ernest Hemingway
    69. Eu, Claudio, Robert Graves
    70. O Coração é um Caçador Solitário, Carson McCullers
    71. Filhos e Amantes, D. H. Lawrence
    72. Todos os Homens do Rei, Robert Penn Warren
    73. Vá Dizê-lo na Montanha, James Baldwin
    74. A Teia de Charlotte, E. B. White
    75. O Coração das Trevas, Joseph Conrad
    76. Noite, Elie Wiesel
    77. Coelho Corre, J. Updike
    78. A Idade da Inocência, Edith Wharton
    79. O Complexo de Portnoy, P. Roth
    80. Uma Tragédia Americana, Theodore Dreiser
    81. O Dia do Gafanhoto, Nathanael West
    82. Trópico de Câncer, Henry Miller
    83. O Falcão Maltês, Dashiell Hammet
    84. A Matéria Escura, Philip Pullman
    85. A Morte Vem Buscar o Arcebispo, Willa Cather
    86. A Interpretação dos Sonhos, S. Freud
    87. A Educação de Henry Adams, Henry Adams
    88. Pensamento de Mao Zedong, Mao Zedong
    89. Psicologia da Religião, William James
    90. Volta a Brideshead, Evelyn Waugh
    91. Primavera Silenciosa, Rachel Carson
    92. Teoria Geral da Ocupação, o Interesse e o Dinheiro, John Maynard Keynes
    93. Lord Jim, Joseph Conrad
    94. Adeus a tudo aquilo, Robert Graves
    95. A Era da Incerteza, John Kenneth Galbraith
    96. O Vento nos Salgueiros, Kenneth Grahame
    97. A Autobiografia de Malcom X, Alex Haley e Malcolm X
    98. Eminentes Vitorianos, Lytton Strachey
    99. A Cor Púrpura, Alice Walter
    100. A Segunda Guerra Mundial, Winston Churchill

 

 

Vou atrasar mais dez minutos

De algum tumblr que não lembro mais

Deram-me um corpo, só um!/ Para suportar calado
Tantas almas desunidas/Que esbarram umas nas outras,
De tantas idades diversas;/Uma nasceu muito antes
De eu aparecer no mundo,/Outra nasceu com este corpo,
Outra está nascendo agora,/Há outras, nem sei direito,
São minhas filhas naturais,/Deliram dentro de mim,
Querem mudar de lugar,/Cada uma quer uma coisa,
Nunca mais tenho sossego./Ó Deus, se existis, juntai
Minhas almas desencontradas.

Murilo Mendes

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Novembro

Filmes

  • Karatê Kid (visto de novo)
  • A Pele que Habito

Séries

  • Prime suspect
  • Body of Proof
Livros
  • Desonra
  • Complexo de Portnoy (lendo)
  • Liberdade
  • Identidade
  • O Tempo entre Costuras
  • Liberte-se da fome Emocional (lendo)
Esse mês eu li, viu? ufa.

Acontecimentos

  • Exposição Roma
  • Confraria com direito a macarrão com massa feita na hora e vinho.
  • Férias!!!!!!!!!
  • Aniversário do Gael
  • Cinema, vinho, pizza e empanadas
Cozinha
  • Bolo com ganache
  • Lasanha (tudo mal e porcamente, arremedo de cozinha)
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Acabou novembro, mês doido, super corrido, as duas última semanas trabalhei como nunca na minha vida, nossa.
Ano que vem, já que eu não mudo, esse blog vai mudar.

 

Liberdade

Título original: FREEDOM
Tradução: Sergio Flaksman
Capa: Elisa v. Randow
Páginas: 608
Formato: 16.00 x 23.00 cm
Peso: 0.92300 kg
Acabamento:Brochura
Lançamento: 18/05/2011
ISBN: 9788535918670
Selo: Companhia das Letras

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Liberdade, quarto romance do norte-americano Jonathan Franzen, foi um dos mais festejados lançamentos literários de 2010. Publicado nove anos após As correções (vencedor do National Book Award), o livro foi saudado como um painel amplo e profundo da sociedade americana contemporânea e um triunfo da prosa refinada que já fazia a fama do autor.
A história de Liberdade gira ao redor de um trio de protagonistas. Walter e Patty Berglund formam, junto com os filhos adolescentes Joey e Jessica, uma típica família norte-americana liberal de classe média. Richard Katz é um roqueiro descolado que tenta fugir da fama que tanto buscava no passado. Os três se conhecem no final dos anos 1970, na Universidade de Minnesota, e a partir daí suas vidas se entrelaçam numa complexa relação de amizade, paixão, lealdade e traições que culminará com uma série de conflitos decisivos na primeira década do novo milênio, época em que o conceito de liberdade parece tão onipresente quanto fugidio.
Como em As correções, Franzen mergulha numa tragédia familiar para dissecar, com incrível detalhe e personagens tão reconhecíveis quanto surpreendentes, a psique e os sonhos da classe média norte-americana, explorando temas como o choque entre as políticas liberais e conservadoras no contexto social e privado, os males da superpopulação e das ameaças ecológicas, a crise do politicamente correto e os dilemas afetivos de uma geração cada vez mais conectada, individualista e globalizada.
Aclamado pela crítica, Liberdade também foi um fenômeno de mídia. A apresentadora Oprah Winfrey o selecionou para o seu popular círculo do livro, o Oprah’s Book Club, e a revista Time estampou sua capa com o romance, algo que não acontecia desde o ano 2000, quando Stephen King figurou no mesmo espaço.

“O romance mais comovente de Franzen – um livro que se revela ao mesmo tempo uma envolvente biografia de uma família problemática e um retrato incisivo do nosso tempo.” – Michiko Kakutani, The New York Times

“Não é à toa que Liberdade menciona Guerra e Paz em todas as letras. Ele pede espaço na prateleira ao lado do tipo de livro que as grandes feras escreviam. Livros que eram chamados de importantes. Que eram chamados de os grandes.” – Benjamin Alsup, Esquire

“O livro do ano, e do século.” – The Guardian

“Assim como As correções, Liberdade é uma obra-prima da ficção americana. Liberdade é um livro ainda mais rico e profundo – menos reluzente na superfície, porém mais seguro em seu método. Como todos os grandes romances, Liberdade não conta apenas uma história cativante. Ele ilumina, pela profunda inteligência moral do autor, um mundo que julgávamos conhecer.” – Sam Tanenhaus, The New York Times Book Review

Complexo de Portnoy

Título original: PORTNOY’S COMPLAINT
Tradução: Paulo Henriques Britto
Capa: João Baptista da Costa Aguiar
Páginas: 264
Formato: 14.00 x 21.00 cm
Peso: 0.33000 kg
Acabamento: Brochura
Lançamento: 10/12/2004
ISBN: 9788535905892
Selo: Companhia das Letras

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A narrativa de Alexander Portnoy, jovem advogado nova-iorquino, é uma longa confissão no divã do psicanalista. Como desde o início fica bem claro, Portnoy é dotado não apenas de uma inteligência privilegiada como também de uma capacidade ilimitada de encarar a si mesmo com realismo e ironia. Contudo, o narrador-protagonista é totalmente incapaz de se livrar da ligação paralisante com a mãe, identificada logo de saída como “o personagem mais inesquecível que conheci na minha vida”. Portnoy discorre alternadamente sobre o passado – a infância de filhinho da mamãe, a adolescência dedicada acima de tudo à prática da masturbação e a tentativas frustradas de perder a virgindade – e sua vida atual – o relacionamento conflituoso com a amante bela porém semi-analfabeta, a separação e uma viagem a Israel que termina com a descoberta de que ele está impotente.
Quando lançada em 1969, a história de Portnoy, narrada com uma verve extraordinária num tom que oscila entre o hilariante e o patético, foi um grande sucesso de vendas e de crítica: o livro alcançou o primeiro lugar nas principais listas de best-sellers dos Estados Unidos, e um crítico da revista Time comparou-o às obras de Henry Miller. Mais de três décadas depois, o lugar de O complexo de Portnoy está mais do que garantido, na obra de Philip Roth – hoje considerado um dos principais ficcionistas vivos do idioma – e na literatura norte-americana.

“Roth é o escritor mais corajoso dos Estados Unidos. Moralmente e politicamente corajoso. E Portnoy faz parte dessa coragem.” – Cynthia Ozick, Newsday

“Simplesmente uma das duas ou três obras de ficção mais engraçadas da literatura norte-americana.” – Chicago Sun-Times

“Comovente, e ao mesmo tempo hilariante e lascivo. Roth tem um talento vibrante. É um dos mímicos e fantasistas mais maravilhosos já produzidos pelo povo mais verbal da história da humanidade.” – Alfred Kazin, New York Review of Books

Desonra

Título original: DISGRACE
Tradução: José Rubens Siqueira
Capa: Thiago Lacaz / Máquina Estúdio e Kiko Farkas / Máquina Estúdio
Páginas: 248
Formato: 14.00 x 21.00 cm
Peso: 0.31800 kg
Acabamento:Brochura
Lançamento: 08/12/2000
ISBN: 9788535900804
Selo: Companhia das Letras

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Sucesso de público e crítica – foi publicado em mais de vinte países e ganhou o Booker Prize, o mais importante prêmio literário da Inglaterra -, Desonra é considerado o melhor romance de J. M. Coetzee. O livro conta a história de David Lurie, um homem que cai em desgraça. Lurie é um professor de literatura que não sabe como conciliar sua formação humanista, seu desejo amoroso e as normas politicamente corretas da universidade onde dá aula. Mesmo sabendo do perigo, ele tem um caso com uma aluna. Acusado de abuso, é expulso da universidade e viaja para passar uns dias na propriedade rural da filha, Lucy.
No campo, esse homem atormentado toma contato com a brutalidade e o ressentimento da África do Sul pós-apartheid. Com personagens vivos, com um ritmo narrativo que magnetiza o leitor,Desonra investiga as relações entre as classes, os sexos, as raças, tratando dos choques entre um passado de exploração e um presente de acerto de contas, entre uma cultura humanista e uma situação social explosiva.

Não é de fora que a nave vem

De I can read

“Mas não quero resposta, quero ficar só. Gosto muito das pessoas, mas essa necessidade voraz que às vezes me vem de me libertar de todos. Enriqueço na solidão: fico inteligente, graciosa e não esta feia ressentida que me olha no fundo do espelho. Ouço duzentas e noventa e nove vezes o mesmo disco, lembro poesias, dou piruetas, sonho, invento, abro todos os portões e, quando vejo, a alegria está instalada em mim.”

 

“As meninas” – Lygia Fagundes Telles

 

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Outubro foi o mês que eu estive mergulhada no tema Holocausto. Não sei porque, não faço ideia de tanto que me deu vontade de ler e ver sobre isso. Também aprendi mais sobre o assunto e sobre a segunda guerra que em toda vida. Não que algo fosse exatamente novidade, mas foi bom ver isso de novo. Quer dizer, bom não né? É muito deprimente, é além da minha compreensão.

Filmes/Seriados/Documentários

  • Tinha que ser você
  • O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias
  • A Chave de Sarah
  • Rompendo o silêncio
  • Minha Luta
  • Kiriku e a Feiticieira
  • Os Nazistas, um aviso da História

Séries

  • Warehouse13
  • Person of Interest
  • The Big C

Livros

  • É Isto um Homem?
  • Minha Querida Sputnik
  • A Chave de Sarah
  • Projeto Felicidade (lendo)
  • Modernidade e Holocausto (lendo)
  • Vá aonde seu coração mandar (releitura)

Acontecimentos

  • Almoço literário
  • Japa
  • Confraria e restaurante espanhol
  • Noite de autógrafos do Tatá
  • Voltei pra dieta aos 45 do segundo tempo. o/

Cozinha

  • Bolo com ganache
  • Lasanha
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Só o amor importa

A Chave de Sarah

A CHAVE DE SARAH

Autor: ROSNAY, TATIANA DE
Tradutor: LEMOS, PAULO ANDRADE
Editora: SUMA DE LETRAS BRASI
Assunto: LITERATURA ESTRANGEIRA – ROMANCES
ISBN: 8560280294
ISBN-13: 9788560280292
Idioma: Livro em português
Encadernação: Brochura
Dimensão: 16 x 23 cm
Edição: 1ª
Ano de Lançamento: 2008
Número de páginas: 312

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Sinopse

Julia Jarmond é uma jornalista americana que vive em Paris há 25 anos e é casada com o arrogante e infiel Bertrand Tézac, com quem ela tem uma filha de onze anos. Julia escreve para uma revista americana, e seu editor pede que ela cubra o sexagésimo aniversário da grande concentração no Vélodrome d’Hiver – um estádio no qual dezenas de milhares de judeus ficaram presos antes de serem enviados para Auschwitz. Ao se aprofundar em sua investigação, Julia constata que o apartamento para o qual ela e o marido planejam se mudar pertenceu aos Starzynski, uma família judia imigrante que fora desapossada pelo governo francês da ocupação, e em seguida comprado pelos avós de Bertrand. Ela resolve descobrir o destino dos ocupantes anteriores. É revelada então a história de Sarah, a única sobrevivente dos Starzynski. Ao escrever sobre o passado da França, Tatiana de Rosnay oferece em ‘A Chave de Sarah’ um retrato da França sob a ocupação nazista, revelando tabus e negações que circundam este doloroso período da História francesa.

O Tempo Entre Costuras

O tempo entre costuras
María Duenas
Páginas: 480 páginas
ISBN: 9788576655435
Formato: 23 x 16 cm.
Encadernação: Tapa rústica
Selo: Planeta
Nº de Edição: 4
Publicação: Setembro 2010

Obra é uma mistura de Casablanca com A sombra do vento, de Carlos Ruiz Zafón

A escritora María Dueñas é um verdadeiro fenômeno. Quando ela lançou este maravilhoso O tempo entre costuras, em 2009, não esperava a repercussão que alcançou. Hoje, disputada pelas maiores editoras do mundo, María Dueñas é comparada a Carlos Ruiz Zafón por sua prosa hipnotizadora e a forma cheia de imaginação e delicadeza com que combina fatos e personagens reais com ficcionais.

A verdade é que depois que se conhece Sira Quiroga, a encantadora costureira que protagoniza esta aventura, é impossível esquecê–la. O cuidado de María Dueñas com as palavras faz o leitor ouvir a respiração daquela frágil e pobre trabalhadora que um dia se apaixona loucamente, parte de Madri para o romântico Marrocos, meses antes da Guerra Civil Espanhola (1936-1939), para ter sua inocência triturada pelos caminhos da vida. Até que se transforma uma vez mais para mergulhar, durante a Segunda Guerra Mundial, em um novo mundo, agora repleto de espiões, impostores e fugitivos.

Seria injusto classificar O tempo entre costuras. Mais correto seria dizer que se trata desses romances deliciosos nos quais cada página provoca uma sensação diferente no leitor. María Dueñas é dessas autoras que sabem realmente falar e tocar os leitores.

Modernidade e Holocausto

Modernidade e Holocausto
Zygmunt Bauman
Brochura
14 x 21 cm
268pp
R$ 52,00
ISBN:
978-85-7110-483-9
Tradução: Marcus Penchel

SINOPSE

Este livro – que fez jus ao prêmio Amalfi (1989), concedido ao melhor livro de sociologia publicado na Europa – discute o que a sociologia pode nos ensinar sobre o Holocausto, concentrando-se mais particularmente, porém, nas lições que o Holocausto tem a oferecer à sociologia.
Zygmunt Bauman, sociólogo de origem polonesa, ressalta aqui como o significado do Holocausto pôde ser subestimado em nossa compreensão de modernidade: ora o Holocausto é reduzido a algo que aconteceu com os judeus, ora é visto como representando aspectos repulsivos da vida social que o progresso da modernidade irá gradualmente superar.
Não há nada comparável a este livro na literatura sociológica. Sutil, porém intenso e perturbador, causará grande impacto tanto naqueles que lidam diretamente com a disciplina da sociologia como nos interessados por um dos fenômenos mais terríveis de nosso tempo.

É Isto Um Homem?

É ISTO UM HOMEM?
Formato: Livro
Autor: LEVI, PRIMO
Editora: ROCCO
Assunto: LITERATURA ESTRANGEIRA
ISBN: 8532503462
ISBN-13: 9788532503466
Idioma: Livro em português
Encadernação: Brochura
Edição: 2ª
Ano de Lançamento: 1988
Número de páginas: 176

A memória é testemunha e não juiz nesta obra-prima do escritor italiano Primo Levi (1919-1987). Em É isto um homem, Levi conta seu sofrimento num lager, campo de extermínio, sem contudo apiedar-se do seu destino, ou tentar vingar-se, aproveitando-se do distanciamento seguro da narração.

Deportado para Auschwitz em 1944, o escritor foi um dos três judeus, em 650 companheiros de infortúnio, a sobreviver, retornando à Itália e a seu trabalho de químico em 1945.

O desejo de melhor compreender esta terrível experiência, no entanto, o impulsionou a escrever nove relatos, entre ensaios, poemas e justamente É isto um homem?

A precisão da linguagem de Levi, que recusa descrições minuciosas, preferindo entender estados de espírito, sua vivência original e sua firmeza pessoal fazem desta obra uma leitura da qual é impossível se escapar ileso.

É isto um homem? é um libelo contra a morte moral do indivíduo. Contra o homem que se deixou desumanizar.

Marcas de Nascença

MARCAS DE NASCENÇA
Coleção: L&PM POCKET, V.929
Autor: HUSTON, NANCY
Tradutor: HEINEBERG, ILANA
Editora: L&PM EDITORES
Assunto: LITERATURA ESTRANGEIRA – ROMANCES
ISBN: 8525421065
ISBN-13: 9788525421067
Idioma: Livro em português
Encadernação: Brochura
Dimensão: 17,8 x 10,7 cm
Peso: 0,240 kg
Edição: 1ª
Ano de Lançamento: 2011
Número de páginas: 320

Best-seller na França, vencedor do Prêmio Femina e finalista do Prêmio Goncourt

“Um adulto nada mais é do que uma criança que sofreu.” Essa é a principal idéia por trás de Marcas de Nascença, o 11º romance de Nancy Huston, autora canadense radicada na França. Partindo de uma idéia singela e genial, a escritora conta a história de uma família marcada pelo desenraizamento, pelo dilaceramento da guerra e pela busca de identidade. E o faz de uma maneira originalíssima: por meio do olhar infantil, inocente e perspicaz de quatro crianças, numa narrativa que viaja por vários pontos do planeta, começando na Califórnia do ano de 2004 e terminando na Alemanha que, entre 1944 e 1945, está em vias de perder a guerra. Do garoto californiano no início do século XXI à menina alemã dos anos 1940, pouco há em comum além de uma marca de nascença hereditária. Mas, à medida que a narração avança, fica claro que há muito mais a unir os membros de uma família além dos laços meramente sangüíneos…

Marcas de Nascença é uma obra polifônica não apenas por ter quatro narradores, mas pela multidão de assuntos abordados: a educação infantil, o fascínio da violência, o exílio, a força e os limites da memória, os legados familiares, a incomunicabilidade das experiências traumáticas, as conseqüências do silêncio e da vergonha.

Nancy Huston, com seus personagens cativantes e profundamente humanos, seu olhar agudo de observadora, sua noção penetrante do detalhe, sua sabedoria e seu conhecimento do mundo, faz a crônica dessa família de origem judaica parecer uma sinfonia de dor e de compreensão sobre toda a humanidade. Entre passado e presente, Velho e Novo Mundo, no entrecruzamento da História com as histórias individuais, a autora demonstra um domínio narrativo como poucos nomes da literatura universal.

Um livro atualíssimo, comovente, bem-humorado, perturbador, depois do qual o leitor não será mais o mesmo. Contra a barbárie eleva-se este desconcertante e reparador romance no qual, com amor e fúria, Nancy Huston faz uma ode à memória, à lealdade, à resistência e ao entendimento entre os homens.

Minha Querida Sputnik

MINHA QUERIDA SPUTNIK
Autor: MURAKAMI, HARUKI
Editora: OBJETIVA
Assunto: LITERATURA ESTRANGEIRA – ROMANCES
ISBN: 8573024852
ISBN-13: 9788573024852
Idioma: Livro em português
Encadernação: Brochura
Edição: 1ª
Ano de Lançamento: 2003
Número de páginas: 236

O escritor Haruki Murakami, aos 53 anos, é o nome da literatura japonesa mais importante desde Yukio Mishima. Após ter sido publicado no Japão, seu primeiro livro Norwegian Wood foi lançado em vários países e aclamado pela crítica e pelos leitores. Por sua obra The Wind-up Bird Chronicle (1997), já traduzida em 16 idiomas, ele recebeu o Yomiuri Literary Award, mesmo prêmio concedido a escritores como Mishima, Kenzaburo Oe e Kobo Abe.

Em MINHA QUERIDA SPUTNIK, Murakami nos apresenta um Japão urbano de bares de jazz, cafés, Jack Kerouac e Beatles, numa trama que combina com mestria romance de mistério e filosofia, em uma instigante história de amor que conduz o leitor a uma profunda reflexão sobre o desejo humano.

O livro, com mais de 600 mil exemplares já vendidos no Japão, conta a história de Sumire, uma jovem de 22 anos que se apaixona pela primeira vez. Uma paixão avassaladora que tem como alvo Miu, uma mulher casada e 17 anos mais velha. Mas, enquanto Miu é uma mulher glamourosa e bem-sucedida negociante de vinhos, Sumire é uma aspirante a escritora que se veste e se comporta como um personagem de Jack Kerouc mas que, em nome do desejo, é obrigada a dar outro rumo a sua trajetória.

Surpresa por afinal descobrir essa sua inclinação sexual, Sumire passará horas ao telefone com seu melhor amigo, “K”, falando sobre as grandes questões da vida. “K” — o narrador da história —, por sua vez, cultiva uma paixão não correspondida pela colega de faculdade. Sumire desaparece misteriosamente e, depois de receber um telefonema desesperado de Miu, de uma ensolarada ilha grega, pedindo-lhe ajuda, “K” descobre que alguma coisa muito estranha aconteceu. Somente ao voltar para sua casa no Japão é que ele, finalmente, conseguirá decifrar sua amada e também uma real compreensão da solidão humana.

Murakami conduz a trama de uma maneira aparentemente simples, mas que o leitor, a cada página, vai descobrindo uma narrativa sofisticada — que permite ao narrador se dirigir diretamente ao leitor para se apresentar e colocar em discussão questões existenciais e filosóficas. Um livro recheado de nuances, recursos de estilo e reversão de expectativa que permitem ao romance transformar-se, de uma simples história de amor, em uma história de mistério, com um desfecho surpreendente.

Daqui:
http://www.editoras.com/objetiva/485-2.htm

Lá o tempo espera, lá é primavera.

Daqui: http://icanread.tumblr.com/

ser feliz ou não:
questão de talento

Alice Ruiz

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Setembro foi um mês de apagar os incêndios de agosto. Foi meio sombrio também. Bem menos rico, chato. Mas passou e outubro chegou com mais resoluções e esperanças. Não decido o que ler, destes livros aí de baixo só li dois, e acabou, mas eu não decido ainda qual ler, comecei um monte e não tive concentração pra prosseguir. Quero retomar a recapitulação diária, quero, quero. Outubro vai ser diferente.

Filmes/Seriados

  • O Mentalista
  • Medium
  • Megamente
  • O Abraço Partido
  • Biutiful

Livros

  • Marcas de Nascença
  • Histórias de amor, Adolfo Bioy-Casares
  • Projeto Felicidade
  • É Isto Um Homem?

Acontecimentos

  • Buenos Aires
  • Confraria
  • Almoço Fê e Isa
  • Almoço Isa e Dê
  • Férias
  • Parque com Rada

Cozinha

🙁

Amanhã é 23

hopeVem, serenidade!

Raul de Carvalho

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O que dizer de agosto? Nossa, que mês estranho foi esse!

Agosto foi um mês sombrio, com acontecimentos estranhos e amargos, em que eu fui obrigada a me deparar com coisas que eu não queria. Minha empregada, uma pessoa que eu gostava e que cuidava da minha casa como ninguém saiu e eu tô sem ajuda em casa. Entre outras coisas. Mas teve férias e a viagem super legal.

Eu só vou colocar pra não perder o hábito, quero completar esse ano. Porque está tudo tão bagunçado que eu nem sei direito se faltou alguma coisa, se perdi algo…

Filmes/Seriados

  • Cold Case – Sétima temporada
  •  O Carteiro e o Poeta (Já tinha visto, mas resolvemos rever)
  • Enrolados
  • Ressaca

Livros

  • Um Dia
  • A Elegância do Ouriço
  • Marcas de Nascença
  • A Casa dos Espíritos

Acontecimentos

  • Dia dos Pais
  • Feijoada
  • Confraria
  • Saída com Alê
  • Almoço Fê e Isa
  • Viagem ao Chile
  • Férias
Cozinha 
  • A melhor feijoada!
  • Lasanha, muita lasanha…

Um Teto Todo Seu

TETO TODO SEU, UM
Formato: Livro
Autor: WOOLF, VIRGINIA
Editora: NOVA FRONTEIRA-
Assunto: LITERATURA ESTRANGEIRA – TEORIA E CRÍTICA LITERÁRIA
ISBN: 8520916341
ISBN-13: 9788520916346
Idioma: Livro em português
Encadernação: Brochura
Edição: 1ª
Ano de Lançamento: 2005
Número de páginas: 144

Celebrada como uma das mais importantes romancistas do século XX, Virginia Woolf mostra em ‘Um teto todo seu’ uma faceta de sua produção literária que cada vez mais vem sendo elogiada por seus estudiosos; a ensaística. Nele, a autora inglesa traça um brilhante painel da presença feminina na literatura – não como personagem, mas como escritora – ao longo do tempo. E chega à conclusão de que, se Shakespeare tivesse tido uma irmã tão brilhante e vocacionada quanto ele, ela certamente teria tido uma vida miserável e se matado ainda jovem, porque, às mulheres do século XVI, não era permitido outro papel senão o de trabalhadoras domésticas escravas ou animais de estimação. Em outras palavras, mulheres escritoras só começam a surgir a partir do momento em que lhes é dado o direito de ter uma renda pessoal e um teto todo seu. Escrito inicialmente como uma palestra proferida para uma platéia de jovens universitárias, ‘Um teto todo seu’ pode ser lido como uma versão teórica do mais popular romance de Virginia, ‘Orlando’. Não por acaso, as duas obras foram publicadas no mesmo ano, 1928. Em ambas fica clara a intenção feminista da argumentação da autora. O brilhantismo de Virginia, no entanto, vai além. Em vez de ceder à confortável tese da existência de uma “voz ou escrita feminina” na literatura, ela refuta esse tipo de opinião e apresenta a prosa despida de gênero como única solução para as mulheres ganharem respeitabilidade como escritoras. ‘Um teto todo seu’ presenteia o leitor com uma das mais saborosas características da prosa de Virginia Woolf – a ironia, presente, principalmente, ao comentar estudos tidos como científicos que apresentam a mulher como seres intelectualmente inferiores aos homens. Além do viés feminista da obra, o livro também oferece um amplo e meticulosamente estudado painel da literatura inglesa ao longo dos séculos, fornecendo uma série de nomes e instituições-chave para os apreciadores do tema. Na presente edição, o leitor encontrará um atrativo a mais – ao fim do livro, há um apêndice que lista e descreve em linhas breves personagens e lugares citados ao longo da obra.

A Casa dos Espíritos

A Casa dos Espíritos

Autor: ALLENDE, ISABEL
Tradutor: PEREIRA, CARLOS MARTINS
Editora: BERTRAND BRASIL
Assunto: LITERATURA ESTRANGEIRA – LATINO-AMERICANA
ISBN: 8528601668
ISBN-13: 9788528601664
Idioma: Livro em português
Encadernação: Brochura
Dimensão: 23 x 16 cm
Peso: 0,618 kg
Edição: 34ª
Ano de Lançamento: 2005
Número de páginas: 448

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Sinopse

A casa dos espíritos’ conta a saga da turbulenta e numerosa família Trueba, do Chile, com o seu patriarca angustiado e suas mulheres clarividentes. Trata-se de uma narrativa que se alimenta de si mesma e parece tender ao infinito. É no seu desfecho que se alcança o efeito trágico da obra cujo limite não é o esgotamento das narrativas, mas um golpe de Estado que metamorfoseia as narrativas em sangue nas sarjetas e as palavras em silêncio. Num panorama da história chilena que vai de 1905 a 1975, desfilam personagens como Esteban Trueba, latifundiário e senador; Clara, sua mulher clarividente e Alba, sua neta, jovem, socialista e, portanto adversária do patriarca e de seus cúmplices.

Keep calm and read a book

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A Elegância do Ouriço

A ELEGÂNCIA DO OURIÇO

Formato: Livro
Autor: BARBERY, MURIEL
Tradutor: D’AGUIAR, ROSA FREIRE
Editora: COMPANHIA DAS LETRAS
Assunto: LITERATURA ESTRANGEIRA – ROMANCES
ISBN: 8535911774
ISBN-13: 9788535911770
Idioma: Livro em português
Edição: 1ª
Ano de Lançamento: 2008
Número de páginas: 352

À primeira vista, não se nota grande movimento no número 7 da Rue de Grenelle: o endereço é chique, e os moradores são gente rica e tradicional. Para ingressar no prédio e poder conhecer seus personagens, com suas manias e segredos, será preciso infiltrar um agente ou uma agente ou – por que não? – duas agentes. É justamente o que faz Muriel Barbery em A elegância do ouriço, seu segundo romance.
Para começar, dando voz a Renée, que parece ser a zeladora por excelência: baixota, ranzinza e sempre pronta a bater a porta na cara de alguém. Na verdade, uma observadora refinada, ora terna, ora ácida, e um personagem complexo, que apaga as pegadas para que ninguém adivinhe o que guarda na toca: um amor extremado às letras e às artes, sem as nódoas de classe e de esnobismo que mancham o perfil dos seus muitos patrões.
E ainda há Paloma, a caçula da família Josse. O pai é um figurão da política, a mãe dondoca tem doutorado em letras, a irmã mais velha jura que é filósofa, mas Paloma conhece bem demais o verso e o reverso da vida familiar para engolir a história oficial. Tanto que se impõe um desafio terrível: ou descobre algum sentido para a vida, ou comete suicídio (seguido de incêndio) no seu aniversário de treze anos. Enquanto a data não chega, mantém duas séries de anotações pessoais e filosóficas: os Pensamentos profundos e o Diário do movimento do mundo, crônicas de suas experiências íntimas e também da vida no prédio.
As vozes da garota e da zeladora, primeiro paralelas, depois entrelaçadas, vão desenhando uma espiral em que se misturam argumentos filosóficos, instantes de revelação estética, birras de classe e maldades adolescentes, poemas orientais e filmes blockbuster. As duas filósofas, Renée e Paloma, estão inteiramente entregues a esse ímpeto satírico e devastador, quando chega de mudança o bem-humorado Kakuro Ozu, senhor japonês com nome de cineasta que, sem alarde, saberá salvá-las tanto da mediocridade geral como dos próprios espinhos.

Reading Books

O Caderno Vermelho

Título original THE RED NOTEBOOK (POCKET)
Tradução Rubens Figueiredo
Capa Jeff Fisher
Páginas 96
Formato 12.50 x 18.00 cm
Peso 0.08900 kg
Acabamento Brochura
Lançamento 02/06/2009
ISBN 9788535914740
Selo Companhia de Bolso

Dividido em quatro partes, compostas por pequenas histórias independentes, O caderno vermelho tem no acaso seu elemento unificador. Fatos bizarros ricocheteiam em outros com precisão, mas se esquivam das expectativas do leitor: uma torta de cebola queimada, um engano ao telefone, um menino atingido por um raio, um homem que caiu de um telhado, um pedaço de papel encontrado num quarto de hotel em Paris – tudo isso compõe um jogo em que sorte, azar e coincidência são tão impressionantes que mais parecem ficção.

Julho

Me dei conta que agosto passa do meio e eu não coloquei aqui ainda as coisas de julho. Isso mostra meu desânimo crescente, minha inércia…  Outra ora se conseguir falo mais desse dêsanimo. Colocar isso aqui é uma coisa banal e talvez meio exibida(eu mesma não acho, é tão banal que não tem porque), mas tem me ajudado muito, muito, é um lembrete para que eu não deixe os dias passarem em branco, como meu desânimo às vezes manda eu fazer.

 

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Julho

Filmes

  • Caça às bruxas
  • Agentes do Destino
  • Harry Potter e o Enigma do Príncipe
  • Harry Potter e as Relíquias da Morte 1
  • Harry Potter e as Relíquias da morte 2

Séries

  • Game of thrones – primeira temporada
  • Cold Case sexta temporada
  • Medium sétima temporada

Livros

  • Um teto todo seu
  • Orgulho e Preconceito (lendo)
  • O Caderno Vermelho
  • O Segredo de Frida Kahlo
  • A Casa dos espíritos (lendo)

Eventos

  • Cinema com filhote
  • Sítio
  • Clube Pagu
  • Cinema e Restaurante japonês

Não cozinhei nada…

Vejo caminhões e carros apressados

Carregado de mim ando no mundo,
E o grande peso embarga-me as passadas,
Que como ando por vias desusadas,
Faço o peso crescer, e vou-me ao fundo.
O remédio será seguir o imundo
Caminho, onde dos mais vejo as pisadas,
Que as bestas andam juntas mais ousadas,
Do que anda só o engenho mais profundo.
Não é fácil viver entre os insanos,
Erra, quem presumir que sabe tudo,
Se o atalho não soube dos seus danos.
O prudente varão há de ser mudo,
Que é melhor neste mundo, mar de enganos,
Ser louco c’os demais, que só, sisudo.


Gregório de Matos

 

Do ano passado até mais ou menos abril, maio, eu estava numa fase muito boa. Energizada, confiante, cheia de planos, ativa. Comecei uma dieta, emagreci 12 quilos, planejei e fiz uma comemoração muito legal no meu aniversário, tinha várias outras metas, estava cozinhando, lendo muito, vendo muitos filmes, saindo, tinha até voltado pra ioga… Até que tudo começou a entrar em um velho ciclo conhecido de desânimo, stress, adiamentos e inércia… Eu parei a dieta, que estava fazendo sem ajuda de nenhum remédio, nem remédio pra emagrecer nem antidepressivo, nadinha, só floral. A procrastinação voltou, a animação diminuiu, diminuiu até chegar a níveis drásticos, e eu olho pra mim agora e vejo que não estou muito bem.

E eu sem saber exatamente o que me levou a ficar tão animada e nem o que me desanimou em seguida. Aconteceu que eu tenho uma amiga que esta passando por problemas bem chatos e ela me falou que usar florais ajudou ela demais a não se desesperar mais do que o necessário com esses problemas. E ela precisava e me pediu  indicação de florais para uma pessoa que queria mudar mas não conseguia. E daí pensando nos florais, pegando os livros pra ver qual seria mais adequado me caiu a ficha: eu tô mesmo precisando recomeçar a tomar os meus florais de base!

Na época que eu estava mais animada, energizada, equilibrada, eu estava tomando de forma constante os florais que eu acho que são os meus, digamos assim, florais de base.  E o declínio veio justamente quando eu parei de tomar esses florais, e veio, insidioso e se instalou. E eu não podia ter parado, até porque tive outras duas experiências interessantíssimas e muito boas com florais. Uma foi tomando durante o emagrecimento, um fitofloral específico para ajudar no emagrecimento. e me ajudou demais, foi um período onde eu quase não tive problemas pra fazer dieta. Outro foi um para parar o diálogo mental, responsável por uma insonia quase crônica, que eu tinha há anos e anos a fio. Esse eu devo ter tomando a quantidade certa, porque felizmente esse ano eu ainda não tive insônia. Acho que tive um episódio só e leve de não conseguir dormir. Ou seja, o treco é bom mesmo, sendo ou nao placebo, nem me importa.

Aí eu já peguei os dois floraizinhos básicos aqui pra mim e recomecei a tomar, espero que aos poucos eles façam efeito e me deem o ânimo que se foi. E já estou procurando alguns outros pra colocar na fórmula pra me darem a força pra continuar, pra retomar os planos, a estrada perdida. Preciso muito me fortalecer pra continuar e não me render à inércia.

Um Dia

UM DIA

Autor: NICHOLLS, DAVID
Tradutor: CARINA, CLAUDIO
Editora: INTRINSECA
Assunto: LITERATURA ESTRANGEIRA – ROMANCES
ISBN: 858057045x
ISBN-13: 9788580570458
Idioma: Livro em português
Encadernação: Brochura
Dimensão: 23 x 16 cm
Peso: 0,575 kg
Edição: 1ª
Ano de Lançamento: 2011
Número de páginas: 416

Dexter Mayhew e Emma Morley se conheceram em 1988. Ambos sabem que no dia seguinte, após a formatura na universidade, deverão trilhar caminhos diferentes. Mas, depois de apenas um dia juntos, não conseguem parar de pensar um no outro. Os anos se passam e Dexter e Emma levam vidas isoladas – vidas muito diferentes daquelas que eles sonhavam ter. Porém, incapazes de esquecer o sentimento muito especial que os arrebatou naquela primeira noite, surge uma extraordinária relação entre os dois. Ao longo dos vinte anos seguintes, flashes do relacionamento deles são narrados, um por ano, todos no mesmo dia – 15 de julho.

Orgulho e Preconceito

Nunca tinha lido nada de Jane Austen, acho… Digo que acho, porque leio muito desde nova e é possível que eu já tenha lido algum, mas que me lembre não. Aí  como fui convidada para fazer parte de um clube d o livro e o escolhido foi esse,  vi a oportunidade para corrigir essa falha na minha educação 🙂

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Orgulho e Preconceito

Um dos nomes de maior prestígio da literatura inglesa, Jane Austen (1775-1817) começou a manifestar talento para as letras ainda na adolescência. Seus romances descrevem, com notável argúcia e sutil ironia, a sociedade rural inglesa de seu tempo, por meio de entrelaçamento de personagens e sentimentos da vida comum.

Orgulho e Preconceito (1813) é a envolvente história de Fitzwillian Darcy e Elizabeth Bennet, os quais, à primeira vista (aliás, Fisrt Impressions, “Primeiras impressões”, foi o título originalmente dado por Jane Austen a esta obra), não têm uma boa opinião um do outro, mas, no desenvolvimento do enredo, acabam descobrindo que estavam totalmente enganados.

Orgulho e Preconceito é a obra mais aclamada desta autora, não só no Reino Unido como em todo mundo, e tem sido frequentemente adaptada para o cinema, televisão e teatro, com grande sucesso de público e crítica.

Tradução: Roberto Leal Ferreira

Editora: Martin Claret
Autor: JANE AUSTEN
ISBN: 9788572326919
Origem: Nacional
Ano: 2009
Edição: 1
Número de páginas: 320
Acabamento: Brochura
Formato: Médio

O Jardim de Cimento

JARDIM DE CIMENTO, O

EDIÇAO DE BOLSO
Formato: Livro
Coleção: COMPANHIA DE BOLSO
Autor: MCEWAN, IAN
Tradutor: DAUSTER, JORIO
Editora: COMPANHIA DE BOLSO
Assunto: LITERATURA ESTRANGEIRA – ROMANCES
ISBN: 8535915109
ISBN-13: 9788535915105
Idioma: Livro em português
Encadernação: Brochura
Dimensão: 18 x 12,5 cm
Edição: 1ª
Ano de Lançamento: 2009
Número de páginas: 136

Após a morte dos pais, quatro crianças encerram-se no minúsculo mundo do lar, entregando-se a todo tipo de sensações e descobertas bizarras. Com o tempo, passam a mimetizar os papéis dos adultos ausentes, criando uma nova estrutura familiar que desaba quando a irmã mais velha leva um estranho ao núcleo fraterno.

Trecho do livro:

http://www.companhiadasletras.com.br/trechos/80119.pdf

Eu sou como um cristal bonito

A esperança me chama, e eu salto a bordo como se fosse a primeira viagem.
Se não conheço os mapas,escolho o imprevisto:qualquer sinal é um bom presságio.

Seja como for, eu vou,pois quase sempre acredito:ando de olhos fechados feito criança brincando de cega.
Mais de uma vez saio ferida ou quase afogada, mas não desisto.

A dor eventual é o preço da vida:passagem, seguro e pedágio.

Lya Luft

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Ontem: primeiro dia do mês, primeiro dia do ciclo, primeiro dia do semestre (?). Tomei a primeira dose de homeopatia, começando um tratamento. Tive um plantão maluco, incomum, em que fui chamada pela manhã. E tive um sonho mais maluco ainda, nele eu era  esposa do Hector Babenco, que tinha 81 anos. Também no sonho subia um morro de velotrol. E alguém me chamava de A Poderosa do Anel. Se subir um morro de velotrol não é a metáfora perfeita pra essa dieta, não sei o que mais seria. O bom é que meu inconsciente não é sutil. rsrsrs

E junho se foi, um bom mês, rico, só faltou mais cozinha. Também o peso se mantém o mesmo. Hora de baixar os ponteiros, hora real. Acho que retomei a recapitulação diária também, e este diarinho. Falta a meditação (esse ano todo eu só meditei umas 4 vezes) falta o qi, faltam os exercícios do método gabriel, falta retornar de vez pra yoga, falta colocar o trabalho em dia. Ufa. Cansei.

Junho

  • 10 anos de casados
  • Cineminha e Rokkon.
  • Tarde na Karina
  • Inhotim e visita da Dê
    Inhotim
  • Feira da vida com Sylvia
  • Casamento indiano
  • Feriado com as meninas
  • Presentes de São Paulo
  • Confraria

Filmes

  • Totoro
  • Onde os fracos não tem vez
  • Quando me apaixono
  • Um segredo entre nós
  • Tudo por você
  • Meia-Noite em Paris
  • Sobrevivendo ao amor
  • Sinfonia em Paris
  • O Castelo Animado

Livros

  • Um amor exclusivo
  • O Quarto
  • O Segredo de Frida Kahlo (ainda lendo)
  • A Próxima Grande Sensação (não terminei, muito chato)

Cozinha

  • Ganache de morango
  • Ganache de pêssego

O Segredo de Frida Kahlo

SEGREDO DE FRIDA KAHLO, O
Formato: Livro
Autor: HAGHENBECK, FRANCISCO
Editora: PLANETA DO BRASIL
Assunto: LITERATURA ESTRANGEIRA – LATINO-AMERICANA
Especificações Tecnicas
ISBN: 8576656078
ISBN-13: 9788576656074
Idioma: Livro em português
Encadernação: Brochura
Dimensão: 23 x 16 cm
Edição: 1ª
Ano de Lançamento: 2011
Número de páginas: 272

Depois de sofrer um terrível acidente de bonde e morrer pela primeira vez, Frida encontra sua Madrinha, a Morte, com quem faz um acordo para voltar a viver, e deverá preparar todos os anos uma oferenda para lembrar seu pacto. A partir de então, Frida anota cada banquete de Dia dos Mortos num caderno de capa preta que guarda com todo zelo e que chama de ‘Livro da erva santa’. Enquanto o ritual se cumpre pontualmente, sua existência se desenvolve de modo impetuoso, cheia de arrebatamento e dor. Conhece o homem com quem compartilhará a vida – Diego Rivera – e que marcará o começo de sua segunda morte. Juntos irão saborear a traição e também a paixão pela arte. Frida ama e deseja com loucura, mas vive dias emprestados; seu corpo dolorido e destroçado jamais lhe permitiu esquecer que sua Madrinha arrancava-lhe a alma, pedaço por pedaço, e que o encontro final entre elas estava cada vez mais próximo.

Um amor exclusivo

TÍTULO: UM AMOR EXCLUSIVO
ISBN: 9788561501532
IDIOMA: Português
ENCADERNAÇÃO: Brochura
FORMATO: 15,5 x 22,5
PÁGINAS: 208
ANO DE EDIÇÃO: 2011
EDIÇÃO: 1ª
AUTOR: Johanna Adorjan
TRADUTOR: Marco Aurelio Schaumloeffel

Este livro é incomum já a partir das primeiras linhas:

No dia 13 de outubro de 1991, os meus avós cometeram suicídio. Era um domingo. Na verdade, esse não é o melhor dia da semana para se cometer suicídios. Aos domingos os parentes ligam, os conhecidos querem dar uma passada para ir juntos passear com os cachorros. Uma segunda-feira, por exemplo, me pareceria muito mais adequada. Pois bem, fazer o quê.

Vera tem 71 anos e goza de boa saúde; István tem 82 e sofre de uma doença terminal. Húngaros residentes na Dinamarca, estão casados há quase meio século e são incrivelmente bonitos e elegantes. Ambos suportaram os horrores do Holocausto e do regime comunista, mas não podem suportar a ideia de que a morte dele vai separá-los. Assim, naquele domingo de outubro de 1991, os dois cometem suicídio: morrem juntos na sua cama, de mãos dadas. E assim nasce um tabu de silêncio na chocada família que ficou para trás.

Dezesseis anos depois, a autora deste livro, neta do exótico casal, ignora a regra familiar de que “não falamos sobre esse assunto” e mergulha no passado proibido dos seus avós, aos quais mal chegou a conhecer, reconstruindo paulatinamente o último dia de vida deles. Enquanto procura solucionar o mistério em torno de suas trajetórias acidentadas, vai descobrindo como as experiências vividas por eles moldaram a sua família e fizeram da autora, Johanna Adorján, o que ela é hoje. Ao escrever sobre os avós, ela tenta reconciliar-se não só com a memória deles, mas também consigo mesma.

Muito mais que uma emocionante história de amor — amor “exclusivo” tanto no sentido de “único” quanto no sentido de “egoísta”, um amor que exclui todos os demais — esta pérola da moderna literatura alemã constitui uma jornada de autoconhecimento, empreendida com absoluto domínio da narrativa, num estilo impecavelmente claro.

Forte, pungente, engraçado e lírico sem sentimentalismo, Um amor exclusivo é um livro encantador, que estimula as emoções e a reflexão em igual medida, por resultar do encontro de uma inteligência altamente sofisticada com a mais profunda sensibilidade artística.

“Esta é uma história de amor intensa, complexa, otimista, apaixonada, dolorosa e muitas vezes cômica. É também uma história de busca por amor. E ainda a história de uma busca por uma história que é ao mesmo tempo pessoal e universal. Um passado que faz parte do presente.”

Lily Brett, escritora australiana, autora de Things could be worse

“Quando um suicídio ocorre, duas perguntas parecem inevitáveis: como e por quê? Um amor exclusivo responde a segunda por meio de especulação, como deve ser. No entanto, esta história sobre os avós da autora, cujas vidas foram tão repletas de grande pesar, mas também enriquecidas de alegria e elegância à moda antiga, soa absolutamente verdadeira. Um amor exclusivo é um livro de profundo impacto, lindamente escrito e traduzido. Sem ser sentimental e nem propenso a julgar, proporciona não apenas uma leitura envolvente, mas também uma boa razão para pensar e contemplar seriamente ao se terminar de ler. Ele oferece um prisma através do qual é possível examinar e talvez compreender um ato tão complexo, deixando de lado o sensacionalismo para poder enxergar a lógica e a profunda humanidade.”

Elizabeth Berg, escritora norte-americana, autora de The last time I saw you

“Uma história que é perturbadora em seu imediatismo, e que, por meio de uma sensibilidade intuitiva, capta uma verdade surpreendente… De maneira muito simples, sem páthos, sem artifícios, este relato pessoal está escrito com a infinita gentileza da tristeza que encontrou a paz.”

Le Monde (França)

Toda nudez será castigada

 

A esperança se adquire.
Chega-se à esperança
através da verdade,
pagando o preço
de repetidos esforços
e de uma longa paciência.

Para encontrar a esperança
é necessário ir além do desespero.
Quando chegamos ao fim da noite,
encontramos a aurora.

Georges Bernanos

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Hoje faz um mês que eu fiz 40 anos.

Acho que é um marco. Tem muita coisa nessa minha vida que eu preciso mudar, mudar logo, fazer melhor, me livrar de velhas amarras, mentais e materiais, de velhos hábitos nocivos e outros hábitos feios. Mas isso a gente sempre tem o tempo todo né?

Agora, numa conversa com minhas comadres, percebi que talvez eu tenha melhorado o humor tanto como melhorei nas ultimas semanas porque parei de fazer dieta. Que horror, mas pode ser bem verdade. Eu andava num humor péssimo e numa sensibilidade ainda mais extremada, mais exacerbada, não estava mais cabendo dentro da minha pele, queria destruir tudo. Estava com uma raiva imensa de qualquer coisa que nem sei nomear. Mas passou quando eu perdi o rumo da dieta. Talvez sem o amortecedor dos doces a vida tenha ficado com gosto muito ruim. Não é fácil ficar nu diante do rei.. E eu fiquei, sem comida, sem cigarro, sem remédios de depressão, sem remedios pra emagrecer, sem mais nada, só com minha nudez na avenida. E talvez não tenha aguentado, precisei de dar um tempo.

Enfim, tenho planos, coisas à vista, muitos passos pra dar. Mas hoje, realmente voltei à dieta mesmo, com contagem de pontos e tudo mais.

Preciso muito anotar meus gastos, preciso mesmo, estou perdendo o rumo nisso também.

Mas esse palavrório sem sentido aqui é só mesmo pra fazer o registro de que eu voltei a anotar e a prestar atenção hoje.  Normalmente eu levo algum tempo antes de conseguir fazer a restrição mesmo, antes de conseguir entrar mesmo na dieta, de modo contínuo. Mas tudo bem faz parte. Só espero entrar no eixo logo, pq agosto tá aí e eu tenho planos pra agosto e pra setembro. Se eu conseguisse perder 4 quilos nesse período já estaria bem feliz, mas bem feliz mesmo. Imagina, sair dessa danada dessa casa dos 90?

 

Seu olho me olha mas não me pode alcançar

Se você passar
Daquela porta
Você vai ver
Como é
Que são as coisas
Como é
Que estão as coisas

Sei que o mundo pesa
Muitos quilos
Não me leve a mal
Se eu lhe pedir
Para cortar os grilos
Guardar os grilos
Cortar os grilos
Guardar os grilos

Aí então você
Vai se convencer
Que se o mundo pesa
Não vai ser de reza
Que você vai viver

Descanse um pouco
E amanheça aqui comigo
Sou seu amigo
Você vai ver

 

Erasmo Carlos

 

Perdi a mão, mesmo. Perdi o rumo e a dieta saiu de cena. Tanto na cabeça, tanto plano, tanta coisa pra fazer/pensar, tanto rumo pra tomar, a dieta ficou. Não engordei tanto, mas…

Preciso voltar. Preciso voltar, a mesma ladainha de sempre. Ainda bem que eu penso  que esse é um percurso pra toda vida, ou quase toda. Preciso me reorganizar, preciso priorizar, preciso anotar e preciso cozinhar. E pra que tudo isso dê certo eu preciso viver. Ainda bem que junho tem sido um mês muito bom nesse sentido.

Tenho sentido muita falta das minhas saia coloridas e dos meus xales.

Maio

 

Fiquei devendo o mês de maio. Vou colocar porque minha vida de blogueira praticamente acabou. Mas eu quero ainda continuar com

esse blog, quero retomar na verdade, mas cadê tempo e organização pra isso? Eu tenho que colocar várias cosias em ordem, entre elas minha cabeça pra continuar de modo decente.

O mês de maio foi sui generis, porque teve meu aniversário, dia da mães, aniversário do marido. Ainda não foi um mês rico como janeiro e fevereiro, mas melhorou. E teve a viagem. Ah, a viagem, que foi quase perfeita. Sempre tem um quase, é a vida. De todo jeito foi inesquecível.

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Recheios de Maio

Livros

  • Santiago do Chile – Guia Turistico Descritivo
  • Quarto – Emma Donnoghue

Acontecimentos

  • Instagram hahahaha
  • Confraria e comida di buteco
  • 45 anos do Akio
  • Meus 40 anos
  • Viagem Lapinha
  • Todo carinho do meu aniversário

Filmes

  • O Clube de leitura de Jane Austen
  • O Divã do Amor
  • Machuca
  • O Último dos Moicanos

    e85d2-1304479075

    Galera comendo o bolo rsrsrs

Comidinhas

  • Bolo de baunilha com cobertura de chocolate
  • Macarrão com salsicha (hahahaha)

Quarto

QUARTO
Autor: DONOGHUE, EMMA
Tradutor: RIBEIRO, VERA
Editora: VERUS EDITORA
Assunto: LITERATURA ESTRANGEIRA – ROMANCES
ISBN: 8576861313
ISBN-13: 9788576861317
Idioma: Livro em português
Encadernação: Brochura
Dimensão: 23 x 16 cm
Edição: 1ª
Ano de Lançamento: 2011
Número de páginas: 349

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Esse livro me emocionou muito , em algumas partes eu chorei de soluçar.

Sobre o livro e para ler trechos dele: http://www.record.com.br/quarto/

Para Jack, um esperto menino de 5 anos, o quarto é o único mundo que conhece. É onde ele nasceu e cresceu, e onde vive com sua mãe, enquanto eles aprendem, leem, comem, dormem e brincam. À noite, sua mãe o fecha em segurança no guarda-roupa, onde ele deve estar dormindo quando o velho Nick vem visitá-la. O quarto é a casa de Jack, mas, para sua mãe, é a prisão onde o velho Nick a mantém há sete anos. Com determinação, criatividade e um imenso amor maternal, a mãe criou ali uma vida para Jack. Mas ela sabe que isso não é suficiente, para nenhum dos dois. Então, ela elabora um ousado plano de fuga, que conta com a bravura de seu filho e com uma boa dose de sorte. O que ela não percebe, porém, é como está despreparada para fazer o plano funcionar.

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Aos cinco anos, o mundo do que pequeno Jack se resume a um pequeno quarto de 4 m por 4 m sem janelas. No pequeno que divide com Ma, sua querida mãe, existem apenas Cama, Armário, Mesa, Berço, Fogão, televisão e Banheira.
Para entreter o esperto menino, Ma desenvolve de maneira criativa brincadeiras, exercícios e procura ensinar-lhe o que Jack estudaria se pudesse ir à escola. O único momento em que se separam é quando o velho Nick, que seqüestrou Ma e a mantém cativa há sete anos, visita a jovem. Nessas horas, Jack fica estrategicamente preso no armário.
Apesar de lhe proporcionar um ambiente lúdico e saudável, Ma sabe que isso é muito pouco para o menino.  A curiosidade de Jack vai crescendo, assim como Com uma linguagem especial e de forma sensível, Emma Donoughue conta em QUARTO a vida nesse ambiente sufocante, através da ótica infantil de Jack.

A Próxima Grande Sensação

PROXIMA GRANDE SENSAÇAO, A
Formato: Livro
Autor: EDWARDS, JOHANNA
Editora: ESSENCIA
Assunto: LITERATURA ESTRANGEIRA – ROMANCES
ISBN: 8576654253
ISBN-13: 9788576654254
Idioma: Livro em português
Encadernação: Brochura
Dimensão: 23 x 16 cm
Edição: 1ª
Ano de Lançamento: 2009
Número de páginas: 320

 

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Achei chato, não li todo, larguei no meio.

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Durante toda a vida, Kat Larson esperou por coisas – Ligações que nunca aconteceram, caras que não apareceram, convites que teriam se perdido no correio. Porém, mais do que tudo isso, sempre esperou ser magra. Aos 27 anos, ela achava que nunca poderia ser feliz, a menos que perdesse alguns quilos. Muitos quilos. Nem seu chefe, para quem a segunda-feira dava o tom da semana inteira e, por isso, marcava uma reunião toda segunda às 8 horas em ponto, era capaz de tirar tanto seu humor quanto uma balança. Depois de ter feito todo tipo de dieta, Kat decide adotar uma estratégia mais ousada – entrar para ‘From fat to fabulous’, um novo reality show em que seis mulheres, todas tamanho 46 ou mais, lutam contra as saliências (e, principalmente, umas contra as outras).

Meu bem eu sei que o sucesso nem sempre dura

 

Não me inveje, trabalhe.

Ditado popular

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Semana furiosa essa que passou, nossa!

Meu filhotinho mais novo estava impossível! E eu passando muitos, muitos problemas no trabalho e também com os nervos à flor da pele. Aí quanto mais nervosa eu estava, mais levado o bichinho ficava, claro. Até ficar sem dormir, ele ficou. Muito desgastante. Ainda bem que eu não descontei tanto na comida.

Eu reagi muito mal, muito mal mesmo, fiquei muito mais alterada do que tem sido meu padrão nos últimos anos. Mas também não estava meditando, não estava tomando florais, nem fazendo nada pra sair do ciclo de stress-raiva. Na verdade que quase me entreguei a esse ciclo. Mas acho que parei a tempo, ainda estou agitada, por coisas no trabalho, mas pelo menos não estou descontrolada.  Os meninos e a harmonia a casa agradecem.

Eu tinha mais a dizer sobre a inveja,  mas a mediocridade não tem cura e deixa eu ir trabalhar.

 

Não espera acontecer

O horror visível tem menos poder sobre a alma do que o horror imaginado.

William Shakespeare

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Lá se foram 12 quilos e pouco. Nossa, eu tenho muita coisa pra falar. E nada ao mesmo tempo. Não dá tempo de vir aqui, a vida está um turbilhão sem fim, preciso parar e  desacelerar, porque só tenho colocado a cabeça um pouco pra fora pra respirar.

Mas precisava vir contar que nas duas últimas semanas o emagrecimento voltou a engrenar, enfim, ufa!!! Eu volto depois com mais calma. De todo modo só vim contar que enfim, voltei ao peso pré gravidez. Ainda é uma enormidade, mas devagar eu chego lá.

Meu olhar se perde na poeira

Da minha janela ainda agorinha

 

“Tenho medo de não conseguir manter minhas idéias, meus pontos de vista, minhas escolhas. A minha cabeça é como um guarda que não permite que eu estacione em local algum. Eu fico dando voltas e voltas no meu cérebro e quando encontro uma vaga para ocupar, o guarda diz: circulando, circulando . Você está me entendendo? Eu não tenho área de repouso. Raramente desligo, e quando isso acontece, não dá nem tempo para o motor esfriar.”


Martha Medeiros.

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Um mês sem escrever nada! Nossa! Mas duas semanas foram meio atípicas: a  da páscoa, que eu viajei na quarta de madrugada, e essa semana que acabou ontem que eu estava extremamente estressada, um feixe de nervos em brasa, o cúmulo do stress, e não vi nada. Stress me deixa assim, cega, completamente sem saber de nada, eu fico uma anta.

E não fosse o feriado e a viagem, esse também teria sido um mês meio pobre em coisas que fiz por mim, mas na verdade não foi. Senti falta de cozinhar, de fazer coisas gostosas e diferentes, de relaxar cozinhando. E foi um péssimo mês no trabalho também. Mas o saldo do mês ainda foi emagrecimento. Muito pouquinho, 600grss só, ams foi pra baixo né? Menos mal. Até porque eu tinha engordado bem. A penúltima vez q pesei deu um aumento de quase um quilo. Isso pra quem não tinha emagrecido nada foi muito, muito. Aí não me pesei na semana da páscoa e pesei sexta feira, resultado, menos 1,4. Tá ótimo, mas a verdade é que depois que eu entrei pro VP eu emagreci bem pouco. Ainda não entendi essa mística, mas sigo. Entre altos e baixos, muito baixos, tropeços e muitas falhas ainda, mas é como eu falei uma vez há muito tempo e cadavez mais isso é verdade, é aprendizado mesmo e desta vez só tenho dois caminhos, ou vai vou vai. Mesmo que ao custo de 600 grs por mês…

Não tenho meditado e isso está me deixando bem nervosa. Desde que aprendi a meditar, nunca tinha ficado tanto tempo sem meditar, agora estou sentindo claramente os efeitos de ficar sem.

É  isso, queria mesmo de verdade escrever aqui com mais frequência, mas nem falo nada, não tenho conseguido.  Esse mês faço 40 anos, mereço me dar esse presente. Vou fazer esse mês bem bonitinho, caprichado como foi janeiro e fevereiro.

As coisas boas de abril:

Filmes

  • Filhos da Esperança
  • Foi Apenas um sonho
  • O Ritual
  • Mary e Max – uma amizade diferente
  • Coraline
  • O Quarto do Filho

Livros
(não terminei nenhum)

  • Pergunte ao Pó
  • Um Caminho com o Coração
  • 59 segundos

Coisas boas

  • Viagem Semana Santa
  • Encontro com a  Vó, com meu primo e afilhado e recuperação dela…
  • Confraria
  • Almoço de comadres
  • Restô japa (pena que foi só uma vez)
  • Voltei pra ioga
  • Longas conversas com Rada (que falta isso me faz!)
  • Emagreci 600 grs
  • tab
Comidinhas
  • Piadina

Março

Março foi um mês pobre, bem pobrinho. Acho que  por isso foi o mês que eu menos emagreci. Ainda tomei a decisão (desagradável) de sair do grupo de pathwork e parar com essa terapia. Também foi um mês onde tive muito, muito estresse no trabalho, e que ainda não se resolveu.  Algum estresse considerável em casa. Eu estou achando incrível como um mês rico é um mês bom em emagrecimento. Vou fazer por onde abril ser um mês mais rico.


Filmes

  • Do Amor e Outras Drogas
  • Minhas mães e meu pai
  • Waking Life
  • A Regra do Jogo
  • O Todo Poderoso
  • Eu odeio o dia dos namorados
  • Caindo na Real

Livros

  • Gordas em Recuperação
  • Você tem fome de quê?
  • Um Caminho com o Coração (lendo ainda)
  • A Menina que brincava com fogo

Coisas

  • Jantar ontem 06/03/11com a família (Mãe, Pai, Tainá e Tio Moacir)
  • A super Lua do dia 19/03

Comidas

  • Sanduba no potinho, muitos, nhammmm
  • Lombo com laranja e vinho branco
  • Cuscuz marroquino

Saia do meu caminho, eu prefiro andar sozinho

Águas mansas não fazem bons marinheiros.

Provérbio Indiano

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Tem duas semanas (ou mais) que empaquei. E de uns dias pra cá estou desanimada, cansada demais, triste e chata. Ontem fiz uma orgia com minha sobremesa preferida, aquela de mais de 2500 calorias. E nem olhei o floral. E não fiz nem qi, nem nada, nem chá eu tomei. E hoje comi sem anotar, macarronada com linguiça de porco. E tava me consumindo de tristeza e mimi e dozinha de mim e como é tudo triste e difícil, ai coitadinha de minzinha, mundo cruel.

Aí vem a moça perolada e conta que entrou em meta. Que já é oficialmente magra. E eu fico emocionada de verdade, porque acompanhei, porque sei como é dificil e sei o quanto é importante essa conquista pra quem tá nessa vida.

Então eu fui para a cozinha fiz um chá de cavalinha, fiz um chá verde. Deixei esfriando e vim pra cá ver o peso, como andou, como foi esse ano em temos de emagrecimento.

Sorte que eu tiro as fotos das pesagens. E fiz o acomapnhamento do ano todo até agora, 3 meses completos. E achei q ia me estapear e espernear de raiva, mas na verdade o que vi foi positivo. Emagreci desde o começo ano todo 7,5 (pq comecei com 102, depois q fui pra 104). Emagreci desde que comecei, dia 25/02 9,5 kg. Então tá bom né?
Mesmo que o saldo do período todo seja menor e que o saldo do VP seja pior ainda (desde que comecei a ir nas reuniões, olha que engraçado, diminuiu demais o emagrecimento), ainda estou com lucro. Fiz a média por mês e dá uns 2,5 kg. Tá ótimo, porque se eu continuar assim, mesmo em passo de lesma chego no final do ano com 30 kg a menos, maravilhoso!
Aí fiquei menos triste e menos chata. E me renovou um pouco o ânimo. É isso, xô mimi, vou lá começar mais um vidro de floral. Porque desta vez, (fiz o pacto de Scarlett) eu não vou largar, eu não vou parar, mesmo com passo de lesma machucada.

Eu sou uma parte de tudo que li

tudoqueliok

A Menina Que Brincava Com Fogo

Menina Que Brincava Com Fogo, A
Coleção: MILLENNIUM, V.2
Autor: LARSSON, STIEG
Tradutor: BRUCHARD, DOROTHEE DE
Editora: COMPANHIA DAS LETRAS
Assunto: LITERATURA ESTRANGEIRA – FICÇÃO POLICIAL
ISBN: 8535914226
ISBN-13: 9788535914221
Livro em português
Brochura – 23 x 16 cm – Peso 0,898 Kg 1ª Edição – 2009
608 pág.

Lisbeth parece uma garota frágil, mas é uma mulher determinada, ardilosa, perita tanto nas artimanhas da ciberpirataria quanto nas táticas do pugilismo. Mikael Blomkvist pode parecer apenas um jornalista em busca de um furo, mas no fundo é um investigador obstinado em desenterrar os crimes obscuros da sociedade sueca, sejam os cometidos por repórteres sensacionalistas, sejam os praticados por magistrados corruptos ou ainda aqueles perpetrados por lobos em pele de cordeiro. Um destes, o tutor de Lisbeth, foi morto a tiros. Na mesma noite, contudo, dois cordeiros também foram assassinados – um jornalista e uma criminologista que estavam prestes a denunciar uma rede de tráfico de mulheres. A arma usada nos crimes não só foi a mesma como nela foram encontradas as impressões digitais de Lisbeth. Procurada por triplo homicídio, a moça desaparece. Mikael sabe que ela apenas está esperando o momento certo para provar que não é culpada e fazer justiça a seu modo. Mas ele também sabe que precisa encontrá-la o mais rapidamente possível, pois mesmo uma jovem tão talentosa pode deparar-se com inimigos muito mais formidáveis, e que, se a polícia ou os bandidos a acharem primeiro, o resultado pode ser funesto, para ambos os lados.

Comecei a ler em 08/03/2011

Os Homens que não amavam as mulheres

Homens Que Nao Amavam As Mulheres, Os
Coleção: MILLENNIUM, V.1
Autor: LARSSON, STIEG
Tradutor: NEVES, PAULO
Editora: COMPANHIA DAS LETRAS
Assunto: LITERATURA ESTRANGEIRA – FICÇÃO POLICIAL

ISBN: 8535913246

ISBN-13: 9788535913248
Livro em português
Brochura
– 23 x 16 cm 1ª Edição – 2008

‘Os homens que não amavam as mulheres’ é um enigma a portas fechadas – passa-se na vizinhança de uma ilha. Em 1966, Harriet Vanger, jovem herdeira de um império industrial, some sem deixar vestígios. No dia de seu desaparecimento, fechara-se o acesso à ilha onde ela e diversos membros de sua extensa família se encontravam. Desde então, a cada ano, Henrik Vanger, o velho patriarca do clã, recebe uma flor emoldurada – o mesmo presente que Harriet lhe dava, até desaparecer. Ou ser morta. Pois Henrik está convencido de que ela foi assassinada. E que um Vanger a matou.

Terminei hoje 08/03/2011. O livro faz parte de uma trilogia, que pode ser vista aqui . Já comecei o segundo volume.

quando eu chego em casa nada me consola

Para onde vamos?
Sempre para casa.

Novalis

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Eu tenho um monte de coisas pra contar, mas não sei porque, não estou encontrando o modo.

Sei que as coisas estão andando. Devagar e sempre, estão andando, eu estou me encontrando e encontrando um jeito de suportar. As distrações estão sendo muito importantes, decisivas. E o apoio das amigas, crucial, mais do que importante. A inspiração que elas são também, muito importante. Alimentar a alma tem sido essencial também.

Agora eu vou deixar duas imagens, que acho que são um marco.

Depois, mais inspirada, eu escrevo outra coisas.

Um quilo mais daquilo, um grilo menos disso

Se onde estamos não encontramos nada de interessante, provavelmente lá onde desejamos ir pouco encontraremos que tenha interesse duradouro.

Edwin T. Teale.

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Essa semana foi a mais dificil até agora. Pela pesagem oficial do VP eu só emagreci 100 grs. Nossa, terror total, tristeza, indignação. Indignação sim, porque eu tinha feito tudo super certinho, super bonito, anotado tudinho, tudinho. Aí foi quase revolta rsrsrs

Mas no outro dia já tinha baixado a balança em mais 400…  Eu pensei, pensei analisei, analisei, chequei tudo e cheguei a conclusão que é meu trabalho, sempre ele. Claro, tem outras causas, outras variáveis, mas em suma, é meu trabalho. Foi uma semana muito tensa no trabalho, eu estava com 3 pepinos dos grandes para resolver e não conseguia, estava tudo agarrado, complicado, dolorido. Mas consegui me livrar de dois, e do mais pesado deles, na sexta feira. E no sábado o peso tinha baixado. Eu não acho que seja coincidência depois de todo esse tempo acompanhando isso tão de perto.

Na sexta eu jaquei, sim, comi uma tigela de estrogonofe de chocolate sozinha, sozinhaaaa. Mas eu precisava disso e logo voltei ao eixo. No sábado também teve um momento difícil, eu comi um pouco de batata ruffles, de pura ansiedade, mas foi pouco, pontuado e logo já voltamos a nossa programação normal. Eu preciso de levar em consideração que fez um mês de dieta, um marco e eu precisava, (devido à semana mais que complicada) daquele doce da sexta feira. O mais importante de tudo é que dessa vez eu voltei, voltei bem e aqui estou eu.

Eu preciso me preparar para emagrecer pouco, porque eu realmente estou comendo mais calorias que o necessário para um emagrecimento rápido, mas o que importa é ir para frente, sem  medo, sem drama.

Bom, mas hoje é final do mês, hora do balanço de fevereiro, e eu vou deixar aqui registrado o que eu fiz em fevereiro de legal, porque isso tem me ajudado em muito no emagrecimento, está sendo ótimo alimentar a alma, o cérebro, o coração também.

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O melhor de fevereiro

Coisas legais

  • Ingresso no Pathwork
  • Dois encontros do Path
  • Tarde de slow food
  • Restaurante japonês
  • Tarde de cinema
  • Almoço com as meninas.
  • Happy Hour com Ale e Isa
  • Noite de jogo

Filmes

  • Simplesmente Complicado
  • Blue Valentine
  • Presságios
  • Cisne Negro
  • Beijo Roubado
  • O Tempero da Vida
  • Bravura Indômita
  • 127 horas
  • Rede Social
  • O Discurso do Rei
(o melhor de todos foi O Tempero da Vida, nossa, eu amei demais esse filme…)
Livros
  • Os homens que não amavam as mulheres (lendo)
  • Estresse Engorda
  • Mulheres, Comida e Deus
  • Imagine-se Magro

Comidinhas

  • Pernil com cuscuz marroquino
  • Muito dangô
  • Torta de Sardinha
  • Almoço de sábado
  • Sanduba de potinho

Sonho e escrevo em letras grandes de novo

Não poucas vezes esbarramos com o nosso destino pelos caminhos que escolhemos para fugir dele.
Jean de La Fontaine

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Ontem eu me dei um presente. Estou seguindo a dica do livro pense magro, que fala pra gente se presentear a cada 2,5 perdidos. No meu peso atual, achei q 2,5 era pouco, porque isso oscila na minha balança quase que semanalmente pra cima, pra baixo, pra cima…

Aí esperei chegar a 4 quilos perdidos pra me dar um presente, e vou fazer isso a cada pequena meta alcançada. O próximo presente vai ser daqui a 3,5 pq vai ser uma marca legal de se ver, um número que realmente vai começar a fazer alguma diferença na minha aparência.

Eu ainda estou pecando em algumas coisas, menos verde e frutas do que o necessário, mas eu chego lá, meu objetivo é fazer disso um modo de viver, não uma dieta, aí aos poucos eu vou ajustando.

E também eu vou fazer 40 anos, não sou uma garotinha, emagrecer devagar vai ser melhor pro meu corpo e vai ser bom para que eu consiga manter a dieta a longo prazo.

Eu tenho que aprender a me motivar, a pensar forte, a entender que isso é parte da minha Jornada. Uma pequena jornada dentro da Jornada. Mas é um caminho que eu preciso fazer, porque ficar parada aqui está me atrapalhando os outros passos da Jornada, está me impedindo de ir mais longe em mim. E tem sido assim por muito tempo, agora chega.

Terminei de ler. Ler não, devorar Mulheres, Comida e Deus. Gostei, mas não foi tanto quanto eu esperava. Vou voltar em algumas partes novamente, mas eu achava que fosse bem melhor. E estou consultando de novo tudo que tenho sobre programação mental para emagrecer. Isso é mais uma estratégia para me motivar.

Mulheres, Comida e Deus

mulheres-comida-e-deusMulheres, Comida e Deus
Uma Estrategia Inspiradora Para Quase Tudo Na Vida
Autor: ROTH, GENEEN
Tradutor: SERAPICOS, ELVIRA
Editora: LUA DE PAPEL
Assunto: AUTOAJUDA
ISBN: 8563066188 ISBN-13: 9788563066183
Livro em português
Brochura
– 23 x 16 cm 1ª Edição – 2010

Neste livro, Geneen Roth mostra como aquilo que se come e a maneira como as pessoas se relacionam com a comida está intrinsecamente ligado à maneira como nos sentimos e vemos a nós mesmos. ‘Mulheres, Comida e Deus’ baseia-se em casos reais, e mostra que a comida está longe de ser o único prazer verdadeiro em nossas vidas. A autora traça a relação entre sentimentos não digeridos e situações mal resolvidas com a comida. A autora ensina aos leitores como fazer autoanálise e, também, como usar a relação com a comida como ferramenta de autoconhecimento.

Sou assim, é feitio, que hei de fazer

patience

Cambia lo superficial
Cambia también lo profundo
Cambia el modo de pensar
Cambia todo en este mundo

Cambia el clima con los años
Cambia el pastor su rebaño
Y así como todo cambia
Que yo cambie no es extraño

Julio Numhauser

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Semana Nova começa hoje. Balanço da semana:

Começou bem, eu segui bem até sábado, mas sábado eu estava que só pensava em comida. Mas me controlei e acabei ultrapassando os pontos em somente 4. E ainda por cima tinha 22 pontos flex pra comer.

Domingo também estava muito irritada, cansada mentalmente, estressada. Aí contei pontos direitinho, mas de tarde, depois de ter comido apenas 9 pontos eu fiz torta de sardinha. Tudo bem que o recheio foi mais light, eu diminuí os ovos e o óleo da massa por conta. Mas comi 4 pedaços. Contei 5 pontos para cada. E foi só o que eu comi. Depois comi o último alfajor aqui de casa, e acabei comendo 7 pontos flex. Tá ótimo pra quem ainda tinha 18 pontos da semana. Mas pesar me deprimiu. A balança não andou. Eu não sei se foi a hora do dia, ou o quê , (minha balança é meio doida mesmo, oscila muito em 2, 3 quilos). Mesmo sabendo disso eu deprimi. E aí preciso ficar fazendo um super trabalho pra não desanimar. Claro que sei que levei 10 anos pra engordar isso tudo. E q não vou emagrecer em um piscar de olhos, mas de toda forma é frustrante essa demora.

Resolvi que ao invés de frustrante precisa ser motivadora essa demora. Eu pelo menos tenho conseguido ir pra frente, apesar de ser impaciente. E ah, eu sou extremamente impaciente. Já fui bem mais, a meditação me deu mais prumo. De toda forma, preciso reverter isso, preciso transformar isso em poder pessoal. E fazer pra mim mesma todo aquele discursinho bobo de motivação e auto ajuda e tal.

Bom, o importante é que não chutei o balde, eu não desisti, eu não comi  o mundo. Cansa, mas é assim mesmo, vamos em frente, uma hora o resultado chega.

E já passou tanto janeiro

Só me interessam os passos
que tive de dar na vida
para chegar
a mim mesmo.

Herman Hesse

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Hoje está especialmente difícil levar o Aprendizado… Até alfajor eu comi hoje. Um só, mas comi. Não sei o que aconteceu, até agora vinha sendo tranquilo, mas hoje me deu vontade de comer o mundo. E nada especial aconteceu.

Mas é assim mesmo, um dia depois do outro. Até que estou conseguindo segurar a onda, mas pensei muito mais em comer hoje do que e qualquer dos outros dias aí pra trás…
Eu não posso esquecer de ser paciente, de ver grãozinho a grãozinho. Eu preciso interromper de vez o ciclo um passo pra frente, dez para trás.
Ainda tenho 22 pontos pra gastar dos flex hoje e amanhã, e mesmo com alfajor e o dangô, ainda nem passei da cota hoje e posso até jantar legal. Mas nem é isso. É essa fixação chata em comida, esse assunto que não me sai da cabeça. E num dia como hoje fica mais complicado comer coisas saudáveis.
Também ontem resolvi e voltei a frequentar as reuniões do VP mesmo.

Ah, informação útil: um alfajor Havanna (ai q saudades!!) de chocolate tem 4 pontos.

Enquanto todo mundo espera a cura do mal

“Sonhos são gratuitos. Transformá-los em realidade tem um preço.”

Ennis J. Gibbs

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Eu estou indo bem. Tinha emagrecido 3,7. Mas algo que eu ainda não identifiquei, me fez engordar 500. Essa dança é de enlouquecer. A velocidade com que se emagrece também é de enlouquecer, precisa ter muita paciência. Eu estou fazendo a melhor dieta até agora, de todas. Tem muito que preciso ajustar ainda, preciso de comer mais verde e mais frutas. Mas o mais difícil que era me manter dentro dos pontos eu tenho conseguido. A velocidade é que é agora o ponto difícil, preciso ter paciência, preciso respirar fundo.

Tem dias que eu fico até aquém dos pontos, mas ainda não sei se isso é bom ou ruim. Penso muito em voltar para as reuniões mesmo, mas tenho vergonham, essa é a verdade, vergonha de ter fracassado tantas vezes.

Bom, águas passadas. Preciso pensar em daqui pra frente. Nem vou elaborar demais esse post senão não publico. E preciso publicar, sei que preciso manter o foco e ficar monotemática, pelo menos por um tempo.

Então respiro e tento continuar. A nadar

Só peço a você um favor se puder

Não há calamidade maior do que desejos exagerados.

Lao Tse

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Tem duas semanas que eu estou fazendo o programa do VP. Em casa ainda, porque não aguento mais ir lá e não continuar, e amargar a vergonha de largar pela metade mais uma dieta nessa vida. Mas desde 2006, que foi quando eu comecei nessa odisséia de blog pra emagrecer que eu não conseguia sustentar uma dieta por tanto tempo como agora. Todo dia eu conto ponto, até mesmo nos dias (e teve) que eu comi mais de 50 pontos, algo assim.

E uma coisa interessante foi que aqui tem nas terças-feiras uma missa muito bonita  a missa da benção. E no final dela tem um ritual que eu acho lindíssimo de benção de objetos. Um ritual longo, bem feito, lindo, em que você pode apresentar o objeto que quiser pra ser abençoado. Daí eu levei meu caderninho de anotar pontos, entre outras coisas. E desde então, caramba, que responsa!!! Eu estou seguindo firme porque  eu mesma tenho que sacramentar a sacralidade do lance, sabem? O caderninho é esse aí, eu coloquei  carta xamanica do meu animal na capa dele e por dentro coloquei a aranha, a carta guia desse processo.

E hoje tô muito feliz, consegui descobrir e acertar uma receita de infância para parte dos meus pontos q tá me dando uma segurada animal. Tem 3 dias q tá tudo bem mais adequado, por causa desse lance. É o dangô, uma gororoba de farinha e água que eu como quando chego trabalho (hora mais do que crítica nessa vida, a hora onde tudo dança, onde a porca torce o rabo) com um tico de geléia e café. Nossa, é comida de infância, comida pra alma também. Nutricionalmente é uma bela porcaria, e de paladar também, só eu gosto, mas gosto muito, muito muito e ainda me segura a fome por horas e horas a fio. Se tá me ajudando a comer melhor, porque não né? E é isso aí que vocês estão vendo nas fotos.

Só existe a solução da matemática

Livre não sou, que nem a própria vida
Me consente.
Mas a minha aguerrida
Teimosia
É quebrar dia a dia
Um grilhão da corrente.

Miguel Torga

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Tem um tempo já que eu estou escrevendo uma espécie de recapitualação diária, para efeitos terapêuticos.Tem sido bom, revelador, mas ainda tá meio subutilizado. Uma coisa que eu fiz em dezembro e repeti agora em janeiro e tá sendo bem legal, é um pequeno inventário das coisas boas do mês, coisinhas pequenas mesmo, e outras nem tanto. Fiz lá no blog privado, mas resolvi trazer pra cá, para me lembrar. E também porque foi o mês do reinício da dieta, do Aprendizado. Que na verdade está escorregando ainda, mas a vontade pelo menos continua aí.

E é legal também, porque me lembra da gratidão sobre as coisas boas acontecendo e me lembra de viver mais plenamente, cada vez mais, embora, claro nem sempre eu consiga…

Mas fica o registro. Coisas boas também sempre me ajudam na dieta. Por exemplo, esse fim de semana que cozinhei e vi dois filmes, eu fiquei menos obcecada por comida.  Por isso preciso de muita distração, e por isso esses inventários estão me ajudando.

Filmes:
  • Direito de amar
  • A Dificil Arte de Amar
  • A Troca
  • Além da Vida
  • A Origem
  • Dançando no Escuro
  • 500 dias com ela
Coisas boas:
  • Aniversário do Rada
  • Volta do Tatá (aff q eu já tava roxa de saudade)
  • Baile da Laís
  • Cineminha
  • Churrasco com as famílias
  • Carta Xamânica do ano (Aranha)
  • Rokkon 21/01
  • Reunião das meninas pra fazer pavê aqui em casa
  • Almoço com comadres mineiras
  • Confraria
  • Início da dieta
Leituras:
  • O Eu sem Defesas (ainda lendo)

(Esse mês eu li muito pouco. Porque como esse livro
é obrigação, me parou tudo. E eu não me deixei
começar nem acabar outro, tinha q terminar esse
.)

Cozinha

  • Pão light de frigideira
  • Pavê
  • Sanduiches light
  • Lasanha do Tariq
  • uns 3 bolos de baunilha delicioso
  • Bolo Festa
  • Bolo light

Nalu A*)
http://nalu.in

Livre Como Um Deus – Nando Reis

Já passou a chuva e o sol já vai surgindo

Porque entre o sim e o não é só um sopro, entre o bom e o mau apenas um pensamento, entre a vida e a morte só um leve sacudir de panos – e a poeira do tempo, com todo o tempo que eu perdi, tudo recobre, tudo apaga, tudo torna simples e tão indiferente.
Lya Luft

Os dois primeiros dias foram relativamente fáceis. A única coisa complicada foi a imensa dor de cabeça que  adoçante me dá… Todo adoçante me dá muita dor de cabeça. mas das outras vezes que fiz dieta, eu

Agora eu estou precisando muito de receitas light.

Eu comprei esses dias um wrap pronto light q é uma delícia! Adorei. Ontem fiz com rúcula, mussarela e tomate seco. Ficou muitoooo bom. Mas tá difícil achar receitas fáceis para o almoço. O almoço não sou eu que faço, e precisa ser coisa prática, com ingredientes muito fáceis, porque aqui na favela onde eu moro não tem muita opção.  Para os lanches eu compro em outros lugares, na volta do trabalho, mas o almoço é que pega. Ainda bem q eu não como mesmo muito no almoço. Mesmo assim preciso de opções levinhas. Já fucei meus livros do vigilantes, mas não tem muita receita com ingredientes básico.

Na verdade eu até estou gostando do efeito disso, me fazer procurar receitas novas.

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Dia desses, minha personal witch (hohoho) me “fez” tirar uma carta xamânica pra ver qual carta regeria meu ano. Saiu a aranha. Lindo o significado dela. Aliás, eu fiquei encantada com esse oráculo, achei maravilhoso, delicado, tudo a ver. Minha carta pessoal é o morcego, eu acho q tenho vibrado na freqüência do morcego. Mas olhe q lindo o significado da aranha.

Clique aqui pra ler a carta toda.

Tenho mais pajelanças pra contar, mas fica pra próxima, tenho que ir trabalhar.

Na volta do barco é que sente

Agir é estar comprometido e estar comprometido é estar em risco.
James Baldwin

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A roda começou a girar. A bendita roda.

Comecei dieta hoje. Reedeucação, regime, dieta. Mas pra mim continua sendo O Aprendizado. Mesmo fracassando tanto, tanto e mesmo seis anos depois.

Um empurrãozinho da sorte: Não tinha açúcar hoje cedo, minha empregada fez café sem açúcar. Mas tinha açúcar light, que me rende uma xicara ponto zero de café. Foi ótimo, pq eu poderia ter pensado em adiiar mais uma vez.

É isso. Preciso de receitas leves pro almoço. Sem mais delongas.

Ah, vou fazer o Vigilantes do Peso em Casa. Pelo simples motivo de que é a que eu mais sei fazer e também porque não consigo mais me inscrever lá e fracassar, e desistir, largar pela metade.

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A roda que começou a girar; que saiu no jogo que eu perguntei o que fazer pra emagrecer, se eu conseguiria:

La Rueda de la Fortuna

El éxito va contigo. Cosecharás los frutos por los que tanto has trabajado. En el plano profesional, tus ingresos podrían aumentar considerablemente y tu trabajo, ser reconocido a tu alrededor. Es  muy probable que recibas riquezas antes de llegar a viejo. Anímate, que esta carta es de al suerte, del destino, la elevación y la cosecha de los triunfos.

O baralho foi o celestial tarot

o/

Fonte:

http://blogdosquadrinhos.blog.uol.com.br/arch2011-01-01_2011-01-31.html#2011_01-02_12_01_23-135059040-27

levitar sobre o peso de viver


A esperança me chama,
e eu salto a bordo
como se fosse a primeira viagem.
Se não conheço os mapas,
escolho o imprevisto:
qualquer sinal é um bom presságio.
.
Seja como for, eu vou,
pois quase sempre acredito:
ando de olhos fechados
feito criança brincando de cega.
Mais de uma vez saio ferida
ou quase afogada,
mas não desisto.
.
A dor eventual é o preço da vida:
passagem, seguro e pedágio.

Lya Luft

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Dessa vez o título desse blog fez sentido demais. Porque se tem alguma cosia que eu preciso esse ano é leveza, mais leveza, bem mais leveza. Esse ano que passou foi ótimo, foi grande, eu cresci muito, muita coisa boa aconteceu, foi muito produtivo, em tudo, ou quase tudo.

Mas eu pesei a mão em algumas coisas, inclusive em relacionamentos. Esse ano preciso pegar mais leve com tudo, comigo mesma, com filhos, familia, amigos, marido. E preciso pegar mais pesado em outras coisas, de natureza prática. Eu preciso dar nome à leveza dentro de mim, preciso dar cor a ela também, pq esse ano senti que fui pesada em coisas que agora posso ser mais leve.

Mas foi o melhor ano no meu trabalho, o ano que eu menos me angustiei por causa dele, no que foi possível. Espero que 2011 seja bem leve para o meu trabalho também.

Que venha então muita leveza, que o ano seja leve, livre, e feliz. Como a saia de uma cigana dançarina.

Uma palavra de madeira cai no chão

Faz-se urgente compreender a necessidade de aprender a viver sabiamente.Se queremos uma mudança definitiva, faz-se necessário que tal mudança se verifique primeiro dentro de nós mesmos; se não eliminamos nada do que temos internamente, externamente a vida continuará com suas dificuldades”.

Samael Aun Weor

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Eu vou postar hoje. Ainda não tenho assunto, não tenho muito o que dizer, mas estou aqui, postando. Quer dizer, eu tenho assunto, muita coisa está acontecendo, mas no meu íntimo, nada interessante pra que se leia num blog, nem nada que deva/possa ser dito em público. Mas bem fervilhante aqui dentro.

Então vou começar contando que esse ano, pela primeira vez na minha história eu fiz a ceia de Ano Novo. Coisa inédita e quem me falasse isso há pouco tempo atrás seria encarado com riso. Eu? Cozinhar? Fazer ceia? Ceia de Ano Novo ainda por cima? Pff. Eu acharia que a pessoa estaria surtando. Mas eu fiz. E gostei muito fazer, eu e maridão fizemos. Um lombo marinado mais de 24 horas e mais 3 outros pratos. E sobremesa elaborada. Tudo na cozinha, aquele cômodo da casa que eu sempre evito e com o qual já estive muito pouco familiarizada.

Eu fiz. Na verdade não ficou assim grandes coisas não. Só a sobremesa, essa sim ficou divina. Mas foi um passo grande. Em direção à que eu não sei. Foi estranho fazer uma ceia inteira. No final estivemos com a casa cheia. Minha avó querida, a pessoa que me ama incondicionalmente veio. E foi muito legal. Espero cozinhar mais nesse ano. Porque cozinhei muito, mas comi surpreendentemente pouco. Não sei exatamente porque. E foi bom. Eu gosto demais de me surpreender positivamente. Quem não gosta né?

Então deixo esse relatinho aqui, porque o primeiro dia do ano daqui a pouco acaba e eu estou compromissada com o emagrecimento esse ano, e com esse blog em consequência. Tenho registrado tudo no diário, isso é imporantate me faz bem, mas preciso elaborar aqui o processo. É isso, então. Só, mas por enquanto.

Feliz Ano Novo. Bem Leve.

2011

Dezembro foi um mês muito, muito bom, talvez o melhor do ano. O ano todo foi muito, muito bom.

E talvez eu tenha planos para esse blog ano que vem.

De todo modo, Feliz 2011.

Mesmo que doa, Maria

 

365Atrasos do acaso

Cuidados
Que não quero mais
O que era para vir
Veio tarde
E essa tarde não sabe
Do que o acaso é capaz …

Paulo Leminski

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Vou zerar esse blog. Começar do zero, como se nada estivesse dito aqui. Começar o ano sem o peso nem dos velhos escritos.

Não vou entrar os 40 anos nesse peso, vou entrar mais leve e o primeiro baby step é esse. Semana que vem, no novo ano eu volto.

Feliz 2011. Que  seja leve. Para todo mundo que por acaso leia este blog.

Estresse Engorda

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Estresse engorda

Mude seus hábitos e tenha uma mente e corpo saudável.
Autor(es):Bill Cashell
Editora: Agir
Área(s): Desenvolvimento pessoal, Medicina / Saúde, Psicologia / Psicanálise
ISBN: 9788522012237
Páginas:272 pág.

A dieta emocional é um programa inovador que se concentra no verdadeiro problema das pessoas acima do peso. Não é mais uma daquelas ditaduras nutricionais que nos obrigam a usar força de vontade. Trata-se de um projeto para compreender e utilizar as sutis relações entre a mente e o corpo. Prepare-se para mudar o seu relacionamento com os alimentos, identificar quais emoções estão criando o desejo de comer mais e se libertar dessa relação. Este programa combina a Terapia Cognitivo-Comportamental, Auto-Hipnose, Programação Neurolinguística, Técnicas de Liberação Emocional, entre outros métodos, para ajudá-lo a ter uma alimentação saudável e uma vida feliz. Com ele, você verá as gordurinhas e o estresse desaparecerem.

O Oráculo da Alma

oraculoalmaO ORACULO DA ALMA

O CAMINHO MAIS DIRETO PARA ALCANÇAR PAZ ESPIRITUAL E REALIZAÇÃO PESSOAL
TÍTULO ORIGINAL: SOUL LESSONS AND SOUL PURPOSE
ISBN: 9788531515774
IDIOMA: Português.
ENCADERNAÇÃO: Brochura | Formato: 16 x 19 | 80 págs.
ANO DA OBRA/COPYRIGHT: 2006
ANO EDIÇÃO: 2009
EDIÇÃO: 1ª
AUTOR: Sonia Choquette
TRADUTOR: Rosane Albert

As 63 cartas do Oráculo da Alma, acompanhadas de um manual explicativo, baseiam-se nos Arcanos Maiores do Tarô. Elas vão ajudá-lo a responder às perguntas mais profundas e prementes da vida, como “Qual é o propósito da minha alma?” ou “Estou aqui para aprender o quê?”, e também mostram como você pode atingir suas metas com mais rapidez e sucesso. Cada carta vai ajudá-lo a entender melhor as lições que sua alma se propôs a aprender em cada situação, e vai orientá-lo rumo à mais elevada expressão do seu eu espiritual. Consultando o Oráculo da Alma diariamente, você encontrará um caminho para a felicidade e um profundo sentimento de paz interior.

O Eu sem Defesas

eusemdefesasTítulo: EU SEM DEFESAS (O)
Autor(es): Thesenga, Susan
Assunto: Desenvolvimento Pessoal
ISBN: 978-85-316-0546-6
Idioma: Português
Tipo de Capa: Brochura
Edição: 7ª edição – 10/2010
Número de Páginas: 264

O Eu Sem Defesas nos ensina a enfrentar nossa sombra com honestidade e compaixão e a desmantelar nossas defesas pessoais com segurança e sensatez. Aprendemos com ele a perceber e a transformar nossa negatividade inconsciente e a liberar muita energia para criar vidas positivas, úteis e repletas de responsabilidade pessoal.

O Eu Sem Defesas descreve o processo do trabalho de transformação pessoal seguindo o método psicológico do Pathwork, criado por Eva Pierrakos. Em suas pá­ginas, a autora conta histórias inspiradoras de pessoas que transformaram proble­mas crônicos e crises dilacerantes em oportunidades de crescimento e de atividades positivas.

“Este livro de Susan Thesenga é lei­tura obrigatória para todos os que dese­jam a transformação e a purificação pes­soal, bem como a evolução humana. O livro apresenta a estrutura básica por meio da qual conquistamos a busca de nós mesmos e a mudança rumo à totali­dade e à saúde.”

– Barbara Ann Brennan, autora de Mãos de Luz e de Luz Emergente.

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Eu sem Defesas
Susan Thesenga

“Eu Sem Defesas é um livro comovente”
Jonh Pierrakos, MD, autor do Core Energetics

O Eu Sem Defesas fala do processo de transformação pessoal do Pathwork® e inclui histórias de pessoas que transformaram problemas cotidianos e crises destrutivas em fatos positivos para sua consciência e vida. O livro nos ensina a conhecer e transformar nossa negatividade inconsciente e liberar energias poderosas para criar uma vida mais positiva, efetiva e auto-responsável.

A Mente Alerta

mentealertaMente Alerta, A – Como Viver Intensamente Cada Momento De Sua Vida Através Da Meditação

Autor: KABAT-ZINN, JON
Tradutor: WERNECK, VERA RUDGE
Editora: OBJETIVA
ISBN: 8573023465
ISBN-13: 9788573023466
Livro em português
Brochura
1ª Edição – 2001

A obra mostra como é possível encontrar tempo em nossas vidas atarefadas para praticar a meditação. A chave está em um processo budista intitulado mindfulness e através do qual é possível meditar de forma prática e consciente, sem interromper as nossas atividades diárias. Um exercício que se adequa com perfeição à vida moderna e que pode ser praticado até mesmo quando estamos caminhando. Em A MENTE ALERTA, Kabat-Zinn apresenta uma série de exercícios práticos que capacitam qualquer pessoa – mesmo àquelas que jamais tentaram sequer um exercício respiratório consciente – a praticar a meditação focada no momento presente, em seus problemas, dúvidas, dores. Uma mistura da técnica budista e do knowhow clínico e médico, o livro endossa o conceito de meditação atenta como uma prática cotidiana.

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Um guia prático com reflexões e exercícios

Foi-se o tempo em que, para meditar, era preciso se trancar em um quarto à meia luz, em total silêncio, durante alguma hora preciosa do nosso dia-a-dia. A MENTE ALERTA tornou-se um recordista de venda nos Estados Unidos, com 700 mil exemplares vendidos, ensinando justamente o contrário. A obra mostra como é possível encontrar tempo em nossas vidas atarefadas para praticar a meditação. A chave está em um processo budista intitulado mindfulness e através do qual é possível meditar de forma prática e consciente, sem interromper as nossas atividades diárias. Um exercício que se adequa com perfeição à vida moderna e que pode ser praticado até mesmo quando estamos caminhando.

Jon Kabat-Zinn, fundador e diretor da Clínica de Redução do Estresse da Universidade de Massachusetts, defende a idéia de que meditação não é uma atividade estranha e mística, como está fortemente arraigada em nossa cultura popular, mas sim um processo pelo qual aperfeiçoamos nossa atenção e percepção, refinando-as e conduzindo-as para um maior uso prático em nossas vidas. Um procedimento que pode nos ajudar a perceber que o caminho a que chamamos de nossa vida tem direção; que ele está sempre se desdobrando, a cada momento; e o que acontece agora, neste instante, influencia o que acontecerá a seguir.

O livro é o resultado de anos de estudo de Jon Kabat-Zinn à frente da clínica, onde sua equipe lança mão da mindfullness para o tratamento de pacientes com dores crônicas e desordens relacionadas às nossas tensões cotidianas. Essa mesma técnica é aplicada em detentos na tentativa de reduzir comportamentos autodestrutivos, como o uso de drogas e violência nas penitenciárias.

Em A MENTE ALERTA, Kabat-Zinn apresenta uma série de exercícios práticos que capacitam qualquer pessoa — mesmo àquelas que jamais tentaram sequer um exercício respiratório consciente — a praticar a meditação focada no momento presente, em seus problemas, dúvidas, dores. Uma mistura da técnica budista e do knowhow clínico e médico, o livro endossa o conceito de meditação atenta como uma prática cotidiana. As instruções que ele contém são suficientes para que o leitor possa começar a prática da meditação por conta própria, sem utilizar outros materiais ou suportes.

Jon Kabat-Zinn, Ph.D., é diretor executivo do Center for Mindfulness in Medicine Health Care and Society e professor de Medicina do University of Massachusetts Medical Center. É conhecido internacionalmente por integrar a meditação na medicina tradicional. Em parceria com a esposa, a ativista ambiental Myla Kabat-Zin, escreveu Nossos Filhos, Nossos Mestres, lançado pela Objetiva.


Fonte:
http://www.editoras.com/objetiva/346-5.htm

Os livros não são sinceros

Pra ser feliz de verdade
É preciso encarar
A realidade.

Millôr Fernandes

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Eu voltei pra terapia. Não é exatamente uma terapia convencional, porque a pessoa que me escuta, embora seja psicóloga tem um trabalho diferente, meio alternativo, não muito ortodoxo. Mas é escuta e o que eu acho que é realmente válido é um espaço pra falar de mim, pra falar dos meus problemas e questões e picuinhas sem muita censura, sem muito pensar se estou falando demais em mim, sem muito pensar no que ela vai pensar de mim. Claro que tudo isso rola, é inevitável, mas me permito mais liberdade.

Bom, mas o fato é que na última sessão (as sessões tem sido quinzenais e acho que isso não tá tão legal) ela ficou instigando pra que eu falasse do meu peso. Aff, achei um saco, porque eu realmente não estava com vontade de falar nisso. Ela perguntou por que. Eu disse que já estou cansada de muito falar, de tanto escrever e de só engordar. Que eu não queria mais falar sobre isso, que não adiantava nesse momento. Aí ela disse que não, que pra trazer luz para isso eu tenho que falar e falar e pensar e pensar e escrever e escrever sobre o assunto. Que tudo bem se eu estou há 10 anos lutando com isso, pensando, tentando elaborar e não consigo e só pioro. Que para elaborar só mesmo jogando luz sobre a questão, que eu pensasse muito, que eu elaborasse muito e fosse vendo no que dava.

Daí pensando (não é a primeira vez q penso iso, devo ter escrito bastante até sobre, mas to com muita dor pra procurar isso agora) eu vi que me falta motivação. A motivação que me fez passar no vestibular no ano seguinte a duas reprovações. Que me fez passar na prova da OAB super, super bem. Que me fez passar num concurso federal muito bom. Que me fez passar num mestrado numa universidade federal. Que me fez ter dois filhos de parto normal. Que me fez ter um filho em casa, na raça. Que me fez parar de fumar e outras coisas que não cabem aqui, agora. Essa motivação que me fazia continuar dia após dia. Ela está me faltando.

Mas acontece que eu vou ter que inventar um jeito novo de fazer isso. Por que eu não posso ficar esperando a motivação chegar. Eu estou só engordando, a cada semana, a olhos vistos, e não para se eu não parar também. Aí vou ter que descobrir um jeito novo, pq não posso sentar e esperar a motivação chegar. Só que não faço a menor ideia de como começar. Não faço ideia do que seria esse jeito novo, quando tudo que eu queria era ou deitar e dormir até 2045, ou sair correndo sem olhar pra trás.

Ttenho escrito no blog privado, pra soltar os bichos mesmo. Mas aqui acho que elaboro mais.

No vácuo de um quarto no espaço sem fim

O céu não ajuda a quem não quer se mexer.

Sófocles

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Eu fico fingindo que não é comigo. Como se fingir fosse me fazer emagrecer. Ou ao menos parar de engordar. Mas óbvio. Não faz. Olá Pensamento Mágico, como vai você?

Porque as tensões, as dores, o convívio pesado, tudo isso continua. Os montes de problemas rocambolescos na minha família continuam.

E eu como. Como também para aliviar. Porque sou feita de um material muito poroso, muito frágil, não consigo não me afetar, ainda. Já foi pior, mas está longe do ideal. Olá, auto engano, como vai você?

Outro dia eu fiz brigadeiro de colher e estava comendo, da panela, depois de um dia difícil, cheio de mau humor (alheio, porque se tem coisa que eu rarissimamente sou é mal humorada, e quando sou dura 10 minutos), cheio de chatices. E comendo eu pensei, mas caramba, num cenário assim árido, como aprender a prescindir desse prazer tão incrível (porque para mim é um prazer imenso o gosto e a textura de um brigadeiro de colher na boca), como aprender, como conseguir resistir a isso? Esse é o meu desafio. Isso é o que eu preciso aprender.

Assim que eu emagrecer uns quilos aí pra minha m primeira meta, eu vou me presentear com uma boneca cigana parecida com essa aí da foto. Acho que estou precisando da cigana interior pra me movimentar. É só pensar nisso e me da vontade de sair por aí, de me enfeitar, de ser cigana mesmo. Saviya, cadê você?

Eu tenho muito mais a dizer, mas não interessa a ninguém e muito é impublicável. Então tenho feito um esforço de escrever em blog secreto, pra ir monitorando os dias, as sensações, pra descobrir padrões e tal. Epara me aliviar também.

E também pra ver se eu encontro algo mais.  Algo mais por aí, que está faltando.

Coragem de Mãe


2015-01-04 14-17-42 ScreenshotCoragem de Mãe

Idioma: Português
Assunto: Biografias, Diários, Memórias & Correspondências
Ano: 2010
Tipo de capa: BROCHURA
Páginas: 208
Edição: 1
ISBN: 9788539000616
Editora: Fontanar

Livro – Coragem de Mãe
Coragem de Mãe conta a história verdadeira de Marie-Laure Picat, que com apenas 36 anos foi diagnosticada com um câncer terminal. Mãe divorciada de quatro filhos e com um histórico familiar conturbado, embarcou numa missão para manter sua família unida após sua morte. Contra todas as expectativas, Marie-Laure viveu mais um ano, comemorou os aniversários dos filhos, conheceu o presidente da nação, foi entrevistada pelos jornais mais importantes do país e cumpriu a sua missão. Apesar de suas origens simples, deixou um legado surpreendente para seus filhos e para a França. Em parte uma carta de amor, em parte o testemunho de uma vida de muita superação, Coragem de Mãe narra uma história de vida onde a convicção e a força de espírito vencem qualquer adversidade.

abundantia

Eu abro o Oráculo das Deusas e pergunto, with all my heart:

O que preciso fazer para conseguir reunir forças para emagrecer?

Aí me sai essa carta:

” Toda a abundância do universo se verte sobre você. Esteja aberto para a receber.”

Estou meditando sobre ela, não consegui captar ainda a mensagem… Quem tiver algum insight, pode falar.

Fonte: http://www.astrologosastrologia.com.pt/oraculo_deusas1/a&e-oraculo_das_deusas=37.htm

Pense Magro

pensemagro

Pense magro – A dieta definitiva de Beck
Autor(es): Judith S. Beck
Tradução Leda Maria Costa Cruz
Editora: Artmed
Área(s):Medicina / Saúde
ISBN: 9788536316383
Páginas:317 pág.

Descrição:

Agora você vai ser bem-sucedido em sua dieta, emagrecendo com segurança e o que é mais importante, vai continuar magro para sempre. Isto será possível, porque este é o primeiro livro que aplica os benefícios comprovados da terapia cognitiva para dietas de emagrecimento.
Atrelado a qualquer dieta adequada, este programa de seis semanas oferece as ferramentas para pensar diferente e fazer mudanças comportamentais necessárias para emagrecer e manter a perda de peso.

SUMÁRIO

Prefácio – Um novo campo para a terapia cognitiva – Aaron T. Beck, M.D.

Introdução

PENSE

O Poder da Terapia Cognitiva para Emagrecer

1. A chave do sucesso
2. O que, na verdade, faz você comer
3. Como as pessoas magras pensam
4. Como utilizar A dieta definitiva de Beck

PENSE

O Programa

5. Semana 1

Prepare-se: aprenda os fundamentos

Dia 1 Registre as vantagens de emagrecer
Dia 2 Escolha duas dietas razoáveis
Dia 3 Sente-se para comer
Dia 4 Elogie-se
Dia 5 Alimente-se devagar e conscientemente
Dia 6 Encontre um técnico de dieta
Dia 7 Organize o ambiente

6. Semana 2

Organize-se: prepare-se para fazer a dieta

Dia 8 Arrume tempo e energia
Dia 9 Escolha um plano de exercícios
Dia 10 Estabeleça metas realistas
Dia 11 Diferencie fome, vontade e desejo incontrolável de comer
Dia 12 Pratique a tolerância à fome
Dia 13 Supere o desejo incontrolável por comida
Dia 14 Planeje o dia de amanhã

7. Semana 3

Vá em frente: comece sua dieta

Dia 15 Monitore sua alimentação
Dia 16 Evite a alimentação não-planejada
Dia 17 Acabe com os excessos alimentares
Dia 18 Modifique sua definição de saciedade
Dia 19 Pare de se enganar
Dia 20 Volte aos trilhos
Dia 21 Prepare-se para se pesar

8. Semana 4

Reaja aos pensamentos sabotadores

Dia 22 Diga “paciência” para a decepção
Dia 23 Contrarie a síndrome da injustiça
Dia 24 Saiba lidar com o desânimo
Dia 25 Identifique pensamentos sabotadores
Dia 26 Reconheça os erros cognitivos
Dia 27 Domine a técnica das sete perguntas
Dia 28 Prepare-se para se pesar

9. Semana 5

Supere os desafios

Dia 29 Resista a quem insiste para você comer
Dia 30 Mantenha o controle quando estiver comendo fora
Dia 31 Decida sobre bebidas alcoólicas
Dia 32 Prepare-se para viajar
Dia 33 Elimine a alimentação emocional
Dia 34 Resolva os problemas
Dia 35 Prepare-se para se pesar

10. Semana 6

Aprimore as novas habilidades

Dia 36 Acredite em você!
Dia 37 Reduza o estresse
Dia 38 Aprenda a lidar com o platô
Dia 39 Mantenha os exercícios
Dia 40 Enriqueça sua vida
Dia 41 Faça uma nova lista de tarefas
Dia 42 Pratique, pratique, pratique

PENSE

A continuidade

11. Quando parar de emagrecer e começar a manter?
12. Como manter seu novo peso

Referências
Índice

Bruxas da cozinha

“Quem pensa que a comida só faz matar a fome está redondamente enganado. Comer é muito perigoso. Porque quem cozinha é parente próximo das bruxas e dos magos. Cozinhar é feitiçaria, alquimia. E comer é ser enfeitiçado.”

“Comer é uma felicidade, se se tem fome. Todo mundo sabe disto. Até os ignorantes nenezinhos. Mas poucos são os que se dão conta de que felicidade maior que comer é cozinhar.”

(Rubem Alves)

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Eu queria ter paciência para cozinhar. Eu tenho pouca paciência. E tenho preguiça, além de impaciência. Ontem mesmo eu falava que mais que a gula, a preguiça é meu pecado favorito. Eu sei o quanto isso me atrapalha em geral e nas dietas em especial. Dieta exige tempo e energia. E foco. (Eu sei que hoje em dia foco é uma palavra batida, mas não encontro nenhuma substituta à altura rsrsrs). E um mínimo de deicação. E eu não encontro isso.

Não vou retornar a esse mimimi, pra isso tô escrevendo só pra mim, mesmo.

Mas num blog tão cheio de mandingas, não poderia faltar uma menção ao dia das bruxas. E bruxaria tem tudo a ver com comida. Beijos em todos.

Para as bruxas e bruxos da cozinha.

http://bruxaria.net/2010/07/18/bruxa-de-cozinha-o-que-seria-isso-exatamente/

http://bruxaria.net/2010/09/18/preceitos-basicos-da-culinaria-magica/

http://gatomistico.blogspot.com/2010/04/bruxa-de-cozinha.html

Assistam esse vídeo sobre a celebração da spiral dance, narrado pela bruxa Starhawk, celebrando a regeneração, o renascimento. Porque somos bruxas. Quase todas.

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=kzw40xupfOY&w=425&h=344]

Alunos universitários agridem colegas da Unesp em “rodeio de gordas”

Um grupo de alunos da Universidade Estadual Paulista, uma das mais importantes do país, organizou uma “competição”, batizada de “Rodeio das Gordas”, cujo objetivo era agarrar suas colegas, de preferências as obesas, e tentar simular um rodeio –ficando o maior tempo possível sobre a presa.

A agressão ocorreu no InterUnesp 2010, jogos universitários realizados em Araraquara, de 09 a 12 de outubro. Anunciado como o maior do país, o evento esportivo e cultural, que reuniu 15 mil universitários de 23 campi da Unesp, virou palco de agressão para alunas obesas.

Roberto Negrini, estudante do campus de Assis, um dos organizadores do “rodeio das gordas” e criador da comunidade do Orkut sobre o tema, diz que a prática era “só uma brincadeira”.

Segundo ele, mais de 50 rapazes de diversos campi participavam. Conta que, primeiro, o jovem se aproximava da menina, jogando conversa fora –“onde você estuda?”, entre outras perguntas típicas de paquera.

 

Em seguida, começava a agressão. “O rodeio consistia em pegar as garotas mais gordas que circulavam nas festas e agarrá-las como fazem os peões nas arenas”, relata Mayara Curcio, 20, aluna do quarto ano de psicologia, que participa do grupo de 60 estudantes que se mobilizaram contra o bullying.

Daniel Bergamasco/Folhapress
“Bulling (sic) na universidade”, escrito em mural da Unesp; em “brincadeira” alunas eram chamadas de gordas

No Orkut, os participantes estipulavam regras para futuras competições, entre elas cronometrar as performances dos “peões” e premiar quem ficasse mais tempo em cima das garotas com um abadá e uma caneca. Há relatos de gritos de incentivo: “Pula, gorda bandida”.

Com a repercussão, a página do site de relacionamento foi excluída. Cópias dos posts espalharam-se pelo campus em Assis. Em murais aparecem frases como “Unesp = Uniban”, referência ao caso a Geisy Arruda, que foi xingada por usar um vestido curto.

As vítimas não querem falar. “Uma das meninas está tão abalada que não teve condições de voltar à faculdade. Teme ficar conhecida como ‘a gorda do rodeio'”, afirma a advogada Fernanda Nigro, que acompanhou, na última terça-feira, uma manifestação de repúdio.

O grupo foi recebido pelo vice-diretor da Faculdade de Ciências e Letras, do Campus de Assis, Ivan Esperança. “Vamos ouvir os envolvidos e estudar as medidas disciplinares, mas não queremos estabelecer um processo inquisitório”, disse ele à Folha.

http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/820901-alunos-universitarios-agridem-colegas-da-unesp-em-rodeio-de-gordas.shtml

Ganesha Mudra

shree-ganesh-mantrasPara as Ganeshinhas. Elas sabem quem são. Apesar de não virem aqui.

E enquanto eu não resolvo o que fazer deste blog e da minha gordura.

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A afirmação para este mudra é:

“Eu me encontro com pessoas, situações e idéias, com coragem, sinceridade e
confiança.”

O elefante, Ganesha, a divindade que supera todos os obstáculos.

=====

Segure sua mão esquerda na frente de seu peito com a palma virada para fora.Dobre os dedos. Agora segure a mão esquerda com a mão direita, que fica com as costas voltadas para fora. Mova as mãos até o nível do coração, em frente ao peito. Enquanto expira, vigorosamente puxe as mãos para além, sem soltar o punho. Isso vai enrijecer os músculos dos braços e tórax. Enquanto inspira, deixe de lado toda a tensão. Repita 6 vezes. Concentre-se no sentimento nesta parte do seu corpo. Em seguida, mude a posição da mão: palma da mão direita agora enfrenta fora. Repita o exercício 6 vezes nessa posição. Depois, permaneça em silêncio por um tempo. Uma vez por dia é suficiente.

Este mudra estimula a atividade do coração, fortalece os músculos do coração, abre os brônquios, e libera qualquer tipo de tensão nesta área. Ele abre o quarto chakra e nos dá coragem, confiança e abertura aos outros seres humanos.

Enquanto pratica, vc pode visualizar a cor vermelha, um mosaico, uma mandala, em vários tons de vermelho. Concentre todos os seus sentidos sobre ela por um tempo.

O Ganesha Mudra ativa o elemento fogo, que reage positivamente com a cor vermelha. Visualizar ou olhar para a cor vermelha potencializa os efeitos positivos deste mudra. Aproveite a prática saudável para liberar as tensões. Vermelho reforça,esquenta e amplia o seu coração, dando coragem de ser aberto e confiante…

Fontes: http://theemerald.wordpress.com/2009/04/24/ganesha-mudra/

http://www.crystallotus.com/Mudras/1mudra.htm

http://zenaffect.com/mudras_yoga_in_your_hands

e quero que você venha comigo

destroy

Pra ser feliz de verdade
É preciso encarar
A realidade.

.
Millôr Fernandes
=====

Quando você não consegue fazer nada do que escreve no blog, nem um simples gesto com a mão, nem uma simples visualização, nem tomar um floralzinho sequer que ajuda a emagrecer, nadica de nada.

Quando seu maior visitante é o robô do google;

Quando o post mais comentado do seu blog não foi você que escreveu;

Quando você tem um blog de emagrecimento e só engorda e engorda e cada dia tá mais gorda, ultrapassando tudo que jamais pensou na vida, nem nos mais tenebrosos pesadelos.

E hora de reconhecer que passou da hora de enfiar a viola no saco né?

Beijos.

mais kubera mudra

Mais sobre o  Kubera Mudra, pq eu estou fascinada por este mudra.

E pesquisando descobri também q o texto aí do post abaixo foi basicamente todo tirado do livro Mudras, Yoga in your Hands, que eu achei muito interessante, de Gertrud Hirschi.

A autora diz que a afirmação para acompanhar este mantra é:

“Eu dou o meu melhor e deixo que o resto me seja dado.”*

Este mudra suele ser el primero que se aprende, y de hecho, pocas personas saben que realmente es un mudra muy poderoso. Se ha hecho especialmente famoso porque a mucha gente se lo han enseñado para encontrar aparcamiento, pero tiene muchas más propiedades.
Su fuerza se deriva de la conexión de la energía de los tres primeros dedos y se ve potencializado cuando se hace con las dos manos.

Propiedades

Este mudra es algo mágico pues realmente no tiene una propiedad concreta más la de concentrar toda la energía del cuerpo, la mente y el espíritu en algún deseo concreto, sea del tipo que sea, ayudando a conseguirlo.

Ejecución

Puedes realizarlo en una mano o en las dos, teniendo más potencia si lo realizas en ambas. No requiere de una posición corporal concreta de manera que puedes realizarlo tanto tumbado, sentado, o como quieras.

Para formar el mudra sólo tienes que juntar las yemas de los dedos gordo, índice y medio; y doblar hacia el centro de la palma de la mano los dedos anular y meñique.

Te recomendamos que acompañes este mudra con alguna visualización sobre lo que deseas o alguna afirmación e incluso con algún decreto.

=====

* Aqui tem a página do livro que fala sobre esse mudra específico. Em inglês.

I’ve finally decided my future lies

Beyond the yellow brick road…

Elton John e  Bernie Taupin

=====

Já acordei comendo muito doce. O doce que a Penha, minha empregada, fez. Leite condensado, chocolate e morango. Meditei de manhã, fazendo a série de 3 mudras. Brahma mudra, Kubera mudra e Surya mudra.

Tomei floral, mas decido só tomar a caralluma amanhã, porque hoje já comi doce,  seria desperdício.

E vim escrever só pra não passar batido. Nem falo mais do meu peso, nem quero mais me envergonhar, me estressar, só posso dizer isso.

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Eu entrei numa livraria essa semana e folheando um livro de um indiano que foi meu professor nos velhos tempos de Unipaz, eu  encontrei mais um muda que ajuda a emagrecer, o Kubera mudra. Ele indica 3 mudras para emagrecer, o brahma mudra, o kubera mudra e o surya mudra, que é o específico para emagrecer. Segue um resuminho do que é o kubera mudra. Achei interessantíssimo.

Kubera Mudra

Dedicado ao deus da riqueza, Kubera.

Coloque a ponta do polegar, o dedo indicador e o dedo médio juntos. Dobre os outros dois dedos no meio da sua
mão. Faça isso com cada mão. O Kubera Mudra pode ser usado para uma grande variedade de preocupações. Não importa quanto tempo ele é praticado, importa a intensidade com que é feito.

Muitas pessoas já sabem como a “A Técnica dos Três Dedos”, ajuda quando estão procurando algo específico, uma vaga no estacionamento, a roupa certa, o livro certo, a informação necessária, etc. Outros utilizam-na quando querem reforçar seus planos para o futuro. Ela sempre envolve metas que as pessoas querem alcançar, ou desejos que gostariam de ver realizados. Com os três dedos fechados, força adicional é dada ao assunto e/ou pensamento. É óbvio que alguma coisa acontece quando os dedos de Marte, Júpiter, Saturno unem forças. Praticar este mudra para uso específico na vida cotidiana é bastante divertido. Ele também oferece repouso interior, confiança e serenidade.

A prática é simples.

Em sua mente, formule seu desejo ou meta claramente em palavras. Pergunte ao seu coração se isso é bom para você e se enriquece o mundo ao seu redor. Agora, coloque os três dedos juntos, mentalize seu desejo de uma forma positiva, enquanto diz o desejo em voz alta três vezes. Pressione os dedos enquanto você faz isso. O Kubera Mudra abre, descongestiona e limpa.Visualize seu objetivo, seu futuro, ou o seu desejo especial, em todas as suas
cores. Ao mesmo tempo, desenvolva o sentimento como se já fosse realidade. O pensamento é poder criativo, e o mesmo se aplica aos nossos objetivos e  desejos. Mas é claro que devemos também fazer a nossa parte.

O Kubera Mudra é feito com o Kubera Gayatri Mantra, e é muito bom na realização dos desejos.  O Kubera Mudra é um kalpavriksha para todos os desejos legítimos.

A postura: Sente-se em padmasana, as mãos fechadas em Kubera Mudra e descansando nos joelhos. Feche seus olhos.

A meditação: Fale em voz alta e claramente o desejo que você tem. Se você tem um problema, diga em voz alta a solução do problema. Fale com firmeza. Então, visualize a realização de seu desejo o mais claramente que você conseguir. Recite o Kubera Gayathri Mantra* 108 vezes. O desejo será realizado dentro de uma semana a seis meses dependendo do desejo. Cuidado: Anote que este mudra cumpre somente os desejos legítimos e não qualquer desejo que nós tivermos. O desejo não deve causar o dano a nada nem a ninguém. Você deve falar em voz alta e bastante claramente a solução do seu problema.

O Kubera Gayatri mantra é: “Om Yaksha Rajaya Vidhmaya Alikadeesaya Deemahe Tanna Kubera Prechodayath”.  é um pouco diferente do Gayatri mantra que estamos mais familiarizados. E também ouvindo é diferente da versão escrita q se acha em pesquisa no google. No lugar de Alikadeesaya parece estar Veaishravanaya que é um pedaço de outro mantra de Kubera.. enfim..


Aqui tem esse mantra pra ouvir um pouco, não dá pra baixar, mas é legal para ouvir a pronuncia e recitar certinho.

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Falando em semana, ô semana boa, apesar de super dura no trabalho: Segunda programinha de namorados, com direito a comida japonesa de primeira. Terça feriado. Quarta fui ao cinema so-zi-nha o/assistir Comer, Rezar, Amar. Quinta almoço com as queridíssimas Dê, Isa Fê Nishi e Leticia. E sexta, para fechar com chave de ouro, cachaça e noitada com Srta. Rozz e Cynthia.

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Fontes:

http://www.indiadivine.org/audarya/shakti-sadhana/466111-kubera-lakshmi-sankshiptam-kubera-mudra.html

http://www.crystallotus.com/Mudras/18mudra.htm

Hoje já sei que sou tudo que preciso ser

oneday


Sê paciente; espera
que a palavra amadureça
e se desprenda como um fruto
ao passar o vento que a mereça.
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Eugénio de Andrade
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Mais um sábado (que passou) e eu sem assunto. O peso na mesma.

Quer dizer, sem assunto pra postar, porque eu tenho tido pensamentos em profusão também sobre engordar/emagrecer. Tenho lido muito sobre o assunto, tenho escutado muitos áudios de reprogramação mental. Porque além de eu acreditar muito no poder da mente, no poder e na efetividade da visualização, eu preciso convencer meu cerebrinho teimoso que é mais legal ser magro do que comer… Ele realmente não acha isso!  Eu preciso que ele saiba que eu não vou passar fome, que tem comida demais no mundo e coisa e tal. Daí resolvi ir fundo nisso. Porque, vou repetir: (exercicio de repetição pra mim mesma, falando em voz alta pra ver se eu acredito) o que mais me emagreceu nessa vida até hoje foi o Qi mental e o programa das cores dos VP. Então peguei o monte de cds que eu tinha, de livros sobre o assunto, além de 4 novos livros que pintaram na minha mão recentemente e resolvi ler.

Digo que desta vez não está só na promessa, eu tenho escutado uma meditação/visualização/exercício mental todos os dias. Até agora acho q o CD do método Gabriel é o mais efetivo. Infelizmente a editora que publicou o livro em português fez um trabalho porco e vagabundo e não disponibilizou o CD que só é encontrado em inglês e espanhol pela editora americana.

Atualmente o obstáculo tem sido falta de tempo. Estou trabalhando muito, esta semana estiveram os 3 rapazes da casa doentes, foi um sufoco. E marido e baby ainda estão. Além do que eu fiquei viajando muito a trabalho. Viajando por aqui perto, diga-se, quem dera fosse em lugar longe e interessante. Aí não está evoluindo com a rapidez que eu gostaria, mas não estou fazendo isso de muleta não. Achei que adiantou. Não tenho tomando a caralluma direito, mas observei uma diminuição grande da vontade de comer doce. E a compulsão também reduziu bem… Não coloco isso na conta da caralluma porque de vez em quando tenho essas fases, é cíclico demais, é preciso olhar mais de perto pra saber.

Aí. Tive que parar o post porque tivemos q ir pro pronto socorro com o baby. Então vou publicar assim mesmo, que se eu for ficar de firula não publico nunca mais.

Reeduque seu cérebro! Remodele seu corpo

 

Reeduque seu cérebro! Remodele seu corpo

Perda de peso é uma questão de entendermoReeduque01s como nosso cérebro funciona e o que nos faz sentir vontade de comer. Trata-se também de analisarmos como a indústria alimentícia trabalha para que consumamos mais e mais comida, indo além do que precisamos.

Por Georgia D. Andrianopoulos.

“Se você quer perder o excesso de peso para sempre e remodelar seu corpo, provavelmente é melhor esquecer tudo o que sabe sobre excesso de comida e ganho de peso”. A dica, acreditem, é certa, e pertence à Georgia D. Andrianopoulos, autora de Retrain Your Brain, Reshape Your Body(Reeduque seu Cérebro, Remodele seu Corpo).

Georgia D Andrianopoulos é Ph.D, além de ser uma psicóloga fisiológica com mais de 17 anos de experiência no campo da auto-regulação alimentar e perda de peso. É também diretora dos Centros de Treinamento de Boa Forma Cerebral em Chicago, nos Estados Unidos.

A autora conta: “Escrevi este livro para lhe fornecer um início de um novo caminho para seguir, longe do que percebo como abordagens ultrapassadas, irracionais, ineficientes, prejudiciais e até mesmo desumanas de gerenciamento de peso”.

Livro consta entre os lançamentos da DVS Editora na Bienal do Livro

Perda de peso é ainda uma questão de comer menos e exercitar-se mais, de consumir menos calorias e queimá-las de forma eficiente. “Você pode entrar numa dieta atrás da outra, talvez já o tenha feito, e são grandes as possibilidades de que você recuperará qualquer peso que perca.”

Qual é o motivo? A dieta ataca somente os sintomas do seu problema de peso, não a causa.

Para sair dessa, você terá que reeducar o seu cérebro. Preste atenção naquilo que te faz comer! Praticamente todo mundo come por motivos que não têm nada a ver com a fome!

Estar acima do peso é um sintoma de um cérebro preguiçoso ou de uma interrupção na capacidade de seu cérebro regular funções e sistemas essenciais, incluindo aquelas responsáveis pelo ato de comer e controle do peso.

Quando o cérebro está num estado de desregulação, ele se comporta de forma análoga àquela quando você está atrasado: começa a tentar compensar, roubando o tempo de alguém para poder atender o outro.

Se o seu cérebro não está fluindo bem ou está oscilando, seu desempenho também sofre. Assim, por exemplo, o cérebro pode perder a capacidade de reconhecer e manter um peso saudável . E aí você vai em frente e devora um pacote de batatas fritas em questão de minutos, enquanto o seu bom senso observa tudo isso horrorizado!…

Mas afinal, por que e como ocorre essa desregulação no seu cérebro?

Pode ser que o seu cérebro tenha sido programado para comer demais pelo estado nutricional de sua mãe, antes de você nascer!

No entanto, seus padrões alimentares ─ o quanto você come, os tipos de comida que você deseja ─ continuaram a ser construídos durante a sua infância e ao longo de sua vida.

Os alimentos que você come hoje, juntamente com suas experiências emocionais e bem-estar físico, determinam o que e quanto de comida você almejará amanhã!

A boa notícia é que o cérebro é um órgão brilhante que está sempre aprendendo e se reconectando. Então, o que você assimilou com anos de hábitos alimentares ruins ou inapropriados, pode ser desfeito reeducando-o em outra direção.

Um cérebro equilibrado faz com que você se sinta melhor, quando está comendo de forma saudável. Parece simples, e é! Porém, simples não quer dizer exatamente que é fácil.

Contra-ataque

 

Georgia D. Andrianopoulos, desenvolveu o programa de Treinamento de Desempenho Ótimo (TDO), que consta de um conjunto de exercícios para o cérebro que se concentre na perda de peso.

Os exercícios são projetados para impulsionar o desempenho global do cérebro, e têm como alvo áreas que são especialmente importantes para a regulação da alimentação e do peso.

Esse treinamento consta ocorre em três etapas:

1ª Etapa Descobrir

Nesse primeiro estágio é imprescindível identificar e analisar a própria oscilação pessoal e entender como ela afeta sua alimentação.

Existe um “cérebro alimentar”, ou seja, um conjunto de estruturas e processos, acionamentos e mecanismos do cérebro que regulam o nosso núcleo de alimentação: com que frequência buscamos comida.

O cérebro alimentar de uma pessoa normal com um peso médio é acionado cerca de três vezes ao dia. Mas, para muitas pessoas, ele é acionado por desequilíbrios, várias vezes ao dia (mais de três).

O resultado é que elas se encontram em modo de alimentação quase constantemente.

2ª Etapa Reestruturar

Aí, busca-se analisar de onde vem a oscilação, começando a olhar para a alimentação de uma forma totalmente nova.

Reestruturar permite que você veja as verdadeiras causas do seu excesso de comida, de modo a mudar seus esforços e encontrar soluções para o seu problema de ansiedade.

3ª Etapa Reeducar

Nesse estágio a pessoa precisa fazer a “malhação” para levar o seu cérebro ao desempenho ótimo, de forma que ele procure sempre o equilíbrio na vida saudável.

Reprogramar ajuda você a prever e prevenir as situações que fazem com que você coma demais, regulando e equilibrando seu cérebro, tornando-o mais poderoso e dinâmico, como pretendia a natureza.

Sobre a autora

Georgia D. Andrianopoulos, autora de Retrain Your Brain, Reshape Your Body (Reeduque seu Cérebro, Remodele seu Corpo), que será lançado em breve pela DVS Editora. Psicóloga fisiológica com vasta experiência em auto-regulação alimentar e perda de peso. Ela é autora de inúmeros artigos científicos na área o Centro de Treinamento em Saúde Cerebral em Chicago (EUA).

Fonte:

http://www.dvseditora.com.br/blog/index.php/2010/01/reeduque-seu-cerebro-remodele-seu-corpo/

Om Ganeshaya Namaha

Saudações do mais profundo do meu Ser ao Senhor dos inúmeros, aquele que remove todos os obstáculos da vida.

Om Gam Ganapataye Namaha*

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Mais um sábado, mais uma semana que passou voando. Para onde estão indo meus dias? Nossa, a rapidez com que esse ano está passando é de estarrecer. E eu não fiz praticamente nada! Quer dizer, eu fiz, mas sensação é de não ter feito tanto assim. Essa semana eu li esse livro. Muito interessante também, tem alguma coisa em comum com com o Método Gabriel. Eu tenho tentado fazer as visualizações, mas meus dias estão caóticos e não tenho conseguido a frequência necessária para ver resultados. Também estou finalmente saindo de um estado meio depressivo que eu estava há uns dois meses. Ainda tem vestígios, ainda tem resquícios, mas estou bem melhor. Estou fazendo uma espécie de terapia, e acho que estou no caminho certo.

Desculpas, desculpas, ainda vivo delas…

Tenho lido estes livros, e estou formando na minha cabeça o cenário para emagrecer de uma forma verdadeira, já que até agora nada funcionou para mim. Além disso estou tomando o floral pra compulsão e comprei essa semana a tal caralluma fimbriata para experimentar. Tudo isso pra conseguir de verdade fechar a boca.

Eu ainda quero falar desses livros, mas cadê tempo, cadê disposição? Preciso falar ao menos que uma coisa que eles tem em comum (e outros ainda que eu li) é a importancia da visualização, a importancia de imaginar-se com o corpo que quer ter. Até hoje, depois da dieta das cores do VP (que eu lamentei muito ter acabado) foi a única coisa que me fez perder mesmo peso. É isso que eu estou tentando retomar, é isso que eu preciso me dar a chance de fazer, pra ver se saio desta cilada de uma vez por todas.

Também estou com uma verdadeira coleção de arquivos de áudio para emagrecer, ainda não consegui seguir nenhum de verdade, estou escolhendo, estou mesmo montando um quebra cabeças pra ver se adapto as coisas ao meu estilo, porque até agora nada funcionou, mas como ser obeso é uma cilada, preciso encontrar algo que funcione. E enquanto isso vou atacando pelas beiradas mesmo. Agora preciso no mínimo tratar de não engordar mais, senão a coisa pode ficar realmente ruim para mim. Ainda vou falar também sobre os arquivos.

Post cem por cento inspirado no belo relato da moça perolada sobre o sucesso dela, que foi muito inspirador para mim. Vale a pena ler.  Eu até já estou recitando o mantra de Ganesha. O post de hoje é uma homenagem a ela, que a força dela precisa ser comemorada.

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Aqui tem um relato muito legal do uso do mantra: http://caminhodomeio.wordpress.com/2009/04/03/mantra-om-gam-ganapataye-namaha/#more-2381

Eu consigo que você emagreça

euconsigovcemagreca.jpgEu Consigo que Você Emagreça
McKenna, Paul
ISBN: 9789892306896
Número de Páginas: 112
Encadernação: CAPA MOLE
Data da primeira Edição: 2010

Quem é que não gostaria de comer tudo aquilo que lhe apetece e ainda assim perder peso? A verdade é que com o programa revolucionário de Paul McKenna isso é possível e nunca temos de nos preocupar com a balança. A regra de ouro número 1 de Paul McKenna é simples: se tem fome, coma. Porque no momento exacto em que contrariamos o impulso natural para comer, começamos a acumular gordura. Como o corpo não sabe quando será a próxima refeição, entra no “modo de sobrevivência” e automaticamente dá início ao armazenamento de reservas. É por isso que as dietas não funcionam. Daí que o primeiro passo do programa de Paul McKenna seja justamente acabar com as obsessões. Não podemos sentir fome, nunca. E, nesse sentido, temos de reprogramar a mente. E, sem dar por isso, começará a perder peso, vai recuperar o prazer de entrar num restaurante sem pensar em calorias – e aos poucos vai sentir-se novamente feliz com a sua imagem no espelho. «Perdi peso de forma permanente e restabeleci uma relação saudável com a comida. Sinceramente, não acredito em dietas. Mas acredito no método do Paul McKenna!» (Kirsty Young, apresentadora da BBC)

Eu perdi o dó da minha viola


ithinkVocê não pode rezar uma mentira

Mark Twain

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Fim de semana de orgia alimentar. Fim de semana não, semana inteira de orgia alimentar. Certamente passei dos cem. Mas não vou pesar hoje. Nem amanhã.

Talvez eu realmente deva encarar honestamente a realidade de que gosto MUITO mais de comer do que de ser magra. Mas não posso abrir da mão saúde. Nem da saúde mental. Cilada.

Eu estava me lembrando que antes de engravidar dessa segunda vez, eu tinha emagrecido um tantão, sem fazer nada radical. Ai fiquei tentando me puxar da memória e a única coisa diferente é que eu estava numa fase que estava com um prazer verdadeiro de me cuidar, de me arrumar, que estava vaidosa, de dentro pra fora.

Comecei uma espécie de terapia de novo. Aconteceram coisas que me magoaram muito, muito esses dias. Ainda bem que a gente sobrevive. Acho que a tempestade hormonal está passando. Também sei que preciso demais dormir e controlar o stress.

A despeito de tudo, me passa pela cabeça fazer novamente o programa de cores, antigo, do VP. E obviamente não tomei floral direito, não fiz o qi nem sequer uma vez, não fiz nada efetivamente para emagrecer.

Uma parte de mim não quer mesmo emagrecer. E ela tem vencido sistematicamente.

Eu dou atenção às pessoas erradas. Isso vai ficando cada vez mais claro pra mim.

Easy Weight


easyweightjpgEasy Weight

Assunto: Dietas E Nutrição
Idioma: Português
Ano: 2009
Tipo de capa: BROCHURA
Páginas: 184
Edição: 1
ISBN: 9788577880973
Subtítulo: Método de Perder Peso Através da Programação Neurolinguística, O
Editora: Matrix Editora
Escolhido como “livro do mês julho 2009” do Site de Neurolinguistica Golfinho
Repare: toda vez que você começa a prestar atenção na sua respiração, ela entra em descompasso. Da mesma forma, a unidade corpo e alma se perde quando a razão interfere na quantidade de alimento ingerido e desconsidera o plano inconsciente. Por isso, torna-se muito problemático quando pessoas que desejam emagrecer tentam, o tempo todo, conscientemente, reduzir a quantia de alimentos ingeridos, manter dieta e contar calorias.
Neste livro – best-seller na Alemanha – você vai ver que toda pessoa com excesso de peso deve ter como objetivo não apenas reduzir o seu peso corporal, mas mudar sua percepção interna de tal maneira que o novo peso seja mantido sem controles forçados e sem constante contagem de calorias – ou seja, controlado inconscientemente.
184 páginas
Fonte: http://www.golfinho.com.br/livros/liv348.asp

Precisa que haja vento sem parar


Quem virá ao meu encontro
na rua que cruza com a minha?

Ângulos do acaso, encruzilhadas do tempo, cotovelos do espaço, face a face com o inédito, sustos com o irreconhecível, encontros com o imprevisto:
esquinas do mundo.

A vida mora nas esquinas.

Guilherme de Almeida

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Um post por semana é dose. Queria postar mais, queria prestar mais atenção nisso,e no emgrecimento mas não tenho conseguido, o tempo anda curto como nunca na minha vida. Talvez seja um bebê em casa, talvez não, não sei exatamente. Estou dispersa e muito distraída, o tempo passa e eu percebo que não fiz nada  e que passo às vezes inutilmente.

Parei com as mentalizações e o resultado foi meio-amargo, + 600 gramas. Aqui em casa todos pegamos uma virose, estamos todos meio doentes.

Eu não estou conseguindo pensar coerentemente ultimamente. Minha cabeça parece um repositório de informações banais e sem sentido, minha cabeça está cansada.

Eu tinha voltado a tomar pílula, para tratar os ovários policisticos, mas pílula me faz mal demais da conta, eu fico péssima, eu não sou
eu mais. Eu fico agressiva, emburrada, triste demais, ai, um verdadeiro saco. Não andava bem, nem um pouco, mas estou melhorando, foi parar com a pílula e 3 dias depois já me sinto bem melhor. Minha pele sofre, eu só fico com a pele minimamente decente se tomar a pílula, mas os efeitos são muito ruins. E incrível, todo tipo de remédio me dá efeitos colaterias sérios, pesados. Talvez seja algo pra eu trabalhar em alguma terapia. Ou não, vai ver eu só tenho mesmo o organismo mais sensível mesmo e ponto final.

Preciso organizar minha semana, fazer o qi, o método gabriel, comer linhaça, ração humana, chá branco, chá de hibisco, chá verde, vermelho emarelo, farinha de maracujá, farinha de beringela e de feijão branco, tomar os florais, tomar pólen, pensar magro, relaxar, contar pontos, planejar cardápio, escrever na agenda magra, anotar o que comi, mastigar bem, fazer 6 refeições, meditar caminhar… Ufa!
Emagreci só de ler a lista rsrsrs

Nos dias de hoje é bom que se proteja

expensivephotog

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Vem, serenidade!
Vem cobrir a longa
fadiga dos homens,
este antigo desejo de nunca ser feliz
a não ser pela dupla humidade das bocas.
Vem, serenidade!
faz com que os beijos cheguem à altura dos ombros
e com que os ombros subam à altura dos lábios,
faz com que os lábios cheguem à altura dos beijos.

Raul de Carvalho

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Não tem jeito, a única coisa que funcionou pra mim até hoje foi o qi, foi programação mental. Saber o que fazer eu sei, quem não sabe? Quem não sabe o que comer, como comer? Eu sei, e há muito tempo. Mas não consigo fazer, ou não conseguia. Não consigo fazer o que preciso.

Por isso começo pelo qi e sempre emagreço, é matemático, eu fico impressionada. Mas entro em pânico quando emagreço e não mantenho a(s) atitude(s) que emagrece(m). Consegui manter na gravidez certamente porque estava em estado de graça, como sempre fico quando estou grávida.

Mas aí acabou-se a gravidez, voltei ao trabalho (meu fator estressante número 1) e não consegui mais nada. Stress engorda, já está mais do que provado, é a pior coisa para a gordura abdominal, a mais perigosa.

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um tudo tão magoado


fatA vida de amanhã está muito distante

Martial

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Não tem dado tempo pra fazer muita coisa nessa vida. Eu ando cansada. Mais que cansada, eu ando estressada, um stress crônico acumulado, fruto de muitos anos numa situação permanentemente estressante, meu trabalho. Mas isso é um dado da minha vida, um fato, não vai mudar agora, não vai mudar tão cedo.

Eu já tentei atacar este stress em varias frentes, mas até hoje, onze anos depois, não adiantou. Eu tenho me agarrado na esperança e expectativa da aposentadoria especial, que meu cargo tem direito, porquê, nossa, haja stress. Não foi à toa que comecei a engordar juntinho com esse trabalho. Mas sigamos.

Eu sabia que a balança tava meio doida, hoje acusou mais, mas não cem quilos. Aleluia. Eu de novo, preciso engrenar… Não tenho muito mais o que falar, só tô escrevendo pra não passar batido e …

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Post mal escrito em 08/09/10, não deu tempo de publicar.

Quando a festa acabar eu sei que você vai me procurar


naraMorro do que há no mundo:
do que vi, do que ouvi.
Morro do que vivi.
Morro comigo, apenas:
com lembranças amadas,
porém desesperadas.
Morro cheia de assombro
por não sentir em mim
nem princípio nem fim.
Morro: e a circunferência
fica, em redor, fechada.
Dentro sou tudo e nada.

 

Cecília Meireles

Estou lendo o método Gabriel, ouvindo o áudio (em espanhol) e fazendo o qi. Aparentemente eu emagreci um quilo e meio em dois dias. É claro que eu tendo a não acreditar nisso e a ver a balança como doida. E também podem ser alterações hormonais, de águas do corpo e tal.

Tenho tomado o ótimo floral pra compulsão também, tá ajudando. Tudo é bem vindo pra me ajudar a sair desse descontrole por doces, que é o que me engorda.

Mas mesmo assim eu agradeço. Na balança velha, minha amigona que eu tanto gostava marca 96, uma bela diferença pra os 100 quilos que me assombravam há pouco. A balança velha é mais generosa. Mas eu sempre acho que ela está errada. De todo modo acho que vou ficar pesando só com ela mesmo, ela é melhor até pra fotografar e acho que vai me dar mais ânimo. É tudo bobagem, mas vou ficar com ela mesmo.

O método Gabriel é igualzinho ao Qi mental, nossa, o principio é o mesmo, fiquei impressionada. Acho que eu preciso mesmo de visualizações, eu preciso primeiro convencer meu corpo de que ele precisa emagrecer, que é seguro emagrecer, que eu não vou correr perigo se eu emagrecer. Vou indo, venho aqui, vou anotando coisas, vou fazendo visualizações e vou emagrecendo. Espero agora engrenar (caras, eu devia ter vergonha de escrever isso mais uma vez, ô papo de bêbado) , meu problema sempre é esse, ultrapassar um certo ponto de empacamento que eu não sei direito ainda qual é, qual é o gatilho que dispara a parada.

O site q eu hospedei um dia o blog http://leveza.motime.com acabou e apagou o blog. Só se acha em cache no google ou no archive.org. Por isso vou passar os posts dele pra outro blog. É chato isso. Eu fico mexendo nos blogs velhos,
como se desse pra alterar o passado. Tô com essa mania. Mas preciso tratar de alterar o presente e o futuro. O que já foi não importa mais, não existe simplesmente.

P. S. Este post foi escrito dia 6, mas eu não tenho tido tempo seguido que dê pra escrever com calma e publicar de um jeito decente, o jeito foi publicar hoje mesmo. O de hoje, pode ser que saia só zeus sabe quando…

o método gabriel

metodogabrielTítulo: Método Gabriel, O

Autor: Jon Gabriel

ISBN: 9788539000487

Número de Páginas: 280

O Método Gabriel

Se você acha que disciplina, suor, culpa e sofrimento são ingredientes necessários e inevitáveis a qualquer tentativa de emagrecimento, precisa conhecer a incrível história de Jon Gabriel.

Depois de dez anos cortando gorduras, contando pontos, eliminando carboidratos ou seguindo a dieta da vez, Jon só conseguiu ficar cada vez mais gordo. Foram experiências traumáticas que o fizeram perceber que perder peso não precisava ser tão complicado assim.

Ele decidiu explorar as causas mentais e emocionais do excesso de peso e descobriu que o grande vilão era seu próprio corpo, que, por alguma razão, minava todos os seus esforços para emagrecer.

Jon resolveu abandonar o sofrimento e a privação – a base de quase todas as dietas tradicionais – e adotou um método baseado em conceitos positivos para reprogramar seu corpo, reforçando o forte desejo de ser magro e saudável. Quando o corpo de Jon se convenceu de que queria, de fato, ser magro, a perda de peso aconteceu automaticamente, sem grande esforço e numa velocidade surpreendente.

Se Jon conseguiu reprogramar seu corpo de 103 quilos para querer ser magro, você também será capaz de se transformar numa pessoa magra por natureza e eliminar para sempre a palavra “dieta” de seu vocabulário.

Leia o primeiro capítulo aqui: http://www.objetiva.com.br/arquivos/capas/812.pdf

vai valer a pena ter amanhecido

Vai valer a pena ter amanhecido

Screen shot 2011-05-24 at 12.02.59 AM

No coração, talvez, ou diga antes:
Uma ferida rasgada de navalha,
Por onde vai a vida, tão mal gasta.
Na total consciência nos retalha.
O desejar, o querer, o não bastar,
Enganada procura da razão
Que o acaso de sermos justifique,
Eis o que dói, talvez no coração.
José Saramago
Desde 2001 que eu tento emagrecer sem sucesso. Desde 2006 que eu tenho blog pra emagrecer sem um quilo de sucesso e muitos de fracasso. Por um motivo simples, eu não consigo fechar a boca. Ponto. Eu não faço o que tenho que fazer, eu como chocolate demais, doces demais. Eu não uso as inúmeras ferramentas que eu tenho que podem ajudar, aliviar, facilitar, enriquecer o caminho do emagrecimento. E estar gorda é uma enorme cilada, pq with our without you, I can’t live.
Não dá pra ser feliz sendo gorda. Não dá pra emagrecer. Eu sei que dizer não dá pra ser feliz sendo gorda é forte, mas obviamente, como esse aqui é o meu blog e não o Blog da Carmucilda da Silva, é pra mim que não dá. Eu não tenho mais cara de vir aqui, por isso esse post tá escondido, pq eu tenho muita vergonha de não conseguir, muita mesmo. Mas claro que obviamente eu não tô fazendo mesmo nada pra emagrecer efetivamente, eu não sigo um programa, eu não como frutas, eu não faço o qi eu não faço outras cem coisas que são boas pra ajudar, eu simpelsnemten não consigo seguir nada, eu me encho de tralhas.  Eu não me dou nem mesmo o direito de fazer e dizer, não funcionou, eu já desisto antes. O resultado são 15 quilos (cara, 15 quilos!!!!! Vergonha, vergonha vergonha…) a mais desde que eu comecei a escrever blog. Ao longo dos meus 10 anos de casada eu vi minha casa encher de tralhas, e vi meu corpo cada vez mais cheio de tralhas. E não sei como mudar isso. Não sei mesmo. Ou não tenho forças pra mudar, essa é a verdade.
Eu não desisto de dizer pra mim mesma que vou tentar. É uma cilada mesmo. E não desisto de dizer porque não posso, porque não tenho outra alternativa. Mas a vergonha e o desgosto comigo mesma só aumentam. Não sei mais o que fazer comigo. Ya no se que hacer conmigo.

Esse tb é um post q eu escrevi e não tive coragem de publicar.

Originalmente escrito em 12/07/2010

quero ver você crescer como cresce a esperança*

Esse post foi escrito no dia 25 de julho, mas eu tive vergonha de publicar. Publiquei em outro lugar, mas é bobagem isso. Aqui é o diário de peso, mesmo. Eis.
Esperança é um risco que devemos correr
George Bernanos

Como é que se começa um blog pra emagrecer? Esse já é o quinto que tenho. Quinto blog. Desde 2005 eu tenho blog pra emagrecer. E só engordei. De lá pra cá foram 15 quilos, Nunca vi na balança o número que vi hoje. Eu estou assustada e assustadora. Asustadoramente gorda. Desanimada, vencida pela compulsão e pelo sentimento de fracasso e de vergonha. Ai faço blog escondido pq não posso encarar o fracasso de novo. Preciso emagrecer 10 quilos antes de conseguir voltar ao meu blog antigo. Estou pesando cem quilos, redondos, ordinarios. Começo hoje, de novo, mais uma vez esse caminho.

Como se começa um blog de dieta? Preciso de um plano. Algumas coisas preciso fazer, além claro de comer menos calorias: Read more

Engordei ou minha roupa encolheu

TÍTULO: ENGORDEI OU MINHA ROUPA ENCOLHEU?:

UM PLANO SIMPLES PARA PERDER PESO E VIVER MELHOR
TÍTULO ORIGINAL: DOES THIS CLUTTER MAKE MY BUTT LOOK FAT?
ISBN: 9788561618513
IDIOMA: Português.
ENCADERNAÇÃO: Brochura | Formato: 14 x 21 | 246 págs.
ANO DA OBRA/COPYRIGHT: 2008
ANO EDIÇÃO: 2008

Autor Peter Walsh

Tradutor: Fal Azevedo

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A maioria das dietas não funciona. Por que não? Porque elas se concentram nos alimentos que deveríamos ou não comer, mas ignoram completamente todos os outros fatores que nos engordam. Você diz que quer perder peso, mas não consegue parar de ceder às tentações. Sabe que deveria se exercitar, mas acredita que não há tempo para isso, mesmo gastando horas preciosas todas as noites em frente à tevê, petiscando guloseimas sem valor nutritivo e matando a sede com bebidas açucaradas.

Esqueça aqueles inúteis planos para contar calorias e as pesagens semanais na balança. Peter Walsh, autor best-seller nos Estados Unidos, ensina a refletir sobre como, onde e por que você se alimenta. Não se trata apenas de limpar a bagunça (a “gordura”) de sua casa, mas de levar a vida que você sempre quis. O mesmo raciocínio vale para a perda de peso: não se tratam de quilos, mas de viver a vida que você merece com o corpo que almeja.

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Leia um capítulo do livro aqui.

Hay que empezar de cero, para tocar el cielo

Existem momentos na vida onde a questão de saber se se pode pensar diferentemente do que se pensa, e perceber diferentemente do que se vê, é indispensável para continuar a olhar ou a refletir.”
Michel Foucault

Eu queria que todos os dias fossem os primeiros dias do meu ciclo. Porque nesses dias desaparece (mas desaparece mesmo) a minha fome, minha compulsão, é como se meu cérebro liberasse seu próprio regulador de apetite, sua propria anfetamina, sem os efeitos ruins. Eu fico bem, sem nenhuma fome, sem nenhuma compulsão. Eu quase esqueço meso a comida. Eu queria tanto ser assim sempre, todo o ciclo…

Mas pode ter acontecido que o floral pra compulsão esteja fazendo efeito, não sei ao certo, esqueço demais de tomar. Sabotagem feia essa que faço comigo mesma, porque esqueço estrategicamente logo isso. tsc tsc tsc…

Sei que tem uns dias já que estou sem vontade de atacar quilos de chocolate, sem fome toda hora, é uma maravilha. Ah, como eu queria que isso durasse, se tivese como. Como a ciência não descobriu ainda que substancia reguladora da fome, da compulsão desenfreada é essa? Porque eu tenho certeza que não sou a única mulher que passa por isso.

Imagem daqui, licença creative commons: http://www.flickr.com/photos/h-k-d/2864168894/

quando entrar setembro

O instante só tem um lugar estreito entre a esperança e o desgosto, e esse é o lugar da vida.

Marcel Jouhandeau

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Cada livro que eu compro e não leio, me engorda.

Cada filme que eu alugo e não vejo, me engorda.

Cada promessa que eu faço e não posso cumprir me engorda.

Cada projeto adiado me engorda.

Cada projeto deixado pelo meio do caminho me engorda.

Cada assunto que eu me interesso, me debruço e devoro, depois largo ao léu, me engorda.

Cada procrastinação me engorda.

Toda essa informação inútil me engorda

Acumular e procrastinar são os meus maiores agentes engordantes

Agosto, seja bem vindo.

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Figura: makemestfu.tumblr.com

Emagreça Comendo

EMAGREÇA COMENDO – Ação sem Medicação
Dr. Lair Ribeiro

TÍTULO: EMAGREÇA COMENDO
ISBN: 8500999918
IDIOMA: Português.

“Força de vontade para emagrecer é como um balão que se enche até estourar.” “Com esforço não adianta” – mostra-nos este livro, pois “só há um meio eficaz de ser magro: de dentro para fora.”

Emagreça Comendo é uma nova abordagem dos regimes para emagrecer. É uma tecnologia revolucionária que não se choca com os outros regimes e não tem contra-indicação. Apresenta-nos uma visão pluralista dos regimes, mostrando a chave para que se consiga alcançar, sem esforço, o que todos esses regimes almejam: uma redução alimentar, consciente e definitiva.

Se isso era o aspecto mais difícil dos regimes de emagrecimento, agora a Programação Neurolingüística e outras técnicas apresentadas neste livro, de forma atraente e fascinante, tornam essa meta possível através da reprogramação cerebral.

Este é um livro que pode ser prescrito pelos médicos e pode ser usado por qualquer pessoa. O sucesso na aplicação desses conhecimentos depende essencialmente de cada um, mas todas as dicas estão aqui. É só seguir. “Gostar de si próprio é o primeiro passo para ter uma vida saudável” – diz o Dr. Lair Ribeiro, através dos seus personagens, gente como você. “Tornar a sua vida feliz, próspera e saudável, depende, antes de tudo, de você.”

Descubra como é simples comer, emagrecer e tirar alegria de cada momento vivido.

Fonte: http://www.golfinho.com.br/livros/liv046.asp

Abrir o peito à força

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Porque a angústia é uma herança.
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Cassiano Ricardo

Hoje eu fiz uma série de coisas que não quero voltar a fazer tão cedo. Repeti alguns comportamentos que não quero e não queria ter mais. E tive alguns comportamentos nocivos que não tinha há tempos. Mas parou, agora. Tem umas coisas que eu preciso cortar da minha vida. Se eu não sei dosar, preciso cortar mesmo. Mudar comportamentos hábitos antogos, todo mundo sabe, não é fácil, mas ficar sofrendo à prestação não é também. É hora de cortar as coisas e as gentes nocivas.

Nossa, mas tinha um tempão já que eu não precisava disso. Mas como vida é movimento, é isso aí, tudo muda, ou tudo gira e a gente se vê parado nos mesmos lugares de novo e de novo. Algumas coisas achei que tinha superado, mas não superei. Por um lado é bom isso, porque é só o que dobra minha arrogância natural, é quando falo, “ops, mas eu não sou essa coca-cola toda não, falta chão pra dedéu ainda pra ser pelo menos decente”… Se eu faço as coisas “bem” durante mais tempo, acabo “me achando” demais hohoho. Às vezes é preciso tomar consciência da propria pequenez pra ficar mais em paz de novo.

Então, só pra constar e ficar registrado. E depois eu não me fingir de tonta.

E agora José?

Não se preocupe com a perfeição. Você nunca a alcançará

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Salvador Dali

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E quando você olha pra si mesma e não gosta do que vê? E eu não estou falando do meu físico. Quando você se depara com seu próprio rancor, sua própria mesquinharia, sua inveja e sua crueldade? Porque infelizmente meu maior defeito NÃO é ser perfeccionista nem ansiosa. Perto dos meus defeitos verdadeiros isso é qualidade grande.

Meditar é preciso, viver será preciso?

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“Uma árvore em flor fica despida no outono. A beleza transforma-se em feiúra, a juventude em velhice e o erro em virtude. Nada fica sempre igual e nada existe realmente. Portanto, as aparências e o vazio existem simultaneamente.”

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Dalai Lama

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Eu não estava gostando muito de mim nos últimos tempo. Parecia que eu estava me deixando levar por uma parte de mim que eu não gosto, não curto e com a qual eu não me sinto bem. Senti isso por muitos meses. Eu pensava isso, sabia quela era o ponto, mas continuava agir assim, continuava a deixar essa parte aparecer.

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Há pouco tempo, por outros motivos, voltei a meditar mais continuamente. E posso constatar mais uma de mil coisas que são maravilhosas na meditação. A meditação me reconecta com a parte mim com a qual eu me sinto mais à vontade, a parte de mim que eu acho melhor. Eu tenho menos conflitos internos quando eu medito. Voltei a meditar e já estou bem mais leve.

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Eu sou fã incondicional da meditação, e quase sou mais conhecida por aí como alokadameditação. Eu fiz um curso há muitos anos de Meditação Transcendental, e é essa que eu faço mais amiúde. Mas às vezes faço outras também, principalmente quando as crianças estão dormindo por perto, porque a MT não se pode fazer nem perto de doentes nem perto de crianças… E a Oração Centrante, por exemplo é quase idêntica a MT, e pode ser aprendida de graça em muitos lugares. Essas duas meditações são meditações com mantra. Basta escolher (ou receber de um mestre) um mantra, sentar-se e repetir mentalmente o mantra, por 20 minutos, duas vezes ao dia…

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E acho que foi a meditação que me salvou dos remédios anti depressivos, porque eu tenho uma predisposição, inclusive genética pra depressão e há muito tempo não tomo nada pra isso. E posso dizer que fora um pequeno grande assunto aí, eu estou satisfeita com praticamente todo o resto da minha vida, não tenho depressão nenhuma mais. E a meditação me salva da insônia, não há remedio melhor. E sei disso, porque eu tenho uma insônia crônica, já tentei muita coisa, mesmo. Mas só a meditação me ajudou efetivamente, inclusive a suportar muito bem séries de dias sem dormir.

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E isso porque eu medito muito pouco, praticamente nada (com excessão dos periodos de gravidez, nas duas eu meditei bem mais). Essa irregularidade me privou de ter mais resultados, de melhorar outras coisas e de realmente acabar com outra sombra que me acompanha, a ansiedade. Agora acho que retomei a rotina da meditação e vou seguir fazendo mais regularmente mesmo. Ainda não consegui fazer duas vezes ao dia, (quem consegue parar duas vezes ao dia trabalhando, com um bebê e uma criança em casa?), mas chego lá. Agora não paro mais.

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Estou lendo um livro muito legal sobre meditação, bem básico, mas bem didático, resume tudo e tem informações ótimas. Tem muita informação mesmo. Uma pena que a tradução é horrorosa, horrorosa mesmo, parece que o cara jogou em algum programa de tradução automática e só arrumou um pouco, tem cada erro que dá até gastura de ler. Por isso nem vou indicar aqui.

Dos veces Argentina

Liniers

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Quino

a gente estancou de repente

“Mas nem sempre é necessário tornar-se forte.

Temos que respirar nossas fraquezas.”(Clarice Lispector )

Emagrecer tem sido uma saga. E me dei conta que tem quase uma década que eu estou engordando sem parar. Com muito pouco sucesso em emagrecer. O engrodar, o começo coincidiu com o retorno de saturno, coincidiu com mestrado, meu casamento, coincidiu com minha posse nesse cargo que ocupo. Mas agora nada disso importa mais, já foi.

Emagrecer tem sido, uma saga, uma novela, uma viagem, um longo caminho, um aprendizado longo e de pouco proveito pra mim. É verdade. 10 anos e continuo me alimentando mal. Claro que já melhorou muito, muito, eu faço refeições bastante decentes atualmente, mas ainda falta muito. Ainda não tive a força necessária pra encarar de vez. Emagrecer é uma jornada, minha Pequena Jornada.

Eu vivo caindo da carroça, cara, eu não sei como ainda insisto em vir aqui. Acho que praticamente não ter quem me leia que me faz ter coragem de ser tão loser assim nesse particular.

Não consegui ainda. Mas nossa, agora eu to de saco cheio, bem cheio, sabe? Saco cheio de ficar lutando com isso. Por isso eu não vou largar esse osso até que meus ossos dêem o ar dagraça. Eu já tive tanta força pra tanta coisa tão dificil quanto… Parar de fumar por exemplo, exigiu muita força. Mas acho que emagrecer é bem mais dificil do que parar de fumar. Porquê o cigarro, chega uma hora que a gente tira ele do horizonte, a comida não.

Então, estou (de novo) bem no comecinho da minha Pequena Jornada. Eu sei dos erros, sei o que me falta e preciso engatrilhar (achei ótimo esse erro aí, enga-trilhar. ) a partida disso logo, que empaque chato..

Bom, dito isso, mãos à obra. Porque essa semana vai ser caprichada.

Eu vou fazer de novo o qi mental porque foi com ele que eu mais emagreci. E obviamente vou continuar nos vigilantes do peso.

Falando de lado e olhando pro chão

Não é fácil para a língua encardida de esperança,

sair no sol pra lamber o sal da perseverança.

Thiago de Mello*

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Não tenho ido muito bem. Meus dias tem se constituido de exceções, e isso não é bom. Foi aniversário do marido na quinta, foi meu aniversário na sexta, npo sábado vieram amigos queridos e ficaram o dia todo.

Mas nem passa pela minha cabeça desistir, passa pela minha cabeça caprichar mais. Uma amiga vai fazer 40 anos em agosto e vai fazer uma festa legal. Ligou ontem pra convidar. Normalmente eu não ligo pra isso, mas achei que poderia ser uma boa razão pra me motivar, me sentir melhor no aniversário dela.

Estou pecando ainda em vários itens:

  • Não anoto
  • Não estou comendo frutas nem alimentos zero ponto
  • Não estou tomando muita água
  • Estou sendo muito indulgente comigo mesma.

Assim não dá, mas amanhã vou caprichar um pouco mais.

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Eu descobri no twitter esse tumblr, http://gostosa.tumblr.com/ achei lindo, tem mulheres de verdade e lindas. O nome é bem sugestivo “fuck yeah gostosa que se acha gorda”. Só abra se estiver em ambiente controlado, tem nudez.

Eu nem ia escrever post, estava sem vontade e morta de cansaço, mas preciso disto, isto é pra não perder o foco.

*Ganhei esse livro hoje. E enquanto escrevia este post abri o livro e o primeiro verso que li foi esse. Thiago de Mello. Poesia Comprometida com a Minha e a Tua Vida, Civilização Brasileira, Rio de Janeiro, 1975. 6a edição, 1989.

*Me deu vontade de fazer uma bolsa com esse verso.

29/05/2010

29/05/2010

Originally uploaded by nalua

39 anos e essas delícias…

Um dia pra aplacar minha agonia

“Mesmo estando no caminho certo, se você ficar sentado será atropelado”.

Will Rogers

Passou a primeira semana. Entre tropeços e desandos eu emagreci. Mas agora na segunda semana está mais dificil. Tenho 5 dias pra conseguir pelo menos 500 grs. A minha maior dificuldade é à noite. À noite eu consigo me controlar bem menos. Aliás, pra ser honesta minhas duas últimas noites foram de um descontrole sem fim, certamente eu engordei e bem por causa delas. Não sei se bate o cansaço, não sei se o metabolismo muda um pouco e aí meu parco controle não é tão suficiente, não sei, sei que fica uma droga. Sei que identifiquei esse detalhe e preciso reverter isso. Tenho algumas idéias, que funcionaram outrora, talvez funcionem agora.

O fato é que esse primeiros dias de volta ao trabalho não foram legais, obviamente, e eu estou cansada. E cansada eu sou uma desgraça, funciono muito mal cansada. Mas isso tb é uma questão de ajuste. Vou ajustar, mas olhem bem, escute, dessa vez eu não vou desisitir, por mais que eu tenho tropeçado essas dus ultimas noites, meu ânimo não esmoreceu, eu não tenho a intenção de parar, minha vontade tá em alta.

Então continuemos. Tem um monte de ajustes que eu preciso fazer ainda na alimentação, um monte mesmo. Frutas é o maior deles, eu preciso comer frutas, esse é um hábio que eu preciso mesmo adquirir. Vamos ver como vai ficar hoje.

Figura do post secret.

Na Cova da Iria

“Para saber quem somos, basta que se observe o que fazemos da nossa vida. Os fatos revelam tudo, as atitudes confirmam. O que você diz, com todo respeito, é apenas o que você diz.”

Martha Medeiros

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Essa semana significou pra mim o fim de uma era. Dia 13, mais especificamente. Dia 13 de maio.

13 de maio é o 133º dia do ano no calendário gregoriano (134º em anos bissextos). Faltam 232 para acabar o ano.

O 13 de maio, por tratar-se do 133º dia do ano é considerado pelas ordens secretas, esotéricas, filosóficas e místicas como sendo uma proporção áurea do ano.

Da Wikipedia

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Acabou-se o pós parto. A amamentação chega nos finalmentes, bebezuco já come outros sabores. Foi a última semana de licença maternidade.

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Dia da lei áurea, da aparição de Fátima que muitas vezes é associada à Oxum, de quem (acho que) sou filha. Dia da lunação de touro, que ajuda na colheita.
Nesse dia Baby pesou 8 quilos e mediu 69 cm… hohohohoho o/

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A felicidade é porque tive muito, muito muito problema na amamentação, mais do que seria esperado, e mesmo assim cheguei até os seis meses amamentando, com uma super batalha. E felicidade porque ele demorou muito, muito a ganhar peso, chegou a perder peso e toda vez que voltávamos só ao leite materno ele emagrecia, e muito. Custou a entrar na curva, mas agora entrou e tá só subindo. Tá otimo, um lindo, um fofo hohoho.

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É o fim de um ciclo pra mim… fim de jornada mesmo. Da gravidez que foi uma loucura. Do parto, outra loucura maravilhosa. Fim de 11 meses de licença, onze meses em casa, descansando a cabeça de um trabalho que pode ser tão cruel. Onze meses me dedicando à maternidade e à parte mulher mãe, desenvolvendo a parte mulher-Deméter.

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Fim porque eu não vou mais ter filhos, não vou mais engravidar, não vou mais amamentar. Pelo menos não planejo mais isso. Até tenho sim o desejo, mas a vida pratica não comporta mais uma gravidez.

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E também é uma época em que nunca pesei tanto. Nunca fui tão gorda. E nunca me desagradou tanto ser assim. Nunca achei trão fortemente que isso não combina mais comigo, com o que eu estou vivendo. Por isso também voltei ao Vigilantes do peso, espero emagrecer bem desta vez. Espero chegar num patamar saudável e que eu possa sustentar. Por isso não coloquei meta de voltar a ser peso normal, manquim 40.. eu acho que sempre vou ser mais cheia, pq gosto de comer, e pra comer mais, eu não posso ser magrinha. Mas poss ter um peso em melhor, posso baixar uns belos numeros aí o manequim.

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Por isso estou de volta ao maravilhoso mundo das dietas, por isso escrevo outra vez, porque vou encarar mais uma vez esse desafio, já é hora. Não combino mais com isso, essa etapa ficou pra trás. Espero traduzir no corpo, o que na cabeça já está resolvido. E resolver na cabeça a parte de não maltratar o corpo.

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Desejem-me sorte.

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Esse post é do Leveza do Ser

sempre precisei de um pouco de atenção

wakep

É quando um espelho, no quarto, se enfastia;
Quando a noite se destaca da cortina;
Quando a carne tem o travo da saliva,
e a saliva sabe a carne dissolvida;
Quando a força de vontade ressuscita;
Quando o pé sobre o sapato se equilibra…
E quando às sete da tarde morre o dia
– que dentro de nossas almas se ilumina,
com luz lívida, a palavra despedida.

David Mourão-Ferreira

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Vontade de novo de ter um blog secreto. Muitas coisas indizíveis.

Algo acordou aqui que estava dormindo há muito, muito, muito tempo. E eu ainda não faço a menor idéia se é bom.

Saudade de algo que é batido e eu não sei o que é.

É a primeira vez na minha vida inteira que o frio me incomoda. Mas não me incomoda sentir frio, a sensação de estar com frio, me começa a incomodar a estação que traz o frio, nem sei explicar.

Não, eu não estou triste.

Um pouco nostálgica, pode ser.

Talvez sejam os 39 se aproximando.

Talvez seja a conclusão de um ciclo.

Talvez seja Plutão estacionado na minha Casa XI, logo a casa dos amigos tsc tsc…

Talvez, sei lá.

Mas se eu não sei, quem sabe?

Talvez o desafio de muitas escolhas.

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Choque de realidade serve para nada. Acho que fui a última a saber que não adianta, seu latim.

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Olá, eu tenho quase 39 anos e meu nome é CASSANDRA.

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Figura daqui

joseph again

dragonescherp

“Nem sequer teremos de correr os riscos da aventura sozinhos”, pois os heróis de todos os tempos nos precederam; o labirinto é totalmente conhecido. Temos apenas de seguir o fio da trilha do herói. E ali onde pensávamos encontrar uma abominação, encontraremos uma divindade; onde pensávamos matar alguém, mataremos a nós mesmos; onde pensávamos viajar para o exterior, atingiremos o centro da nossa própria existência; e onde pensávamos estar sozinhos, estaremos com o mundo inteiro.”

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Joseph Campbell, O herói de mil faces.

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Mais uma vez, Joseph Campbell, obrigada por ter existido. É um conforto nas minhas horas.

Estoy, Buenos Aires, anclao en Paris.

parisonhop

“Paris é o mundo, o resto do planeta Terra é apenas seu subúrbio.”

Marivaux

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Terminei de ler Comer, Rezar, Amar. Gostei, a leitura me prendeu bem. E com um bebê pequeno, sem dormir, tinha que ser uma leitura que prendesse mesmo, e assim, levinha, descompromissada. E só isso que eu quero atualmente, descompromissos, porque vida de mãe já é sinônimo de compromisso, vida de trabaiadôra também, então, me poupem e livrem de compromissos. E eu que não vou solicitar mais nenhum né? Por isso uma salva de palmas para as leituras fáceis, delicinhas, que tornam minha vida mais divertida. Aliás, tudo que torna minha vida mais divertida eu ando buscando. Agora que saí do doutorado é que não quero ler nada por compromisso, mesmo. Mas esse não é o único livro que estava lendo, também leio agora O Herói Interior e Paris, Uma Biografia.

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Por isso vou começar a ler talvez O Corcunda de Notre-Dame. E depois uma série de livros sobre Paris, porque um dia nessa vida quero conhecer essa cidade… (Acho que depois que ganhei aos seis anos A Iha Perdida e um abajour pra não acordar minha irma quando eu lia eu nunca mais fiquei um dia sequer nessa vida sem estar lendo algum livro.)

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Engraçado é que eu sempre achei Paris clichê, nunca antes tinha me atraído. Queria tanto ter ido a Cuba antes, nunca imaginei que eu um dia quereria conhecer Paris antes de conhecer Cuba. Mas acabou acontecendo, eu não quero mais ir em Cuba, não agora, e talvez não vá. Porque viagem internacional eu sei que só poderei fazer, se puder, algumas poucas nesta vida e há que se priorizar, e agora Cuba saiu de cena… e não pergunte, porque eu não sei exatamente porquê.

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Continuo achando, na verdade, que Paris é o maior clichê, mas clichês deste tamanho há que se conhecer. E na verdade eu não tenho mesmo nada contra os pobres clichês não… Sei lá, o que me deu. E nem é plano pra agora, é para um dia, quem sabe… E na por isso estou querendo ler sobre a cidade, ver filmes e quem sabe até arriscar aprender algum francês, depois que eu resolver minha eterna briga com o inglês… Enfim, sei lá, depois de não querer compromissos, talvez a moda seja inventar o que fazer. E eu estou procurando algo pra planejar, pra encher meus dias de novo. Sou movida a projetos, descobri isso… (Alguém não é?)

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Quem quiser fazer a gentileza de sugerir, livros, filmes e músicas que envolvam Paris, por favor deixe a sugestão nos comentários.

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O título do post é de um tango de Carlos Gardel, Anclao en Paris. Na verdade, eu não consegui saber ao certo se é anclao ou anclado. O certo talvez seja anclado, ancorado, mas surge muito anclao também. E talvez fosse, ou seja ainda, uma forma das ruas de dizer anclado, não sei…

Só uma palavra me devora

Não se preocupe em entender. Viver ultrapassa todo entendimento.

Clarice Lispector

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Eu estou lendo, a passo de tartaruga, esse livro. (Nunca li tão devagar na minha vida, depois dos 12 anos, eu acho. Mas com a rotina de falta de dormir não tenho conseguido. Ler com um bebê novinho era mais fácil com Tatá, talvez pq não tivesse a internet, pelo menos não dessa maneira de hoje, talvez pq eu fosse mais nova, porque era um filho só, enfim, podeser muita coisa, mas o fato continua eu não tenho dado conta daquilo que é um dops meus maiores prazeres.)

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Esse livro não é um livro que por enquanto está me chamando atenção especialmente não, mas é um boa leitura de ônibus. Ainda estou começando a segunda parte, posso gostar muito ainda, veremos.

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Mas outro dia me deparei com essa parte aí embaixo onde a autora fala mais ou menos que toda pessoa, e toda cidade têm uma palavra que a definem. O trecho é legal, podem ler aí embaixo.Então eu fiquei pensando qual seria a palavra que me definiria.

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Bem, definir eu acho muito forte, mas sem conseguir fazer nada de mais relevante nessa vida, pensei numa palavra que fala muito a respeito de mim. Eu já tinha certeza que minha palavra seria um verbo.

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Assim que li esse trecho, pensei em “conhecer”. Mas não, não é conhecer, se fosse eu seria mais viajante. Eu seria mais experimentadora, eu viveria mais de acordo com os sentidos, mas eu sou um pouco mais mental. Eu não tenho essa sede de conhecer mais, acho que já tive mais.

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Então descobri, minha palavra é ENTENDER.

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E a sua palavra?

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– Talvez você e Roma só tenham palavras diferentes.
– Como assim?
Ele disse:
– Você não sabe que o segredo para entender uma cidade e seus habitantes é aprender qual a palavra da rua?
Ele prosseguiu explicando, em uma mistura de inglês, italiano e gestos, que toda cidade tem uma única palavra que a define, que identifica a maioria das pessoas que mora ali. Se você pudesse ler o pensamento das pessoas que passam por você nas ruas de qualquer cidade, descobriria que a maioria delas está tendo o mesmo pensamento. Qualquer que seja esse pensamento da maioria – essa é a palavra da cidade. E, se a sua palavra pessoal não combinar com a palavra da cidade, então ali não é realmente o seu lugar.
– Qual é a palavra de Roma? – perguntei.
– SEXO – anunciou ele.
– Mas isso não é um estereótipo a respeito de Roma?
– Não.
– Mas com certeza existem algumas pessoas em Roma que pensam emoutra coisa que não sexo?
Giulio insistiu:
– Não. Todas elas, o dia inteiro, só pensam

lá no Vaticano?
– Aí é outra coisa. O Vaticano não faz parte de Roma- Eles lá têm um mundo diferente. A palavra deles é PODER.
– Eu chutaria FÉ.
– É PODER – repetiu ele- – Acredite
a palavra de Roma… é SEXO.

Se formos acreditar em Giulio, essa palavrinha – SEXO – calça as ruas que você pisa em Roma, jorra dos chafarizes daqui, enche o ar como o barulho do tráfego. Pensar nisso, vestir-se para isso, aceitar isso, recusar isso, fazer disso um esporte e um jogo – é só o que todo mundo está fazendo. O que faria um pouco de sentido para explicar por que, por mais linda que seja a cidade, eu não sinto que Roma seja exatamente o meu lar. Não neste momento da minha vida. Porque SEXO não é a minha palavra agora. Já foi, em outros momentos da minha vida, mas agora não é. Assim, a palavra de Roma, rodopiando pelas ruas, só faz esbarrar em mim e seguir seu caminho, sem causar nenhum impacto. Não participo da palavra, portanto não estou morando aqui por completo. É uma teoria maluca, impossível de se provar, mas eu até que gosto dela.
– Qual a palavra de Nova York? – perguntou Giulio. Pensei no assunto por um instante e me decidi.
– E um verbo, é claro. Eu acho que é CONQUISTAR.
(O que é sutil mas significativamente diferente da palavra de Los Angeles, acho eu, que também é um verbo: CONSEGUIR. Mais tarde, compartilharei essa teoria toda com minha amiga sueca Sofie, e ela emitirá a opinião de que a palavra das ruas de Estocolmo é CONFORMAR, o que deixa nós duas deprimidas.)
– Qual a palavra de Nápoles? – perguntei a Giulio. Ele conhece bem o sul da Itália.
– BRIGAR – decide ele. – Qual era a palavra da sua família quando você era pequena?
Essa era difícil. Eu estava tentando pensar em uma só palavra que, de alguma forma, conjugasse FRUGAL e IRREVERENTE. Mas Giulio já havia passado à pergunta seguinte e mais óbvia:
– Qual é a sua palavra?
Eu definitivamente não soube responder isso.
No entanto, depois de algumas semanas pensando no assunto, ainda não consigo responder. Conheço algumas palavras que com certeza não são. A minha palavra não é CASAMENTO, isso é óbvio. Não é FAMÍLIA (embora essa seja a palavra da cidade na qual vivi durante alguns anos com meu marido e, como não me encaixei nela, esse foi um dos grandes motivos para o meu sofrimento). A minha palavra não é mais DEPRESSÃO, graças a Deus. Não tenho medo de compartilhar a palavra de Estocolmo, CONFORMAR. Mas tampouco sinto que a palavra de Nova York, CONQUISTAR, seja mais tão condizente comigo, embora esse de fato tenha sido meu mundo dos 20 aos 30 anos. Minha palavra pode ser BUSCAR. (Mas, vamos ser honestos: poderia com a mesma facilidade ser ESCONDER-SE.) Durante os últimos meses na Itália, a minha palavrafoi basicamente PRAZER, mas essa palavra não combina com todas as parte de mim, ou então eu não estaria tão ansiosa para chegar à Índia. A minha palavra pode ser DEVOÇÃO, embora isso me faça soar mais boazinha do que sou e não leve em conta a quantidade de vinho que tenho bebido.
Não sei a resposta, e imagino que seja essa a finalidade deste ano de viagem. Encontrar a minha palavra. Mas uma coisa eu posso dizer com segurança – ela não é SEXO.

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Título: Comer, Rezar, Amar
Subtítulo: A Busca de Uma Mulher Por Todas as Coisas da Vida na Itália, na Índia e na Indonésia
Autor: Elizabeth Gilbert
Editora: Objetiva
Edição: 1a. edição, 2008
Idioma: Português
Número de páginas: 344 páginas

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Imagem daqui

2010

Estou solto no mundo largo.
Lúcido cavalo
com substância de anjo
circula através de mim.
Sou varado pela noite, atravesso os lagos frios,
absorvo epopéia e carne,
bebo tudo,
desfaço tudo,
torno a criar, a esquecer-me:
durmo agora, recomeço ontem.
.
.
Carlos Drummond de Andrade
.
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Começa hoje o ano novo né? E começa bem, espero. Pena fazer tanto tanto calor hoje.

.

2010, ano do Tigre. 2010, ano de Vênus, 2010, ano da Imperatriz.

.

Eu estou com um novo projeto, para o ano que vem, provavelmente. E preciso estar bem para este projeto, preciso estar bem fisicamente. É um projeto grande, que me reacendeu assim que pensei nele. Não posso abrir aqui, mas estou me deliciando com ele, desde já. Espero que dê certo e que eu esteja mais saudável quando ele acontecer.

.

Pra isso preciso controlar novamente a compulsão que me ronda, preciso focar nisso, pra acabar com ela de uma vez.

.

Vejamos como fica, vejamos, Dona Nalu, vejamos.

2010

Estou solto no mundo largo.
Lúcido cavalo
com substância de anjo
circula através de mim.
Sou varado pela noite, atravesso os lagos frios,
absorvo epopéia e carne,
bebo tudo,
desfaço tudo,
torno a criar, a esquecer-me:
durmo agora, recomeço ontem.
.
Carlos Drummond de Andrade

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Começa hoje o ano novo né? E começa bem, espero. Pena fazer tanto tanto calor hoje.

2010, ano do Tigre. 2010, ano de Vênus, 2010, ano da Imperatriz.

Eu estou com um novo projeto, para o ano que vem, provavelmente. E preciso estar bem para este projeto, preciso estar
bem fisicamente. É um projeto grande, que me reacendeu assim que pensei nele. Não posso abrir aqui, mas estou me
deliciando com ele, desde já. Espero que dê certo e que eu esteja mais saudável quando ele acontecer.

Pra isso preciso controlar novamente a compulsão que me ronda, preciso focar nisso, pra acabar com ela de uma vez.

Vejamos como fica, vejamos, Dona Nalu, vejamos.

perguntas respondidas I

A única pergunta tola é a que você não faz

Provérbio

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Vou comçar a responder as perguntas das 50 perguntas. Hoje respondo as primeiras 3.Essas perguntas são muito boas para reflexão, se bem pensadas dão uma volta na cabeça mesmo.

1. Qual seria a sua idade se você não soubesse quantos anos tem?

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quando eu li essa pergunta pela primeira vez, logo me veio à cabeça 28 anos. 28 anos, primeiro retorno de Saturno. Eu me sinto com 28 anos ainda, e não tem uma explicação racional pra eu me sentir assim. Pensei que talvez fossem as circunstâncias da minha via vida que me fizeram pensar nessa idade. Mas com 28 anos eu estava bem mal, o sentimento era de frcasso. Mas acho qeu o fundoescolhi esse númeoro porque com 28 anos as posibilidades que se abrema nossa frente são muito grandes, acho que é isso. Com 28 anos parece que tudo era possível, agora muita coisa já não é mais.

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2. O que é pior, fracassar ou nunca tentar?

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A longo prazo e de efeito mais duradouro é não tentar. Mas fracassar também é bem ruim, na hora o gosto é bem amargo. Mas vamos combinar que há fracassos e fracassos… Alguns fracassos devem ser piores do que ficar sem tentar. Sei lá, isso é muito relativo. Acho que não tem resposta pronta. Alguns fracassos devem realmente ser muito grandes pra serem tolerados.

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3. Se a vida é tão curta, por que a gente faz tanta coisa que não gosta e gosta de tantas coisas que não fazemos?

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Então. Se eu tivesse essa resposta, acho que estaria agora em algum parque em alguma cidade distante daqui, estaria por aí… Não moraria em Belo Horizonte, que apesar de ter o melho clima, não é uma cidade muito legal. Belo Horizonte é uma cidade hostil. Mas isso é outro assunto.

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Acho que vou colocar essas perguntas no formspring.

Figura daqui

pergunte-me como

Formspring, onde você pode me perguntar o que quiser, inclusive anonimamnete. Pode perguntar.

http://www.formspring.me/widget/view/nalua?&size=medium&bgcolor=%23fff&fgcolor=%23333

Doce ou atroz

“É incômodo ser dois: eu para mim e eu para os outros”

Clarice Lispector

=====

Eu queria ser daquelas pessoas que:

usam muitos anéis

escrevem diários

gostam de e fazem listas

registram os momentos importantes da vida em palavras

usam esmalte e batom todo dia

não falam mal de ninguém

esperam o melhor de todo mundo

saem a passear ao ar livre todos os dias

gostam de calor

comem para viver

organizam viagens com antecedência

gostam de política

gostam de esportes

viajam muito

já leram os clássicos

têm gestos delicados

foram morar em outro país

fazem comida gostosa para os seus

=====

E a lista continua qualquer dia.

E você, queria ser com. Ou o quê? Ou quando?

Quando o sol bater na janela

Só há um ponto fixo: A nossa própria insuficiência. E daí é que precisamos partir

.

Franz Kafka

.

=====

Então que hoje eu arrumei (quase) tudo pra começar. E acordei cedão, (não por vontade minha, mas do baby) e fiz um café da manhã de acordo com os pontos e achei que ia ser feliz. Porque ontem eu senti minhas forças renovadas, eu quero acabar de vez com essa disritmia. Disritmia entre cabeça e corpo, entre desejo e ação. Ou será vontade? Eu desejo o que quero? De onde vim?

.

Eu não caibo mais nesse corpo e nem essas atitudes cabem mais em mim. eu vi um outro lado, provei e gostei. Muito, agora quero trazer isso pro emagrecimento. Como sabemos nós e a torcida da seleção, não é fácil.

.

Bom, o fato é que, aí minha mãe fez almoço (todo sábado minha mãe faz questão que almocemos com ela, o que nem sempre é legal) e fez pirão e fez frango. E eu não sei os pontos de pirão, nem os pontos de pele de frango que é a única parte do frango que eu realmente gosto. Ai desandou um pouco. Não no sentido de comer demais, que eu realmente não comi, mas no sentido de ficar perdida. Agora não vou começar a anotar hoje por causa desse detalhe. Deveria? Talvez, não sei…

.

O que sei é que queria começar outro blog. Ou zerar esse, não sei. Queria dar refresh, começar tudo de novo, zerar. Ano passado e ano retrasado foram anos tão decisivos pra mim, e eu ainda estou sob o efeito de tudo que aconteceu. Mas adoro o nome desse blog. Apesar dele estar em vigor desde 2006 e não ter se concretizado seu objetivo ainda.

.

Figura creative commons daqui

Este post é do Leveza do Ser

Quando o sol bater na janela

Só há um ponto fixo: A nossa própria insuficiência. E daí é que precisamos partir

Franz Kafka

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Então que hoje eu arrumei (quase) tudo pra começar. E acordei cedão, (não por vontade minha, mas do baby) e fiz um café da manhã de acordo com os pontos e achei que ia ser feliz. Porque ontem eu senti minhas forças renovadas, eu quero acabar de vez com essa disritmia. Disritmia entre cabeça e corpo, entre desejo e ação. Ou será vontade? Eu desejo o que quero? De onde vim?

Eu não caibo mais nesse corpo e nem essas atitudes cabem mais em mim. eu vi um outro lado, provei e gostei. Muito, agora quero trazer isso pro emagrecimento. Como sabemos nós e a torcida da seleção, não é fácil.

Bom, o fato é que, aí minha mãe fez almoço (todo sábado minha mãe faz questão que almocemos com ela, o que nem sempre é legal) e fez pirão e fez frango. E eu não sei os pontos de pirão, nem os pontos de pele de frango que é a única parte do frango que eu realmente gosto. Ai desandou um pouco. Não no sentido de comer demais, que eu realmente não comi, mas no sentido de ficar perdida. Agora não vou começar a anotar hoje por causa desse detalhe. Deveria? Talvez, não sei…

O que sei é que queria começar outro blog. Ou zerar esse, não sei. Queria dar refresh, começar tudo de novo, zerar. Ano passado e ano retrasado foram anos tão decisivos pra mim, e eu ainda estou sob o efeito de tudo que aconteceu. Mas adoro o nome desse blog. Apesar dele estar em vigor desde 2006 e não ter se concretizado seu objetivo ainda.

Figura creative commons daqui

Todo dia ela faz tudo sempre igual

«A mais curta resposta é fazer»

George Herbert

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Hoje é segunda feira, primeiro dia do mês e ainda por cima Lua está em Virgem. Dia perfeito pra se começar uma dieta. Não tem dia melhor, dia primeiro, segunda feira do primeiro mês útil do ano!!! Redondinho. Afinadinho, melhor dizendo, combina mais.

E eu se, às 17:21 ainda não comecei, estou organizando as coisas pra começar. Ou seja, dentro de mim já começou. (mas pensando bem dentro de mim já começou há tempos…)

Dieta nº 325689654333245 aqui vou eu!!!

50 perguntas que libertam a mente

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“Algún día en cualquier parte, en cualquier lugar indefectiblemente te encontrarás a ti mismo, y ésa, sólo ésa, puede ser la más feliz o la más amarga de tus horas.”

Pablo Neruda

.

Eu vi no blog da Ana Paula, o Colorida Vida, um post falando sobre estas perguntas. Eu li e fiquei encantada com elas, estou meditando mesmo sobre cada uma, acho que realmente podem abrir a cabeça. Por isso vou deixar essas perguntas aqui, primeiro porque acho que tem tudo a ver com o lance de emagrecer. Emagrecer nunca é só emagrecer mesmo.

.

E depois enquanto eu reformulo tudo que preciso reformular pra entrar nessa de cabeça de novo. No post , a Ana Paula fala que viu originalmente aqui.

.

Eu acho que vou responder uma pergunta por dia, por pos, ou por dia, mas no dia quando tiver tempo. Porque a verdade verdadeira é que um bebê de dois meses consome todo meu tempo. Quase todo, incrível.

.

Foto sob licença creative commons, daqui.

=====

 

Essas perguntas não têm resposta certa ou errada. Porque às vezes fazer a pergunta certa é a resposta.

.

 

1. Qual seria a sua idade se você não soubesse quantos anos tem?

2. O que é pior, fracassar ou nunca tentar?

3. Se a vida é tão curta, por que a gente faz tanta coisa que não gosta e gosta de tantas coisas que não fazemos?

4. Depois que tudo for dito e feito, você terá dito mais ou feito mais?

5. Cite uma única coisa que você gostaria de mudar no mundo.

6. Se a felicidade fosse a moeda do país, que tipo de trabalho te faria rico?

7. Você está fazendo aquilo em que acredita ou se acomodou com o que faz?

8. Se a expectativa de vida fosse de 40 anos, em que isso mudaria sua vida?

9. Até que ponto você controlou o caminho que sua vida tomou até aqui?

10. Você se preocupa em fazer certo as coisas ou fazer as coisas certas?

11. Você está almoçando com três pessoas que respeita e admira. Todas elas começam a criticar um amigo íntimo seu, não sabendo que é seu amigo. A crítica é injusta e de mau gosto. O que você faz?

12. Se você pudesse dar um único conselho a um recém-nascido, qual seria?

13. Você passaria por cima de uma lei para salvar uma pessoa amada?

14. Você já viu loucura onde depois viu criatividade?

15. Há algo que você sabe que faz diferente das outras pessoas? O que é?

16. Por que o que te faz feliz não faz todos felizes necessariamente?

17. Cite uma coisa que você ainda não fez mas que quer MUITO fazer. O que te impede?

18. Você está se prendendo a algo que não deveria?

19. Se você tivesse que mudar de estado ou país, para onde iria e por quê?

20. Você aperta o botão do elevador mais de uma vez? Tem certeza de que isso acelera o elevador?

21. Você preferiria ser um gênio preocupado ou um Zé-ninguém feliz?

22. Por que você é quem você é?

23. Você tem sido o tipo de amigo que gosta de ter como amigo?

24. O que é pior, quando um bom amigo vai pra longe ou perder o contato com um amigo que mora bem próximo de você?

25. Cite algo pelo qual você é mais grato.

26. Você preferiria perder suas velhas recordações ou nunca poder construir memórias novas?

27. É possível saber a verdade sem antes questioná-la?

28. O seu maior medo já se concretizou?

29. Você se lembra algo que te deixou extremamente aborrecido há 5 anos? Hoje, aquele episódio importa?

30. Qual é sua memória da infância mais querida? O que a faz tão especial?

31. Quando no seu passado recente você se sentiu mais vivo e intenso?

32. Se não agora, quando?

33. Se você ainda não alcançou o que quer, o que tem a perder?

34. Você já esteve com alguém, não disse nada, e saiu com a sensação de que teve a melhor conversa da sua vida?

35. Por que religiões que pregam o amor causam tantas guerras?

36. É possível saber, sem sombra de dúvida, o que é bom e o que é mau?

37. Se você ganhasse 1 milhão de dólares, largaria o seu emprego?

38. Você preferiria ter menos trabalho ou mais trabalho em algo que realmente goste?

39. Você sente que viveu este mesmo dia 100 vezes?

40. Quando foi a última vez que você entrou na escuridão com apenas uma vaga luz de idéia de algo em que você acreditava?

41. Se todos seus conhecidos morressem amanhã, quem você visitaria hoje?

42. Você concordaria reduzir sua vida em 10 anos para ser super atraente ou famoso?

43. Qual é a diferença em estar vivo e viver plenamente?

44. Quando vai ser o tempo de parar de calcular os riscos e apenas seguir adiante e fazer o que é certo?

45. Se aprendemos com nossos erros, por que temos tanto medo de errar?

46. O que você faria diferente se soubesse que ninguém te julgaria?

47. Quando foi a última vez que você reparou no som da sua respiração?

48. O que você ama? Suas ações recentes refletem este amor?

49. Daqui a 5 anos, você vai lembrar do que fez ontem? E ante-ontem? E o dia anterior?

50. As decisões são feitas agora. A pergunta é: você está decidindo por si só ou deixando que outros decidam por você?

=====

Este post é do Leveza do Ser

Coisas pelas quais vale a pena ficar vivo

2015-01-04 11-21-25 ScreenshotEste post inaugura a seção “listas” (adoro listas, já tive um blog chamado listas), e é inspirado no programa Saia Justa (que na verdade nem gosto, mas ontem tava zapeando e aí…) de ontem, no tema da Mônica Waldvogel. No tema ela evoca a passagem do filme do Woody Allen, Manhattan, na parte em que ele elenca as coisas que fazem valer à pena ficar vivo.

Daí resolvi fazer uma listinha para me recordar. Não está em ordem de importância (e não tem pessoas nela, pq é claro que são as pessoas que me fazem continuar viva), só fui colocando o que me veio primeiro. Vai continuar crescendo, espero e vou colocando esse post de vez em qdo, ou talvez coloque na lateral aí, não sei.

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Coisas pelas quais vale a pena ficar vivo:

As obras de Joseph Campbell

Alguns filmes de Almodovar

A obra (a pintura e mais ainda a persona) de Frida Kahlo

Buenos Aires

A Internet

Poder dançar

As esculturas da Camille Claudel

Os livros do Cortázar

Do amor e Outros demônios e Cem anos de Solidão

Feijoada

Bacalhoada da mãe

Os maravilhosos baralhos de tarô por aí…

São Paulo

Chocolate

Antes do Amanhecer e Antes do Pôr-do-sol

Nós que aqui estamos por vos esperamos

O Rio de Janeiro

50 perguntas que libertam a mente

“Algún día en cualquier parte, en cualquier lugar indefectiblemente te encontrarás a ti mismo, y ésa, sólo ésa, puede ser la más feliz o la más amarga de tus horas.”

Pablo Neruda

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Eu vi no blog da Ana Paula, o Colorida Vida, um post falando sobre estas perguntas. Eu li e fiquei encantada com elas, estou meditando mesmo sobre cada uma, acho que realmente podem abrir a cabeça. Por isso vou deixar essas perguntas aqui, primeiro porque acho que tem tudo a ver com o lance de emagrecer. Emagrecer nunca é só emagrecer mesmo.

E depois enquanto eu reformulo tudo que preciso reformular pra entrar nessa de cabeça de novo. No post , a Ana Paula fala que viu originalmente aqui.

Eu acho que vou responder uma pergunta por dia, por pos, ou por dia, mas no dia quando tiver tempo. Porque a verdade verdadeira é que um bebê de dois meses consome todo meu tempo. Quase todo, incrível.

Foto sob licença creative commons, daqui.

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Essas perguntas não têm resposta certa ou errada.

Porque às vezes fazer a pergunta certa é a resposta.

1. Qual seria a sua idade se você não soubesse quantos anos tem?

2. O que é pior, fracassar ou nunca tentar?

3. Se a vida é tão curta, por que a gente faz tanta coisa que não gosta e gosta de tantas coisas que não fazemos?

4. Depois que tudo for dito e feito, você terá dito mais ou feito mais?

5. Cite uma única coisa que você gostaria de mudar no mundo.

6. Se a felicidade fosse a moeda do país, que tipo de trabalho te faria rico?

7. Você está fazendo aquilo em que acredita ou se acomodou com o que faz?

8. Se a expectativa de vida fosse de 40 anos, em que isso mudaria sua vida?

9. Até que ponto você controlou o caminho que sua vida tomou até aqui?

10. Você se preocupa em fazer certo as coisas ou fazer as coisas certas?

11. Você está almoçando com três pessoas que respeita e admira. Todas elas começam a criticar um amigo íntimo seu, não sabendo que é seu amigo. A crítica é injusta e de mau gosto. O que você faz?

12. Se você pudesse dar um único conselho a um recém-nascido, qual seria?

13. Você passaria por cima de uma lei para salvar uma pessoa amada?

14. Você já viu loucura onde depois viu criatividade?

15. Há algo que você sabe que faz diferente das outras pessoas? O que é?

16. Por que o que te faz feliz não faz todos felizes necessariamente?

17. Cite uma coisa que você ainda não fez mas que quer MUITO fazer. O que te impede?

18. Você está se prendendo a algo que não deveria?

19. Se você tivesse que mudar de estado ou país, para onde iria e por quê?

20. Você aperta o botão do elevador mais de uma vez? Tem certeza de que isso acelera o elevador?

21. Você preferiria ser um gênio preocupado ou um Zé-ninguém feliz?

22. Por que você é quem você é?

23. Você tem sido o tipo de amigo que gosta de ter como amigo?

24. O que é pior, quando um bom amigo vai pra longe ou perder o contato com um amigo que mora bem próximo de você?

25. Cite algo pelo qual você é mais grato.

26. Você preferiria perder suas velhas recordações ou nunca poder construir memórias novas?

27. É possível saber a verdade sem antes questioná-la?

28. O seu maior medo já se concretizou?

29. Você se lembra algo que te deixou extremamente aborrecido há 5 anos? Hoje, aquele episódio importa?

30. Qual é sua memória da infância mais querida? O que a faz tão especial?

31. Quando no seu passado recente você se sentiu mais vivo e intenso?

32. Se não agora, quando?

33. Se você ainda não alcançou o que quer, o que tem a perder?

34. Você já esteve com alguém, não disse nada, e saiu com a sensação de que teve a melhor conversa da sua vida?

35. Por que religiões que pregam o amor causam tantas guerras?

36. É possível saber, sem sombra de dúvida, o que é bom e o que é mau?

37. Se você ganhasse 1 milhão de dólares, largaria o seu emprego?

38. Você preferiria ter menos trabalho ou mais trabalho em algo que realmente goste?

39. Você sente que viveu este mesmo dia 100 vezes?

40. Quando foi a última vez que você entrou na escuridão com apenas uma vaga luz de idéia de algo em que você acreditava?

41. Se todos seus conhecidos morressem amanhã, quem você visitaria hoje?

42. Você concordaria reduzir sua vida em 10 anos para ser super atraente ou famoso?

43. Qual é a diferença em estar vivo e viver plenamente?

44. Quando vai ser o tempo de parar de calcular os riscos e apenas seguir adiante e fazer o que é certo?

45. Se aprendemos com nossos erros, por que temos tanto medo de errar?

46. O que você faria diferente se soubesse que ninguém te julgaria?

47. Quando foi a última vez que você reparou no som da sua respiração?

48. O que você ama? Suas ações recentes refletem este amor?

49. Daqui a 5 anos, você vai lembrar do que fez ontem? E ante-ontem? E o dia anterior?

50. As decisões são feitas agora. A pergunta é: você está decidindo por si só ou deixando que outros decidam por você?

O Herói Interior

Heroi Interior, O
Seis Arquetipos Que Orientam A Nossa Vida
Autor: PEARSON, CAROL S.
Editora: CULTRIX
Assunto: PSICOLOGIA – PSICOLOGIA ANALÍTICA

Ficha Técnica

ISBN: 8531601886
ISBN-13: 9788531601880
Livro em português
Brochura
1ª Edição – 1994

Este livro trata das histórias que nos ajudam a encontrar o sentido de nossas vidas. Nossa experiência é definida literalmente pelas concepções que temos da vida. Criamos histórias sobre o mundo e, de um ponto de vista mais amplo, vivemos segundo as suas tramas. Nossa vida depende, em grande medida, do script que adotamos, conscientemente ou, o que é mais provável, inconscientemente.
Todos os mitos do herói, culturais ou individuais, indicam-nos os atributos que são considerados definidores do bem, do belo e da verdade, e assim nos ensinam aspirações valorizadas culturalmente. Muitas dessas histórias são arquetípicas. Os arquétipos, como postulava Carl Jung, são padrões permanentes c profundos da psique humana que se mantêm poderosos c atuantes ao longo do tempo.
O Herói Interior combina literatura, antropologia e psicologia para definir com clareza e compreensão profunda os seis arquétipos que existem dentro de nós (o Inocente, o Órfão, o Mártir, o Nômade, o Guerreiro c o Mago). Este livro contém também exercícios destinados a despertar e iluminar esses arquétipos dc modo a nos tornarmos mais íntegros e conscientes da nossa jornada interior.

el tiempo viejo que lloro

Si arrastré por este mundo
la vergüenza de haber sido
y el dolor de ya no ser,
bajo el ala del sombrero
cuántas veces embozada
una lagrima asomada
yo no pude contener.

Alfredo Le Pera

=====

http://www.divshare.com/flash/playlist?myId=10277252-4dc

O lance de ter ficado um tempo sem compulsão é que agora eu sei que é possível. E isso pode ser perigoso. É como saber que eu posso parar de fumar. Da primeira vez que eu parei foi uma surpresa pra mim ter conseguido, porque eu realmente achava que não ia conseguir. E eu consegui (alias, pensando agora é uma constante em mim achar que não vou conseguir algumas coisas e a mesmo assim conseguir). E isso me fez pensar antes de voltar: Ah, mas se eu parei uma vez eu paro de novo…

e com a compulsão acontece algo assim: A sensação de ficar livre dela era tão boa, mas tão boa, eu crescia aos meus próprios olhos, sabem? eu crescia, eu gostava de mim, eu me sentia muito bem comigo mesma, num orgulho até meio bobo e infantil.

E voltar a ter compulsão é tão humilhante, é tão patético, de uma certa maneira.

Só que eu tb não vou ficar cultivando ódio de mim mesma, foi isso que me fez chegar nesse patamar de gordura. Esse ódio já se foi há muito tempo, não vou ressuscitar ele agora. Eu só preciso de olhar pra dentro e descobrir onde eu tirei a força de não me render à compulsão.

el tiempo viejo que lloro


enforcado1

Si arrastré por este mundo
la vergüenza de haber sido
y el dolor de ya no ser,
bajo el ala del sombrero
cuántas veces embozada
una lagrima asomada
yo no pude contener.

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Alfredo Le Pera

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O lance de ter ficado um tempo sem compulsão é que agora eu sei que é possível. E isso pode ser perigoso. É como saber que eu posso parar de fumar. Da primeira vez que eu parei foi uma surpresa pra mim ter conseguido, porque eu realmente achava que não ia conseguir. E eu consegui (alias, pensando agora é uma constante em mim achar que não vou conseguir algumas coisas e a mesmo assim conseguir). E isso me fez pensar antes de voltar: Ah, mas se eu parei uma vez eu paro de novo…

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E com a compulsão acontece algo assim: A sensação de ficar livre dela era tão boa, mas tão boa, eu crescia aos meus próprios olhos, sabem? eu crescia, eu gostava de mim, eu me sentia muito bem comigo mesma, num orgulho até meio bobo e infantil.

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E voltar a ter compulsão é tão humilhante, é tão patético, de uma certa maneira.

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Só que eu tb não vou ficar cultivando ódio de mim mesma, foi isso que me fez chegar nesse patamar de gordura. Esse ódio já se foi há muito tempo, não vou ressuscitar ele agora. Eu só preciso de olhar pra dentro e descobrir onde eu tirei a força de não me render à compulsão.

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Esse post é do Leveza do Ser

870

Saber como se faz uma coisa é fácil; fazê-la é que é difícil

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Terêncio

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(Tô nessa vibe)

A única coisa que eu realmente quero neste momento é voltar a Buenos Aires. E quero um pouco também emagrecer. (O que eu mais queria ultimamente, que era amamentar exclusivamente o filhote pelo menos até os 6 meses pelo jeito não vai rolar. Amamentar sim, exclusivamente, não, ao que tudo indica.)

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Eu preciso de foco demais da conta. Meu pensamento voltou a ser uma manda de gnus descoordenados. A diferença agora é que não me angustia, só me cansa.

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Eu sei que ter um bebê em casa deixa a vida em suspenso, eu sabia disso, não reclamo. Mas eu tô um pouco cansada. Cansada como quem correu e venceu uma maratona. Ou cansada na verdade, como quem está correndo a maratona, Um cansaço endorfinado, ou ainda ocitocinado.

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De novo voltou o interesse no tarô, na jornada do Herói, em Campbell. Só falta cérebro em ordem pra ler sobre. O bom é que dá pra juntar os dois assuntos num só. Com esse livro, por exemplo.

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Eu ganhei do marido o Tarô Dourado de Boticelli e estou amando. Normalmente não curto muito esses tarôs muito inventados não, mas este é lindo! (pode-se ver as cartas todas aqui).

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Não bastasse a preocupação com meu próprio peso, agora a preocupação maior aqui em casa, aquela que nos tira o sono é com o peso do bichinho, meu pequeno Leprechaun…

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Cansaço me dá vontade de fumar, muita vontade. E de comer. Como não posso fumar, eu como. Doces. Cigarro descansa demais, é incrível. Meu corpo todinho dói fibro e artrite voltaram com tudo. Mas é comum nesse período pós parto. E passa, também…

O Tarô e a Viagem do Herói

Título: Livro – Taro E A Viagem Do Heroi, O
Título Original:
Subtítulo: A CHAVE MITOLOGICA PARA OS ARCANOS MAIORES
Autor: Hajo Banzhaf
Tradução:
Editora: Pensamento
Assunto: Esoterismo-Taro
ISBN: 8531513073
Idioma: Português
Tipo de Capa: BROCHURA
Edição: 1
Número de Páginas: 200

A história de alguém que se põe a caminho para realizar a grande obra é uma parábola, uma narração alegórica que retrata o modo de vida de cada pessoa. Essa “viagem do herói” já foi contada inúmeras vezes, mas plasticamente ela só pode ser vista como um todo nas 22 cartas dos Arcanos Maiores do Tarô.

Hajo Banzhaf foi o primeiro a desvendar o mistério desse simbolismo no Tarô. Como marcos sempre presentes no caminho de iniciação do ser humano, as cartas são balizas arquetípicas que assinalam o caminho de busca pela nossa missão, pelo sentido e objetivo da nossa vida. Com uma clareza fascinante, elas mostram o caminho da conscientização pessoal – ou da individuação – descrito por C.G. Jung, num entrelaçamento que liga entre si todas as cartas dos Arcanos Maiores.

Esse acesso mitológico ao significado dos Arcanos Maiores ajuda -nos a visualizar muitas das nossas imagens interiores, oferecendo-nos um vislumbre excitante, de longo alcance e longa duração, da sabedoria contida nas cartas do Tarô.

Sobre o autor:
Hajo Banzhaf é astrólogo e o especialista em Tarô mais conhecido da Alemanha. Nasceu em 15 de maio de 1949 em Gürterloh. Depois de estudar psicologia e de trabalhar durante doze anos num banco, desde 1983 ele é escritor, organizador de seminários, astrólogo e, desde 1992 também é editor da série Kailash da Editora Hugendubel, em Munique. Hajo Banzhaf é autor e co-autor de vários livros de Astrologia e Tarô, entre os quais: As Chaves do Tarô, Guia Completo do Tarô, Manual do Tarô, Palavras Chaves da Astrologia e Segredos do Amor e do Companheirismo, publicados pela Editora Pensamento.

Já conheço os passos

“Saber como se faz uma coisa é fácil; fazê-la é que é difícil .”

Terêncio

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Não faz mais sentido ter essa compulsão, sério mesmo, não faz! Não combina mais com meu momento, é muito infantil. (Essa expressão meu momento é ridicula, mas é isso mesmo.)

É muito pequeno não conseguir controlar a boca dessa maneira. Não tô dizendo que não faz mais sentido ser gorda. Não é isso, eu sou gorda sim e vou continuar sendo por hora. Ou pra sempre. Não é isso.

O que não faz sentido é uma pizza inteira. 10 barras de sensação. 3 latas de leite condensado. Para quê isso, pra quê??? Meu descanso é comer muito açúcar. E quanto mais eu como… todo mundo sabe. Já tá me cansando ser assim. Eu tinha parado co isso, fiquei muito tempo sem isso!

Falta foco. Mas amamentar de 2 em 2 horas e não dormir não me deixa neurônios pra ter foco em coisa nenhuma, eu estou cansada e vou continuar assim algum tempo. E também não se trata de fazer dieta, de querer emagrecer. Agora não é hora. Claro que eu continuo querendo e muito emagrecer, mas a finalidade agora não é esta. (Atenção para quantos agora e ora eu uso aqui. Falta só mesmo ir embora)

Sinto que retrocedi muito, que voltei à uma atitude imatura que está me desgostando. E cansada eu como. Como e lamento e como. Credoooo, sai dessa!

Preciso começar de algum lugar, preciso pelo menos contar pontos. Nesse esquema tem espaço para o açúcar que eu tantro necessito pra levar a vida na boa. Mas. Preciso pra ontem largar essa complusão besta. Moderação deverá ser a senha. O monstro ronda outra vez.

Será que eu dou conta? Tantos anos sem sucesso não são um alento dos melhores… Mas sigamos, porque afinal não há mesmo outra escolha, eu é que não vou me render, não posso fazer isso.

Meus neurônios andam tão saturados que eu comprei o livro da Meta Real num sebo on line. Claro que não veio o tal disco alimentar né? E estive em SP e não me lemrei de ir numa reunião ou sede do Meta Real, aff.

A figura é do Post Secret

A jura secreta que não fiz

Chega sempre a hora em que não basta apenas protestar: após a filosofia, a ação é indispensável

Victor Hugo

=====

Ontem eu comi uma pizza inteira. Daquelas da Sadia. Inteira. E uns 387 chocolates Prestígio. E mais uns 2 sonhos de valsa. Além de dois pães no café da manhã, e ainda o almoço. E isso porque eu digo que quero emagrecer, imagina se não quisesse? É dificil querer o que se deseja? Ou é o contrário?

Tudo bem que amamentar dá uma fome do cão, mas eu bem podia comer melhor né? A compulsão anda rondando aqui novamente, haja saco. Preciso da minha bruxa urgente, mas como fazer amamentando de 2 em 2 horas, quase? Aliás é isso que tem me deixado assim, sem norte, a amamentação, que não entrou no eixo ainda, o filhote que ainda não acertou o peso. Ou seja, sempre alimentação.

Tô realmente a fim de voltar.

Fui pra SP, uma viagem bem ruim não fosse a presença de amigas queridas, e ai não pensei em dieta. Voltei, to querendo entrar pro eixo, falta impulso, pq quando não se dorme… Blábláblá né, pq falta mesmo é atitude, né possíverrrr que eu voltei a ser frouxa!

Então mantenho essa chaminha aqui tremulando pra ver se faço um fogo fátuo dela. Ou um fogo de santelmo, conhecem? Ou quem sabe pego algumas neuras que me engordam e cozinho nele? Melhor ainda, vou cozinhar a preguiça. Cozinhar, não, vou queimar mesmo e fazer com que ela vire cinza. e as neuras que eu conseguir também

Putz, tudo remete à cozinha mesmo.

Até daqui a pouco.

a felicidade é como a gota

Mas tenho medo do que é novo e tenho medo de viver o que não entendo – quero sempre ter a garantia de pelo menos estar pensando que entendo, não sei me entregar à desorientação.

Clarice Lispector

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Que tipo de pessoa procura “oração pra destruir alguém”? E acaba caindo aqui no meu blog…

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Amanhã começo dietinha. hahahahahah. Mas começo mesmo, pra valer. Aproveitar que amamentando a gente pode comer mais…

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Eu não sei o que anda me interessando. Sei até, mas não é interessante. Não é blogável.

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Escrevo só pra manter.

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Não tenho tempo mais pra nada, nadica de nada. Nem cabeça. Mas passa. E muito rápido, infelizmente.

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Preciso atualizar a lista das 101 coisas. Preciso encarar essa lista. Preciso arrumara bagunça.

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Mas enquanto a amamaentação do Gael não engrenar, não penso em mais nada, não faço mais nada.

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Larguei o doutorado. Aff.

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Saudades IMENSAS de Buenos Aires

ainda é cedo amor

É já tarde começar a viver hoje: o sábio começou ontem

Marcial

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Pois eu já estou juntando os pedacinhos pra começar na segunda feira. É um clássico (falido)isso, eu sei, é um velho clichê mas é o que pretendo fazer, mesmo assim. Afinal de ilusão também se vive né? *

Vou aproveitar. Talvez a semana que vem mesmo vou viajar para minha querida São Paulo, mas nem por isso vou adiar o Aprendizado. Eu queria ser livre, verdadeiramente livre pra poder encher a boca e dizer que a comida não me subjuga (eu mesma me subjugo através da comida né?). Mas ainda não é o caso, isso sim. Eu ainda tenho essa infantilidade besta, essa fixação oral que me faz ter vergonha de mim mesma muitas vezes. Não vergonha de ser gorda, mas vergonha de ser descontrolada, de ser indisciplinada, de ser infantil.

Mas quem não tem suas vergonhas não é mesmo? A minha da hora é essa. Da hora não, de sempre, há muito tempo minha vergonha é minha falta de força. Mas ó, vou te contar, eu já melhorei muito, você nem imagina, você nem acredita. Por isso não perco a fé de que dessa vez vou conseguir e deixar mais essa para trás.

Peguei o programa dos VP. Tem um caderno especial para quem amamenta, é o que vou seguir por hora.

Ganhei do marido um tarot maravilhoso, o Golden Boticelli Tarot. Depois vou tirar um jogo pra ver a lição que esse desejo de recomeço me reserva.

* a propósito disso, esse texto da Fal é excelente, eu amei.

os anos em que vivi em perigo

Todas as batalhas importantes você trava no seu íntimo. Sua única vitória consiste na rendição de si mesmo.
Sheldon Kopp

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  • 2008 e 2009 foram os melhores anos da minha vida. E foram os anos em que eu estive mais gorda hahahaha
  • Mas eu nunca tinha sido tão eu. Eu nunca pude me sentir tão confortável. Nesses anos eu fiquei muito mais em paz comigo mesma. Nossa, e isso é tão bom que nem tenho palavras.
  • Eu só tenho duas metas pra 2010 e todas duas envolvem alimentação. Aliás, tenho 3 e a terceira também envolve alimentação. Esse pode ser o ano em que eu faço as pazes com a comida.
  • Eu queria muito fazer o Meta Real, mas aqui em BH não tem. Será que só lendo o livro tem jeito? Será que amamentando pode?
  • Acho que enquanto isso, vou fazer o VP em casa, porque nele vem instruções sobre como proceder quando se está amamentando.
  • Minha compulsão tinha dado um bela folga. Tanto que eu tinha emagrecido muito sem fazer nada de especial, sem dieta, regime, RA nem nada, antes de engravidar. Foi a aparição da minha querida bruja chilena que desencadeou esse processo. Agora, com beb~e novinho não posso me dar ao luxo de fazer sessões com ela, pelo menos não semanais. Mas vou pensar num jeito.
  • A ansiedade destes dias me mostrou a compulsão de volta, mas eu já quero dar tchau pra ela rapidinho. Não quero mais servidão assim.
  • Tanto tempo sem blogar e eu percebo como tem blog legal nesse mundo de dietas. Blogs que eu não conhecia. Isso é novidade, porque eu acho tão dificil blog legal sobre esse assunto, mas hoje vi uns dois pelo menos e estou, entre uma mamada e outra, uma fralda, um choro e outro, lendo alguns. Depois venho linkar.

2010

Que 2010 seja O ano. Para tod@s nós.

Comer, Rezar, Amar

Comer, Rezar, Amar
A Busca de Uma Mulher Por Todas as Coisas da Vida na Itália, na Índia e na Indonésia
Elizabeth Gilbert 1a. edição, 2008

Título: Comer, Rezar, Amar Subtítulo: A Busca de Uma Mulher Por Todas as Coisas da Vida na Itália, na Índia e na Indonésia
Autor: Elizabeth Gilbert
Editora: Objetiva
Edição: 1a. edição, 2008
Idioma: Português
Número de páginas: 344 páginas
ISBN-13: 978-85-7302-892-8
Área: Literatura Estrangeira

=====

Eu estou lendo esse livro, já tinha folheado várias vezes, sem me animar. Agora animei, parece leitura levinha, inconsequente, como deve ser no momento. Porque eu tenho um bebê de 47 dias em casa que me demanda muito tempo, me rouba muitas horas de sono e demanda muito esforço físico e mental. Agora não cabe mais nada além de algo bem descansa cérebro. Veremos se vai valer à pena.

=====

Elizabeth Gilbert estava com quase trinta anos e tinha tudo o que qualquer mulher poderia querer, mas em vez de sentir-se feliz e realizada, sentia-se confusa, triste e em pânico. Enfrentou um divórcio, uma depressão debilitante e outro amor fracassado. Até que decidiu tomar uma decisão radical: livrou-se de todos os bens materiais, demitiu-se do emprego, e partiu para uma viagem de um ano pelo mundo – sozinha. “Comer, Rezar, Amar – A Busca de Uma Mulher Por Todas as Coisas da Vida na Itália, na Índia e na Indonésia”, da editora Objetiva, é a envolvente crônica desse ano. Em Roma, estudou gastronomia, aprendeu a falar italiano e engordou os onze quilos mais felizes de sua vida. Na Índia, com a ajuda de uma guru indiana e de um caubói texano, dedicou-se à exploração espiritual, comungou com o divino e viajou durante quatro meses. Já em Bali, exercitou o equilíbrio entre o prazer mundano e a transcendência divina. Tornou-se discípula de um velho xamã, e também se apaixonou da melhor maneira possível: inesperadamente. Escrito com ironia, humor e inteligência, o best seller de Elizabeth Gilbert é um relato sobre a importância de assumir a responsabilidade pelo próprio contentamento e parar de viver conforme os ideais da sociedade. É um livro para qualquer um que já tenha se sentido perdido, ou pensado que deveria existir um caminho diferente, e melhor.

Comer, Rezar, Amar

Comer, Rezar, Amar
A Busca de Uma Mulher Por Todas as Coisas da Vida na Itália, na Índia e na Indonésia
Elizabeth Gilbert 1a. edição, 2008

Título: Comer, Rezar, Amar Subtítulo: A Busca de Uma Mulher Por Todas as Coisas da Vida na Itália, na Índia e na Indonésia
Autor: Elizabeth Gilbert
Editora: Objetiva
Edição: 1a. edição, 2008
Idioma: Português
Número de páginas: 344 páginas
ISBN-13: 978-85-7302-892-8
Área: Literatura Estrangeira

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Eu estou lendo esse livro, já tinha folheado várias vezes, sem me animar. Agora animei, parece leitura levinha, inconsequente, como deve ser no momento. Porque eu tenho um bebê de 47 dias em casa que me demanda muito tempo, me rouba muitas horas de sono e demanda muito esforço físico e mental. Agora não cabe mais nada além de algo bem descansa cérebro. Veremos se vai valer à pena.

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Elizabeth Gilbert estava com quase trinta anos e tinha tudo o que qualquer mulher poderia querer, mas em vez de sentir-se feliz e realizada, sentia-se confusa, triste e em pânico. Enfrentou um divórcio, uma depressão debilitante e outro amor fracassado. Até que decidiu tomar uma decisão radical: livrou-se de todos os bens materiais, demitiu-se do emprego, e partiu para uma viagem de um ano pelo mundo – sozinha. “Comer, Rezar, Amar – A Busca de Uma Mulher Por Todas as Coisas da Vida na Itália, na Índia e na Indonésia”, da editora Objetiva, é a envolvente crônica desse ano. Em Roma, estudou gastronomia, aprendeu a falar italiano e engordou os onze quilos mais felizes de sua vida. Na Índia, com a ajuda de uma guru indiana e de um caubói texano, dedicou-se à exploração espiritual, comungou com o divino e viajou durante quatro meses. Já em Bali, exercitou o equilíbrio entre o prazer mundano e a transcendência divina. Tornou-se discípula de um velho xamã, e também se apaixonou da melhor maneira possível: inesperadamente. Escrito com ironia, humor e inteligência, o best seller de Elizabeth Gilbert é um relato sobre a importância de assumir a responsabilidade pelo próprio contentamento e parar de viver conforme os ideais da sociedade. É um livro para qualquer um que já tenha se sentido perdido, ou pensado que deveria existir um caminho diferente, e melhor.

865

Entender-se cura, aceitar-se salva.

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Fabrício Carpinejar

Clique

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Lembrancinha de nascimento do Gael

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  • Hoje eu acordei inexplicavelmente feliz. (Quase, pra dizer a verdade, existem algumas explicações). Apesar de ter dormido pouco e apesar de uma dor de cabeça gigante.

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  • 2009 foi um ano maravilhoso. Cheio de emoções. Talvez o ano mais emocionante da minha historinha.
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  • Eu realmente me senti protagonista da vida nesse ano. Me senti em plena jornada do herói. Ou pelo menos foi assim que eu quis significar. E acabou dando certo. E não foi só o parto, foi muito mais que isso, muito mais. Foi o ano em que eu fui mais fiel a mim mesma.
  • .
  • Tenho vontade de escrever mais nesse blog, ter um diário é gostoso, é um hábito adolescente que eu não queria perder, adoro essa minha agenda virtual. Adoro colar meus papéis de balas e bombons aqui. Registrar os beijos apaixonados e chorar os bolos.
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  • Posso retomar o projeto de emagrecer.
  • .
  • Posso ler mais agora. As coisas estão entrando nos eixos. Esse ano me fortaleceu muito. Eu sinto que posso. E sinto que é possível.

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Nascimento do Gael parte I

Hoje meu bebê faz um mês. Nem preciso dizer como passou rápido. Mesmo com tanta peleja com amamentação, passou rápido demais.

Eu preciso escrever o relato, a história da gravidez, que foi super cheia de altos e baixos. Preciso contar como começou a história do meu caçula, pra registrar para mim e para ele. Com o Tatá eu não fiz e hoje muitos detalhes, muita coisa me escapa, eu preciso ficar reconstruindo. E agora quero fazer, porque acho que ele vai gostar de saber que teve um nascimento tão bonito e diferente. E porque o parto dele foi a experiência mais louca que eu tive na minha vida. Assim como a amamentação está sendo a coisa mais difícil que eu já fiz.

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Vou contando, aos poucos, depois reúno tudo como numa colcha de retalhos.

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Segue um pouquinho da história e aproveito o pretexto e o preâmbulo (hohoho) para agradecer a algumas amigas queridíssimas que tão importantes foram pra mim nesse período.

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Eu nunca quis ser mãe. Até conhecer marido e casar. Ai veio a vontade, o relógio biológico tocou e tal. Depois de um ano e pouco de casados resolvemos ter um filho. E engravidar foi fácil, mais fácil o que eu pensava. Com isso comecei a ver um mundo novo todinho na minha frente. Eu descobri o mundo da gravidez, parto e afins. E descobri o quanto gostava do assunto. Que tem tudo a ver com outro tema que me apaixona, o feminino. E também com o fato de que eu sou neta, bisneta e tataraneta de parteiras, dos dois lado.

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Quando o Tatá, meu primeiro filho nasceu eu descobri as listas de parto, de maternidade e eu continuei amando esse assunto e sai da maternidade já querendo outro filho. Eu que nunca tive muita afinidade com criança, nunca fui do tipo que brinca e faz cuti cuti com crianças, que não sacava nada do universo infantil… Nunca imaginei que pudesse amar tanto ter filhos, que ganhar um filho é ganhar mais um amor. E amor é o que faz a vida valer à pena…

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E com o nascimento do Tatá eu me sentia bem de ter conseguido dar um nascimento legal pra ele, mesmo tendo tido uma gravidez de alto risco, com pré eclampsia, diabetes gestacional e etc… tanto problema. Por vários motivos, fomos adiando a segunda gravidez, até 2008, qunado sentimos estarmos prontos pra outra empreitada. Até começamos a tentar, mas aí paramos porque eu voltei a fumar.

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Mas logo no começo de 2009 deu o clique e do dia 13 para 14 de fevereiro de 2009 eu engravidei. Esse dia tem um simbolismo muito bonito. Apesar de contestado, é considerado por alguns a porta de abertura da era de aquário. É o dia em que aconteceu de fato as configurações astrais que o filme Hair fala (When the moon is in the Seventh House And Jupiter aligns with Mars Then peace will guide the planets And love will steer the stars.)

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E coincidentemente é aniversário de uma bisavó que eu tive, uma parteira e benzedeira de mão cheia, conhecida em toda cidade que viveu, e cuja morte paralisou essa cidade e rendeu homenagens lindíssimas. E cuja reencarnação veio sendo alardeada para alguns membros da minha família…

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Mas eu não sabia que estava grávida ainda.

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O que acontece é que por causa da maternidade eu acabei conhecendo umas meninas muito porretas, umas meninas que hoje são minhas amigas de alma e coração. Conheci essas meninas através do livro de visitas do blog mothern. E mesmo depois do declínio da convivência através do livro de visitas, nós continuamos a conviver diariamente.

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E um dia, numa das muitas conversas diárias que temos, eu comentei que estava atrasada e que tinha feito o teste de farmácia e que tinha aparecido uma linha fraquinha demais, quase imperceptível. E foi um auê, elas me falando enfaticamente que eu tava grávida sim, que fosse fazer o exame de sangue pra confirmar, me dando os parabéns e coisa e tal.

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E eu tinha almoçado uns dias antes com uma delas, a Isa e ela percebeu que eu tava grávida, bem antes de mim. E todas elas souberam que eu tava grávida, bem antes de mim mesma. E festejaram, vibraram e me apoiaram muito…E elas acompanharam dia a dia, mesmo, essa gravidez que foi uma verdadeira montanha russa. Cada exame, cada notícia elas compartilhavam e me apoiavam.

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Então esse relato será um agradecimento por todo apoio, todo acompanhamento, toda paciência e ouvidos que essas meninas tiveram durante esses nove meses tão emocionantes. Obrigada à Ana, Alessandra,

Bibi,Denise RJ, DeSP, Dinha, Greice, Isa, , Márcia PoA, Marcinha, , Lê, por todo apoio nesses nove meses, pelas palavras diárias de carinho, por toda torcida que sei que tiveram por mim, e por ajudarem na tranqüilidade que me proporcionou manter uma gravidez saudável.

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Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila.
Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos.
Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.
Deles não quero resposta, quero meu avesso.
Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim.
Para isso, só sendo louco.
Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.
Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta.
Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria.
Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto.
Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.
Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos nem chatos.
Quero-os metade infância e outra metade velhice!
Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa.
Tenho amigos para saber quem eu sou.
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Oscar Wilde

my way

Eu pari na raça.  Em casa, sem intervenção nenhuma.  E dá licença, eu tenho orgulho disso!

Trilha sonora do parto do Gael:

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My way

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And now, the end is near,
And so I face the final curtain.
My friends, I’ll say it clear;
I’ll state my case of which I’m certain.

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I’ve lived a life that’s full –
I’ve travelled each and every highway.
And more, much more than this,
I did it my way.

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Regrets? I’ve had a few,
But then again, too few to mention.
I did what I had to do
And saw it through without exemption.

.

I planned each charted course –
Each careful step along the byway,
And more, much more than this,
I did it my way.

.

Yes, there were times, I’m sure you knew,
When I bit off more than I could chew,
But through it all, when there was doubt,
I ate it up and spit it out.
I faced it all and I stood tall
And did it my way.

.

I’ve loved, I’ve laughed and cried,
I’ve had my fill – my share of losing.
But now, as tears subside,
I find it all so amusing.

.

To think I did all that,
And may I say, not in a shy way –
Oh no. Oh no, not me.
I did it my way.

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For what is a man? What has he got?
If not himself – Then he has naught.
To say the things he truly feels
And not the words of one who kneels.
The record shows I took the blows
And did it my way.

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Yes, it was my way.

pode vir

Quem quiser nascer tem que destruir um mundo.

Herman Hesse

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Meu filhote querido,

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tivemos alguns percalços até aqui né? Mas eu queria muito que você soubesse o quanto foi desejado, amado e esperado. O quanto, apesar de todas as dores, obstáculos, sustos e surpresas, foi e é um enorme prazer carregar você aqui. Que o que possa vir daqui em diante é pequeno diante de tudo que ainda temos pra escrever. Como você me fez e me faz sentir maravilhosa, plena, poderosa. Como você trouxe algo pra o meu ser que antes de você não existia. E que passou a ser parte (melhor) de mim porque você veio habitar aqui.

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Eu queria que você soubesse que esse é um mundo bom. Que a vida é boa. Que a vida pode ser espetacular mesmo que bem prosaica. Que existe a dor, que existem tropeços e suor, mas que o balanço geral é muito bom. Que se eu e seu pai não amássemos desesperadamente a vida, que nos não traríamos a você e ao seu irmão para cá. E que se trouxemos é porque vemos a maravilha, a beleza e a unicidade de estarmos vivos, aqui, neste momento.

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Que com toda dor a vida é deliciosa. E que eu desejo pra você somente que você possa realmente saber em todo seu ser e em todo seu caminho, que a vida vale, em toda sua curta duração.

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Pode vir, meu bem, vem, porque aqui do lado de fora pode ser muito bom também. Aqui tem surpresas que você (nem eu) nunca imaginamos. Tem tanta coisa diferente, tanta maravilha que eu levaria a vida mesmo toda, e mesmo assim nunca poderia descrever.

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Te aguardo, com alegria.

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40 semanas amanhã.

a las cinco de la tarde

Eran las cinco en punto de la tarde.
Un niño trajo la blanca sábana
a las cinco de la tarde.
Una espuerta de cal ya prevenida
a las cinco de la tarde.
Lo demás era muerte y sólo muerte
a las cinco de la tarde.

El viento se llevó los algodones
a las cinco de la tarde.
Y el óxido sembró cristal y níquel
a las cinco de la tarde.
Ya luchan la paloma y el leopardo
a las cinco de la tarde.
Y un muslo con un asta desolada
a las cinco de la tarde.
Comenzaron los sones de bordón
a las cinco de la tarde.
Las campanas de arsénico y el humo
a las cinco de la tarde.
En las esquinas grupos de silencio
a las cinco de la tarde.
¡Y el toro solo corazón arriba!
a las cinco de la tarde.
Cuando el sudor de nieve fue llegando
a las cinco de la tarde
cuando la plaza se cubrió de yodo
a las cinco de la tarde,
la muerte puso huevos en la herida
a las cinco de la tarde.
A las cinco de la tarde.
A las cinco en Punto de la tarde.

Un ataúd con ruedas es la cama
a las cinco de la tarde.
Huesos y flautas suenan en su oído
a las cinco de la tarde.
El toro ya mugía por su frente
a las cinco de la tarde.
El cuarto se irisaba de agonía
a las cinco de la tarde.
A lo lejos ya viene la gangrena
a las cinco de la tarde.
Trompa de lirio por las verdes ingles
a las cinco de la tarde.
Las heridas quemaban como soles
a las cinco de la tarde,
y el gentío rompía las ventanas
a las cinco de la tarde.
A las cinco de la tarde.
¡Ay, qué terribles cinco de la tarde!
¡Eran las cinco en todos los relojes!
¡Eran las cinco en sombra de la tarde!

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García Lorca

chá de bençãos

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Clique para ampliar

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Uma imagem do meu chá de benção. Cheio de meninas super poderosas e filhotes muito bem nascidos…  Estava uma delícia, reunião de forças femininas. Reunião de energia para meu parto. E ainda ganhei um delicioso escalda pés…

Pido permiso para nacer

Pablo Neruda

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Hoy volveré a nacer: pido permiso.
Permiso útero, permiso cordón prieto.
Permiso agua, placenta, oscuridades.

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No podrá retenerme la tibieza
plácida y calma del vientre cobijante.
No podrán disuadirme las presiones
de este túnel de carne que hoy me puja.
Con decisión inequívoca y sagrada
determino nacer: me doy permiso.
Y aquí estoy, desnudo de corazas,
dispuesto a recibir besos y abrazos
(no la palmada que provoque el grito:
ya no permitiré que me golpeen.)
Parteros de quien vengo renaciendo,
miren quién soy: soy digno. Los recibo.
Miren quién soy: adultamente niño.
Miren quién soy: vengo a ofrecer mi entrega.
Miren quién soy: apenas si respiro,
pero, de pie, me yergo y me estremezco,
dándome a luz en mi realumbramiento.
Tengo coraje para empezar de nuevo:
fortalecido en mis fragilidades
lloro de dicha, de dolor… Lloro de parto.
Lloro disculpas a quienes no me amaron,
por el maltrato, el frío, el abandono:
lloro la herida de todo lo llorable.
Y lloro de ternura y de alegría
por tanto recibido y encontrado:
lloro las gracias por el amor nutricio,
por la bondad de los que me ampararon.
Lloro de luz, y lloro de belleza
Por poder llorar: lloro gozoso.

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Bienvenida es vuestra bienvenida.
Sin más queja, dolido y reparado
por la caricia de este útero abrazante,
aquí estoy: recíbanme. Soy digno.
Me perdono y perdono a quien me hiriera.
Vengo a darles y a darme íntimamente
una nueva ocasión de parimiento
a la vida que siempre mereciera.
Me la ofrezco y la tomo. Me redimo.

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Con permiso o sin él, YO me lo otorgo:
me doy permiso para sentirme digno,
sin más autoridad que mi Conciencia.

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PEÇO PERMISSÃO PARA NASCER

Hoje irei nascer de novo: peço permissão.
Permissão cordão umbilical, permissão útero.
Permissão água, placenta, obscuridades.
Não vou me deter pelo calor da barriga
plácida e calma, envolvente.
Não serei dissuadido pelas pressões
deste túnel de carne que me puxa
Com a determinação inequívoca e sagrada
me determino nascer hoje: m e dou permissão.
E aqui estou eu, despido de armadura,
disposto a receber abraços e beijos
(sem tapa para causar o grito:
já não permitirei que me machuquem)
Parteiras e obstetras com quem venho renascer,
Olha quem eu sou: Eu sou digno. Os recebo também.
Olha quem eu sou: adultamente criança.
Olha quem eu sou: Eu venho a oferecer a minha entrega.
Olha quem eu sou: apenas sim, respiro.
Mas, em pé, eu estou de pé e eu me movo ,
me de a luz no meu renascimento.
Tenho a coragem de começar de novo:
fortalecido em minhas fragilidades.
Eu choro de alegria, lágrimas de dôr … de parto.
choro e desculpo àqueles que não me amavam,
pelo maltrato, pelo frio, pelo abandono:
choro pela ferida por todos os gemidos.
E choro de ternura e de alegria
Por tanto recebido e encontrado:
choro as graças pelo amor que nutre,
pela bondade dos que me receberam e me ajudaram.
choro de luz e de beleza
por poder chorar: chorar de alegria.
Bem-vindo é o seu bem-vir.
Sem nenhuma queixa nem mágoas
pela carícia do útero em chamas,
aqui estou eu: recebam-me. Eu sou digno.
Me perdôo e perdôo quem me magoou.
Eu venho para eles e para mim intimamente
uma nova oportunidade para parir
a vida que você deseja e merece.
me ofereço esta vida e assumo. Eu resgato.
Com ou sem permissão, eu me concedo:
Eu dou permissão para ser digno,
nenhuma autoridade é maior do que a minha consciência.

Pablo Neruda

rumba de las madres

Agora que tá chegando a hora…

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Rumba de las madres

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Mi abuela parió a mi madre.
Mi madre me parió a mí.
Todas paren en mi casa,
yo también quiero parir.

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Yo quiero parir tranquila,
que nadie me meta prisas,
que mi chico esté conmigo,
por si hay lágrimas o risas.

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Mi mamá me mima ma, mímame mamá, mamá.
Mi mamá me mima ma, mímame mamá, mamá.

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Si pides, yo te doy teta;
Si lloras, te cojo en brazos;
Que gusto darte un abrazo
y llevarte en bicicleta.

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María no tiene niños,
pero ella también es madre:
envuelve con su cariño
a quien se pone delante.

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Mi mamá me mima ma, mímame mamá, mamá.
Mi mamá me mima ma, mímame mamá, mamá.

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Tu quieres una mamá
y yo quiero tener hijitos;
muy pronto te iré a buscar
pa poder vivir juntitos.

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Amatxik ama erditu zuen.
Amak ni erditu zuen.
Etxeko emakumeek erditzen dute,
nik ere erditu nahi.

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Mi mamá me mima ma, mímame mamá, mamá.
Mi mamá me mima ma, mímame mamá, mamá.

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Miña avoa pariu miña nai.
Miña nai pariume a min.
Todas paren na miña casa,
eu tamben quero parir.

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L’àvia va parir ma mare.
Ma mare em va parir a mi.
Totes pareixen a casa,
jo també vull parir.

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Mi mamá me mima ma, mímame mamá, mamá.
Mi mamá me mima ma, mímame mamá, mamá.

Amei essa Rosa Zaragoza e esse cd nacer renacer também amei…

Desfralde Precoce e Palmadas: 20 Anos Depois

Alexander Lowen é um renomado psiquiatra que trabalha com análise bioenergética, uma forma de psicoterapia que combina o trabalho da mente e do corpo.

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“Nossa inabilidade para vivenciar a resposta orgástica plena é devida à falta de paixão durante o ato sexual. Freqüentemente, a paixão foi minada muito cedo na vida através de experiências dolorosas nos períodos de desenvolvimento denominados fase oral e edípica. A fase oral refere-se aos primeiros três anos de vida, quando o bebê precisa de nutrição, suporte e contato amoroso que são supridos pela sua mãe. Durante este período, seu nível de energia está elevado ao grau que torna a paixão possível. Estas necessidades podem ser supridas pelo ato da amamentação, uma vez que isso provê o contato mais íntimo, excitante e satisfatório entre a mãe e o filho.

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Uma criança não será privada de comida ou carinho se ela não é amamentada. Mas os bebês precisam sentir o corpo da mãe, para sentir a vida materna e absorver a energia dela. O contato com o corpo materno estimula a respiração do bebê e aumenta seu metabolismo.

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Outro efeito danoso no nível de excitação de uma pessoa vem da inabilidade dos pais de tolerarem o alto nível de energia numa criança. Eles acusam-na de serem exigente demais, ativa demais ou de querer tudo. Eles acreditam que crianças devem ser vistas e não ouvidas. Com a idade de 3 anos, muitas crianças já sofreram uma grande perda da sua vivacidade. Já vi muitas crianças que parecem apáticas, com olhos sem brilhos e voz fraca, sendo empurradas num carrinho por uma mãe ou babá indiferente.

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Um corpo livre de ordens do superego – “seja uma boa menina, obedeça seus pais e não levante a mão para eles” – é um corpo livre de tensão. É uma ordem subentendida na nossa cultura que as crianças precisam controlar seus sentimentos. A ordem pode ser dada como “não perca a cabeça e não deixe seus sentimentos controlarem você”. Algum auto-controle é positivo, mas quando o controle torna-se inconsciente, ele é mantido por tensão muscular crônica e é um processo de auto-destruição. De fato, a tensão associada com o medo de perder a cabeça é responsável por artrite nas vértebras cervicais e dor de cabeça por tensão. Uma tensão similar na base da espinha onde se junta com o osso sacro é a base da maioria das dores lombares. Esta tensão crônica, agindo concomitantemente com a tensão nos músculos, como o quadríceps (na coxa), imobiliza a pelve de forma que ela seja incapaz de se mover espontaneamente.

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A pelve imóvel é forçada ou para frente ou para trás. Em seu estado normal, a pelve mexe-se de forma livre para frente e para trás, com o movimento natural do corpo e em harmonia com as ondas respiratórias. No ápice da excitação sexual, os movimentos da pelve tornam-se rápidos e poderosos. Eles não ocorrem se a pelve está imobilizada numa posição ou na outra. Na posição fixa posterior (para trás), a pelve parece estar sempre pronta para ação, denotando claramente contenção do desejo sexual. É mais comum em mulheres, já que nelas a ordem de reprimir os desejos sexuais é mais freqüentemente imposta. Em homens, o distúrbio mais comum é a pelve fixa anterior (para frente), que tem um significado pseudo-agressivo. Trazer a pelve para frente é um movimento sexualmente agressivo, mas uma vez que a pelve está fixa nesta posição, a aparência não condiz com a realidade. A pelve precisa ser puxada para trás para que qualquer movimento para frente torne-se possível. Quando a pelve é mantida para frente, as costas estão curvas e em colapso e parece a atitude de um cão com o rabo entre as pernas.

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Se a pessoa tem a pelve nesta posição, é geralmente porque foi maltratada. Qualquer forma de abuso físico diminui a natural auto-confiança de alguém, tornando-a medrosa e submissa, mas a forma mais comum de punição que consegue tal efeito é a palmada. Uma criança que leva palmadas vai inevitavelmente trazer a pelve para frente e contrair as nádegas em resposta à dor. Mas o dano vai além do físico. Levar palmadas é uma experiência humilhante que traz severos danos narcisísticos ao ego da criança. Em alguns casos, a criança é forçada a assistir à própria punição ao expor as nádegas nuas, dobrar o corpo para frente, deitar no colo dos pais ou buscar o cinto. No meu ponto de vista, há outras formas de disciplinar uma criança sem recorrer a essa forma sádica de punição. Levar palmadas torna muito difícil para o indivíduo caminhar ereto com orgulho ou caminhar com uma pelve livre.

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A maioria das pessoas não está ciente de que tem a pelve fixa. Às vezes elas podem mover-se de forma que aparente estar livre, mas quando não estão fazendo um efeito consciente, voltam à posição fixa. No ato sexual, as pessoas que têm a pelve fixa para frente têm que fazer força para os movimentos sexuais. Os que têm a pelve fixa para trás tendem a restringir seus movimentos.

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Aqui um exercício simples para ajudar você a sentir se sua pelve é fixa:

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Fique de pé em frente a um espelho, de forma que você possa ver suas costas quando vira a cabeça para trás. Suas costas parecem retas, sua cabeça está erguida, sua pelve para trás? Agora coloque seus pés paralelos um com o outro e cerca de 15 cm de distância separando-os, depois force a pelve para frente. Você consegue ver ou sentir como sua coluna curva-se ou dobra-se, fazendo com que você fique mais baixo? Qual a sensação associada com cada posição? Qual a sua posição habitual?

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Agora, quando ficar de pé, dobre seus joelhos levemente e tente deixar sua pelve livre, mexendo como sua mão ao redor do punho. Respire fundo e devagar, tentando sentir a onda respiratória ir profundamente até a pelve. Você sente algum movimento nesta estrutura? Como sente? Consegue sentir ansiedade ao realizar o movimento? Pelas razões mencionadas anteriormente, isso não ocorre com a maioria das pessoas”.

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Como vimos, a resposta sexual é afetada pela tensão em qualquer parte do corpo. Mas a habilidade de entregar-se ao orgasmo é particularmente afetada pela tensão no assoalho pélvico. Na maioria das pessoas o assoalho pélvico é mantido tenso por um medo inconsciente de que relaxá-lo pode resultar numa evacuação involuntária. Este medo vem de experiências de desfralde precoce. Quando o treinamento para o desfralde ocorre antes de 2 anos e meio, a criança usa os músculos do assoalho pélvico e as nádegas para controlar a função excretória, já que o esfíncter anal não se torna funcionante antes dessa idade.

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Mesmo depois que o esfíncter anal já funciona, o medo persiste e mais tarde estende-se para o orgasmo. Uma pessoa não consegue permitir a descarga sexual do orgasmo de forma total e livre porque isso requer livrar-se do auto-controle. Quanto mais cedo uma criança é treinada para o desfralde, maior a tensão no assoalho pélvico. Como resultado, tal treinamento muitas vezes resulta em distúrbios intestinais. Se os pais reagem com o uso de enemas e supositórios, o problema da criança aumenta pela invasão e violação do seu corpo. Já tratei de duas mulheres que foram treinadas para largar as fraldas aos 9 meses de idade e, como conseqüência, sofriam de perda quase completa de sensação na pelve e no assoalho pélvico.

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Dois esfíncteres circundam o ânus. O esfíncter interno, que não está sob controle consciente, permanece fechado até que o bolo fecal esteja acumulado e encha o reto. Até este ponto, o esfíncter externo permanece aberto e relaxado. Quando o reto está cheio de fezes e a pessoa sente vontade de evacuar, o esfíncter interno relaxa, enquanto o externo fecha-se bem apertado até que a pessoa esteja em posição de evacuar apropriadamente. Isso significa que na ausência de vontade de defecar, podemos manter o assoalho pélvico realxado e o esfíncter externo aberto, mas muitas pessoas vivem amedrontadas de que deixar-se levar pela liberação da energia sexual durante o orgasmo poderia resultar numa evacuação involuntária. Em alguns casos, este medo é generalizado em uma ansiedade constante de que “o bumbum vai cair”, como se um evacuação acidental fosse eternamente uma possibilidade.

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Na verdade, todos os medos afetam o assoalho pélvico. Um susto pode causar uma contração aguda. Medo contido, por outro lado, pode causar tensão crônica. Mas se não estamos conscientes do medo, não sentiremos a tensão. Para relaxar o assoalho pélvico, precisamos primeiramente estar cientes da extensão em que o mantemos tenso.”

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Do livro The Spirituality of The Body, Alexander Lowen, M.D.

Da comunidade Pediatria Radical, orkut.

contando

Ainda a minha pequena – o impacto do segundo filho

momboys

Ainda a minha pequena – o impacto do segundo filho

O nascimento do segundo filho pode ter um impacto profundo e, em alguns casos, devastador nos sentimentos da mãe pelo primeiro filho, como Rebecca Abrams descobriu. Mesmo assim, o tema continua a ser um dos grandes tabus da maternidade

Na noite anterior ao nascimento do meu segundo filho, o obstetra de plantão parou ao pé da minha cama e após ler as notas do meu caso por um instante, disse algo que eu imagino que tinha a intenção de ser solidário: “A maioria das pessoas não se dá conta que dar a luz é uma coisas mais perigosas que uma mulher pode fazer.” Não foi muito delicado, eu pensei, mas deixei passar. Duas semanas antes eu tinha sido internada com pré-eclâmpsia, uma complicação da gravidez que pode ser fatal, então esse comentário de certa maneira era justificado.

Meu filho Solomon nasceu às 4 horas do dia seguinte. Um parto tranquilo. Um menino saudável. Minutos após o parto, no entanto, as coisas começaram a complicar. Algo a ver com a placenta, não com a pré-eclâmpsia. Ela está com hemorragia, alguém falou. Alguém pegou o bebê e o entregou ao meu marido. O quarto tranquilo e pouco iluminado um minuto antes foi inundado de luzes fortes e equipamento médico. Uma folha de consentimento foi posta na minha frente. Alguém pos uma caneta na minha mão, eu não tinha idéia do que estava assinando, eu mal segurava a caneta. Algum tempo depois eu recobrei a consciência. O meu corpo recebia uma transfusão de sangue por um braço e doses cavalares de antibióticos pelo outro. Você está fora de perigo, todos me davam os parabéns. Muito obrigada à medicina moderna!

Relembrando o nascimento do meu filho, apesar do susto que houve, eu nunca podia imaginar o drama complexo que viria a seguir. Dar à luz é perigoso, sem dúvida, mas os perigos que acompanham a maternidade vem em muitas formas e o perigo físico não era o único a temer.

No dia seguinte, meu marido trouxe minha filha de 2,5 anos, Jessie, ao hospital para conhecer o seu irmão. Quantos livros com figurinhas nós mostramos a ela para prepará-la para esse momento? Com que cuidado nós preparamos esse primeiro encontro para que ele acontecesse de forma alegre e positiva para ela? E mesmo assim, apesar dos nossos cuidadosos preparativos, nenhuma fração de ansiedade foi dedicada ao que realmente passou.

A garotinha que entrou no quarto, segurando nervosamente a mão do pai, que subiu a cama do hospital e se jogou sobre mim num abraço afetuoso não era a mesma a quem eu tinha deixado em casa dois dias antes. Uma metamorfose bizarra aconteceu. De repente, ela parecia enorme. Não era mais uma menininha, de jeito nenhum. Comparados aos delicados membros do bebê, as suas mãos e pés pareciam enormes. Comparada à fragilidade do recém-nascido, a sua vitalidade vigorosa parecia quase ameaçadora. Num intervalo de apenas 48h, os meus olhos se desacostumaram a ela.

Uma semana depois eu fui dada de alta e fui para casa para uma nova vida de mãe de dois filhos. Já esgotada pela gravidez difícil e o parto, eu estava totalmente despreparada para a montanha-russa emocional que veio a seguir – cuidando, ou tentando cuidar – de um bebê nervoso e uma menininha exigente. Eu me tornei o tipo de mãe que nunca sonhei ser, o tipo que se embevece com o bebê e no instante seguinte dá uma palmada na filha travessa.

Os meses seguintes foram um pesadelo – ruins para mim, infinitamente pior para minha filha, um pesadelo que nunca terminava. Eu sempre me preocupei se seria capaz de amar o novo bebê, mas a verdade era que naqueles primeiros dias com duas crianças, não era o bebê mas a minha filha que eu tinha dificuldade de amar.
Estupefata pela minha frieza, ela se agarrou, tentou chamar a atenção, se afastou, em resumo, fez tudo o que pode para tentar recuperar a nossa antiga proximidade. Ela vestia os seus ursinhos de pelúcia com a roupa recém passada do bebê, subia ao moisés com a roupa cheia de barro, quando eu me sentava para amamentar, ela subia nos meus ombros, quando finalmente o bebê dormia, ela esfregava a sua cara e o acordava. Seus esforços cada vez mais extravagantes para chamar a minha atenção tiveram sempre o efeito oposto.

Eu estava pouco menos estressada que ela pela mudança na nossa relação. Era como entrar no seu quarto favorito e descobrir que tudo mudou de lugar : os móveis , os quadros, os objetos dentro do armário, os enfeites das prateleiras. Nada era como eu esperava ou como eu queria. Eu andava pela casa em estado de agonia, desorientação e perda.

Quando eu olhava a minha menininha eu não sentia nenhuma das coisas que eu queria sentir. Quando ela me olhava, era como se eu estivesse sendo confrontada por um estranho. Só tarde da noite, quando eu entrava no seu quarto na ponta dos pés para beijá-la e ver o seu rostinho adormecido é que eu sentia um pouco da ternura anterior. Mesmo agora, 12 anos depois, é quase insuportável pensar como essa época deve ter sido para ela.

Foi a vergonha do meu fracasso em amá-la como deveria que me deixou tão determinada a esconder o fato de todo mundo? Eu poderia ter ganhado um Oscar pela atuação na frente de cada visita. Deprimida? Claro que não! Conseguindo dar conta do recado com duas crianças? Sem problemas! Eu não contava a ninguém, nem família nem amigos. Não contei nem mesmo ao meu marido. O que ele teria dito? Ele ficaria chocado. E essa seria a reação natural. Eu, seguramente, era a não-natural.
Cheia de culpa, atarantada pela falta de sono, descompensada hormonalmente, eu tinha pouca disposição para pensar ou lidar com o que estava acontecendo. A pouca energia que eu tinha era usada para coisas práticas e os deveres emocionais eram dirigidos totalmente ao bebê. Não porque eu queria assim, mas porque simplesmente era assim.

Uma necessidade evolutiva que dá preferência à criança mais vulnerável? Uma forma de depressão pós-parto? Uma falha na minha capacidade de ser mãe? Todas as anteriores? Mas talvez influências mais amplas também tenham afetado. De acordo com o psicólogo Penny Munn, a maternidade na cultura ocidental é “baseada em idéias do amor romântico que assumem que uma boa mãe vai reproduzir o relacionamento afetuoso com todo e cada um dos seus filhos.”

Esse modelo de maternidade é uma progressão natural das revistas de adolescentes e das histórias de amor que as garotas devoram na sua adolescência, uma versão maternal do mesmo cenário: duas pessoas se apaixonam e essa relação permanece assim aconteça o que acontecer. É um modelo que pode funcionar para uma criança, mas é profundamente afetada pela realidade de ter que ser mãe de mais de um.

As razões pelas quais o amor materno muda e, em alguns casos, falha são muitos e complexos e a chegada do segundo filho não é em absoluto o único catalisador. Para algumas mães, até mesmo amar uma só criança é difícil. Quaisquer que sejam as razões, o fato é o mesmo: amar crianças não é algo que vem facilmente ou naturalmente. Esse sempre foi e ainda é um dos grandes tabus da família moderna: uma experiência comum, mas oculta e com o potencial de ter consequências devastadoras e silenciosas.

O romancista Thomas Keneally disse uma vez: “Escrever um romance é ir nu, não importa o que você esteja escrevendo. Vocè sempre se revela.” Eu não pretendia ir nua quando entrei no meu romance, Touching Distance. Baseado na história real de um médico do século XIX chamado Alexander Gordon, o que me chamou a atenção foi o dilema de um homem que fez uma descobrimento médico assombroso que estava além do seu tempo. Eu não tinha idéia, pelo menos, não conscientemente, que escrever essa história me levaria a reviver as repercussões emocionais causadas pelo nascimento do meu filho. Mas, enquanto o romance se desenrolava, duas narrativas complementares surgiram: uma contava a história da descoberta do dr. Gordon e a sua busca abnegada da verdade científica; a outra centrada na história dos perigos ocultos do parto, tanto físicos quanto emocionais.

Quanto mais eu lia e pensava a respeito dos problemas das mulheres do passado, morrendo no parto devido à falta de assistência e recursos que eu tive e que sem sombra de dúvidas salvaram a minha vida e a do meu filho, mas interessada no assunto eu ficava. A descoberta brilhante do dr.Gordon era que os médicos e parteiras estavam espalhando uma infecção fatal para as mulheres que eles assistiam no parto. Se tivessem acreditado nele, inúmeras vidas poderiam ter sido salvas no curso do século seguinte. Com uma taxa de uma mulher morrendo por minuto nos dias de hoje devido a complicações na gravidez ou no parto, essa tragédia é tão real hoje como era no passado, a grande diferença sendo que agora é mais comum na Ásia e na África que na Grã-Bretanha.

Mas, além da óbvia tragédia da morte por parto, havia a história não contada do impacto naquelas que sobreviveram aos partos difíceis, mas foram profundamente afetadas pela experiência, mulheres que se distanciaram dos seus filhos, de seus maridos e delas mesmas como resultado do impacto psicológico de tornar-se mãe. No personagem de Elisabeth, a mulher de Alexander Gordon e através da sua relação com a filha de cinco anos, Mary, eu encontrei uma maneira de explorar minha própria experiência. O preço emocional do parto difícil, a culpa e a vergonha de não amar o seu filho como você gostaria, a perplexidade, os sentimentos não-reconhecidos, a luta para encontrar uma distância tolerável entre os dois, a distância suportável: tudo entrou na história de Elisabeth, nem eu sabia que eu gostaria de escrever sobre isso. Mas, lá está tudo, apesar de mim mesma.

No caso de Elisabeth, o estranhamento com a filha se torna cada vez maior. Isso acontece na vida real também, com maior frequência que sabemos ou admitimos. Felizmente, não foi o que aconteceu com Jessie e eu.

Uma noite, mais ou menos um ano após o nascimento do meu filho, eu estava pondo os dois para dormir.Nós tínhamos escutado a fita de Woody Guthrie cantando Goodnight Little Darlin’ e eu me abaixei para beijar a cabeça de Jessie e disse: “Boa noite minha pequena”. Ela se virou para mim pensativa e perguntou: “Eu ainda sou a sua pequena? Mesmo tendo três anos e meio?”

Às vezes, a vergonha é útil. Ela pode penetrar as defesas que ela mesma construiu. Aquela pergunta tão direta despertou um sentimento que a escritora Helen Simpson descreve como: “os dentes afiados do remorso.” A muralha havia sido penetrada. “Sim”, eu respondi, enfaticamente e naquele momento com menos confiança que eu gostaria.

Minha tia, com quem eu um dia me abri, me deu um conselho sábio: “Essas coisas acontecem. Você não pode proteger seus filhos da vida. Dê tempo ao tempo. O amor vai voltar.” E com o tempo, voltou. Não só com o tempo, mas com trabalho duro e esforço consciente. As pessoas falam que é preciso trabalhar o casamento e foi assim que eu trabalhei meu relacionamento com minha filha. Eu arrumei tempo para fazer coisas juntas, divertir-nos juntas, tempo de atenção exclusiva para reconstruir a confiança dela em mim e para que eu a conhecesse outra vez. Pessoalmente, eu cultivei o hábito de amá-la tão cuidadosamente como um vinicultor cultiva seus vinhos. Eu reeduquei a maneira de vê-la, de pensar nela como eu fazia antes: como adorada e adorável. Gradualmente, com o tempo, o hábito tornou-se natural e sem esforço como tinha sido originalmente.

Quando Jessie tinha uns seis anos, nós viajamos de férias com outra família. A filha deles tinha a mesma idade do nosso filho, a mesma idade que Jessie tinha quando ele nasceu. Vendo a filha de 3 anos dos nossos amigos, eu me dei conta que eu não tinha lembranças da Jessie nessa idade. Era como se eu tivesse perdido minha memória ou parte dela, naquela época. Como se eu tivesse sofrido uma espécie de amnésia emocional, uma cegueira temporária do coração.

Faz pouco tempo, eu perguntei a Jessie sobre essa época da vida dela e parece que algo semelhante aconteceu com ela: “Quando as pessoas me perguntavam sobre o que eu lembrava de ter um irmãozinho, eu dizia que minha mãe tinha ido ao hospital muito doente e ficou lá por dois anos. Acho que na verdade foram duas semanas, mas é assim que eu me lembro: você não estar por um longo tempo.”

Ela não tem muita memória consciente daquela época, mas ela acha que isso explica muitas coisas. “Tipo como eu odiava quando você saía. Eu entrava em pânico. E eu ainda lembro de te ver vendo a tv e odiar o fato de eu ver você, mas você não me ver. Isso me incomodava muito. Talvez pelo que aconteceu quando eu era pequena, eu não sei.” Ela acha que isso afetou nosso relacionamento a longo prazo? “Não”, ela diz, “Eu não acho. Eu acho que somos bem unidas.” É importante saber o que aconteceu? “Sim, mas também me deixa triste”, diz ela.

Se antes de eu ter o meu segundo filho alguém me alertasse para o sofrimento emocional que eu poderia ter, eu teria acreditado? Eu duvido. A idéia de que qualquer coisa pudesse me fazer deixar de amar a minha menina preciosa e maravilhosa pareceria ultrajante.

E ainda parece.

Eu traduzi esse artigo da edição impressa do jornal inglês The Guardian, do dia 04/07/2009

Texto Retirado da Comunidade do Orkut pediatria Radical.

Link:http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs.aspx?cmm=1651309&tid=5361223924012011773&na=4

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Eu sou a favor da cama compartilhada, do parto natural, da amamentação exclusiva, de educar sem nenhuma palmada. Acho que isso é o melhor para os meus filhos. Não consegui amamentar o primeiro, espero conseguir do segundo, mas o resto tudo consegui até agora, com Tatá fazendo 6 anos. Espero continuar assim. Eu dou pouco remedio, trato com a antroposofia, enfim faço a linha mais natureba mesmo, com tudo que implica isso, inclusive criticas. Mas não acho que seja regra pra ninguém, cada uma sabe de si e faz o que acha melhor. Mas que maternar é um mar de escolhas, isso é. Como a vida aliás é assim. Existe muita controvérsia, e descobri que pediatras são como obstetras, que há linhas e correntes diferentes, mais ou menos intervencionistas e que é preciso escolher o que mais se afina com a gente.
Bom, só pra constar mesmo.

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Update: Agora lembrei. E ser assim, ter essas convicções de vez em quando ofende as pessoas gratuitamente. Não sei porque. Ou até sei, mas não seria elegante dizer. Tem um quê quase religioso, sei lá.

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Clique para ampliar. Porque é lindo.

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Para quem eu vou deixar o que eu sou? E o que eu sei?

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Preciso aprender a ser menos ingênua e deslumbrada.

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E preciso encontrar a minha turma.

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Até hoje só uma coisa que eu quis muito, muito eu não consegui. Mas agora vão se inteirando duas…

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E quando não se está completa, o que fazr? nem todo zen do mundo pode me consolar.

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E as pessoas são caixinhas de surpresas. Às vezes aterrorizantes. Agora conta uma novidade, por favor.

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Preciso de um outro blog, mas pra que tanto blog? Eu já tenho tanto caderno em branco. Mas eu precisar mesmo de uma nova identidade. E não sei pra que escrever tanto e tanta besteira.

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Como é que se faz para deixar de ser egoísta e imatura?

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E eu canso de ter saudade do que não vivi, do que eu não tenho, das pessoas que não estão aqui. Que nunca estiveram. Devia ter um nome essesentimento, saudade do que não existiu.

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Mas isso tudo, provavelmente são os hormônios falando mais alto. E eu se pudesse teria mais uns 3 filhos. Se eu ganhasse na mega sena, por supuesto.

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Acho que nós humanos temos muito pouco tempo de vida adulta.

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É inacreditável a força que o desejo tem na vida da gente. E também o tamanho do nosso desconhecimento dos nossos desejos mais profundos. Lição aprendida, vida.

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“O que fica, no final de tudo, são as fotos. Sorria!”

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Se a sorte está com você, pra quê pressa?

Se a sorte está contra você, pra quê pressa?

Provérbio afegão

Origens Magicas, Vidas Encantadas

Origens Magicas, Vidas Encantadas
Um Guia Holistico Para A Gravidez E O Nascimento
Autor: CHOPRA, DEEPAK
Editora: ROCCO
Assunto: AUTOAJUDA
ISBN: 8532520820
ISBN-13: 9788532520821
Livro em português
Brochura
1ª Edição – 2006

Um manual para formar pais conscientes, homens equilibrados e um mundo melhor. Assim pode ser definido Origens mágicas, vidas encantadas, livro que analisa detalhadamente todo o processo da concepção de uma vida, sob três pontos de vista diferentes: fisiológico, psicológico e espiritual. Mais uma obra de Deepak Chopra, considerado o papa da medicina alternativa, a publicação também traz uma série de exercícios práticos para harmonizar a vida em família, assim como receitas para aliviar dores comuns na gravidez e fortalecer o espírito.

Em Origens mágicas, vidas encantadas, Deepak Chopra esmiúça todas as fases da gravidez, explicando o que acontece com o corpo da mulher e com o feto, mostrando as mudanças que essas transformações provocam nas famílias e ensinando a atravessar esse período sem angústias ou sentimentos negativos. Para o autor, um meio ambiente equilibrado gera pessoas equilibradas.

“A gravidez não é apenas alguma coisa que está acontecendo com você; é um desdobramento miraculoso que você está co-criando. Durante nove meses, você é o meio ambiente de seu bebê por nascer, e seu bebê é afetado por todas as suas experiências.

Além de mostrar o passo a passo da gestação e dar orientações sobre como agir nesse período, “Origens mágicas, vidas encantadas” ensina a despertar a espiritualidade através da gravidez. Segundo Chopra, as informações oferecidas nas obra podem melhorar a saúde da sociedade de maneira geral.

“O sofrimento, a depressão e a criminalidade que nos cercam a cada dia são manifestações de uma perda de equilíbrio entre corpo, mente e espírito. Essa perda com freqüência se inicia bem no princípio de uma vida antes do nascimento. A tendência para um estado de saúde equilibrado e para a inteireza e a tendência de perder esse equilíbrio intrínseco, mas delicado, estão presentes sob a forma de semente no momento da concepção”, garante o autor.

Mulheres Contam o Parto

Mulheres Contam o Parto

Adriana Tanese Nogueira

* Editora: Itália Nova
* Autor: ADRIANA TANESE NOGUEIRA & CICA LESSA
* ISBN: 8589989046
* Origem: Nacional
* Ano: 2003
* Edição: 1
* Número de páginas: 170
* Acabamento: Brochura
* Formato: Médio

* Este livro, rico em emoções, percepções, atitudes e significados particulares, nos brinda com os depoimentos de mulheres que generosamente nos oferecem suas experiências com o parto em sua interface com a assistência. Elas não pretendem retratar o que “deve ser” nem esgotar as diversas expectativas e experiências femininas com o parto. Mas inegavelmente demonstram quão fundamental é a efetiva participação da mulher na condução do nascimento. A idéia de humanização da assistência ao parto não pode ser confundida com o retorno ao passado, pois isso não é possível nem desejável. Tampouco pode ser reduzida ao parto natural, como se qualquer intervenção que venha facilitá-lo ou minimizar a dor deva ser evitada. Devemos reconhecer que esse acontecimento humano reúne obrigatoriamente no mínimo três protagonistas: a mulher, a criança e o profissional de saúde. A mulher não participa apenas com desejos e expectativas, mas com sua capacidade e habilidades individuais disponíveis para aquele parto. Portanto, é imprescindível ouvi-la e efetivamente considerar suas demandas. Ser protagonista do próprio parto significa ter o papel mais relevante no acontecimento: ter uma função ativa, expressar-se, decidir, tomar parte. Mais do que isso: implica em deixar desejos e instintos virem à tona, a fim de que seja vivenciada a magia da vida.

Entrevista com a autora que saiu na Revista Época

Nutrindo A Alma Do Seu Bebe

Nutrindo A Alma Do Seu Bebe
Autor: PROPHET, ELIZABETH CLARE
Editora: NOVA ERA
Assunto: ESOTERISMO
Ficha Técnica
ISBN: 8577011135
ISBN-13: 9788577011131
Livro em português
Brochura
1ª Edição – 2006
240 pág.

Sinopse

Um guia para gestantes e futuros pais que orienta a família a preparar-se espiritualmente para a maternidade/paternidade; a comunicar-se com o bebê durante a gravidez; a harmonizar o relacionamento do casal; a auxiliar no desenvolvimento espiritual do bebê e a orar e meditar para proteger a alma do bebê.

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Adorei esse livro, tem histórias muito legais de pais que se comunicaram com os filhos antes do neascimento, da gestação. Tem orações de proteção, mantras e dicas pra se preparar espiritualmente para a chegada de um novo ser. Eu li e reli várias partes e várias vezes durante a gravidez.

20 semanas

quero tanto, quero tanto, quero tanto você
mar aberto, mar adentro
mar imenso, mar intenso sem cais

Caetano Veloso.

Vi aqui.

20 semanas faço amanhã. Metade da gravidez. E putz, como passou rápido. Ainda não me acostumei. E vou sentir uma saudade imensa dessa gravidez, como da outra. Ainda mais que provavelmente, pra não dizer com certeza, será a última. Nossa, isso é complicado. Essa idade que eu estou começa a ser a idade das coisas que não vão mais acontecer. Nunca senti com tanta ferocidade que determinadas coisas na minha vida não vão mais acontecer. Começou quando eu fiz 37 anos e continua. Não sei porque, mas a sensação de definitivo que vem é inédita, eu não me acostumei. Por isso acho que a falta dessa gravidez vai ser bem mais dolorosa que a da primeira, porque na primeira sempre tinha a possibilidade de mais uma. De viver aquela magia de novo. Agora quase não há mais essa possibilidade, quase está tudo encerrado. E olha que esta gravidez nem se compara a outra, esta está sendo muito, mas muito mais dificil, mais complicada. Mas mesmo assim eu amo estar grávida, amo demais, acho especial. Acho que me sinto especial como nunca me senti na vida. E não pra ninguém, pra mim mesma. Resta curtir cada minuto da metaderestante. Pena que o stress da vida cotidiana não deixe eu curtir mais. Pena, pena, pena.

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Pequena playlist (ainda em construção, aceito sugestões) para o bebê:

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Ao que vai chegar – Toquinho

Frissom – Tunai

Tom Maior – Martinho da Vila

que livro sou eu

Era pra esse post ter sáido ontem dia de são jorge e dia do livro, mas vida de grávida não é moleza, então, como é só brincadeirinha mesmo, lá vai:

Vi no Twitter, pela Losille. Se quiser fazer o teste, clique aqui. Eu adorei o resultado, adoro os dois livros.

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Que livro é você?

Se você fosse um livro nacional, qual livro seria? Um best-seller ultrapopular ou um relato intimista? Faça o teste e descubra.

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Machado de Assis

“Memórias póstumas de Brás Cubas”, de Machado de Assis

Ok, você não é exatamente uma pessoa fácil e otimista, mas muita gente te adora. É possível, aliás, que você marque a história de sua família, de seu bairro… Quem sabe até de sua cidade? Afinal, você consegue ser inteligente e perspicaz, mas nem por isso virar as costas para a popularidade – um talento raro. Claro que esse cinismo ácido que você teima em destilar afasta alguns, e os mais jovens nem sempre conseguem entendê-lo. Mas nada que seu carisma natural e dinamismo não compensem.

“Memórias póstumas de Brás Cubas” (1881) é considerado o divisor de águas entre os movimentos Romântico e Realista. Uma das expressões da genialidade de Machado de Assis (e de sua refinada ironia), há décadas tem sido leitura obrigatória na maior parte das escolas e costuma agradar aos alunos adolescentes. Já inspirou filme e peças de teatro. É, portanto, um caso de clássico capaz de conquistar leitores variados. Proezas de Machado.

“Antologia poética”, de Carlos Drummond de Andrade

“O primeiro amor passou / O segundo amor passou / O terceiro amor passou / Mas o coração continua”. Estes versos tocam você, pois você também observa a vida poeticamente. E não são só os sentimentos que te inspiram. Pequenas experiências do cotidiano – aquela moça que passa correndo com o buquê de flores, o vizinho que cantarola ao buscar o jornal na porta – emocionam você. Seu olhar é doce, mas também perspicaz.
“Antologia poética” (1962), de Drummond, um dos nossos grandes poetas, também reúne essas qualidades. Seus poemas são singelos e sagazes ao mesmo tempo, provando que não é preciso ser duro para entender as sutilezas do cotidiano.

A Máscara da Maternidade

A Mascara Da Maternidade

Por Que Fingimos Que Ser Mãe Nao Muda Nada?

Autor: MAUSHART, SUSAN
Editora: MELHORAMENTOS –
Assunto: PSICOLOGIA

ISBN: 8506048915
ISBN-13: 9788506048917
Livro em português
Brochura
1ª Edição – 2006 – 334 pág.

Sinopse

Depois que a mulher se torna mãe, sua personalidade e suas relações afetivas nunca mais são as mesmas – a presença da criança transforma completamente a visão que a mulher tem de si mesma, o casamento e a vida do casal. ‘A máscara da maternidade’ oferece uma visão realista dos bastidores do que é ser mãe hoje em dia – da gravidez e do parto ao malabarismo que é a vida das mães que trabalham fora. Uma reflexão profunda que mostra que os medos, as frustrações e as confusões dos primeiros tempos da maternidade não são prova de fracasso pessoal, mas do fracasso de uma miríade de estruturas que não funcionam, de expectativas extravagantes e de demandas conflitantes.

playlist

Lista de músicas para o amor perdido:

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Update

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Uma Canção Desnaturada – Chico Buarque

Que Pena – Jorge Ben Jor

Gostava tanto de você – Tim Maia

Ilusión – Marisa Monte, Julieta Venegas

Girl, You’ll be a woman soon – Neil Diamond

Eu sei que vou te amar – Tom Jobim Vinicius de Moraes

Pedaço de Mim – Chico Buarque

Everithing I own – Bread

A Última Canção – Paulo Sérgio

Why does it always rain on me? – Travis

Os verdes campos da minha terra – Putman, versão Geraldo Figueiredo, Agnaldo Timóteo (?)

Valsa para uma menininha – Toquinho

Tocando em Frente – Almir Sater

Que saudade d’ocê – Vital Farias

O Caminho Para A Vida

Caminho Para A Vida, O

Gravidez E Parto Levando Em Conta O Ser Humano
Conceito do Leitor: Seja o primeiro a opinar
Autor: DAHLKE, RUDIGER
Autor: DAHLKE, MARGIT
Autor: ZAHN, VOLKER
Editora: CULTRIX
Assunto: MEDICINA E SAÚDE – PUERICULTURA

ISBN: 8531608694
ISBN-13: 9788531608698
Livro em português
Brochura
1ª Edição – 2005
384 pág.
Sinopse

Com esta obra, os autores estimulam uma reflexão sobre a força da intuição que toda mulher possui a fim de dar a luz ao filho sem problemas. Defendem a idéia de voltar a transformar a gravidez e o parto numa festa da vida, em vez de somente vê-los no contexto da clínica e das complicações. Eles enfatizam principalmente a perspectiva da alma infantil. Na primeira parte do livro são explicadas as diversas questões da gravidez e do parto normais. Na segunda parte, são descritas e interpretadas as dificuldades e complicações que ocorrem. As alternativas apontadas pelos autores dão testemunho de um profundo respeito pela mãe e pela criança.

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Este livro no Google Books

everything I own

“Nobody else could ever know
The part of me that cant let go.”

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You sheltered me from harm.
Kept me warm, kept me warm
You gave my life to me
Set me free, set me free
The finest years I ever knew
Were all the years I had with you

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I would give anything I own,
Give up my life, my heart, my home.
I would give everything I own,
Just to have you back again.

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You taught me how to love,
What its of, what its of.
You never said too much,
But still you showed the way,
And I knew from watching you.
Nobody else could ever know
The part of me that cant let go.

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I would give anything I own,
Give up my life, my heart, my home.
I would give everything I own
Just to have you back again.

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Is there someone you know,
Youre loving them so,
But taking them all for granted.
You may lose them one day,
Someone takes them away,
And they dont hear the words you long to say

.

I would give anything I own,
Give up my life, my heart, my home.
I would give everything I own
Just to have you back again.

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As melhores coisas, como todo mundo sabe não podem ser ditas no blog. Daí eu procuro músicas pra traduzir. Fica besta, mas fica aí. Uma hora eu volto a falar, ou não. Enquanto isso eu curto um coração partido. E não, não tem a ver com casamento, que vai super bem, dia 10 fizemos 8 anos juntos, e tudo vai muito bem, somos muito apaixonados ainda… O que me parte o coração é outra coisa indizível. Não é um fato, é um sentimento. E não importa, porque já passa, também. Mas eu vou esgotar isso primeiro. Mesmo que seja colocando centas músicas tristonas aqui. É assim que eu me viro desde sempre.

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Ilustração de Liniers

a máscara da maternidade

A Mascara Da Maternidade

Por Que Fingimos Que Ser Mãe Nao Muda Nada?

Autor: MAUSHART, SUSAN
Editora: MELHORAMENTOS –
Assunto: PSICOLOGIA

ISBN: 8506048915
ISBN-13: 9788506048917
Livro em português
Brochura
1ª Edição – 2006 – 334 pág.

Sinopse

Depois que a mulher se torna mãe, sua personalidade e suas relações afetivas nunca mais são as mesmas – a presença da criança transforma completamente a visão que a mulher tem de si mesma, o casamento e a vida do casal. ‘A máscara da maternidade’ oferece uma visão realista dos bastidores do que é ser mãe hoje em dia – da gravidez e do parto ao malabarismo que é a vida das mães que trabalham fora. Uma reflexão profunda que mostra que os medos, as frustrações e as confusões dos primeiros tempos da maternidade não são prova de fracasso pessoal, mas do fracasso de uma miríade de estruturas que não funcionam, de expectativas extravagantes e de demandas conflitantes.

a música mais triste

Clique para ouvir.

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Uma Canção Desnaturada
Chico Buarque

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Por que cresceste, curuminha
Assim depressa, e estabanada
Saíste maquiada
Dentro do meu vestido
Se fosse permitido
Eu revertia o tempo
Para viver a tempo
De poder

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Te ver as pernas bambas, curuminha
Batendo com a moleira
Te emporcalhando inteira
E eu te negar meu colo
Recuperar as noites, curuminha
Que atravessei em claro
Ignorar teu choro
E só cuidar de mim

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Deixar-te arder em febre, curuminha
Cinquenta graus, tossir, bater o queixo
Vestir-te com desleixo
Tratar uma ama-seca
Quebrar tua boneca, curuminha
Raspar os teus cabelos
E ir te exibindo pelos
Botequins

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Tornar azeite o leite
Do peito que mirraste
No chão que engatinhaste, salpicar
Mil cacos de vidro
Pelo cordão perdido
Te recolher pra sempre
À escuridão do ventre, curuminha
De onde não deverias
Nunca ter saído

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Ou você pode ler esse texto, que é bem parecido também.

O Orkut

Clique para ampliar.

Eu percebo um pouco que existe hoje uma tendência a inferiorizar/menosprezar o Orkut. Orkut é vitrine, é coisa de pobre, de migux@as, enfim, por aí. Eu adoro ter uma vitrine como a do Orkut. Sou cheia das comunidades-bottom (tipo aqueles bottons que a gente usava nas mochilas no final dos anos 80, começo dos 90), acho divertido e não tenho medo de supostamente aparecer. Até porque, quem vai realmente ter interesse na minha vidinha pacata e medíocre né? E eu falo isso muito tranquilamente, nesse caso a mediocrdade é muito bem vinda.

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Bom, essa lenga lenga é pra dizer uma coisa: Eu aprendi muito com o Orkut. Sério mesmo. O Orkut tem uma utilidade muito grande pra mim. Não diretamente. Mas como fonte, foi e é uma maravilha dos sete mares.

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Senão vejamos: Por exemplo, eu só entrei em contato com a astrologia antiga e medieval, suas fontes, seus autores, sua beleza e seriedade, pelo orkut. Tem comunidades de Astrologia Tradicional que são verdadeiras pérolas, cheias de gente estudiosa, de gente séria, que ama astrologia, se dedica em profundidade mesmo. E que estão ali compartilhando conhecimento, (até o limite do próprio orkut, claro).

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Essa comunidade é a melhor coisa que eu tinha visto no Orkut. Eu aprendi mais ali do que em quase 20 anos de estudo de astrologia. É moderada e muito bem assessorada pelo mestre Guy, o cara que mais sabe de Astrologia no Brasil. Claro que fui atrás das dicas de lá, comprei livros, troquei idéias, estudei. Mas obtive dicas ali que não estariam em outro lugar. Claro que tem comunidade idiota de astrologia. Idiotas e idiotice, né, onipresente. Mesma coisa com as comunidades de tarô, que tem porcarias, mas tem comunidades muito boas.

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Agora nessa gravidez, descobri outras comunidades maravilhosas! Soluções para noites sem choro e Grupo Virtual de Amamentação. Essa comunidade GVA é um achado, é uma verdadeira mina de ajuda a recém mamães! Tem dicas seríssimas, preciosas mesmo, com seriedade, embasamento e muito, muito boa vontade das voluntárias. Vale à pena para quem se interessa em vasculhar mesmo a comunidade, porque tem dicas e dicas e mais dicas. E mostra o quanto existe de besteira/mitos/desinformação nesse mundo da amamentação. Como até mesmo os médicos podem estar desinformados no assunto, de acordo com estudos recentes, informações e diretrizes da OMS, por exemplo. Tem comunidades de parto mantidas por médicos serios, estudiosos e repletas de informação.

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Eu também adoro séries/seriados e sempre que quero saber alguma coisa sobre alguma série, corro no orkut e invariavelmente a informação está lá. De tudo, de trilhas sonora, da música linda que tocou no episódio X até qualquer outra coisa que eu querira saber, além de links quentes pra baixar, pra assistir e tudo mais.

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Eu “revi” pessoas da minha infância, da minha adolescência, que de outro modo não veria mais, ou que seria muito mais complicado de rever. E falo com elas via orkut de vez em quando.

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Meus pais tem, 70 e 65 anos. E foi o orkut que abriu pra eles a porta da internet. Minha mãe tem mesmo toda uma rede que ela fez no orkut e eu acho isso muito legal. Ela já sabe fazer um monte de coisas que não aprenderia de outro jeito. Sabe editar minimamente uma imagem, colocar aqueles horríveis gifs coloridos brilhosinhos e animados, argh. Mas até isso eu acho legal, se ela gosta e se diverte, tá valendo demais. Assim como uma das irmãs dela também tem Orkut e também entrou pro mundo da internet através do Orkut. Meu pai vê fotos e tem notícias de sobrinhas, parentes que ele de outro modo não veria.

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Eu poderia prolongar muito esse post com exemplos, mas tá bom, acho que dá pra ter uma idéia, ainda que vaga.

Eu sei que no Orkut tem muita, muita bobagem, muita idiotice e tal. Mas tem coisas muito legais também. E vou te contar, se nessa altura da minha vidinha eu não soubesse filtrar informação, aff Maria Mãe de Zeus né, não sei o que poderia estar fazendo da vida.

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É como diz o senhor meu marido: Quem fala mal do orkut é porque não sabe/não quer aprender a usar.

até mais ver…

Mitch Albom

Imagem do No Candy. O blog de imagens mais bonito que eu conheço. Clique para ampliar.

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Eu acho que realmente não tenho mais nada a dizer. Na verdade acho que nunca tive, sei lá. Mas aqui servia, ainda pra qualquer coisa que eu não sei mais o quê! Mas por Zeus, tem algum tempo já que eu não tenho mais o que dizer. Muita coisa na vida virtual azedou nos últimos tempos e agora eu não tenho muita vontade de continuar. Acho que queria sair por aí apagando rastros, riscos, traços, mas que bobagem, porque uma vez na rede, se vira isca para todo o sempre, amém né?

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Pode ser temporário, pode ser por causa da gravidez, eu não sei.

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Pode ser por causa de gente azeda também, gente que na verdade quer sugar suas coisas, sua alma e sair distribuindo por aí como se fosse dele, mas de novo por Zeus, as palavras acabam tendo vida própria, não é?

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Bom, por enquanto fica aqui, pra que eu me lembre de tudo, de um tempo bom e pra que a janela fique aberta se eu quiser voltar, o que pode acabar acontecendo. Mas o que era doce azedou e o que eu achava encanto acabou virando um imenso quebranto. Então é isso, porquê realmente não me ocorre nada mais pra dizer.

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E não que eu não tenha uma gratidão cor de rosa por tudo de bom, por todas as pessoas mais do que maravilhosas que eu conheci aqui, que hoje são minhas amigas super queridas. Mas essas não dependem mais do blog pra continuar, essas ainda são doces e frescas e me fazem sorrir. E talvez um dia pensando no bem que me fizeram eu até anime a escrever minhas bobagenzinhas de novo.

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Update: Ah, eu tenho andado mais no twitter, até enjoar, tb. http://twitter.com/nalua

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E o meadiciona tb tem umas coisas. http://www.meadiciona.com/nalua

que livro sou eu

Era pra esse post ter sáido ontem dia de são jorge e dia do livro, mas vida de grávida não é moleza, então, como é só brincadeirinha mesmo, lá vai:

Vi no Twitter, pela Losille. Se quiser fazer o teste, clique aqui. Eu adorei o resultado, adoro os dois livros.

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Que livro é você?

Se você fosse um livro nacional, qual livro seria? Um best-seller ultrapopular ou um relato intimista? Faça o teste e descubra.

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Machado de Assis

“Memórias póstumas de Brás Cubas”, de Machado de Assis

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Ok, você não é exatamente uma pessoa fácil e otimista, mas muita gente te adora. É possível, aliás, que você marque a história de sua família, de seu bairro… Quem sabe até de sua cidade? Afinal, você consegue ser inteligente e perspicaz, mas nem por isso virar as costas para a popularidade – um talento raro. Claro que esse cinismo ácido que você teima em destilar afasta alguns, e os mais jovens nem sempre conseguem entendê-lo. Mas nada que seu carisma natural e dinamismo não compensem.
“Memórias póstumas de Brás Cubas” (1881) é considerado o divisor de águas entre os movimentos Romântico e Realista. Uma das expressões da genialidade de Machado de Assis (e de sua refinada ironia), há décadas tem sido leitura obrigatória na maior parte das escolas e costuma agradar aos alunos adolescentes. Já inspirou filme e peças de teatro. É, portanto, um caso de clássico capaz de conquistar leitores variados. Proezas de Machado.

Carlos Drummond de Andrade

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“Antologia poética”, de Carlos Drummond de Andrade

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“O primeiro amor passou / O segundo amor passou / O terceiro amor passou / Mas o coração continua”. Estes versos tocam você, pois você também observa a vida poeticamente. E não são só os sentimentos que te inspiram. Pequenas experiências do cotidiano – aquela moça que passa correndo com o buquê de flores, o vizinho que cantarola ao buscar o jornal na porta – emocionam você. Seu olhar é doce, mas também perspicaz.
“Antologia poética” (1962), de Drummond, um dos nossos grandes poetas, também reúne essas qualidades. Seus poemas são singelos e sagazes ao mesmo tempo, provando que não é preciso ser duro para entender as sutilezas do cotidiano.

implacável

“O melhor espelho é um velho amigo.

George Herbet

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Eu me afastei da minha melhor amiga, minha madrinha de casamento, aquela amiga com a qual vc passa horas ao telefone conversando sobre tudo e nada, (aquela que teoricamente nunca vai sair da sua vida, pois já está nela diariamente há tantos anos que você não se lembra da vida antes dela), por um motivo muito triste. Muito triste: a implacabilidade

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Como começou, eu não sei, ou sei, mas não vem ao caso. Mas começou devagar, começou com a negação do direito de sofrer, de reclamar. Ela me negou o direito de reclamar da vida, da unha encravada, do cabelo rebelde, pois afinal, eu estava empregada, saudável e minha vida financeira resolvida, não tinha o direito de reclamar de nada que não fosse um câncer ou uma morte e olhe lá (olhe lá mesmo, porque quando alguém querido tentou se suicidar meu sofrimento também não era bastante).

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E quem me conhece sabe que eu não sou uma pessoa mais reclamona que o normal, que a média. E que eu também não sou implacável, pelo menos não era assim.

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E diante disso, minha defesa foi me tornar implacável também. Com ela. Eu também não permiti mais a ela que sofresse por nada menor que uma grande tragédia. E assim nos arrastamos por mais um tempo, mas uma amizade não pode ser implacável, não esse tipo de amizade, não a melhor amiga, especialmente se a amizade não tinha esse mote e passou a ter depois. Aconteceu aos poucos, imperceptivelmente, mas anos de implacabilidade não são em vão.

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E claro, a amizade não se sustentou, eu não podia mais viver o fingimento de estar ótima, linda e saltitante todos os dias, nem ela. E acabou.

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Eu acho que esse é um motivo muito triste pra terminar uma amizade de mais de 10 anos. Ainda mais nesse mundo tão cheio de gente estranha, gente esquisita, falsa, mentirosa, complicada egoísta _________. E numa idade em que já não se faz mais amizades tão facilmente, porque é dificil se entregar como mais jovem.

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Eu fico me perguntando: Por que nos tornamos tão implacáveis assim uma com a outra? Puxa vida, como eu gostaria de estar dividindo com ela esse meu momento, e o momento dela também, que é igualmente grande e igualmente bonito. Mas a implacabilidade é isso, nada menos. É o que causa, é esse muro alto e cinza.

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Eu ainda tenho saudade dela, ainda queria apagar isso tudo, queria pular este pedaço, voltar a um dia antes da implacabilidade, pois existiu esse dia. Tem dois anos, já, mas ainda dói. E ainda não tem remédio. Mas é a vida, não? Vida que segue.

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a criança nova que habita

A Criança Nova que habita onde vivo
Dá-me uma mão a mim
E a outra a tudo o que existe
E assim vamos os três pelo caminho que houver,
Saltando e cantando e rindo
E gozando o nosso segredo comum
Que é o de saber por toda a parte
Que não há mistério no mundo
E que tudo vale a pena.

A Criança Eterna acompanha-me sempre.
A direção de meu olhar é o seu dedo apontando.
O meu ouvido atento alegremente a todos os sons
São as cócegas que ele me faz, brincando, nas orelhas.

Fernando Pessoa

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Eu estou grávida de 8 semanas. E não estou enjoando, nem sei o que é isso, ainda. Mas, o fato é que eu venho ouvindo muito que emagreci, que estou bem e tal. Hoje fui à dois eventos com dois grupos de amigos diferentes e ouvi 4 vezes que eu “afinei”, que estou super bem, que estou bonita…

Engraçado que eu amo estar grávida, amo demais, me acho, me sinto e coisa e tal, mas uma coisa que eu sei é que não sou uma grávida do tipo bonita, eu fico mais feia que o normal. Isso não é pra ganhar confetes, é uma constatação mesmo, porque apesar de me achar na outra gravidez, eu sei que não estava bonita. E nem nessa, mas realmente eu emagreci e nem tem nada a ver com a gravidez em si (será mesmo?) porque não estou enjoando. Ah, e nem por isso, por me achar mais feia eu curto menos.

Acho que alguma coisa se curou (ou caminha para a cura), antes da gravidez, e está refletindo agora. De todo modo é ótimo ouvir isso, seja como for. Tem também o fato de que eu estou mais vaidosa do que nunca, e isso é muito engraçado, eu nunca fui assim durante tanto tempo seguido. Eu tenho surtos de me arrumar, emperequetar, como diz minha mãe, mas passa rápido. Agora não, tem tempo já. E tô adorando. Muito engraçado.

Vejo que essa cura teve muito a ver com a personal witch, não sei no que ela mexeu, com seus shiatsus, reikis, agulhas, florais e sotaque chileno. Sei que já fiz muitos tratamentos alternativos, já fiz tudo isso outras vezes, mas nunca tive o resultado de agora.(Isa, nunca vou te agradecer o suficiente.)

E pra falar a verdade eu pratiquei muito o Brahma Mudra, acho que ajudou muito também. É um mudra fácil demais de fazer e eu fazia sempre que me lembrava, por alguns minutos, 2, 3.

O fato é que tem muitos anos que eu não me sinto tão bem. Espero que este estado dure a gravidez toda, no parto e que depois eu possa reencontrar a pessoa que ficou perdida em algum canto que era eu.

Eu sei que esse post ficou bem vaidosão e meio sem noção, mas ah, nem ligo, acho bom, isso aqui é pra isso mesmo.

uma parte de mim não sou eu

“Depois que um corpo comporta outro corpo, nenhum coração suporta o pouco.”

Alice Ruiz

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Então que este blog andou bem às moscas. Eu não sabia o que dizer, adiei a vinda. É porque ele vai entrar em recesso, por um longo tempo…Porque eu estou grávida e agora não é hora de pensar em dieta. Nem em emagrecimento.

Coisa boa estar grávida assim, com uma reeducação alimentar engrenada. Isso só vai me fazer bem e ao baby que vem por aí…

Mas a verdade é que não é hora de me ocupar com estes assuntos, minha cabeça e meu coração estão cheios de outras coisas. O bom de aprender a se alimentar direito é poder levar isto consigo pra vida toda. Eu na verdade neste primeiro período até emagreci, não de enjoar que ainda não enjoei, mas de estar o tempo todo com uma sensação de plenitude.

E agora, é cuidar da alimentação, de mim, enfim, eu estou mergulhada nesta gravidez, e muito, muito feliz.

A jornada é longa, então o blog entra em recesso por um tempo, ou até que eu tenha algo de relevante a dizer sobre o assunto de que aqui eu trato, ou um dia desses aí.

Gravidez me “empodera”, e eu espero retirar forças pra acabar de vez com os resquícios que me faziam me maltratar. Eu sei que não é milagre, que a luta continua, companheir@as, mas posso almejar melhorar com este evento na minha vida. Que sim, é um senhor evento. Pra mim não tem nada de banal. E eu sei que daqui a pouco com esse filho, vai nascer uma nova pessoa, a história interior da gravidez pra mim sempre traz a oportunidade de uma reinvenção. É isso. Até a volta.

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Ainda coloco aqui um selinho fofo que ganhei de uma hermana querida de blog lá da Argentina. Mariana, desculpe a demora.

Figura: Ancestral Path tarot

Instante

semente.jpgUma semente engravidava a tarde.
Era o dia nascendo, em vez da noite.
Perdia amor seu hálito covarde,
e a vida, corcel rubro, dava coice,

mas tão delicioso, que a ferida
no peito transtornado, aceso em festa,
acordava, gravura enlouquecida,
sobre o tempo sem caule, uma promessa.

A manhã sempre-sempre, e dociastuto
seus caçadores a correr, e as presas
num feliz entregar-se, entre soluços.

E que mais, vida eterna me planejas?
O que se desatou num só momento
não cabe no infinito, e é fuga e vento.

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Carlos Drummond de Andrade, A Vida Passada a Limpo, 1959

Clique para ampliar. Figura daqui: http://niilismo.net/galeria/index_10.php

camiseta

graciasaellasp.jpgPor causa do famigerado 8 de março, lembrei dessa camiseta linda que comprei na argentina. Minha orientadora me indicou uma livraria lá em Buenos Aires especializada no feminino e eu vi essa camiseta, linda, amei e trouxe. Pena que era a última. Mas estava pra chegar mais. Da próxima trago uma pra Cynthia e pra Lollo. Porque, graças a ellas mesmo e a muchas más…

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Essa livraria é uma delícia, eu fiquei perdidinha lá. Pequena, não é aparente na rua, você tem que tocar uma campainha pra entrar. Fica na sede de uma ong. Recomendo muito. É a Libreria de Mujeres. Aliás, em Buenos Aires também se acha muito material sobre gênero, muito, mas muito mais que aqui em Belo Horizonte, com certeza.

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Eu to doida pra entrar na prática prática da minha tese, que é obre a legislação sobre o corpo feminino, pra ver como são as coisas na Argentina no que diz respeito ao feminino, direito das mulheres e tal…

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dispenso esta rosa!

Post reproduzido da Marjorie Rodrigues, porque eu concordo com TUDO o que está aqui.

Dia 8 de março seria um dia como qualquer outro, não fosse pela rosa e os parabéns. Toda mulher sabe como é. Ao chegar ao trabalho e dar bom dia aos colegas, algum deles vai soltar: “parabéns”.

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Por alguns segundos, a gente tenta entender por que raios estamos recebendo parabéns se não é nosso aniversário (exceção, claro, à minoria que, de fato, faz aniversário neste dia). Depois de ficar com cara de bestas, num estalo a gente se lembra da data, dá um sorriso amarelo e responde “obrigada”, pensando: “mas por que eu deveria receber parabéns por ser mulher?”.

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Mais tarde, chega um funcionário distribuindo rosas. Novamente, sorriso amarelo e obrigada. É assim todos os anos. Quando não é no trabalho, é em alguma loja. Quando não é numa loja, é no supermercado. Todos os anos, todo 8 de março: é sempre a maldita rosa.

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Dizem que a rosa simboliza a “feminilidade”, a delicadeza. É a mesma metáfora que usam para coibir nossa sexualidade – da supervalorização da virgindidade é que saiu o verbo “deflorar” (como se o homem, ao romper o hímen de uma mulher, arrancasse a flor do solo, tomando-a para si e condenando-a – afinal, depois de arrancada da terra, a flor está fadada à morte). É da metáfora da flor, portanto, que vem a idéia de que mulheres sexualmente ativas são “putas”, inferiores, menos respeitáveis.

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A delicadeza da flor também é sua fraqueza. Qualquer movimento mais brusco lhe arranca as pétalas. Dizem o mesmo de nós: que somos o “sexo frágil” e que, por isso, devemos ser protegidas. Mas protegidas do quê? De quem? A julgar pelo número de estupros, precisamos de proteção contra os homens. Ah, mas os homens que estupram são psicopatas, dizem. São loucos. Não é com estes homens que nós namoramos e casamos, não é a eles que confiamos a tarefa de nos proteger. Mas, bem, segundo pesquisa Ibope/Instituto Patricia Galvão, 51% dos brasileiros dizem conhecer alguma mulher que é agredida por seu parceiro. No resto do mundo, em 40 a 70 por cento dos assassinatos de mulheres, o autor é o próprio marido ou companheiro.Este tipo de crime também aparece com frequência na mídia. No entanto, são tratados como crimes “passionais” – o que dá a errônea impressão de que homens e mulheres os cometem com a mesma frequência, já que a paixão é algo que acomete ambos os sexos. Tratam os homens autores destes crimes como “românticos” exagerados, príncipes encantados que foram longe demais. No entanto, são as mulheres as neuróticas nos filmes e novelas. São elas que “amam demais”, não os homens.

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Mas a rosa também tem espinhos, o que a torna ainda mais simbólica dos mitos que o patriarcado atribuiu às mulheres. Somos ardilosas, traiçoeiras, manipuladoras, castradoras. Nós é que fomos nos meter com a serpente e tiramos o pobre Adão do paraíso (como se Eva lhe tivesse enfiado a maçã goela abaixo, como se ele não a tivesse comido de livre e espontânea vontade). Várias culturas têm a lenda da vagina dentata. Em Hollywood, as mulheres usam a “sedução” para prejudicar os homens e conseguir o que querem. Nos intervalos do canal Sony, os machos são de “respeito” e as mulheres têm “mentes perigosas”. A mensagem subliminar é: “cuidado, meninos, as mulheres são o capeta disfarçado”. E, foi com medo do capeta que a sociedade, ao longo dos séculos, prendeu as mulheres dentro de casa. Como se isso não fosse suficiente, limitaram seus movimentos com espartilhos, sapatos minúsculos (na China), saltos altos. Impediram-na que estudasse, que trabalhasse, que tivesse vida própria. Ela era uma propriedade do pai, depois do marido. Tinha sempre de estar sob a tutela de alguém, senão sua “mente perigosa” causaria coisas terríveis.

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Mas dizem que a rosa serve para mostrar que, hoje, nos valorizam. Hoje, sim. Vivemos num mundo “pós-feminista” afinal. Todas essas discriminações acabaram! As mulheres votam e trabalham! Não há mais nada para conquistar! Será mesmo? Nos últimos anos, as diferenças salariais entre homens e mulheres (que seguem as mesmas profissões) têm crescido no Brasil, em vez de diminuir. Nos centros urbanos, onde a estrutura ocupacional é mais complexa, a disparidade tende a ser pior. Considerando que recebo menos para desempenhar o mesmo serviço, não parece irônico que o meu colega de trabalho me dê os parabéns por ser mulher?

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Dizem que a rosa é um sinal de reconhecimento das nossas capacidades. Mas, no ranking de igualdade política do Fórum Econômico Mundial de 2008, o Brasil está em 10oº lugar entre 130 países. As mulheres têm 11% dos cargos ministeriais e 9% dos assentos no Congresso – onde, das 513 cadeiras, apenas 46 são ocupadas por elas. Do total de prefeitos eleitos no ano passado, apenas 9,08% são mulheres. E nós somos 52% da população.

A rosa também simboliza beleza. Ah, o sexo belo. Mas é só passar em frente a uma banca de revistas para descobrir que é exatamente o contrário. Você nunca está bonita o suficiente, bobinha. Não pode ser feliz enquanto não emagrecer. Não pode envelhecer. Não pode ter celulite (embora até bebês tenham furinhos na bunda). Você só terá valor quando for igual a uma modelo de 18 anos (as modelos têm 17 ou 18 anos até quando a propaganda é de creme rejuvenescedor…). Mas mesmo ela não é perfeita: tem de ser photoshopada. Sua pele é alterada a ponto de parecer de plástico: ela não tem espinhas nem estrias nem olheiras nem cicatrizes nem hematomas, nenhuma dessas coisas que a gente tem quando vive. Ela sorri, mas não tem linhas ao lado da boca. Faz cara de brava, mas sua testa não se franze. É magérrima (às vezes, anoréxica), mas não tem nenhum osso saltando. É a beleza impossível, mas você deve persegui-la mesmo assim, se quiser ser “feminina”. Porque, sim, feminilidade é isso: é “se cuidar”. Você não pode relaxar. Não pode se abandonar (em inglês, a expressão usada é exatamente esta: “let yourself go”). Usar uma porrada de cosméticos e fazer plásticas é a maneira (a única maneira, segundo os publicitários) de mostrar a si mesma e aos outros que você se ama. “Você se ama? Então corrija-se”. Por mais contraditória que pareça, é esta a mensagem.

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Todo dia 8 de março, nos dão uma rosa como sinal de respeito. No entanto, a misoginia está em toda parte. Os anúncios e ensaios de moda glamurizam a violência contra a mulher. Nas propagandas de cerveja e programas humorísticos, as mulheres são bundas ambulantes, meros objetos sexuais. A pornografia mainstream (feita pela Hollywood pornô, uma indústira multibilionária) tem cada vez mais cenas de violência, estupro e simulação de atos sexuais feitos contra a vontade da mulher. Nos videogames, ganha pontos quem atropelar prostitutas.

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Todo dia 8 de março, volto para casa e vejo um monte de mulheres com rosas vermelhas na mão, no metrô. É um sinal de cavalheirismo, dizem. Mas, no mesmo metrô, muitas mulheres são encoxadas todos os dias. Tanto que o Rio criou um vagão exclusivo para as mulheres, para que elas fujam de quem as assedia. Pois é, eles não punem os responsáveis. Acham difícil. Preferem isolar as vítimas. Enquanto não combatermos a idéia de que as mulheres que andam sozinhas por aí são “convidativas”, propriedade pública, isso nunca vai deixar de existir. Enquanto acharem que cantar uma mulher na rua é elogio , isso nunca vai deixar de existir. Atualmente, a propaganda da NET mostra um pinguim (?) dizendo “ê lá em casa” para uma enfermeira. Em outro comercial, o russo garoto-propaganda puxa três mulheres para perto de si, para que os telespectadores entendam que o “combo” da NET engloba três serviços. Aparentemente, temos de rir disso. Aparentemente, isso ajuda a vender TV por assinatura. Muito provavelmente, os publicitários criadores desta peça não sabem o que é andar pela rua sem ser interrompida por um completo desconhecido ameaçando “chupá-la todinha”.

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Então, dá licença, mas eu dispenso esta rosa. Não preciso dela. Não a aceito. Não me sinto elogiada com ela. Não quero rosas. Eu quero igualdade de salários, mais representação política, mais respeito, menos violência e menos amarras. Eu quero, de fato, ser igual na sociedade. Eu quero, de fato, caminhar em direção a um mundo em que o feminismo não seja mais necessário.

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Não se surpreenda se também encontrar este texto em outros blogs e perfis do orkut ou se recebê-lo por e-mail ou impresso. Isto faz parte de uma campanha conjunta, organizada por Marjorie Rodrigues e por esta comunidade.

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Se quiser, pode reproduzir o texto e a imagem em seu blog ou perfil! No entanto, não se esqueça de dar os créditos pela autoria. Também seria muito legal se você linkasse as meninas.

Quando o Corpo Consente

Título: Quando o Corpo Consente
Autoras: Marie Bertherat, Thérèse Bertherat e Paula Brung

Ano: 1997
161 pág. 21 x 14 cm

DESCRIÇÃO

Em 1996, Thérèse Bertherat escreveu com sua filha Marie Bertherat, que estava grávida, e Paule Brung, uma parteira, Quando o Corpo Consente. Neste livro a três vozes, elas falam do jogo das forças que se animam no corpo da mulher grávida. Thérèse Bertherat propõe também movimentos muito precisos para preparar seu corpo para o nascimento.

Este é o diário de Marie. Com palavras simples, ela conta o que experimentou em seu corpo e percebeu na própria carne. Durante nove meses.

Para lhe transmitir isso, ela prosseguiu sua pesquisa com inteligência e rigor. Sempre de forma generosa e com a doçura obstinada que é o seu jeito de ser… Mas que não haja equívoco: esses nove meses que a tornaram mãe não devem ser vistos como convite à caminhada fácil…

Uma mãe, Thérèse Bertherat, descobre a filha que julgava conhecer tão bem -, e essa revelação a surpreende, enchendo-a de alegria e respeito. Uma filha, de repente, pede à mãe algo além de afeto e carinho. Solicita sua experiência como terapeuta.

Thérèse Bertherat a tranqüiliza e lhe explica o jogo de forças que nela se manifestam. Propõe-lhe catorze movimentos muito precisos para preparar o corpo para a hora do nascimento. Baseados em dados anatômicos e fisiológicos corretos, eles despertam na futura mãe o gosto pelas sensações sutis, o desejo de habitar todos os recantos do próprio corpo com ternura, com respeito por ela e pelo bebê. Se você está grávida e, por isso, preocupada, desejosa de uma palavra de apoio ou de uma explicação prática, ouça o que estas mulheres têm a lhe dizer.

Como Paule Brung, uma parteira especial com quarenta anos de profissão e a confiança que só se adquire com experiências que tiveram um desfecho feliz, todas as três encontram, a seu modo, os gestos e as palavras certas.

tenha a santa paciência

Si cada día cae
dentro de cada noche,
hay un pozo
donde la claridad está encerrada.
Hay que sentarse a la orilla
del pozo de la sombra
y pescar luz caída
con paciencia.

Pablo Neruda, El mar y las campanas (Obras completas, III, p. 931)

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Tudo está conectado né? Pois é, e as características da gente também, por supuesto…E daí que eu sou (como todo mundo) um pacote de características. Que me fazem fazer as escolhas que eu faço, que por sua vez fazem de mim quase tudo que eu sou, bláblábla.

E o que isso tem a ver com emagrecer? Acho que é óbvio, mas também é daquelas coisas óbvias que eu preciso falar em voz alta pra que eu mesma acredite e pra ver se tomo uma atitude.

Porque o fato de eu ser uma pessoa extremamente impaciente (mas realmente muito, muito impaciente) me atrapalha demais na dieta. Eu sou praticamente um poço de impaciência. E não tenho paciência com dieta (ou regime, ou reedeucação alimentar, ou Aprendizado, whatever…) E vê lá se dieta sem paciência funciona. Claro que não.

Mas peraí! Voltemos ao exercicio que a personal witch me passou: eu sou impaciente, mas posso mudar né? Ou posso ser impaciente numas coisas e noutras não…

Faz parte do pacote não ser acabada, graças a Zeus. Graças a Zeus eu NÃO posso encher a boca pra falar: Eu sou assim, Eu sou assado. Toda hora eu mudo. (Tenho medo de gente com certezas demais, gente que é demais, chega a me dar arrepios na espinha).

Y oigo una voz que dice con razón
“Vos siempre cambiando, ya no cambiás más”
y yo estoy cada vez más igual
Ya no se que hacer conmigo.

Cuarteto de NosYa No Sé Que Hacer Conmigo

(clica ai pra ouvir que essa música é ótima. E me lembra de mudar mas não tanto assim)

http://www.divshare.com/flash/playlist?myId=6722723-3b6

Bom, não importa. O fato é que eu preciso entender que pra se fazer dieta há que se ter paciência. Na verdade eu preciso entender que pra se viver há que se ter paciência…

É bem isso que eu estou tentando (e tenho até conseguido) ter, paciência com a dieta, paciência pra viver um dia depois do outro sem que estes se transformem numa massa sem fim de descontroles. E paciência comigo mesma e com as pessoas.

Aqui tem um maravilhoso texto budista, do venerável mestre Thich Nhat Hanh. Lindo texto.

Figura de Marta Oliveira: http://www.artbr.com.br/todosossantos/martaoliveira/index.html

patinha bonita

“Aceitar-me plenamente? É uma violentação de minha vida.
Cada mudança, cada projeto novo causa espanto: meu coração está espantado.
É por isso que toda minha palavra tem um coração onde circula sangue”

Clarice Lispector, Um sopro de vida, Nova Fronteira, 1978

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Essa semana minha personal witch* me deu um dever de casa pra fazer. Eu teria que evitar me julgar. Policiar meus pensamentos e pegá-los no pulo e não deixá-los ir pra frente se fossem negativos.

Rá! Logo eu, judiciosa por natureza? Carrasca e tudo mais? (E o post de hoje do outro blog foi dedicado a mim também.) Aliás, alguém aí consegue isso? Como se faz isso?

Seria o mesmo que conseguir a proeza de parar o diálogo interno**! Missão ninja. Mas eu tento, estou tentando. Segundo ela nós nos tratamos da mesma forma que os adultos nos tratavam quando tinhamos até 5, 6 anos. Aff… Minha história de tratamentos até essa época definitivamente não foi das melhores. E não tenho auto piedade por causa disso. Mas é fato. Só que é um exercício que acaba ajudando no emagrecimento. Apesar de que às vezes eu duvido muito da eficácia deste tipo de coisa. Mas. Vamos lá fazer, né? Minha criança interior agradece. (Mas o que raios é criança interior, heim?)

É preciso reforçar o clichê da auto-estima, ué. É? Mais fazer do que questionar, que minha garganta dói de tanto questionar. Minha Rebeldia sempre foi verbal.

E eu não me vi afinar, minhas roupas não estão mais largas, eu continuo imensa nas fotos. Mas me sinto melhor, me sinto menos feia e seinto força. De onde vem essa força, eu não sei, mas voua aproveitar enquanto ela está aqui. E amanhã vou anotar de novo. Hoje sei que não extrapolei, mas não anotei. Trabalhei debaixo do sol das duas horas da tarde, literalmente e fiquei esgotada, por causa do calor. Eu tenho uma alergia séria ao calor. ODEIO.

Como diz a Menina: das dez coisas que eu mais odeio neste mundo, as 9 primeiras são o calor. E como eu trabalho na rua, amarguei muito sol hoje.

Não jaquei não.

Vou emagrecer devagarzinho, mas vou. Porque eu não consigo comer 1000 calorias, 1200 por dia, eu preciso de mais. Mas,

“Se sorte está contra você, para quê*** pressa? Se a sorte está com você, para quê pressa?”

Provérbio afegão

*é a moça que me faz massagem e acupuntura, uma bruxa de verdade, com vassoura e tudo.

**esse exercicio é muito legal, e por instantes para mesmo o diálogo mental.

***Para quê? Tem acento?

Imagem Whimiscal Taro, inspirada no The Ugly Duckling

pois é

Eu estava estudando e meditando um pouco sobre a carta do Tarot “A Justiça” quando me deparei com uma citação que adorei.

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E resolvi dedicar para tod@s @s paladin@s da justiça, guardiães da moral e dos bons costumes, para @s que tomam para si os cargos de carrasco, julgador, sentenciador. E @s afins tod@s.

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“Eu amo o mau que sabe que é mau, mais do que o justo que sabe que é justo. Mas dos maus que se julgam justos, diz-se o seguinte: ‘Já nos umbrais do inferno eles não tentam retroceder, pois imaginam que estão sendo levados para o inferno a fim de salvar as almas dos que lá estão’.”

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Contos de Chassidim

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perfeitinha

Nada existe
sem o defeito
que lhe dá graça.
Só amo a graça
do imperfeito.

O perfeito
quando existe
tem o defeito
de ser triste.

(Lácrima Cristi)

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A semana passada foi toda muito boa. Eu vi um número na balança que há tempos não via. Acho que ano passado não vi esse número nem uma vez. Teve uma jacada sexta (e sábado e domingo pq teve churrasco hohoho). Mas programada. (A primeira só, porque este post deveria ter sido escrito sábado). Eu estava de plantão e foi um plantão super pesado. Fisicamente cansativo. E além do mais eu estou no auge da tpm.

Tem sido menos dificil do que eu achava. Eu realmente tenho sentido menos fome e tenho tirado um pouco o foco da comida, de todas as maneiras. Também resolvemos fazer uma espécie de hora da fruta aqui em casa, porque meu filhote não tem comido fruta nenhuma e precisamos melhorar esse hábito nele em nós. E isso ajuda também.

Então me dá uma felicidade boba ver que eu estou avançando, mesmo tão devagar. E que eu estou preparada para seguir.

Porque eu sei que ainda vou escorregar. É impossível ser perfeito. Como diz Salvador Dali, “Não se preocupe com a perfeição. Você nunca a alcançará.” Então preciso apenas saber que durante muito tempo eu vou passar privação. E que para nunca mais vou poder comer como agora, porque isto não é jeito de comer, simplesmente. Preciso me educar, preciso Aprender, isto é um Aprendizado mesmo, para ser introjetado.

Bem, o que eu tenho a dizer é que estou indo, enfim, sinto uma vibe dos primeiros tempos, em que eu emagreci mesmo, em que consegui. E a fé em mim mesma está forte, agora, mesmo eu sabendo como eu sou imperfeita, complicada e tal. É só isso, por hora, eu vou me comportar essa semana que começa.

el tarot de los amantes


Todas las relaciones amorosas reflejan nuestra relación con nosotros mismos

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El Tarot de los Amantes

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Buenos Aires é o paraíso do Tarot. Essa cidade tem tantos, mas tantos tipos de tarot e cada um mais bonito do que o outro que quem é apaixonado por tarot como eu se deslumbra fácil. Tem duas e livrarias enormes, especializadas em esoterismo com uma variedade impressionante, que não tem nada parecido no Brasil. Faz a livraria cultura empalidecer. Além de toda livraria que vc entra ter uma boa variedade de livros e decks diferentes. E além de ter algumas santerias em vários lugares que também têm um monte de tarots diferentes. Ainda tem casas de artgos para jogos que tem alguns tarots também.

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As duas livrarias maravilhosas são a Devas e a Kier.* Eu fiquei literalmente babando lá, pior do que criança em loja de doce ou de brinquedo. E ainda fiquei hospedada do lado da DEvas da Av. Corrientes, ou seja eu entrava lá todo dia. Na Devas, meu marido viu um deck que chamou a atenção dele e por causa dele eu comprei. É o The Lover’s Path tarot, de Kris Waldherr (de quem eu já tinha o tarot das deusas), ou El Tarot de los Amantes. Eu não tinha aberto esse baralho ainda.

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E ontem fui jogar para uma amiga muito querida que queria saber sobre sua vida amorosa . Ai abri a caixa e fiquei encantada, totalmente encantada. O tarot é lindo, super bem apresentado, com uma caixa linda, um livro lindissimo, ilustrado, com historinha e significado de cada carta (que são um pouco diferentes das cartas tradicionais). Enfim, fiquei encantada com tanta beleza. Foi uma compra que valeu muito à pena. E foi muito, muito mais barato que aqui no brasil.

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No site de Kris Waldherr tem uns ebooks pra baixar de graça, com ahistória de algumas histórias de amor que ilustram esse baralho. Aqui a história de Dante e Beatriz, por exemplo.

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* Os sites da Devas e da Kier são muito fracos, e por eles não dá pra ter nem uma idéia do que são as lojas. No site não tem nem a centésima parte da variedade que tem nas lojas. A melhor loja da Devas é a da Av. Corrientes.

guerra civil

Salvador Dali - A Face da Guerra 1940

É contra mim que luto
Não tenho outro inimigo.
O que penso o que sinto o que digo
E o que faço
É que pede castigo
E desespera a lança no meu braço

Absurda aliança
De criança e de adulto.
O que sou é um insulto
Ao que não sou
E combato esse vulto
Que à traição me invadiu
e me ocupou

Infeliz com loucura e sem loucura,
Peco à vida outra vida, outra aventura,
Outro incerto destino.
Não me dou por vencido
Nem convencido
E agrido em mim o homem e o menino.

Miguel Torga

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Como é frustrante tentar e não conseguir. Tentar pela enésima vez e não ter sucesso. Saber exatamente o que fazer e não conseguir. E ficar frente a frente com a própria fraqueza, isso é chato. Essa guerra eterna contra mim. Na verdade é bem mais que chato, mas deixa estar…

 

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Fazer da Mente uma Aliada

Fazer da Mente uma Aliada

ISBN: 8576651130
ISBN-13: 9788576651130
Livro em português
Brochura
1ª Edição – 2005

Sakyong Mipham

Líder espiritual de uma das mais importantes linhagens do budismo tibetano, o Sakyong Mipham apresenta de maneira simples e direta essa tradição milenar à cultura ocidental. Nascido na Índia mas criado nos Estados Unidos e no Canadá, ele conhece bem as maiores dificuldades que nós, ocidentais, encontramos no caminho do autoconhecimento e da meditação.

Quem nunca sentiu a necessidade de desacelerar, ter uma vida mais tranqüila e saudável, mas se viu incapaz de concretizar esse desejo, porque estava preso a antigos hábitos? Quantas vezes todos nós tentamos manter a concentração, mas a mente flana em devaneios e preocupações? Quantos dias tentamos controlar a tensão, mas a ansiedade nos traz mais uma noite de insônia? A mente pode parecer inflexível, mas só precisamos aprender a treiná-la. Afinal, por que pensamos apenas em treinar o corpo, fazendo exercícios e dietas, e buscando técnicas de relaxamento? Ao treinar o cavalo selvagem da mente, deixamos de nos sabotar e descobrimos a paz e a alegria, características naturais da mente.

Em Fazer da mente uma aliada, com introdução de Pema Chödrön, o Sakyong Mipham apresenta as práticas da meditação e da contemplação como instrumentos que nos ajudam a colocar nossos problemas e conflitos em perspectiva. Descreve ainda as principais armadilhas que enfrentamos nesse caminho, assim como os antídotos propostos pelos grandes mestres budistas. E, com humor e elegância, ensina-nos até mesmo a lidar com problemas comuns que temos ao meditar, como dores nas costas ou a falta de disciplina.

Sobre o autor

Nascido na Índia em 1962, o Sakyong Mipham é o sucessor espiritual de seu pai, o conhecido mestre Chögyam Trungpa. É o atual detentor da tradição do budismo de Shambhala. Formado em filosofia, meditação e ritual budistas, o Sakyong visita todos os anos a Índia, onde entra em retiro e se dedica aos estudos e às práticas. Também ensina em centros Shambhala ao redor do mundo. Além de Fazer da mente uma aliada, é autor de Ruling your world: ancient strategies for modern life (2005).
Sobre Shambhala
O budismo de Shambhala é uma linhagem não sectária do budismo tibetano, vinculada às linhagens Nyingma e Kagyü. Seu princípio fundamental é que todos querem ter uma vida sadia, digna e segura, e que isso é possível. Para a realização desse objetivo, seus ensinamentos e práticas – que incluem atividades espirituais e seculares, nas áreas de arte, psicologia e saúde, entre outras – enfatizam a natureza essencialmente boa de todos os seres e propõem um envolvimento no mundo baseado no destemor, na sabedoria e na compaixão.
Seu líder atual é o Sakyong Mipham Rinpoche, filho do fundador de Shambhala, Chögyam Trungpa Rinpoche. Trungpa foi um dos pioneiros na introdução do budismo tibetano no Ocidente, e deixou uma obra extensa e inovadora, que influenciou e continua a influenciar, além do budismo, diversas áreas da cultura ocidental, como a psicologia e a literatura. Entre os seguidores mais conhecidos de Trungpa estão, por exemplo, a monja Pema Chödrön, os poetas Allen Ginsberg e William Burroughs, e a cantora e compositora Meredith Monk.
Para mais informações sobre o Sakyong Mipham, Chögyam Trungpa e Shambhala, visite o website de
Shambhala Brasil (www.shambhala-brasil.org).

não sejas o de hoje

Não sejas o de hoje.
Não suspires por ontens…
não queiras ser o de amanhã.
Faze-te sem limites no tempo.
Vê a tua vida em todas as origens.
Em todas as existências.
Em todas as mortes.
E sabes que serás assim para sempre.
Não queiras marcar a tua passagem.
Ela prossegue:
É a passagem que se continua.
É a tua eternidade.
És tu.”

“Cânticos”, Cecília Meireles, Editora Moderna.

=====

A folga, os dias de descanso, o estado de exceção, a folia, a pasmaceira estão acabando. Por um lado estou doida mesmo pra rotina se instaurar, pra que tudo comece e entre nos eixos, emfim.

Estou animada, apesar de não ter continuado na vibe tão boa que eu trouxe das viagens. Mas paciência, há que se saber lidar com isso também. Afinal, tudo nessa vida é conflito. E é preciso saber conviver com isso. E o mais complicado, saber não comer isso.

Amanhã o dia começa. Até lá. E aproveitando que é o primeiro dia do Ano Novo Tibetano, é o Losar 2136. é um excelente dia para se desejar o bem a todos os seres. Sempre há uma razão pra se recomeçar não é?

Quando eu penso em recomeço, sempre lembro dessa música:

http://blip.fm/_/swf/BlipEmbedPlayer.swf

Imagem: Paulina Tarot

concorrência

oseuproblemaenosso

adoro…

devagar ainda

Quem se crê próprio erra,
sou vários e não sou eu.
Se as cisões são estilhaços
de saber do universo,
seja eu os meus pedaços,
impreciso e diverso.
.
Fernando Pessoa

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Eu preciso retomar o hábito de escrever aqui. Mas relevo também, estou de férias. Sexta feira que vem eu volto ao trabalho. E aí pode ser que eu sinta mais necessidade de vir aqui…

O fato é que eu estou bem. Vi que algumas pessoas perguntaram isso, se eu estou bem, eu estou ótima, emagreci e não engordei o que emagreci de novo (nem vou). É que simplesmente eu desencanei um pouco e momentaneamente dessa sanha de emagrecer. Resolvi curtir um pouco sem e isso saiu do meu horizonte, por si só. Talvez até por isso eu tenha emagrecido, sei lá…

Mas claro que eu sei que ainda estou perdendo essa luta. E que preciso vir aqui, ainda. Porisso estou aqui agora, tentando me concentrar mais nisso. Acho que só vou entrar no ritmo mesmo depois do carnaval, que por aqui vai ser tranquilo, vou ficar em casa, já viajei bem nesse final/inicio de ano. Vamosver como as coisas vão ficando…

P.S. A Amábile perguntou e aproveito pra responder: Os mudras aí do post debaixo são para serem feitos de um a cinco minutos.

E muita leveza pra todas nós.

mudras 2

Ontem à noitinha aconteceu uma coisa que me deixou muito, muito nervosa. Eu fiquei com taquicardia, pensamentos descontrolados, enfim, meio fora de órbita. Como não estava conseguindo me acalmar com nada, nem mantras, nem orações, nem pensamentos do tipo, que besteira, não vale à pena e etc., resolvi buscar um mudra para acalmar. Encontrei dois na verdade, mas um deles teve um efeito imediato, o Chinmaya Mudra. É esse ai da foto. Foi só fazer que eu me acalmei quase instantaneamente.

Acalma a mente e estabiliza as emoções. Com as mãos em punho, toque o dedo indicador com o polegar, formando um círculo. Descanse as mãos nos joelhos.

Mas aí numa página de mudras eu acabei descobrindo um outro mudra que ajuda a emagrecer, o Brahma mudra. É um mudra que eu acho gostoso de fazer. Achei legal colocar aqui, já tinha colocado outro mudra que também ajuda no emagrecimento, pode ver aqui.

Acelera o metabolismo, estimulando a digestão de gorduras, com redução do tecido adiposo em excesso. Com as mãos unidas em punho, envolvendo os polegares, em frente ao plexo solar. Palmas para cima.

são aqueles ares

Na verdade eu só queria mesmo falar sobre Buenos Aires. Sobre como é uma experiência quase mística pra mim estar lá. Sobre como eu me encontrei na estrangeiridade. O fato de ser estrangeira faz com que eu me encontre mais, faz com que eu seja eu. Porque eu realmente não sou daqui. E nem de lá, e nem de lugar nenhum.

Mas não falo no sentido de querer mudar daqui, de ter sede de viajar e de conhecer outros lugares, isso eu nem tenho tanta. Não falo de não me sentir brasileira (eu sei o quanto sou, e é muito), não desprezo meu país de jeito nenhum, não quero mudar daqui, etc. e tal. É outra coisa que eu não encontrei ainda como explicar. Eu falo de um estado interno de uma coisa que nem eu mesmo sei muito o que é. E era disso que eu queria falar, isso que encheu minha cabeça esses dias. Mas, a quem, pra que né? Não tenho tido nada na cabeça que interesse em um blog.

Então ficam as fotos da melhor viagem que fiz em muito, muito tempo, tanto que na verdade nem lembro se teve alguma melhor. Mais divertida, talvez, mas não teve uma em que eu me sentisse mais confortável. E eu como alguém que está 100% do tempo desconfortável, que sente dor o tempo todo, falo disso, dessa sensação que em alguns momentos beirou o oceânico. É assim que eu cada vez mais me sinto naquele lugar. Mesmo quando fui maltratada (e eu fui algumas vezes e foi bem desagradável), ainda assim eu descobri que ali eu sou o que eu sempre fui: uma familiar estrangeira.

quem é essa

Quem é essa
que me olha
de tão longe,
com olhos que foram meus?
.
Helena Kolody

vortei

Quem eu devo combater,  já que sou meu próprio inimigo?
Quem salvará quem,  já que sou meu próprio salvador?
Sou a própria testemunha das minhas ações e inações.
Serei livre quando domar a mim mesmo.

Dharmaraksita (séc. X)

Voltei. Agora acho que mesmo, mesmo, embora esteja pintando outra viagem no fim de semana, mas vamos ver. Fiquei de sexta até ontem em são Paulo, com amigas queridíssimas, num fim de semana maravilhoso, delicioso, pra mim e pro filhote.

Agora é hora de começar a colocar a rotina no lugar e entrar em 2009 que está vem-não-vem pra mim desde o começo de dezembro. E depois do carnaval eu volto a trabalhar e quero voltar com a vida engatada já.

Eu emagreci um pouco, mas tendo em vista que nem pensei em RA, em dieta regime nem nada, teve dia que eu vivi de sobremesa, estou dando graças aos céus. Eu estou num peso que não alcançava a um ano. Vou esperar pra ver a rotina como vai ficar, como minha cabeça vai lidar com isso tudo. Mas tenho fé, ora se tenho. Senão…

Então que a velha máxima se confirmou, é preciso mesmo ter outros prazeres pra desencanar da comida, da compulsão. E também é preciso ir devagar, ir com serenidade. Eu na verdade não sei se isso de fato veio pra ficar em mim, não sei o quanto eu ainda vou ter de compulsão. Mas a realidade é que crise compulsiva eu não tenho desde o fim de dezembro. Talvez seja pra ficar, sei lá, acho que vou aproveitar pra testar alguma dieta, algum programa de controle alimentar, ainda não decidi qual. Quem sabe o velho VP mesmo. Por enquanto é só isso.

Figura daqui: http://rottentuna.blogspot.com/

outros prazeres

http://picasaweb.google.com/s/c/bin/slideshow.swf

Clique para ver as fotos da viagem

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O indivíduo nunca se afirma melhor do que quando esquece a si mesmo.

André Gide

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Eu voltei, agora pra ficar… (Nossa, agora em fevereiro é que vou dar uma parada por aqui. Ainda estou decidindo sobre mais uma viagem a Sampa no final de semana…)

A viagem esteve melhor do que ótima. Uma das melhores viagens que eu fiz na vida. Melhor que as outras duas, maravilhosa. Ainda estou feliz.

Eu emagreci, pois nem me lembrava de comida. Há muitos anos eu não sabia o que era ter um relacionamento normal com a comida como foi nessa viagem. A comida saiu de cena, sem esforço, sem pensar, sem nada. E eu comi tanta coisa boa, tanta iguaria! Ou seja comi bem, como há muito tempo. Claro que na volta a coisa já não foi bem assim, digamos que a comida tenta recuperar seu lugar no meu coração rsrsr. Mas foi um aprendizado e tanto, do qual só depois eu me toquei. Pra mim realmente são necessários outros prazeres pra que eu possa lidar com a comida como gente normal.

Ainda estou só tirando a poeira, depois eu volto com mais posts.

arranjo14.jpg

Ah, e não podia deixar de dizer: Odoya, Salve Yemanjá, rosas brancas pra ofertar!!!

cenizas de rosas


oculosrosaA agonia da ultrapassagem das limitações pessoais é a agonia do crescimento espiritual.

Joseph Campbell

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Esses dias têm sido difíceis. Não no setor emagrecimento, em outros. Difíceis emocionalmente. Não tem nada acontecendo, está tudo nos lugares, mas uma sensação incômoda não me larga e eu não sei o que fazer com ela. É algo que tá ultrapassando minha capacidade racional de lidar. Isso que é chato demais. Ficar deprimido sem motivo. É chato, é feio, mas está aí. E eu nem fico reclamando, me controlo bem, mas de vez em quando não sei onde deixo meu óculos cor de rosa. E isso eu preciso aceitar, eu venho de uma linhagem de deprimidas endógenas e tenho que aprender a lidar com isso. E até que estou me saindo bem no geral…

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construir o simples: emagrecer

Quanto mais fraca a minha convicção ao meu respeito, maior a minha dependência da opinião dos outros.

Flávio Gikovate

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Esse vídeo é muito legal. Eu gosto muito do Flávio Gikovate falando. É bem grande, mas vale à pena. Vale muito à pena mesmo, e não só pra quem quer emagrecer. Esse vídeo é um episódio do Café Filosófico que foi exibifo pela Tv Cultura e fez parte da série “Cultura do Excesso”.

Ele fala da obesidade de forma bem realista, e fala da obesidade na sociedade, como esse fenômeno está ligado de forma inseparável, do social. Ouçam, porque é muito legal. A imagem está ruim, mas vale à pena ouvir o que ele fala.

A palestra está disponível para assistir e fazer download também no site do próprio Flávio Gikovate. Em áudio, só se preferirem. Link para a palestra no site.

http://video.google.com/googleplayer.swf?docid=4929313620384840026&hl=pt-BR&fs=true

…esta humanidade que não tem como gastar calorias com a sua vida cotidiana é obrigada a perder uma boa parte do tempo com academias, em esteiras correndo no mesmo lugar. O que não deixa de ser um pouco patético não é? Primeiro vamos de carro para todo lugar, depos vamos para a academia… Estamos mal não é? Se formos olhar direito e pensar com seriedade, estamos vivendo num mundo que enlouqueceu…

Flávio Gikovate

de volta

As oportunidades para procurar forças mais profundas em nós mesmos vêm quando a vida parece mais desafiadora.

Joseph Campbell

jornadaherVoltei. Ainda meio devagar, ainda meio entorpecida e sem muito pra escrever, por enquanto. Eu ando altamente monotemática e o assunto que me enche os olhos nesse momento é a Jornada do Herói. E por causa dela, descubro a Viagem do Herói no Tarô. Coisa linda, estou amando. E de quebra vêm mitos, Jung, símbolos mil. Estou fervendo internamente. Não consigo articular tudo que queria, o assunto está gestando ainda na minha cabeça de poucos recursos, e me faz às vezes perder o sono. É assim sempre que acho que estou vendo de novo um sentido pra tudo, ou pra algumas coisas, ou somente Sentido. E em momentos que tenho a ilusão delirante que posso dar sentido a algo, já que sentido nada tem.

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O bom é que não engordei na casa da sogra. Também, a comida dela além de deliciosa é muito, muito saudável. Quisera eu poder fazer coisas tão saudáveis e com tanta frequência.

o herói de mil faces

O melhor livro em tempos… Estou apaixonada, não querendo que ele termine nunca. Apaixonada por Campbell, e viciada em mitologia de novo. O que me levou com mais força para o tarô como autoconhecimento, que bom, uma jornada sem fim. Esse livro tem alegrado imensamente os meus dias, deu um novo colorido à minha vida, juntamente com o dvd O Poder do Mito, maravilhoso. Eu fico assistindo e reassistindo, deslumbrada com a sabedoria do velhinho, e sonhando envelhecer como ele.

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Enfim, esse livro e esse dvd já se tornaram um marco na minha vida, e bem na crise da meia idade que se avizinha… Estou feliz demais de ter redescoberto esse livro que eu já tinha começado a ler há tempos atrás e não continuei. Enfim, deu o click agora e eu estou quase em estado de graça por isso.
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Muito agradecida Joseph Campbell, que bom que você existiu! E que bom que você divulgou seu conhecimento, pra nós pobres mortais. Faço até reverência.

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HEROI DE MIL FACES, O
Autor: CAMPBELL, JOSEPH
Editora: PENSAMENTO
Assunto: LITERATURA ESTRANGEIRA-MITOLOGIA

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ISBN: 8531502942 ISBN-13: 9788531502941
Livro em português Brochura 11ª Edição – 1995 416 pág.

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Embora apresentem amplas variações em termos de incidentes, de ambientes e de costumes, os mitos de todas as civilizações oferecem um número limitado de respostas aos mistérios da vida. Em ‘O herói de mil faces’, Joseph Campbell – reconhecidamente, um dos maiores estudiosos e mais profundos intérpretes da mitologia universal – apresenta o herói compósito; Apoio, Wotan, Buda e numerosos outros protagonistas da religiões, dos contos de fada e do folclore representam simultaneamente as várias fases de uma mesma história. O relacionamento entre seus simbolos intemporais e os simbolos detectados nos sonhos pela moderna psicologia profunda é o ponto de partida da interpretação oferecida por Campbell. O ponto de vista psicológico é, então, comparado com as palavras proferidas por grandes líderes espirituais, como Moisés, Jesus, Maomé, Lao-Tzu e os Anciãos das tribos australianas. Oculto por trás de um milhar de faces, emerge o herói por excelência, arquétipo de todos os mitos.

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Aqui você pode ver uma prévia dele. Aqui você pode ler on line o livro todo. E aqui você pode baixar ele na íntegra.

ainda

vacaciones2

Ainda estou em férias, em sp, sem uma conexão decente e em espírito de pausa. Volto dia 7, dia 8 as coisas devem ficar temporariamente normais, porque já viajo de novo no ia 17 e depois só retorno à rotina depois do carnaval. Não estou de férias na praia, ao sol, curtindo, infelizmente, mas está legal também, pausa forçada. E pude encontrar amigas queridíssimas, amadas e tudo. Então tá bom. Depois, em casa, volto com noticias, visitas a blogs e tudo, pq agora com essa conexão indecente, não dá.

silêncio é natal

Hay, en la espera,
un rumor a lila rompiéndose.
Y hay, cuando viene el día,
una partición del sol en pequeños soles negros.
Y cuando es de noche, siempre,
una tribu de palabras mutiladas
busca asilo en mi garganta,

para que no canten ellos,
los funestos, los dueños del silencio.

Alejandra Pizarnik

Los trabajos y las noches, en Obras completas. Poesía y Prosas

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Eu sinto falta da amiga. Muita falta, nesses dias. Sinto falta de alguém com quem conversar por horas ao telefone, de poder falar de tudo e mais um pouco. De conversar, conversar. Eu elaboro as coisas falando. Saudades da intimidade conquistada ao longo de tantos anos. Mas isso é idealizar, nos últimos tempo s eu não tinha esse ouvido. Eu tenho uma capacidade espantosa de esquecer as coisas ruins que vivi com as pessoas. E eu me sinto só. Meus melhores amigos também estão assim. Ele, também casado, pai, não tem tempo e tem muita coisa pra administrar. Ela também dividida entre tragédias familiares, não tem condição, nem mínima. E outros amigos não são amigos de conversar horas a fio… E esse silêncio dói. E tem muita coisa aqui dentro pra ser dita.

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E ai vou buscar por Alejandra, e o primeiro poema que sai é esse ai em cima. Sincrônico. Irônico.

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E fico inventando coisas, mexo em blogs que ninguém lê. Pra quê? Pra quê? Vontade de saber.

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Nossa, os livros salvam. A mim sempre, sempre salvaram. (Eu ia escrever salvaram e escrevi lavaram, que os livros sempre me lavaram…)

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Feliz Natal.

até 2009

“E não há melhor resposta que o espetáculo da vida:

vê-la desfiar seu fio, que também se chama vida,

ver a fábrica que ela mesma, teimosamente, se fabrica,

vê-la brotar como há pouco em nova vida explodida;

mesmo quando é assim pequena a explosão, como a ocorrida;

mesmo quando é uma explosão como a de há pouco, franzina;

mesmo quando é a explosão de uma vida severina.”

João Cabral de Melo Neto

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Acho que estou realmente de férias! Meu corpo quer descanso, minha cabeça está longe, longe e eu quero distância da balança. Então acho que vou encerrar as atividades por aqui algum tempo, até ano que vem, mesmo que seja pra clarear as idéias.Pra recomeçar.

Se eu sentir necessidade, eu volto antes, com qualquer post ai. Mas hoje não sinto vontade de falar sobre nada relacionado ao emagrecimento. Estou curtindo outras paradas. E é férias, é fim de ano, é época de balanço mesmo. Vou me recolher pra fazer o meu balanço. Agora no finzinho descubro novos prazeres bem antigos, tenho que me render à velhos fracassos. Mas não faltam planos, não falta esperança de que tudo seja bom. Então um pequeno hiato, boas festas pra todos, eu volto daqui a pouco.

Feliz 2009 para todos, que tenham ótimas festas. Muito, muito obrigada pela companhia. Muito obrigada pelos comentários, porque foram eles que me ajudaram, que me fizeram seguir com o blog. Espero vocês em 2009. Acho que até lá vou zerar esse blog, transferir tudo pra outro lugar e recomeçar do zero. Nada melhor que a possibilidade de fazer tudo diferente né?

o lado sombrio do prazer

Estou lendo um livro muito interessante, apesar do título muito besta. É A Fórmula da Felicidade. Gostei particularmente deste trecho abaixo.

(Terminei de ler, acheio ótimo, o melhor livro desseassunto que eu li)

Tem tudo a ver com a questão do emgrecimento, principalmente se o excesso de peso é devido à compulsão alimentar, como no meu caso.

Sobre o livro, veja aqui. Se quiser ler mais sobre o capítulo do qual eu extraí este trecho, leia aqui, O Lado Sombrio do Prazer.

(Apesar do título, o livro é legal. Eu adoro livros que falam sobre o cérebro, especialmente sobre a felicidade e o cérebro. Tem muita coisa sendo publicada esses dias sobre o tema, que certamente não deixam de ter um quê de auto-ajuda. Mesmo assim, eu gosto deste tipo de livro.)

A ânsia descontrolada pelo prazer

Uma das conclusões mais irritantes dos estudos fisiológicos sobre o sentimento de gratificação é que as dependências químicas, não importa de que natureza, usam os mesmos mecanismos que no dia-a-dia são responsáveis pelo aprendizado e pela fruição normal do prazer, sendo, portanto, necessários a sobrevivência. Precisamente por isso, o estudo das dependências também mostra revelações importantes quanto à atividade psíquica de pessoas saudáveis. A dependência é um acidente na busca de todos nós por felicidade.

A evolução não programou nada para evitar que nos prejudicássemos dessa maneira, pois não podia prever essa circunstância que só ocorreria em um futuro distante. Há uma centena de milhões de anos, quando a maior parte dos nossos padrões de comportamento atuais foi estabelecida nos genes, não se podia imaginar que os humanos um belo dia consumiriam bebidas alcoólicas, construiriam cassinos e sintetizariam cocaína. Há apenas dez gerações, na época em que a fome era um flagelo freqüente em muitos países, não se tinha idéia de que a agricultura altamente mecanizada viria a ampliar a oferta de alimentos de tal forma que a obesidade se tornaria um grave problema de saúde pública.

A dependência, portanto, pode ser compreendida como um desejo que escapou do controle. Podemos relacionar até mesmo os sete pecados capitais a um excesso da nossa aspiração natural pela felicidade. Orgulho é amor-próprio em altas doses, avareza é parcimônia excessiva e inveja é um exagero da nossa tendência natural de buscar nas outras pessoas um ponto de comparação. A gula surge sempre que o organismo não responde à ingestão de alimentos com a sensação de saciedade. A luxúria nos domina quando não encontramos no sexo uma satisfação plena, o que nos faz querer sempre mais. A ira e a agressividade descontrolada, não submetida à razão. A preguiça é o estado em que ficamos quando, depois de um relaxamento saudável, não conseguimos recuperar o ritmo e a motivação naturais. As drogas funcionam exatamente como as fatídicas alavancas nos salões de jogos e nas gaiolas dos ratos, aumentando a quantidade de dopamina no cérebro. Sob efeito do álcool, o nível dessa substância praticamente dobra; e com nicotina e cocaína, até mesmo triplica, como constatou o toxicólogo italiano Gaetano Di Chiara. Como a dopamina desperta e intensifica a atenção, depois de fumarmos um cigarro nos sentimos agradavelmente estimulados para o trabalho. Duas taças de vinho nos enchem de otimismo.

Todas as dependências químicas, portanto, estão baseadas no mesmo mecanismo, e as drogas apenas se diferenciam pela maneira como o ativam. A nicotina libera dopamina de forma mais direta, com a ativação dos neurônios correspondentes. O álcool, a heroína e a morfina aumentam o nível desse neurotransmissor por via indireta, pois inibem os neurônios que normalmente contrapõem ao circuito de expectativa. A cocaína, por sua vez, evita a reabsorção normal da dopamina pelas membranas celulares, conseguindo assim que essa substância circule por mais tempo no cérebro. Quem consome o “pó branco” vivencia um estado parecido com aquele em que se encontrava Leonard, o paciente de Oliver Sacks, sob o efeito do medicamento L-Dopa, que o fazia sentir-se todo-poderoso.

Em última análise, o que importa é saber o caminho pelo qual um nível mais alto de dopamina será obtido. É necessário que essa situação aconteça, pois ela estabelece no cérebro uma associação quase indissolúvel entre a droga e a ânsia de consumi-la. Ao reconhecer um cigarro, o cérebro de um fumante aciona imediatamente o comando “acender”. O estímulo “garrafa”, por sua vez, desencadeia o desejo de beber. Basta a visão de uma seringa para que o aviso do desejo surja no cérebro de um dependente de heroína, como mostraram análises com o tomógrafo de emissão de pósitrons. É dessa maneira que a nicotina, o álcool e a cocaína penetram nas estruturas cerebrais responsáveis pelas sensações de prazer: como os guerreiros gregos escondidos no cavalo de Tróia. Em outras palavras, o cérebro de quem tem uma dependência é como uma cidade conquistada.

Clique aqui para ler mais.

A Jornada Mítica de Cada Um

A JORNADA MÍTICA DE CADA UM

Sam Keen e Anne Valley-Fox
* Editora: Cultrix
* Autor: VALLEY FOX & KEEN
* ISBN: 8531602165
* Origem: Nacional
* Ano: 1991
* Edição: 1
* Número de páginas: 210
* Acabamento: Brochura
* Formato: Médio

Num sentido estrito, a palavra mito se aplica a um intrincado conjunto de histórias, rituais, ritos e costumes ligados entre si que informam e dão significado e senso de direção básicos a uma pessoa, família, comunidade ou cultura.
Os que não se lembram da história estão condenados a repeti-la. Se não fizermos um esforço para, gradativamente, irmos tomando consciência de nossos mitos pessoais, acabaremos dominados pelo que os psicólogos diferentemente denominam de compulsão repetitiva, complexos autônomos, engramas, rotinas, enredos, jogos. Quem é autor da própria história confere autoridade às suas ações. Adquirimos autoridade e poder pessoal na medida em que questionamos o mito mantido pelas autoridades e criamos um mito pessoal que nos ilumine através da nossa verdadeira forma.
Você sabe que mito está vivendo?
Para manter nossa vibração ao longo de toda a existência temos de estar sempre nos inventando, compondo temas novos para nossas narrativas de vida, lembrando-nos do passado no presente, visionando o futuro e dando de novo legitimidade ao mito pelo qual vivemos.
A Jornada Mítica de Cada Um oferece ao seu leitor os meios adequados para detectar seus mitos pessoais, escrevê-los e contá-los a outros. Este livro inclui ainda inúmeros exercícios, acompanhados de exemplos de histórias pessoais e citações inspiradas que visam estimular a jornada de cada um para o centro de seus objetivos, abrindo as portas de um universo de autodescobertas e significados.

imperatriz

Segunda de manhã. Belo dia pra lembrar. De tudo que eu tenho escrito por aqui.

E me lembrei de repente, bem de repente, que até aqui eu abri mão de muitos alguns sonhos pra agradar aos outros. Zotros que nem tão importantes assim na minha vida eram, são, foram. Por exemplo, eu sempre quis fazer um curso de leitura corporal. E alguém que eu admiro disse que era besteira, que não era legal e blábláblá. Mas mesmo assim eu queria! Mas não fiz, também pra não ficar diminuída aos olhos dessa pessoa. Tamanha bobagem.

Eu engoli a vontade e vai ver até engordei uns quilos por isso. Eu deveria ter ido ver com meus olhos que era uma coisa boa. Ou não. Engolir sonhos por causa de algo tão bobo deve engordar bastante.

Outra coisa: eu acho que sou boa ouvinte, sempre quis ajudar os outros ouvindo. Mas não fiz um curso de psicanálise pelos mesmos motivos que não fiz um curso de leitura corporal.

=====

Acho que descobri um pouco que preciso ouvir e ajudar os outros como missão. Eu vou seguir fazendo alguns cursos pra isso, quero atender pessoas, quero poder sentar em algumas tardes e ouvir os outros. Não vai ser agora, vou seguir me preparando, preciso alugar uma sala, me aperfeiçoar mais.

Já tenho alguns instrumentos bons que são a astrologia, o Tarô, e outras esoterices. Isso ajuda e é um bom motivo pra ouvir. E eu sempre acho que as pessoas precisam muito serem ouvidas. Então ano que vem acho que mais uma meta é essa, vou alugar uma sala e começar a atender. Como hobby (porque isso pra mim vai ser sempre um bom hobby, profissão eu já tenho), e pra ajudar, pra ouvir as pessoas e com certeza me ajudar também, pois me sentindo bem e fazendo o que gosto eu me ajudo.

Essa lição eu aprendi estou aprendendo, preciso ir ver se as coisas são boas por minha conta, preciso deixar de fazer ou não fazer as coisas só por medo de não agradar os outros.

=====

E falando em tarô, resolvi tirar uma carta on line pra me ajudar a refletir um pouco sobre essa questão de alugar uma sala, começar a ouvir os outros. Saiu essa. Muito apropriada, e indica que eu estou no caminho certo. Gostei muito.

A IMPERATRIZ

Este arcano revela que tudo está em seu devido tempo e lugar. Não queira o impossível: antecipar os acontecimentos! A questão solicitada está em desenvolvimento e é plenamente possível realizá-la; a alegria e o prazer é uma constante na pergunta. Acredite em si e continue com seus planos que tudo sairá a contento. Este arcano sugere que existe absoluta convicção para o sucesso, seja crescendo ou permanecendo, pois um dos principais aspectos deste momento é a natureza da preservação e da irreversibilidade; porém, essa capacidade gera a dissimulação para manter o seu projeto de vida e a estrutura escolhida. Preste atenção! Todos os caminhos estarão abertos, e você deve continuar nos investimentos pessoais, pois há uma enorme força evolutiva a favor dos acontecimentos desejados. Podemos extrair uma reflexão para você: “Uma vida feliz dependerá exclusivamente de nossos planos, ações, interesses e pontos de vista em comum”.


Tarólogo e astrólogo Nei Naiff – 2001. Texto autorizado somente para a Revista Planeta na Web, proibida reprodução comercial sem consentimento do autor.

Fonte: http://www.terra.com.br/planetanaweb/produtos/novo_taro/index.htm

labirinto

… É preciso escolher seu caminho entre os muitos caminhos.

(Sri Aurobindo, Savitri, VI:1)

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Minha alimentação está(va) saindo perigosamente do controle. Estes dias estava indo depressinha, depressinha rumo à uma depressão ferrada. Sexta feira eu estava péssima, péssima, muito mal estava tudo muito ruim. Mas ajudada por uma amiga super querida, apareceu uma bruxa no meu caminho. Uma bruxa super do bem. E lá fui eu fazer shiatsu com ela. A sessão durou 3 horas! Porque conversamos tudo que podíamos, falamos sobre muita, muita coisa, trocamos esoterices sem fim, de bruxa pra bruxa e ela me fez uma massagem maravilhosa, colocou algumas agulhas de acupuntura em mim e eu sai de lá bem mais contente.

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Na verdade estes dias todos eu tenho pensado muito no meu chamado, na minha jornada, na minha missão na vida. E ter assistido na mesma semana dois filmes emblemáticos neste sentido(vou falar deles depois) me fizeram pensar muito nisso, esse assunto voltou com força total, inclusive em sonhos mirabolantes e cheios de indicações.

Além disso conversei muito isso com a bruxa, que tem uma história de vida fascinante. Vou falar bastante disso que tenho pensado ainda, inclusive ia falar aqui neste post mesmo, mas merece mais reflexão, quero elaborar mais. Sobre essa jornada, sobre tudo que isso envolve. E claro, como o emagrecimento tem a ver com isso.

E também vim aqui escrever para cumprir a meta de vir sempre, pra não perder o foco de vez, que já tá fugindo, já estou desviada bons quilômetros do caminho! E amanhã já vou retomar o controle, tentar domar a compulsão que está ferrenha estes dias, no meu encalço. Encalço nada, já me pegou, mas eu vou fugir dela. Ou chamar ela pra tomar um chá. Chá verde, obviamente.

problemas no acesso ao blog

levezalogopMudei o template e tirei o livro ai da barra lateral e do post que estava pra ver se melhora o acesso ao blog.  A Ge, por exemplo, disse que não estava conseguindo entrar aqui, espero que melhore. Porque embora eu tenha pouquinhos leitores e comentaristas, os que eu tenho são da melhor qualidade, todo mundo que comenta aqui eu adoro os blogs e os comentários. E fico triste se alguém não consegue acessar. Este tema ainda é provisório, vou fazendo mudanças aos poucos pra ver se fica mais leve de acessar. E assim que passar ao próximo ano, eu volto com o template de antes. Se alguém notar algum problema, por favor, podem me avisar?

Enquanto isso, podem ficar à vontade pra fuçar por ai, viu?

o lado sombrio do prazer

Estou lendo um livro muito interessante, apesar do título muito besta. É A Fórmula da Felicidade. Gostei particularmente deste trecho abaixo.

Tem tudo a ver com a questão do emgrecimento, principalmente se o excesso de peso é devido à compulsão alimentar, como no meu caso.

Sobre o livro, veja aqui. Se quiser ler mais sobre o capítulo do qual eu extraí este trecho, leia aqui, O Lado Sombrio do Prazer.

(Apesar do título, o livro é legal. Eu adoro livros que falam sobre o cérebro, especialmente sobre a felicidade e o cérebro. Tem muita coisa sendo publicada esses dias sobre o tema, que certamente não deixam de ter um quê de auto-ajuda. Mesmo assim, eu gosto deste tipo de livro.)

A ânsia descontrolada pelo prazer

Uma das conclusões mais irritantes dos estudos fisiológicos sobre o sentimento de gratificação é que as dependências químicas, não importa de que natureza, usam os mesmos mecanismos que no dia-a-dia são responsáveis pelo aprendizado e pela fruição normal do prazer, sendo, portanto, necessários a sobrevivência. Precisamente por isso, o estudo das dependências também mostra revelações importantes quanto à atividade psíquica de pessoas saudáveis. A dependência é um acidente na busca de todos nós por felicidade.

A evolução não programou nada para evitar que nos prejudicássemos dessa maneira, pois não podia prever essa circunstância que só ocorreria em um futuro distante. Há uma centena de milhões de anos, quando a maior parte dos nossos padrões de comportamento atuais foi estabelecida nos genes, não se podia imaginar que os humanos um belo dia consumiriam bebidas alcoólicas, construiriam cassinos e sintetizariam cocaína. Há apenas dez gerações, na época em que a fome era um flagelo freqüente em muitos países, não se tinha idéia de que a agricultura altamente mecanizada viria a ampliar a oferta de alimentos de tal forma que a obesidade se tornaria um grave problema de saúde pública.

A dependência, portanto, pode ser compreendida como um desejo que escapou do controle. Podemos relacionar até mesmo os sete pecados capitais a um excesso da nossa aspiração natural pela felicidade. Orgulho é amor-próprio em altas doses, avareza é parcimônia excessiva e inveja é um exagero da nossa tendência natural de buscar nas outras pessoas um ponto de comparação. A gula surge sempre que o organismo não responde à ingestão de alimentos com a sensação de saciedade. A luxúria nos domina quando não encontramos no sexo uma satisfação plena, o que nos faz querer sempre mais. A ira e a agressividade descontrolada, não submetida à razão. A preguiça é o estado em que ficamos quando, depois de um relaxamento saudável, não conseguimos recuperar o ritmo e a motivação naturais. As drogas funcionam exatamente como as fatídicas alavancas nos salões de jogos e nas gaiolas dos ratos, aumentando a quantidade de dopamina no cérebro. Sob efeito do álcool, o nível dessa substância praticamente dobra; e com nicotina e cocaína, até mesmo triplica, como constatou o toxicólogo italiano Gaetano Di Chiara. Como a dopamina desperta e intensifica a atenção, depois de fumarmos um cigarro nos sentimos agradavelmente estimulados para o trabalho. Duas taças de vinho nos enchem de otimismo.

Todas as dependências químicas, portanto, estão baseadas no mesmo mecanismo, e as drogas apenas se diferenciam pela maneira como o ativam. A nicotina libera dopamina de forma mais direta, com a ativação dos neurônios correspondentes. O álcool, a heroína e a morfina aumentam o nível desse neurotransmissor por via indireta, pois inibem os neurônios que normalmente contrapõem ao circuito de expectativa. A cocaína, por sua vez, evita a reabsorção normal da dopamina pelas membranas celulares, conseguindo assim que essa substância circule por mais tempo no cérebro. Quem consome o “pó branco” vivencia um estado parecido com aquele em que se encontrava Leonard, o paciente de Oliver Sacks, sob o efeito do medicamento L-Dopa, que o fazia sentir-se todo-poderoso.

Em última análise, o que importa é saber o caminho pelo qual um nível mais alto de dopamina será obtido. É necessário que essa situação aconteça, pois ela estabelece no cérebro uma associação quase indissolúvel entre a droga e a ânsia de consumi-la. Ao reconhecer um cigarro, o cérebro de um fumante aciona imediatamente o comando “acender”. O estímulo “garrafa”, por sua vez, desencadeia o desejo de beber. Basta a visão de uma seringa para que o aviso do desejo surja no cérebro de um dependente de heroína, como mostraram análises com o tomógrafo de emissão de pósitrons. É dessa maneira que a nicotina, o álcool e a cocaína penetram nas estruturas cerebrais responsáveis pelas sensações de prazer: como os guerreiros gregos escondidos no cavalo de Tróia. Em outras palavras, o cérebro de quem tem uma dependência é como uma cidade conquistada.

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números infames

“Um jovem monge perguntou ao Mestre:
– O que eu faço para me emancipar?
O Mestre respondeu:
– E quem o pôs no cativeiro?”

Ensinamentos Advaita

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301105-82_9.jpgComo eu estou de férias e bem ociosa, (pelo menos por hoje eu fiquei), resolvi fazer um balanço dos meus anos de blog. Dos meus novembros de blog, pelo menos. E encontrei uma excelente razão pra fechar este blog. Encontrei um imenso fracasso traduzido em números e os números nao mentem, né?

201106-91_6.jpgEncontrei um desejo grande de mudar. Mentira. Eu não encontrei esse desejo, eu encontrei o desejo de emagrecer. Muito desejo e pouca força interna. Muita falação e pouca ação. Muita racionalização e uma irracional espera de um milagre. Muito pseudo saber e pouca noção do perigo. Muita infantilidade escondida nos velhos números. Eles avançam, implacáveis e eu envelheço a cada minuto.

E penso em fechar, porque aqui só me distraio e não sei se quero emagrecer. Aliás emagrecer eu quero, mas ainda não quis pagar o preço.Que adiantou 4 anos de terapia se meu principal objetivo eu não consegui? Se o ano fecha meio amargo e gordo? Se tenho vontade de gritar xingamentos pra mim mesma? Do mais puro ódio? 101107_908p.jpg

Mas eu não vou fazer isso, eu vou continuar, porque eu quero vir aqui refletir, eu quero vir aqui resolver essa pendenga, do jeito que for, eu quero resolver. E vejam bem, esse é o último post reclamão. Os outros podem até não ter resultados, mas não vão ser reclamões mais, pelo menos por um longo tempo. 101208-95_7.jpgPreciso resolver o que fazer de mim mesma, ainda não sei. Enquanto isso fico arrumando espaço pra 2009 entrar mais leve. Porque eu realmente preciso de espaço na vida, mas não é no meu corpo. Ele tá muito espaçoso já e isso me lembra do significado número 26 do texto.

Que eu preciso ler. De novo.

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Clique nas fotos para ampliar o terror.

A Fórmula da Felicidade

FORMULA DA FELICIDADE, A
Autor: KLEIN, STEFAN
Editora: SEXTANTE
Assunto: CRENÇAS-AUTO-AJUDA

ISBN: 8575421638
Tradutor: Kristina Michahelles
Ano: 2005
Número de Páginas: 255
Formato: 16 x 23
Editora: Sextante
Acabamento: Brochura
Idioma: Português

Será possível pesquisar cientificamente a felicidade? As neurociências não apenas provam que sim como garantem: podemos aprender a ser felizes. O cérebro humano possui um sistema específico para isso. Este livro apresenta as mais recentes descobertas realizadas nessa área graças à moderna tecnologia do século XXI e ao trabalho de cientistas, médicos, fisiologistas, psicólogos e especialistas em comportamento. Considerado por Antonio Damasio “o mais importante escritor sobre neurociências da alemanha”, o cientista Stefan Klein traça um panorama surpreendente do que vem sendo revelado sobre a relação entre a felicidade e as funções do amor e do sexo, da amizade, do padrão econômico, da atividade física, da dependência química e dos medicamentos antidepressivos. Os resultados são orientações fundamentadas que podemos usar para alcançar nosso mais precioso sonho: uma vida feliz, com mais bem-estar, saúde e harmonia em nossos relacionamentos.

que venha 2009

“Mas tenho medo do que é novo e tenho medo de viver o que não entendo – quero sempre ter a garantia de pelo menos estar pensando que entendo, não sei me entregar à desorientação.”

Clarice Lispector – A Paixão segundo GH.
Deixei aí embaixo que é pra vcs darem uma olhada.

É um dos meus livros preferidos, mesmo que eu não tenha lido.

=====

2009 chega hoje pra mim. Estou de férias! Depois de um ano pesado, cinzento e meio amargo. Nada aconteceu de catástrófico, ninguém morreu, eu realizei um dos maiores sonhos da minha vida, mas mesmo assim o gosto dele é de chumbo e a cor é cinza. Eu perdi um pouco a fé na vida e nas pessoas. Aprendi uma lição dura de que amor só não basta pra gente ter perto quem a gente ama. Aprendi o quanto nossas limitações são decisivas pra afastar ou manter perto as pessoas.

Eu perdi uma grande amiga de maneira meio estúpida, mas inevitável. Nossas limitações acabaram ficando incompatíveis e não deu mais pra conviver. E isso me custou bastante em termos emocionais, porque eu achava que essa amizade era pra sempre, mas sempre acaba mesmo né? E o mais triste é que nada de concreto aconteceu, ninguém sacaneou ninguem, não houve briga nem discussão, ninguém fez efetivamente nada. Mas o desgaste foi muito grande e de repente acabou. Dói ainda muito, mas é a vida.

E agora no final do ano outro fim de relacionamento que eu botei um ponto final pq tava me prejudicando já. E é bola pra frente, mas é alguém de quem eu também vou sentir uma certa falta, convivi com ela muito de perto por alguns anos.

Então foi a sensação do ano, em retrospectiva: a de faltas e de perdas meio amargas, perdas daquelas que a gente sofre muito por incompetência. E sensação forte de incompetência, foi um ano meio morto na área de conquistas, eu não fiz quase nada, me sinto meio fracassada.

Mas já passou, eu já estou em 2009, ou quase e o ano novo quero que seja diferente, como sempre queremos né? É bom se iludir que vai ser diferente, melhor.

Na verdade esse é um post que deveria ser não-escrito, mas tem o compromisso de vir aqui né? Que eu estou honrando.

=====

Figura daqui, licença creative commons

O livro agora está disponível aqui, clique para baixar ou ler.

que venha 2009

“Mas tenho medo do que é novo e tenho medo de viver o que não entendo – quero sempre ter a garantia de pelo menos estar pensando que entendo, não sei me entregar à desorientação.”

Clarice Lispector – A Paixão segundo GH.
Deixei aí embaixo que é pra vcs darem uma olhada.

É um dos meus livros preferidos, mesmo que eu não tenha lido.

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2009 chega hoje pra mim. Estou de férias! Depois de um ano pesado, cinzento e meio amargo. Nada aconteceu de catástrófico, ninguém morreu, eu realizei um dos maiores sonhos da minha vida, mas mesmo assim o gosto dele é de chumbo e a cor é cinza. Eu perdi um pouco a fé na vida e nas pessoas. Aprendi uma lição dura de que amor só não basta pra gente ter perto quem a gente ama. Aprendi o quanto nossas limitações são decisivas pra afastar ou manter perto as pessoas.

Eu perdi uma grande amiga de maneira meio estúpida, mas inevitável. Nossas limitações acabaram ficando incompatíveis e não deu mais pra conviver. E isso me custou bastante em termos emocionais, porque eu achava que essa amizade era pra sempre, mas sempre acaba mesmo né? E o mais triste é que nada de concreto aconteceu, ninguém sacaneou ninguem, não houve briga nem discussão, ninguém fez efetivamente nada. Mas o desgaste foi muito grande e de repente acabou. Dói ainda muito, mas é a vida.

E agora no final do ano outro fim de relacionamento que eu botei um ponto final pq tava me prejudicando já. E é bola pra frente, mas é alguém de quem eu também vou sentir uma certa falta, convivi com ela muito de perto por alguns anos.

Então foi a sensação do ano, em retrospectiva: a de faltas e de perdas meio amargas, perdas daquelas que a gente sofre muito por incompetência. E sensação forte de incompetência, foi um ano meio morto na área de conquistas, eu não fiz quase nada, me sinto meio fracassada.

Mas já passou, eu já estou em 2009, ou quase e o ano novo quero que seja diferente, como sempre queremos né? É bom se iludir que vai ser diferente, melhor.

Na verdade esse é um post que deveria ser não-escrito, mas tem o compromisso de vir aqui né? Que eu estou honrando.

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Figura daqui, licença creative commons

Leia o livro aqui

sem metas

Mas será tão forte, assim, o nosso algoz? Pode alguém subtrair nossa esperança? Só se não soubermos nem quem somos nós, nem de onde brotam sonhos de criança.

Augusto Cacá

Meu ano está acabando. Era pra ter acabado ontem, mas não teve jeito, sobraram algumas pendências que eu resolvo terça feira, porque aqui segunda, dia 8 é friado. Foi um ano longo, pesado, cansativo. Na verdade eu estou exausta, cansada, me sinto pesada. Foi um ano de perdas significativas, de problemas no meu trabalho que acabaram culminando com 20 dias a menos de férias. E nesse finalzinho algumas relações terminadas, relações que estavam já moribundas mesmo, grande alívio. Que não deixou de representar uma perda verdadeira pra mim. Mas a vida segue e se eu deixei isso pra trás foi justamente pra melhorar minha vida.

Bem eu não emagreci e fecho o ano com saldo negativo nesta esfera. Infelizmente e eu sinto muito por isso.

Mas retomar o blog e voltar a escrever nele mais frequentemente foi muito, muito bom pra mim, eu me conheci mais, eu refleti muito e saio com o saldo de autoconhecimento positivo. Eu fico com vontade de vir aqui, de escrever, de me cuidar. Esse blog é a forma que eu encontrei de começar verdadeiramente a cuidar de mim. É o meu espaço pra organizar as ideias e a partir dai começar a agir. Por isso vou escrever muito aqui ainda. O assunto é fútil de certo modo, e eu não me orgulho de estar obcecada com esse assunto, mas não é nada tão mal pra que eu me envergonhe. Então sigo escrevendo e me preocupando com isso sim. Só não vou mais estabelecer metas, prazos, números, prêmios, vencimentos, nem contagem nenhuma.

É a alma que eu preciso curar, é a ferida que está nela que é preciso cicatrizar, e isso nenhuma meta, nenhuma contagem vai ajudar.

Eu vou aproveitar as férias merecidas pra cuidar do meu dia a dia, pra tomar o meu chazinho, pra meditar, pra me alimentar de forma saudável, pra alimentar também meu espírito, meu intelecto e minha alegria.

Imagem daqui

122 livros para entender o mundo

122 Livros para entender o mundo http://documents.scribd.com/ScribdViewer.swf?document_id=6398492&access_key=key-j5ryj6071mok89itj2v&page=1&version=1&viewMode=

passarim quis pousar não deu…


“Conseguiremos a ave mais rapidamente se chocarmos o ovo em vez de despedaçá-lo.”

Abrahan Lincoln

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Eu, como toda pessoa na face da terra, ou quase toda, sou cheia de auto-enganos. Cheia de coisas que faço sem saber porquê, conto muitas mentiras pra mim mesma, todo o arsenal de auto engano, claro. E uma das mentiras que percebi claramente que adoro me contar é a mentira das datas: Em tal data vou ter emagrecido tanto. Até tal data vou perder tantos quilos. Em 30 dias vou fazer x,y,z pra me ajudar a emagrecer. Um monte de mentiras assim quase piedosas. Vocês até podem perceber que tem dois contadores de data aqui na página principal do meu blog. Contando os dias para sabe-se-lá-quê!

E ai, não sei se porque no fundo eu sou uma pessoa bastante orgulhosa e esnobe, eu preciso de choques de realidade e banhos de humildade de vez em quando pra aprender algumas coisinhas básicas a respeito da vida. E algumas vezes preciso esfregar o focinho no chão pra ver se entra algo nessa minha cabeça de pedra.

Pois hoje aconteceu assim: estava folheando o famoso e famigerado livrinho dos Comedores Compulsivos Anônimos, o Para Hoje, depois de um dia péssimo, em que fiz tudo de errado na face dessa terrinha de meu zeus, (e não estou falando só do ponto de vista alimenticio não) e logo na mensagem do dia 02 de dezembro tá escrito:

“É impossível apressar determinadas coisas. Se estiver abstinente, perderei peso. Precipitar-me, tentar acelerar os acontecimentos, é apenas uma aparência de atividade que não realiza nada. Quando quero que um defeito seja removido antes do tempo, quando quero mais crescimento, quando quero que as coisas conteçam de acordo com a minha vontade, devo lembrar que a vida acontece no tempo de Deus, não no meu.

Paciência é uma parte da humildade, de misturar “eu quero” com a boa vontade de esperar.

Para hoje: Lembro que estabelecer prazos pode me levar ao fracasso, assim como fizeram as metas de perfeição. Eu não faço mais isso.”

Foto daqui, licença creative commons. Clique para ampliar.

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Aproveite para ouvir uma das músicas mais bonitas do mundo. que tem tudo, tudo t-u-d-o a ver com esse post.

[audio:TomJobimPassarim.mp3]

calendário

calendario.jpg

Combinando com a vibe de hoje.

Clique para ampliar.

Do blog Frases Ilustradas

advento

quatrovelas.jpgEsperança é um risco que se deve correr

George Bernanos

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Mês novo. Semana nova.. Advento, primeiros dias…

Adoro coisas novas, adoro começos, eu sou viciada em começos e recomeços. E como já expliquei que não sou uma pessoa naturalmente otimista, embora tente incansavelmente manter a bola lá em cima. Mas tantos anos, tanta vida vivida e por viver, eu ainda estou no começo de muita coisa. E no fim de outras é certo. Mas vamos nos ater aos recomeços. Dezembro, segunda feira, hora de recomeçar.

É cedo e eu comecei bem já. Estou muito agitada porque provavelmente não vou conseguir tirar férias e minha bateria já acabou faz tempo, meu desgaste emocional beira ao colapso. Mas nada que eu possa fazer, e nesse caso, o quem não tem remédio, remediado está.

Apesar de ser triste olhar um ano inteirinho que passou e ver que nada de muito significativo mudou e que mudou foi pra pior, preciso encarar o grande tempo que vem ai pela frente. Uma coisa é certa, eu envelheci este ano mais que em todos os anos anteriores. E eu estou mais sozinha do que nunca estive. E nada aconteceu de objetivo pra isso, a não ser o desgaste do meu trabalho. Mas é dado e eu preciso ir pra frente. E mais uma vez eu vou recomeçar e entrar nos eixos. Não estou tão animada porque é duro lidar com tanto fracasso e se ver reduzido a uma massa reclamona e fracassada, a uma bêbada infeliz e desacreditada. Mas é segunda feira, é dezembro, e eu vou tentar com todas as forças superar o pessimismo que ameaça se instalar e fazer as coisas direito. E tentar ter orgulho de mim mesma. E tentar lidar bem com a solidão que resta nestes momentos.

Alegria, alegria ou a esperança e o urubu…

Sabe que se pode forçar a alegria? De acordo com a psicologia positiva, um ramo da psicologia que eu acho super interessante, é possível criar novos caminhos no cérebro e ensiná-lo a gostar da felicidade. E é isso que eu preciso, redescobrir nestes dias tensos o caminho de ser esperançosa de novo. E dezembro é um bom mês pra isso. Eu parei de fumar num 16 de dezembro. E um Primeiro de dezembro é também um bom dia pra reaprender a ser (menos) (in)feliz.

Ontem foi o primeiro domingo do advento também. Mais um símbolo, mais um dia simbólico. Aproveito pra usar a energia desses primeiros dias do advento pra me inspirar e me fazer seguir. Embora eu não seja estritamente cristã, fui criada como uma e ainda sou apaixonada pelos rituais e por (quase) toda mística. As velas ai em cima são as quatro velas do advento. Se quiser saber mais sobre isso, clique aqui.

Escravo é aquele que espera por alguém para libertá-lo
Ezra Pound
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Entre ontem e hoje eu vi duas blogueiras (cujos blogs eu gosto muito de ler) falando sobre fechar os blogs porque não conseguiram/não estão conseguindo resultado. Fiquei triste. Não que eu não tenha pensado nisso várias vezes e não tenha efetivamente fechado dois blog, o Leveza de Ser e o Leveza. Na verdade são o mesmo blog, assim como este ainda é o mesmo do inicio, de tantos anos atrás. Só que em servidores diferentes. Na verdade eu nunca fechei de verdade, ele sempre esteve aqui, na minha cabeça. Read more

força estranha

“Todo mundo é ignorante, só que em assuntos diferentes.”
Will Rogers

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Essa tela em branco a me tentar. E eu olho e não sei. Como de resto não sei de muitas coisas. Não sei como emagrecer, está é a verdade. Não sei quem seria, quem serei magra. A idéia me assusta. Tive dois sonhos em que eu estava nua em público. Tudo bem, o primeiro até teve um contexto em que veio à tona um lado indesejável de mim, em acontecimentos que me mostraram que eu fui uma pessoa pouco legal. E ai tudo bem estar nua em público. O segundo caso, o segundo sonho num contexto de revelação de segredos. Segredinhos, bobagenzinhas, mas de todo modo em grupo a gente sempre tem exposta alguma parte da gente que não podemos controlar. E também um contexto de ressureição de mortos nem tão mortos assim. Tudo bem.

Mas esses sonhos foram metáforas. Altamente metafóricos. Acho que agora vai clareando o fato de que voltar a ser magra me assusta. Muito. Acho que quase me desnuda e isso é que meu inconsciente tem berrado pra mim. O próximo passo é descobrir como superar esse pavor de emagrecer, porque eu já tinha falado desse medo num dos primeiros posts sobre emagrecer que fiz na vida, lá no velho bloguinho….
E o ínco jeito que eu conheço é assim, tentando me conhecer, pelo menos é o único jeito que dá certo em outras searas da minha vida.
Por isso essa força estranha de vir aqui e escrever, escrever, mesmo quando o não sei é abissal.

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Clique aí pra ouvir Força Estranha

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some fúria

Fúria nas trevas o vento
Num grande som de alongar,
Não há no meu pensamento
Senão não poder parar.

Parece que a alma tem
Treva onde sopre a crescer
Uma loucura que vem
De querer compreender.

Raiva nas trevas o vento
Sem se poder libertar.
Estou preso ao meu pensamento
Como o vento preso ao ar.

Fernando Pessoa, in “Cancioneiro”

Esse poema traduz tudo que estou sendo no momento.

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O que fazer quando um dia são muitos dias num só? São muitos meses, são muitas vidas num só dia? O que fazer quando o dia é cheio de som e fúria e sem abrigo, sem porto seguro, sem velas ao longe? O que fazer quando o dia é tão cheio de meses e anos que não se tem um pingo de fome, mas se tem um fixação oral incontrolável? Quando na verdade só o útero ou o seio materno adiantariam pra amenizar tanto sentimento junto?

Nada é suficientemente saudável num dia assim.

o poder do agora

coisas.jpgNo meu dia tem que ter: (ou eu gostaria que tivesse)

1. duas xícaras de chá verde
2. um copo de suco de hortelã
3. 3 porções de frutas, verduras e legumes (no mínimo)
4. Uma sessão de histórias com Tatá
5. uma carta de tarô
6. uma carta de baralho cigano
7. uma hora de estudo(no mínimo)
8. uma hora de leitura(no mínimo)
9. 3 sessões de qi mental
10. Pelo menos uma sessão de meditação
11. uma sessão de cuidados com a pele
12. uma sessão de balanço do dia
13. uma sessão de anotação do dia

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Mas não estou dando conta de tudo. Na verdade de quase nada. Vou ver se compro de novo este livro: O poder do Agora ( que eu tinha e dei) pra ver se consigo engatar na saga de prestar atenção. Eu sempre estou perdendo o fio da meada a partira da tarde, a partir da hora que saio pra trabalhar. Como meu trabalho não tem rotina nem horário, nem local fixo, eu muitas vezes me embanano e faço besteiras.

Coloco o livro ai pra quem quiser dar uma olhada, baixar, espiar, etc.

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o Poder Do Agora – Eckhart Tolle

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Tenha o seu em Scribd ou procure por outros livros e tags: Saúde Mental livros poder etc…

a louca

O Louco
Imagem do Tarô da Criança interior

O Louco


Perguntais-me como me tornei louco. Aconteceu assim:Um dia, muito tempo antes de muitos deuses terem nascido, despertei de um sono profundo e notei que todas as minhas máscaras tinham sido roubadas – as sete máscaras que eu havia confeccionado e usado em sete vidas – e corri sem máscara pelas ruas cheias de gente gritando: “Ladrões, ladrões, malditos ladrões!”

Homens e mulheres riram de mim e alguns correram para casa, com medo de mim. E quando cheguei à praça do mercado, um garoto trepado no telhado de uma casa gritou: “É um louco!” Olhei para cima, para vê-lo. O sol beijou pela primeira vez minha face nua.

Pela primeira vez, o sol beijava minha face nua, e minha alma inflamou-se de amor pelo sol, e não desejei mais minhas máscaras. E, como num transe, gritei: “Benditos, benditos os ladrões que roubaram minhas máscaras!”

Assim me tornei louco.

E encontrei tanto liberdade como segurança em minha loucura: a liberdade da solidão e a segurança de não ser compreendido, pois aquele que nos compreende escraviza alguma coisa em nós.

Gibran Khalil Gibran – O Louco – Editora Acigi – 1999
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Aí, eu não tenho nada pra dizer agora. Mas preciso vir aqui, já viu né? Um pouco de falta de atenção e olha, lá se vão… Acho que preciso de contratar uma empresa de vigilância, pra me lembrar de não esquecer que eu preciso me lembrar incessantemente. Porque minha louca menininha interior se esquece que a vida é séria e vive correndo atrás de borboletas açucaradas e coloridas. Sabe, essa menininha acha que a vida é curta, que não pode ser prisioneira de restrições e dias cinzas…

E eu, como boa mãe preciso orientar essa enininha, antes que ela apodreça sem amadurecer. Mas pelo visto não estou sendo boa mãe, porque a menina me escapa e se machuca constantemente. Ai eu penso se não seria melhor contaratar uma empresa para vigiar a menininha elbrar a ela que a vida pode seim er uma chatice sem fim em alguns periíodos, as que a longo prazo compena. Mas como explicar isso pra uma menina de 2 anos de idade?

distracção

distracção

do Lat. distractione

s. f., acto de separar uma parte de um todo; falta de atenção; abstracção;
inadvertência;
irreflexão;
alheamento;
divertimento;
passatempo;
recreação.

Coisa mais louca: para um dia meu ser bom em termos alimentares, eu preciso prestar atenção. O tempo todo. Preciso pensar em comida o tempo todo, sem cessar, de forma obsessiva.

Se eu me distraio um pouquinho, baubau, lá se foi um dia. Isso é serio, eu já percebi como é grave isso em mim. Eu tenho que praticar a atenção plena. E como isso é cansativo… e chato e perigoso. Porque eu preciso pensar e o tempo todo em não comer. E todo mundo sabe que poder tem o “não” para o inconsciente.

Eu espero que isso se automatize algum dia e eu possa voltar a comer normalmente, da maneira que as pessoas normais comem.

Meu problema é com os abismos e as borboletas. Eu não consigo ultrapassar meus abismos porque estou sempre atrás das borboletas…

Leitura do dia: Gula

Gula

GULA
Coleção: SETE PECADOS CAPITAIS
Autor: PROSE, FRANCINE
Editora: ARX
Assunto: FILOSOFIA
Ficha Técnica
ISBN: 8575810790
ISBN-13: 9788575810798
Livro em português
1ª Edição – 200

Francine Prose serve um maravilhoso banquete de espirituosas e cativantes observações sobre o mais delicioso dos sete pecados capitais; a gula. Ela descreve como nossas noções sobre esse pecado evoluíram aliadas às nossas idéias sobre salvação e maldição, saúde e doença, vida e morte. Oferecendo um verdadeiro ‘smorgasbord’, que vai das ‘Confissões’ de Agostinho e dos ‘Perdoadores’ de Chaucer ao ‘Satyricon’ de Petrônio e ‘Inferno’ de Dante, ela mostra que a gula foi uma questão profundamente espiritual nos tempos medievais, mas atualmente a transformamos de pecado em doença – são os horrores do colesterol e os perigos da carne vermelha que endemoninhamos. De fato, a visão moderna da gula é a de que comemos demais em função da compulsão, da autodestruição ou para evitar a intimidade e o contato social. Mas a gula, relembra Prose, é também uma afirmação do prazer e da paixão.

meme

“Quiero veneno para morir o
sueños para vivir.”

Gunnar Ekelöf
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Vou responder à brincadeira que a Ge passou para mim. Obrigada pela lembrança, Ge! Não vou repassar pra ninguém em especial, quem quiser responder, pode fazer, se quiser fazer nos comentários, também vale.
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1. O QUE MAIS GOSTO EM MIM? Da minha voracidade pela vida.

2. O QUE MENOS GOSTO? Da minha voracidade pela vida.

3. O QUE MAIS GOSTO DE FAZER? Ler, aprender, conversar, namorar, agarrar meu filhote.

4. O QUE MAIS GOSTO DE COMER? Doces em geral, doces macios e cheios de chocolate, muito chocolate.

5. O QUE DETESTO COMER? Eu não como nada que eu deteste.

6. COMO ME SINTO HOJE EM RELAÇÃO A MEU CORPO? Aprisionada, estrangeira, alienada, infeliz

7. COMO EU QUERO ME SENTIR EM RELAÇÃO A MEU CORPO? Eu quero me sentir bem, cuidada, normal.

8. COMO EU ENCONTRO FORÇAS PARA SEGUIR EM FRENTE? Na verdade, na verdade, ainda não encontrei, eu estou estagnada, ora andando pra trás. Mas não perco o urubu de vista.

9. O QUE VOU FAZER QUANDO ATINGIR O MEU PESO? Nossa, nem sei, nem consigo elaborar isso direito. Mas acho que vou dar uma festa, mesmo que seja uma festa interna. Vou ser muito feliz, eu acho.

Tem mais sobre mim aqui.

um post muito grande

Uma vez que somos destinados a viver as nossas vidas na prisão das nossas mentes, o nosso dever é mobiliá-las bem
Peter ustinov

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Hoje eu resolvi começar mais um programa de emagrecimento. Bilionésima vez. Ops, mas eu dise que não ia mais contar. Só que são oito horas e dezesseis minutos e eu já esgotei a minha cota de alimentação. E estou mega, super, ultra estressada. Por conta de coisas graves acontecendo no trabalho. E olha, o meu trabalho é o grande responsável por eu ter engordado tanto esses anos. O meu trabalho não, claro, mas a forma como eu lido com ele. Tem dez anos que eu estou nesse trabalho, que é maravilhoso por um lado o trabalho dos sonhos em termos de horas trabalhadas/recompensa. Mas do ponto de vista emocional pode às vezes ser massacrante. E eu não aprendi ainda a lidar com isso.

O processo é o seguinte: acontece alguma coisa ruim. Minha primeira reação é o stress, puro e simples, até porque algumas vezes eu realmente tenho a integridade física ameaçada. (A integridade emocional ameaçada é a rotina do meu trabalho, mas as vezes acontece de o físico estar em perigo também.)Então, sem que eu possa fazer nada, o gatilho do stress é disparado, e eu sinto que uma reação em cadeia toma conta do meu corpo, que chega a doer. Ai eu me lembro de anos e anos tentando controlar o stress, racionalmente, emocionalmente, com técnicas de relaxamento, com sermões auto-aplicados e etc. e tal e um tempo depois eu consigo não prolongar o stress. Mas aí já ferrou um pouco pelo menos. Claro que seria pior se eu não conseguisse nem mesmo controlar depois. Mas um dano no organismo faz. E é muito mais dificil controlar a fome, a gula ou o que seja nesse nivel. (Não, eu não estou me desculpando, eu sou adulta e não preciso disso, eu apenas estou narrando o que acontece comigo.)

E hoje, eu fiquei muito, mas muito estressada com algo no trabalho. Num ponto muito crônico, dificil mesmo de controlar. Até pq não foi só esse acontecimento. Ele foi o coroamento de um processo que eu vivi nesse semestre. Um processo ruim. E ai eu chegei em casa e não tinha nada pra comer, nada saudável. Daí fiz uma refeição que se encaixava na cota diária, mas que era calórica e nada saudável, por puro cansaço e esgotamento.

Ai descansei, mas o stress do dia, o ruminar e a expectativa de um plantão ininterrupto de 24 horas amanhã me fizeram implorar por uma compensação oral, por mastigar, ruminar alguma coisa. Eu queria um cigarro na verdade. Mas como tem alguns anos que eu parei de fumar, não podia e eu não ia dar essa pala, claro. Ai tinha biscoito polvilho. Que eu comi um tanto (eu não canso de dizer que essa comida é patética). Um tanto controlado, se comparado a outras vezes, mas que fez um estrago na minha cota.

E vejo como preciso aprender a lidar com isso, como estou engatinhando ainda nesse processo todo. Mesmo depois de tanto tempo nessa, mesmo depois de 3 anos de blog, mesmo depois de tudo, eu ainda sou uma retardada alimentar. Ou emocional, sei lá. Ainda bem, já dizia o poeta, que a esperança é um urubu pintado de verde.

P. S. Enquanto eu escrevia este post, meu pc queimou. Explodiu, escafedeu-se. Com direito a um cheiro insuportável de queimado que se alstrou pela casa e está grudado aqui. Ainda bem que eu estava escrevendo este post no google docs, que salvou automaticamente. Mas perdi o histórioco de uma vida inteira de nerd, aiaiaiai. Ainda bem que vão se os dedos e ficam os anéis.

fio de cabelo

Não tema a perfeição.

Você jamais a alcançará.

Salvador Dali

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Dai que a corrente tem a força de seu elo mais fraco né? Pois eu descubro a imensa fraqueza da minha correntinha. É assim: a gente entra nessa onda de emagrecer e vai levando, emagrece aqui e ali, mas a gente sabe que algumas pontas estão soltas, as fraquezas. E nossa, as minhas são tantas, que eu nem dou conta de enumerar. Ai a dedução é que minha corrente é fraquinha que nem um fio de cabelo estragado. Cheia de elos partidos. Quase dá um bolero piegas.

Mas atenção é tudo. Ou deveria ser. Com atenção eu quero corrigir esses erros. Hoje tomei uma decisão de gente grande, espero que ela dê resultados. Na verdade espero nada, ela vai dar resultados, porque eu envelheci um dia de repente e não fica mais bem brincar de criancinha birrenta né?

Peso de hoje, 96,1. Tá brabo sair desse patamar,mas é aquela história, ou vamos ou venhamos. Eu vou ali fazer um cardápio pra amanhã e já volto. Que minha vida não tá moleza não, meus senhores, não tá moleza. Crescer não é fácil, ainda mais quando você tem outras vidas pra cuidar né messs? Beijos e até amanhã com novas músicas escolhidas especialmente pra você.

http://www.divshare.com/flash/playlist?myId=5767601-876

juízo

Vou recomeçar pela centé… Não, nem vou contar, não posso. Mas não posso também ficar sem vir aqui. Eu preciso de um grupo de apoio, eu preciso estar em contato com esses assuntos, alimentação saudável reeducação e etc, porque senão eu vivo como se amanhã não houvesse.
E vou gradativamente esquecendo as coisas e deixando uma rotina me engolir e eu esqueço das escolhas saudáveis e me afogo em açúcar.
Preciso voltar a escrever, a me lembrar. Eu não posso me distrair. Não agora. E comer é pra sempre, como eu li neste blog aqui, que me lembrou que eu preciso pensar em mim. Em cuidar de mim, porque senão…
Então comecemos bem a semana, querida. Tenta por um pouco de juízo nessa cabecinha oca, ok?

Carta a D.

Cart a D.CARTA A D. – HISTORIA DE UM AMOR

Tradutor: AZZAN JR, CELSO
Autor: GORZ, ANDRE
Editora: COSAC NAIFY
Assunto: LITERATURA ESTRANGEIRA-ROMANCES
Ficha Técnica
ISBN: 857503605X
ISBN-13: 9788575036051
Livro em português
Brochura – 13,5 x 20 cm 1ª Edição – 2008 – 112 pág.

Este é o último livro do filósofo francês André Gorz, escrito para homenagear sua mulher, Dorine, com quem partilhou a vida por quase sessenta anos. O casal cometeu suicidio em 22 de setembro de 2007; os corpos foram encontrados um ao lado do outro, e um cartaz, na porta de sua casa, pedindo que a polícia fosse avisada. Gorz, discípulo de Sartre e co-fundador do ‘Le Nouvel Observateur’, era um crítico radical da mercantilização das relações sociais, contrário à crença no trabalho assalariado, além de ser autor de vários livros sobre ecologia. Desde o início da década de 90 vivia em retiro com a mulher, que sofria, há anos, de uma doença degenerativa. Os dois viveram uma grande história de amor e companheirismo, após terem se conhecido em Lausanne, numa noite de neve, em outubro de 1947. Desde então, nunca mais se separaram.

Aqui você baixar as primeiras páginas do livro.Aqui você pode ler um pouco mais sobre ele.

Aqui tem uma página bonita sobre ele.

=====

Saiu na Imprensa:

Zero Hora / Data: 19/3/2008

Um amor para recordar

Carta a D. é uma elegia do filósofo André Gorz para a mulher com quem viveu 50 anos

Histórias de amor com algo de fatalidade estão sempre no limite incômodo entre a emoção e a hiperglicemia. É, portanto, surpreendente quando aparece um ensaio conciso, seco, honesto no limite do brutal e que é, antes de tudo, uma dilacerante carta de amor.

É o caso de Carta a D. (Annablume/Cosac Naify, 80 páginas), um relato do filósofo francês André Gorz escrito para sua esposa, a inglesa Dorine Keir, já no fim da vida do casal, ambos intelectuais militantes de esquerda.

Pouco conhecido no Brasil, Gorz (austríaco de nascimento cujo nome original era Gerhard Hirsch) foi um dos grandes pensadores europeus de esquerda no século 20. Amigo de Jean-Paul Sartre e de Simone de Beauvoir, foi um dos fundadores da revista Le Nouvel Observateur e diretor da publicação Les Temps Modernes, fundada por Sartre em 1944. Publicou dezenas de livros sobre a questão social e as relações de trabalho no capitalismo e foi um pioneiro da causa ambiental.

Carta a D., best-seller imediato na França em 2005, foi sua última obra. O livro é, ao mesmo tempo, uma reflexão lúcida e descarnada sobre o valor do amor e um balanço final da vida de seu autor, o que inclui, forçosamente e em primeiro lugar, o casamento de mais de meio século que teve com a inglesa Dorine. É ela a D. a quem a “carta” se dirige, em um texto no qual o racional ex-marxista reconhece que sua formação intelectual muitas vezes impediu-o de assumir uma postura mais emocional ao analisar os sentimentos transbordantes que nutria pela esposa.

D. não foi apenas a mulher com quem Gorz passou a vida, foi aquela com quem ele escolheu terminá-la. Em setembro do ano passado, o casal, então já com mais de 80 anos, se suicidou. Ela sofria de uma grave doença degenerativa provocada por uma substância de contraste para Raio X que não foi eliminada pelo organismo. Ao testemunhar os anos de batalha da mulher com a dor, Gorz já sinalizava na Carta a D. a atitude que o casal tomaria: “Nós desejaríamos não sobreviver um à morte do outro. Dissemo-nos sempre, por impossível que seja, que, se tivéssemos uma segunda vida, iríamos querer passá-la juntos”.

A Carta a D. de André Gorz é um testemunho que vem se juntar a um tipo peculiar recente de livros de memórias e depoimentos. Textos que buscam, por meio de narrativas de uma qualidade literária mais trabalhada, fazer uma arqueologia dos afetos revirando escombros da memória. Uma linhagem que remonta ao best-seller de 2005 O Ano do Pensamento Mágico, de Joan Didion, publicado em 2006. Textos que, como Carta a D., em vez de simplesmente narrar suas memórias, refletem sobre o próprio processo que as cristalizou.

Carta a D.

Cart a D.CARTA A D. – HISTORIA DE UM AMOR

Tradutor: AZZAN JR, CELSO
Autor: GORZ, ANDRE
Editora: COSAC NAIFY
Assunto: LITERATURA ESTRANGEIRA-ROMANCES
Ficha Técnica
ISBN: 857503605X
ISBN-13: 9788575036051
Livro em português
Brochura – 13,5 x 20 cm 1ª Edição – 2008 – 112 pág.

Este é o último livro do filósofo francês André Gorz, escrito para homenagear sua mulher, Dorine, com quem partilhou a vida por quase sessenta anos. O casal cometeu suicidio em 22 de setembro de 2007; os corpos foram encontrados um ao lado do outro, e um cartaz, na porta de sua casa, pedindo que a polícia fosse avisada. Gorz, discípulo de Sartre e co-fundador do ‘Le Nouvel Observateur’, era um crítico radical da mercantilização das relações sociais, contrário à crença no trabalho assalariado, além de ser autor de vários livros sobre ecologia. Desde o início da década de 90 vivia em retiro com a mulher, que sofria, há anos, de uma doença degenerativa. Os dois viveram uma grande história de amor e companheirismo, após terem se conhecido em Lausanne, numa noite de neve, em outubro de 1947. Desde então, nunca mais se separaram.

Aqui você baixar as primeiras páginas do livro.Aqui você pode ler um pouco mais sobre ele.

Aqui tem uma página bonita sobre ele.

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Saiu na Imprensa:

Zero Hora / Data: 19/3/2008

Um amor para recordar

Carta a D. é uma elegia do filósofo André Gorz para a mulher com quem viveu 50 anos

Histórias de amor com algo de fatalidade estão sempre no limite incômodo entre a emoção e a hiperglicemia. É, portanto, surpreendente quando aparece um ensaio conciso, seco, honesto no limite do brutal e que é, antes de tudo, uma dilacerante carta de amor.

É o caso de Carta a D. (Annablume/Cosac Naify, 80 páginas), um relato do filósofo francês André Gorz escrito para sua esposa, a inglesa Dorine Keir, já no fim da vida do casal, ambos intelectuais militantes de esquerda.

Pouco conhecido no Brasil, Gorz (austríaco de nascimento cujo nome original era Gerhard Hirsch) foi um dos grandes pensadores europeus de esquerda no século 20. Amigo de Jean-Paul Sartre e de Simone de Beauvoir, foi um dos fundadores da revista Le Nouvel Observateur e diretor da publicação Les Temps Modernes, fundada por Sartre em 1944. Publicou dezenas de livros sobre a questão social e as relações de trabalho no capitalismo e foi um pioneiro da causa ambiental.

Carta a D., best-seller imediato na França em 2005, foi sua última obra. O livro é, ao mesmo tempo, uma reflexão lúcida e descarnada sobre o valor do amor e um balanço final da vida de seu autor, o que inclui, forçosamente e em primeiro lugar, o casamento de mais de meio século que teve com a inglesa Dorine. É ela a D. a quem a “carta” se dirige, em um texto no qual o racional ex-marxista reconhece que sua formação intelectual muitas vezes impediu-o de assumir uma postura mais emocional ao analisar os sentimentos transbordantes que nutria pela esposa.

D. não foi apenas a mulher com quem Gorz passou a vida, foi aquela com quem ele escolheu terminá-la. Em setembro do ano passado, o casal, então já com mais de 80 anos, se suicidou. Ela sofria de uma grave doença degenerativa provocada por uma substância de contraste para Raio X que não foi eliminada pelo organismo. Ao testemunhar os anos de batalha da mulher com a dor, Gorz já sinalizava na Carta a D. a atitude que o casal tomaria: “Nós desejaríamos não sobreviver um à morte do outro. Dissemo-nos sempre, por impossível que seja, que, se tivéssemos uma segunda vida, iríamos querer passá-la juntos”.

A Carta a D. de André Gorz é um testemunho que vem se juntar a um tipo peculiar recente de livros de memórias e depoimentos. Textos que buscam, por meio de narrativas de uma qualidade literária mais trabalhada, fazer uma arqueologia dos afetos revirando escombros da memória. Uma linhagem que remonta ao best-seller de 2005 O Ano do Pensamento Mágico, de Joan Didion, publicado em 2006. Textos que, como Carta a D., em vez de simplesmente narrar suas memórias, refletem sobre o próprio processo que as cristalizou.

hoje

Então somos feitos para morrer presos na borda do poço para onde a verdade se retirou?

Rousseau

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Coisas a fazer antes de morrer de tão gorda. Ou diet or die. Ou ainda: Tentando ser feliz e ressuscitar.

  1. Comer quatro nozes de noite
  2. Comer duas frutas
  3. Tomar quatro xícaras de chá
  4. Evitar a todo custo doces.
  5. Mastigar devagar, beeem devagaaaar…
Anotação mental: Dessa vez eu consigo

Segunda anotação mental: Isso se encaixa no treino de força de vontade que eu preciso fazer

Terceira anotação mental: Eu preciso conseguir, eu preciso provar pra mim mesma que sou confiável e não vou mais me trair.

Quarta anotação mental: Eu sou uma porca gorda

Quinta anotação mental: lembrar de não me dizer essas coisas.

Fiz uma página com a nova numerologia.

Arquivei os posts anteriores. Começo hoje amanhã tuuuuuudo de novo. Sem mais lenga lenga. A amiga querida deu a idéia. E eu vou entrar no projeto rumo aos quarenta em boa forma. Mental e física.

não posso nem imaginar

Alguns dias atrás eu estava no meio de um pensamento, quando uma idéia me surgiu, a idéia de eu me imaginar, mas imaginar mesmo, magra. E eu que fazem exatos 3 anos estou lutando muito pra emagrecer e – ironia das ironias – engordei e não foi pouco, percebi que na verdade nunca tinha me imaginado realmente magra.

Realmente mesmo. Que essa idéia na verdade me assusta e muito. Não sei porque, não vem ao caso, eu não consigo mais fazer esforço para descobrir o porque. Mas foi uma constatação que me assustou bastante. Porque depois de três anos devorando livros e auto conhecimento, dissecando os caminhos do meu cérebro no que diz respeito a engordar, eu achava que não houvesse ainda um recanto tão óbvio escondido. Mas tem. Eu quase entrei em pânico quando comecei a me forçar a imaginar como seria a vida comigo magra. Não foi no sentido de visualização, no sentido do qi, de formar uma imagem mental não, nada disso.

Foi mais no sentido de imaginar quem eu seria magra de novo. Isso me assustou muito, de uma maneira que eu não achava possível. O fato é que eu fugi da imagem de magra. Foi quase como se eu estivesse cometendo um sacrilégio, um pecado, um crime ao imaginar a minha vida comigo magra. E isso foi surpreendente. E eu fiquei curiosa pra saber quem eu seria magra de novo? Eu realmente e conscientemente tenho medo de algumas coisas nessa brincadeira, tenho medo de que aconteçam algumas coisas se eu ficar magra, mas eu sempre que pensava nisso achava que os prós eram maiores. Mas meu inconsciente, subconsciente ou seja lá como se chama essa parte de mim, me avisou que não, que algo em mim ainda acha que os prós são menores. Que ainda foge apavorado com a simples idéia de me ver magra.

mini craque

Mini craque. Porque ele é louco com futebol! Vejam as fotos:

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Clique para ampliar

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rê bordosa

Viver cometendo erros não é só mais digno, é mais útil do que viver sem fazer nada.

George Bernard Shaw
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Mais de uma semana sem vir aqui. Tudo parou e eu comi como se amanhã não houvesse. Crises homéricas de compulsão, crises de ressaca moral, de tudo e mais um pouco. Sem deprimir, sejamos claras. E eu olhava pra mim mesma e mal podia acreditar no que fazia. Sem frutas, sem verduras, sem arroz integral. Sem meditação, sem o qi. E com quase zero do meu suco sagrado de hortelã. E sem água. Um deserto total, uma vontade de me acabar inteira. Foi tanto açúcar que eu fiquei horrível, envenenada e intoxicada de açúcar. Minha pele está péssima, eu me senti cansada, cansada, doente, sem forças.
Tudo bem que foi semana de TPM, mas foi uma orgia alimentar. Foi um descuidar sem fim.
E havia a possibilidade de eu estar grávida, o que me enchia de alegria e medo. Foi bom esse susto pra colocar ordem na cabeça. Foi uma semana em que eu pensei muito, muito. Existiram muitos posts não escritos, muitos caminhos que eu esqueci no meio de um bombom ou de um prestígio.
E claro que a balança marcou um número horrível, inacreditável, ao mesmo tempo que a cabeça e o coração brigaram e muito. Ao tempo que eu me olho mais uma vez e vejo como não posso confiar em mim, como sou a bêbada que promete mais e mais uma vez parar de beber e nem ao menos termina a frase e já enche o copo de cachaça.
Mas uma semana nova começa e só pra não fugir do clichê (porque querer emagrecer é um imenso, enorme, inacreditável clichê), hoje é o primeiro dia.Amanhã, ou mais tarde volto com novidades e com uma descoberta, um insight, digamos, que me ocorreu esta semana.

Um homem vai ao médico e pergunta: “será que viverei até os cem anos? O médico lhe responde: “Você fuma”? “Não”, foi a resposta. “Bebe? Come bem? Se arrisca de vez em quando? Faz amor sempre, todo dia? Viaja? Se cansa”? “Não”, era a resposta. Ao que o médico encerra o diálogo: “então, para que você quer viver até os cem anos”?

se fizesse parar de chover

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k

Para K.

minúsculos assassinatos e alguns copos de leite

Nem preciso dizer que adorei. Peguei ele pra ler ante da Fal vir aqui. Onze horas da noite eu comecei. Duas da manhã eu tinha acabado de devorar, com muito, muito gosto. É delicioso, delicioso. Amei.

MINÚSCULOS ASSASSINATOS E ALGUNS COPOS DE LEITE
Autor: Fal Azevedo
ISBN: 9788532523556
Páginas: 204
Formato : 14×21

Sinopse do Livro

“Tenho 44 anos e sei que isso não é felicidade.

Mas sei também que não deixa de ser.”

Boitempo II, livro de poemas memorialísticos de Carlos Drummond de Andrade, traz o seguinte subtítulo: “esquecer para lembrar”. Parafraseando e contradizendo o “poeta maior”, a pintora quarentona Alma passa em revisão sua biografia, num ritual pessoal de “lembrar para esquecer” – um acerto de contas com o passado na tentativa de escrever felicidade em seu futuro, algo mais intenso do que “sigo vivendo”. Alma é a protagonista de Minúsculos assassinatos e alguns copos de leite, primeiro e surpreendente romance da paulistana Fal Azevedo.

A autora constrói, no livro, a narrativa de maneira não-linear, alternando discursos diferentes, momentos distantes e vozes distintas. Tais vozes interagem indiretamente com Alma, através de cartas, postais e e-mails, e confundem-se com a própria protagonista e narradora – qual um diálogo interno de alguém em auto-análise.

O nome da personagem, aliás, é o sopro de uma humanidade marcada por conflitos, diferenças, feridas. Alma desenrola, no presente, em sua casinha, na estância balneária de Bertioga, em São Paulo – em meio aos vários cachorros, inúmeros gatos, os bolos, os mimos do vizinho, Seu Lurdiano, as missivas e correios eletrônicos de uma extensa legião de amigas e amigos (Biuccia, Cláudio, Tela, Binho, Ticcia, Gigio, Rose, entre outras e outros) -, o novelo da sua vida, atravancada em nós trágicos e dolorosos.

Cada capítulo da obra é intitulado com o nome de alguma comida, tempero ou bebida – “Doce de leite”, “Croquete”, “Manjericão”, “Suco de uva”. Paladares que marcam o gosto, na memória, de cada instante vivido com pessoas que forjaram sua história: pai; mãe; a irmã do meio, Violeta; o padrasto, Eliano; a meia-irmã, Ana Beatriz; os avós paternos, Estela e Juan; os maternos, Greta e Max; o ex-marido, Otávio; a única filha, Fernanda. A lembrança é um relicário de sensações muito reais; as cicatrizes são as provas cabais da experiência – “uma vida feita de pequenas omissões e minúsculos assassinatos”. A vida que só Alma sabe viver.

Verdadeiro soco no estômago, o livro de Fal Azevedo é uma grata surpresa na cena literária contemporânea, que emociona sem pieguices. As perdas dos entes mais queridos de Alma levam, invariavelmente, o leitor a reavaliar suas relações familiares e a pensar, com o coração apertadinho, em ligar para o pai, a mãe, os irmãos, os filhos, quem quer que lhe seja especial. Afinal, a morte, essa novidade indesejada, sempre nos pega de surpresa e rouba um pedaço da gente.

E o discurso foi lindo, eu achei. E confesso que gostei muito do discurso do derrotado também. 

Link pro discurso.

obama

Hoje é um daqueles raros dias onde a humanidade melhora. Que felicidade estar participando.

Fal e Obama

Daqui há algum tempo a gente vai se perguntar onde estava no dia em que o Obama ganhou as eleições e a humanidade deu esse grande passo. Eu estava primeiro aqui ó. Depois fomos bebemorar e recepcionar a querida da noite, a Fal. Com gente da melhor qualidade, torcendo muito, bebendo todas. Vou me lembrar sempre desse dia. Porque acho que a humanidade cresceu e ficou um pouco melhor.

Sobre o Obama, recomendo a leitura desse post aqui.

abismo e borboletas


Clique para ampliar – Domínio Público

 

“E se você olhar longamente para um abismo, o abismo também olha para dentro de você.”

Friedrich Nietzsche. Além do Bem e do Mal,
Ed. Companhia das letras, pág 79, aforismo 146.


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Mais de uma semana sem vir aqui. E uma péssima semana em termos alimentares. Tive muitas crises de compulsão bravas. Muito chocolate, muita comida sem noção. E algumas conclusões também.

A primeira delas é que eu realmente preciso de alguma ajuda, sozinha tá muito dificil. Quando eu estou perto de algum grupo ou algum programa fica mais fácil me motivar, eu encontro mais ânimo pra tentar, pra fazer cardápio, fazer pratos leves, comer frutas e tal. Vou tentar desenvolver esse assunto em outros posts.

 

Se eu estou por minha conta, eu sou a menina das borboletas.

A segunda conclusão é que a minha história é a seguinte: eu tenho um enorme abismo, escuro e cheio de perigos que preciso encarar. Eu preciso me atirar nesse abismo, atravessá-lo para conseguir superar algumas coisas na minha vida, coisas essenciais e cruciais. E o caminho até o abismo é longo, longo e cheio de obstáculos e perigos. Uma verdadeira floresta dos contos de fada. Uma verdadeira jornada do herói.

E eu me armo, me encho de suprimentos, e faço um trabalho árduo pra chegar até lá. Caminho, me perco, sofro, mas chego à beira do abismo. E o abismo é fascinante, é maravilhosamente tenebroso. Assustador. Eu caminho até sua beirada e me abaixo para encará-lo. Naquilo que seria talvez o momento mais importante da minha vida. Encarar o abismo, travar um diálogo com ele, atravessá-lo. E ai, bem na hora H, em que eu estou quase nauseada de olhar a profundidade desse abismo, passa uma linda borboleta colorida na minha frente e eu me distraio com a beleza de suas cores, de seu vôo e saio correndo atrás dela, enlevada.

Clique para ampliar – Imagem daqui, creative commons

E quando percebo, estou de volta ao começo do caminho, distraída e atraída por uma borboleta colorida. Assim tem sido minha história, perdendo o foco toda hora com borboletas. Hipnotizada pela flauta de Hamelin. E o esforço que eu tenho que fazer: Deixar de lado as borboletas, por mais atraentes que sejam e me concentrar, me fixar no foco. É isso.

 
Aqui encontra-se disponível para download o livro Além do bem e do Mal, de domínio público. Em espanhol.

carta de amor

A primeira cartinha de amor a gente nunca esquece!

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nostalgia

Hoje, no meu google reader, eu tava lendo um post de um blog que eu sigo, e nostálgica, pensando num lugar que fosse também meu estado de espírito, como a moça do blog fala que os dela são Paris e São Tomé das Letras.

E me deparo com essa foto, que me fez voltar uns 20 anos ao passado. Nesse lugar, bem ai nessa calçada, eu ajudava os hippies meus amigos na época, a vender artesanato. Imediatamente eu me transportei pra lá, pra esse momento no tempo. Cara, que saudade…Época boa, intensa, cheia de vida. Preciso voltar lá um dia desses.

Saudades daquele estado de espírito.

dia de bruxas

Hoje é dia de bruxas, que é o que eu sempre fui. E hoje também estou recebendo a Mãe Rainha em casa, o que é muito bom. Dia começou super bem, eu estou muito feliz e cheia de gás.

Ontem saí com outras duas meninasbruxas mais legais e já foi bom. Então tô com todo pique pra começar a viver por inteiro. Começo hoje um programa sério de alimentação saudável, vou me curar. E deixo aqui uma pequena bruxaria, um símbolo pra ajudar a gente a conseguir realizar os desejos. Sejam tod@s muito felizes.

Este símbolo avisa ao universo que estamos fazendo um desejo. É muito poderoso. Por isso tenha cuidado ao usá-lo. Ele realizará tudo o que você tiver em mente. Comece o desenho pela base esquerda. Por último coloque o ponto. Enquanto traça o símbolo, fale em voz alta: Eu manifesto o desejo de… (diga o que você quer), se for para o meu bem

Não seria maravilhoso so nossos desejos dependerem de algo tão simples como esse símbolo?

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Falando em bruxas, achei as bruxas feministas. Tem feitiços feministas e tudo. E vi esse post aqui e rachei de rir, é ótimo. Lembrei de vc, Cynthia!

aprendi

Vi lá na Giorgia. E adorei.

“Aprendi o silêncio com os faladores, a tolerância com os intolerantes, a bondade com os maldosos; e por estranho que pareça, eu sou grato a esses professores.”

Kahlil Gibran

elefante branco

piada69Domingão de calor insuportável. E eu retomando as rédeas da brincadeira. O peso de hoje é 95,2. Os ponteiros da balança grudaram nesse número. Mas eu não tenho feito nada pra melhorar a situação, essa é a verdade. Ainda não entrei mesmo num programa de modo contínuo e sério e fico com a sensação de que não dei o meu melhor. Falta algo que eu tento conseguir. Mas o fato é que recomeço agora e mais uma vez, essa é minha história.

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promiscuidades

“Não existem boas moças.
Todas nós somos ordinárias,
no melhor sentido da palavra.”

Naomi Wolf

=====

Tem algum tempo que eu estou com dificuldade de terminar um livro. Eu nunca consigo ficar sem ler, não se passa um dia sem que eu leia algumas páginas, mas tem tanta coisa interessante, tem tanto livro bom pra ler que eu sempre começo um monte e vou pulando de galho em galho e não termino. No momento eu luto pra terminar esses quatro aqui, mais especialmente o das compulsões, porque os outro vão devagar, devagar mesmo.

Mas daí a bocó me chama pra ler um livro de uma autora que eu gosto muito, a Naomi Wolf. E eu aceitei. Modos que comecei mais um livro. E de cara já gostei do resumo que catei por aí na internet. O livro é Promiscuidades.

Ai embaixo tem informações sobre ele. Retiradas daqui

=====

Em seu novo livro Promiscuidades, Naomi Wolf fala do amadurecimento sexual da mulher. Com divertidas e ousadas histórias, ela ilustra o medo e a empolgação, as fantasias e realidade que compõem a jornada de descoberta erótica e emocional da jovem contemporânea. Revela os jogos sexuais, as paixões proibidas, a perda da virgindade e os ritos da iniciação Segundo Naomi Wolf, a sexualidade das adolescentes de hoje está comprometida. Numa sociedade sem ritos de passagem que orientem as meninas até a idade adulta, são poucos os marcos que indicam como crescer e se transformar numa mulher sexualmente ativa, saudável, dotada de amor-próprio. A partir dessas constatações a autora propõe mudanças no comportamento dos pais em relação à educação das filhas com o objetivo de criar uma ética de “maturidade” e uma ética de “responsabilidade sexual” que ajudarão as jovens a reconhecer o momento certo de se tornar mulheres.

Ao esclarecer a influência do mito da “piranha imaginária” que condiciona o desenvolvimento sexual da mulher, Promiscuidades examina o preconceito que se abate tanto na juventude, quando um simples “ficar com” pode provocar comentários negativos, quanto na idade adulta: “As mulheres, estejam elas escrevendo, lutando pela guarda dos filhos, entrando com uma ação por assédio sexual, ou apenas tentando fazer seu trabalho, temem ser definidas pejorativamente, muito mais do que os homens, por sua experiência sexual.”

Promiscuidades é também uma convocação a mulheres de todas as idades a não só reivindicar, mas também celebrar a natureza extraordinária de sua sexualidade.

=====

Sobre a autora

Assessora informal da primeira dama dos Estados Unidos Hillary Clinton, a escritora americana Naomi Wolf formou-se em literatura pela Universidade de Yale em 1984 e obteve bolsa de doutorado na Universidade de Oxford, Inglaterra. Seu primeiro livro, O mito da beleza, despertou a atenção de homens e mulheres, o entusiasmo de feministas e críticas acirradas dos contrários ao movimento. Tornou-se um best-seller internacional, traduzido e vendido em 14 países. Suas palestras, trabalhos para revistas e televisão, bem como consultoria a personalidades políticas, a confirmam como uma das grandes pensadoras do feminismo americano, hoje.

Promiscuidades

“Não existem boas moças.
Todas nós somos ordinárias,
no melhor sentido da palavra.”

Naomi Wolf

Tem alguns tempo que eu estou com dificuldade de terminar um livro. Eu nunca consigo ficar sem ler, não se passa um dia sem que eu leia algumas páginas, mas tem tanta coisa interessante, tem tanto livro bom pra ler que eu sempre começo um monte e vou pulando de galho em galho e não termino. No momento eu luto pra terminar esses
quatro aqui
, mais especialmente o das compulsões, porque os outro vão devagar, devagar mesmo.

Mas daí a bocó me chama pra ler um livro de uma autora que eu gosto muito, a Naomi Wolf. E eu aceitei. Modos que comecei mais um livro. E de cara já gostei do resumo que catei por aí na internet. O livro é Promiscuidades.

Ai embaixo tem informações sobre ele. Retiradas daqui

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Em seu novo livro Promiscuidades, Naomi Wolf fala do amadurecimento sexual da mulher. Com divertidas e ousadas histórias, ela ilustra o medo e a empolgação, as fantasias e realidade que compõem a jornada de descoberta erótica e emocional da jovem contemporânea. Revela os jogos sexuais, as paixões proibidas, a perda da virgindade e os ritos da iniciação Segundo Naomi Wolf, a sexualidade das adolescentes de hoje está comprometida. Numa sociedade sem ritos de passagem que orientem as meninas até a idade adulta, são poucos os marcos que indicam como crescer e se transformar numa mulher sexualmente ativa, saudável, dotada de amor-próprio. A partir dessas constatações a autora propõe mudanças no comportamento dos pais em relação à educação das filhas com o objetivo de criar uma ética de “maturidade” e uma ética de “responsabilidade sexual” que ajudarão as jovens a reconhecer o momento certo de se tornar mulheres.

Ao esclarecer a influência do mito da “piranha imaginária” que condiciona o desenvolvimento sexual da mulher, Promiscuidades examina o preconceito que se abate tanto na juventude, quando um simples “ficar com” pode provocar comentários negativos, quanto na idade adulta: “As mulheres, estejam elas escrevendo, lutando pela guarda dos filhos, entrando com uma ação por assédio sexual, ou apenas tentando fazer seu trabalho, temem ser definidas pejorativamente, muito mais do que os homens, por sua experiência sexual.”

Promiscuidades é também uma convocação a mulheres de todas as idades a não só reivindicar, mas também celebrar a natureza extraordinária de sua sexualidade.

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Sobre a autora

Assessora informal da primeira dama dos Estados Unidos Hillary Clinton, a escritora americana Naomi Wolf formou-se em literatura pela Universidade de Yale em 1984 e obteve bolsa de doutorado na Universidade de Oxford, Inglaterra. Seu primeiro livro, O mito da beleza, despertou a atenção de homens e mulheres, o entusiasmo de feministas e críticas acirradas dos contrários ao movimento. Tornou-se um best-seller internacional, traduzido e vendido em 14 países. Suas palestras, trabalhos para revistas e televisão, bem como consultoria a personalidades políticas, a confirmam como uma das grandes pensadoras do feminismo americano, hoje.

Complexo de Cinderela

COMPLEXO DE CINDERELA
Coleção: COMPORTAMENTO
Autor: DOWLING, COLETTE
Editora: MELHORAMENTOS
Assunto: PSICOLOGIA

Ficha Técnica

ISBN: 8506037395
ISBN-13: 9788506037393
Livro em português
Brochura
53ª Edição – 2002
222 pág.

A exemplo de muitas mulheres, Colette Dowling foi levada a acreditar que sempre haveria alguém mais forte para protegê-la. Mas, com o fim de seu casamento, ela se deparou com uma nova realidade – agora precisava assumir suas responsabilidades sozinhas e cuidar de si mesma. Esse integrante estudo da psicologia feminina causa, ainda hoje, impacto entre as leitoras. Muitas se reconhecem “cinderelas” ao rejeitar, inconscientemente, suas responsabilidades e ao pensar que a solução de todos os problemas depende de encontrar o seu “príncipe encantado”.

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corra parte 2

Nossas compulsões e os sentimentos aprisionados que as alimentam estão localizados onde também se escondem os tesouros de nosso verdadeiro “eu”. Para descobrir o que existe sob a superficie das compulsões, precisamos aprender a voltar para nossa experiência, não para a direção oposta. […]

Coloque de lado a resistencia por um minuto e imagine que há um enorme leão feroz atrás de você. É isso que acontece com os sentimentos aprisionados dentro de nós, dos quais tentamos escapar por meio das compulsões. Quando os leões, que são esses sentimentos vêm à tona, colocamos nossos tênis de corrida e corremos à toda. Comemos mais chocolate, encontramos mais coisas pra fazer, navegamos na internet ou sacamos o cartão de crédito. Às vezes conseguimos escapar do leão. Um dia, se tiver sorte, não conseguirá mais correr. Ao cair terá a certeza de que será devorado. Quando o leão derrapar até parar a seu lado, para sua grande surpresa, não morderá sequer um fio do seu cabelo. Em vez disso o leão se transformará em um gatinho, e , quando ele abrir a boca, você verá repousando em sua língua o presente que ele vem tentando lhe entregar a anos! O leão é sua compulsão e todos os sentimentos dos quais você corre. E, como o leão, esses sentimentos guardam grandes tesouros. Mas é preciso parar de correr para recebê-los.

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Esse é outro trecho que gostei deste livro. Que coloco aqui pra lembrar, estou dizendo isso em voz alta pra mim mesma.

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corra

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Isso tudo é um Aprendizado. Se é! Aprender a comer, a respirar, a silenciar a mente. Aprender a me aceitar, aprender a não ter repugnância cada vez que me vejo. Aprender a não compactuar com a faceta ridícula do mundo, aprender a ver o que nisso tudo faz mal pra mim, pessoinha de umbigo enorme, e o que faz mal para as mulheres como um todo.

Aprender que é preciso separar o joio do trigo e aprender que isso é muito dificil nesse mundo atual. (Não, atual não, é dificil no mundo, seja de qual modo, preciso aprender a não ser cronocêntrica). Aprender a ser melhor quando tudo conspira pra que eu seja o pior. Muita informação pra lidar, muito cansaço, muito trabalho, filho e marido pra criar, alimentar, cuidar. E aprender a ser gente decente no meio disso tudo, é tão dificil. Aprender que é preciso sossegar a alma e o corpo de vez em quando, que é preciso ser paciente e tolerante, até mesmo com a intolerância. Aprender a comer põe isso tudo na pauta pra mim.

Qualquer aprendizado coloca. Onde está minha paz, ela me pergunta. E eu respondo uma resposta tardia, suja de cansaço e de não pertencimento. Eu achei que poderia ser simples (mentira!) achei que aprender a comer pra emagrecer, ficar saudável e poder chamar mais uma vida pra esse mundo era fácil.

Mas não é fácil, não é simples, é um verdadeiro Aprendizado, está tudo misturado. Eu preciso me aceitar como sou, pra efetivar alguima mudança. Eu preciso aceitar a minha realidade e parar de ser tão pequena. Mas pequena é minha realidade, eu não tenho grandes causas, eu não tenho bandeiras nem sabedoria. Mas continuo correndo, pra ver se aquela luz ali no fim é o que parece. Deixa eu correr um pouco mais, deixa eu Aprender, que na minha vidinha azul celeste, é uma coisa que faz valer à a pena. Beijos.

casa na areia

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ERRO

Edifiquei minha casa sobre a areia Todo dia recomeço

Eunice Arruda

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O estrago desses dias sem estar atenta foi grande. Juntou a falta de planejamento, que me fez não comprar boas coisas saudáveis, a síndrome do jaque, uma dispersão sem tamanho, que quase me preocupa.

O que eu poderia dizer hoje? Que construí minha casa sobre a areia? Que não sei porque o erro é mais forte do que eu? Que perco tempo vida e alegria nessa brincadeira chata de querer emagrecer. Que eu não sei realmente porque sempre erro? Nem porque insisto em não me aceitar como sou?

Estou comigo mesmo a cada minuto do dia. Não tenho nenhum descanso das minhas fraquezas, nenhuma ausência de mim mesmo. É dificil ter que ouvir aquela voz interior implacável, sempre mostrando meus erros e falhas. (Do livro dos Comedores Compulsivos Anônimos – Para Hoje, pág. 285, 11 de outubro)

E de que adiantaria ausência de mim se teria que retornar as mesmas falhas? O fato: Não emagreci. Não engordei também, o que seria até aceitável, com tanto descuido. Tanto descuido. Descuidada demais, estou eu. Preciso estar atenta, preciso ver agora. Retomo a respiração para encontrar o caminho. Respire fundo, Inspira, expira. Mas descubro que só dói quando eu respiro. É isso, sem cabeça nem pés de barro. Seguindo. Só pra não perder o costume. Eu venho aqui porque quero alguma coisa. Preciso comer frutas. Frutas. Verduras. Grãos integrais. Reduzir açúcar, massa. Caminhar. É isso. Tão simples, tão complicado! Amanhã é segunda, dia bom, quando eu estou em dia com meu trabalho. Estar em dia no trabalho me traz leveza. Amanhã vou seguir firme, firme. Minha primeira meta é emagrecer 7 quilos. Nada mais, se eu conseguir já vai ser um grande feito, grande mesmo. Amanhã vou tomar chá, vou comer frutas, tomar água, fazer o qi, meditar, trabalhar bem e evitar açúcar. Enfim, amanhã vou me cuidar.

Minúsculos Assassinatos e Alguns Copos de Leite

MINÚSCULOS ASSASSINATOS E ALGUNS COPOS DE LEITE
Autor: Fal Azevedo
ISBN:9788532523556
Páginas:204
Formato : 14×21

Sinopse do Livro

“Tenho 44 anos e sei que isso não é felicidade.

Mas sei também que não deixa de ser.”

Boitempo II, livro de poemas memorialísticos de Carlos Drummond de Andrade, traz o seguinte subtítulo: “esquecer para lembrar”. Parafraseando e contradizendo o “poeta maior”, a pintora quarentona Alma passa em revisão sua biografia, num ritual pessoal de “lembrar para esquecer” – um acerto de contas com o passado na tentativa de escrever felicidade em seu futuro, algo mais intenso do que “sigo vivendo”. Alma é a protagonista de Minúsculos assassinatos e alguns copos de leite, primeiro e surpreendente romance da paulistana Fal Azevedo.

A autora constrói, no livro, a narrativa de maneira não-linear, alternando discursos diferentes, momentos distantes e vozes distintas. Tais vozes interagem indiretamente com Alma, através de cartas, postais e e-mails, e confundem-se com a própria protagonista e narradora – qual um diálogo interno de alguém em auto-análise.

O nome da personagem, aliás, é o sopro de uma humanidade marcada por conflitos, diferenças, feridas. Alma desenrola, no presente, em sua casinha, na estância balneária de Bertioga, em São Paulo – em meio aos vários cachorros, inúmeros gatos, os bolos, os mimos do vizinho, Seu Lurdiano, as missivas e correios eletrônicos de uma extensa legião de amigas e amigos (Biuccia, Cláudio, Tela, Binho, Ticcia, Gigio, Rose, entre outras e outros) -, o novelo da sua vida, atravancada em nós trágicos e dolorosos.

Cada capítulo da obra é intitulado com o nome de alguma comida, tempero ou bebida – “Doce de leite”, “Croquete”, “Manjericão”, “Suco de uva”. Paladares que marcam o gosto, na memória, de cada instante vivido com pessoas que forjaram sua história: pai; mãe; a irmã do meio, Violeta; o padrasto, Eliano; a meia-irmã, Ana Beatriz; os avós paternos, Estela e Juan; os maternos, Greta e Max; o ex-marido, Otávio; a única filha, Fernanda. A lembrança é um relicário de sensações muito reais; as cicatrizes são as provas cabais da experiência – “uma vida feita de pequenas omissões e minúsculos assassinatos”. A vida que só Alma sabe viver.

Verdadeiro soco no estômago, o livro de Fal Azevedo é uma grata surpresa na cena literária contemporânea, que emociona sem pieguices. As perdas dos entes mais queridos de Alma levam, invariavelmente, o leitor a reavaliar suas relações familiares e a pensar, com o coração apertadinho, em ligar para o pai, a mãe, os irmãos, os filhos, quem quer que lhe seja especial. Afinal, a morte, essa novidade indesejada, sempre nos pega de surpresa e rouba um pedaço da gente.

vida para consumo

VIDA PARA CONSUMO
A transformação das pessoas em mercadoria
Zygmunt Bauman
Tradutor:  MEDEIROS, CARLOS ALBERTO
Editora: JORGE ZAHAR
Assunto: CIENCIAS SOCIAIS-SOCIOLOGIA
ISBN: 853780066X ISBN-13: 9788537800669
Livro em português – Brochura
1ª Edição – 2008

Um dos mais perspicazes pensadores da atualidade, Bauman nos revela neste livro a verdade oculta, um dos segredos mais dissimulados da sociedade contemporânea: a sutil e gradativa transformação dos consumidores em mercadorias. As pessoas precisam se submeter a constantes remodelamentos para que, ao contrário de roupas e produtos que rapidamente saem de moda, não fiquem obsoletas. Bauman analisa como a sociedade de produtores moderna foi gradualmente se transformando em uma sociedade de consumidores. Nessa nova organização social, os indivíduos se tornam ao mesmo tempo promotores de mercadorias e também as próprias mercadorias que promovem, e todos habitam o espaço social que costumamos descrever como “o mercado”.
O sociólogo examina ainda o impacto da conduta consumista em diversos aspectos da vida social: política, democracia, comunidades, parcerias, construção de identidade, produção e uso de conhecimento. E dá especial atenção ao mundo virtual: redes de relacionamento, como Orkut e MySpace, não refletem a idéia do homem como produto?
Sobre o autor: ZYGMUNT BAUMAN é um pensador clarividente, autor de inúmeros best-sellers e professor emérito de sociologia das universidades de Leeds e Varsóvia. Tem outros 14 livros publicados no Brasil

Assim Se Benze em Minas Gerais

ASSIM SE BENZE EM MINAS GERAIS,

de Núbia Pereira de Magalhães Gomes e Edimilson de Almeida Pereira

“Assim se Benze em Minas Gerais” dos escritores Núbia Pereira de Magalhães Gomes e Edimilson de Almeida Pereira, recebeu a primeira menção honrosa no Concurso Nacional de Folclore Sílvio Romero/FUNARTE, em 1987.

O livro mostra a presença das características sagra-das nos tipos de benzeções, revelando o lado mítico do mineiro. Núbia Pereira de Magalhães Gomes é professora de Lingüística da UFJF e membro da Comissão Mineira de Folclore. Edimilson de Almeida Pereira é mestrado em Literatura Portuguesa pela mesma universidade e poeta. A dupla de autores já publicou o livro “Negras Raízes Mineiras: os Arturos”.

“Assim se Benze em Minas Gerais” tem grande importância, pois valorizamos e somos fascinados com a arte de curar, especialidade das mulheres. O livro é uma obra de fôlego, para aqueles que contribuem e acreditam no conhecimento global da medicina de Deus e dos mitos. É antes de tudo é um importante acervo para a cultura popular brasileira. Mazza Edições


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Sabe o cortisol, aquele hormônio que marca território quando vivemos uma situação de stress? Então, uma de suas tarefas é estocar gordura no corpo. E as pesquisas já comprovaram há algum tempo que o cortisol age muito mais intensamente em pessoas que dormem pouco. Para se manter acordado durante a noite, nosso organismo passa por uma série de alterações. A explicação é simples: o corpo interpreta a vigília como se fosse uma ameaça – é o mesmo mecanismo desencadeado no homem primitivo quando tinha que enfrentar um perigo.

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O calor tá terrível por aqui. Coisa horrível mesmo, insuportável. Pra alguém alérgica ao calor como eu tudo fica mais dificil. Porque eu não consigo dormir direito. E sono é tudo de que eu preciso nesse momento. Eu não sei como é com todo mundo, mas eu quando não durmo direito, especialmente um tempo maior, fico fraca, fico sem forças pra resistir às compulsões… É um ciclo vicioso terrível.

Eu preciso dormir bem, pra ter forças e conseguir resistir. Eu tenho meditado pouco. A meditação que eu estava fazendo não estava muito legal, eu cismei que ela estava trazendo alguns efeitos colaterais e dei um tempo dela. Mas ainda não acertei com a nova meditação. E meditação é a minha maior terapia, ela segura minha onda. Quando eu faço direitinho ela me salva muito.Eu sempre emagreço quando medito regularmente.

Só isso, só mesmo pra vir aqui, pra me forçar. Sem grandes dramas hoje, que o dia tá quente demais e derreteu minha vontade de escrever e me fez esquecer que tinha algo a ser escrito.

quando deus ri

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Deus ri-se da ansiedade dos que tentam controlar a vida e desgastam-se em armar esquemas para que nada fuja do planejado, e esquecem que a vida é fluida e fugidia, e quanto mais se quer controlá-la, mais escapa pelos nossos dedos

Daniel Rocha

–o0o–

O Homem faz planos. E Deus ri.

–o0o–

Baguncei tudo de novo. E vou chorar as pitangas sim, que é o melhor que eu faço. Isso aqui é pra mim, é onde eu choro e esperneio mesmo. é pra minha organização, principal propósito. Se não agrada, pois é…

Baguncei o coreto todo de novo e praticamente coloquei tudo a perder. E infelizmente não foi só no setor emagrecimento. Acontece que esse problema de emagrecimento é metáfora na minha vida. E está ligado a coisas outras, a outros nós que eu não consegui ainda desatar. Pois bem, o fato é que eu procrastinei, fingi que não tava vendo, fugi de mim mesma, mas o elefante branco no meio da sala só engordou e cresceu. Eu perdi o foco mais uma vez e dancei.

Então só resta uma coisa, que é recomeçar, de novo. Só vim aqui pra choramingar e pra escrever, pra registrar que hoje é o segundo dia do meu ciclo e eu estou cansada, cheia de complicações, de pepinos, de trabalhos que se acumularem na minha pasta porque eu fugi de mim mesma. Que eu estou triste, sem fé em mim mesma e de saco cheio. Mas que não vou desistir, não vou largar esse osso.

Eu tenho alguma séria lesão em algum compartimento do cérebro, pq eu já estou careca de saber que não adianta fugir de mim mesma, que não é produtivo fingir que não vi, que não adianta procrastinar, e que acima de tudo eu sou muito dispersiva pra poder me dar ao luxo de não seguir um plano e principalmente de não ter um plano. Eu sempre danço quando deixo tudo solto, não dá.

Eu fujo de mim mesma, mas não adianta, acabo trombando comigo mesma num relance na primeira esquina. Então, lets vamos, vamo que vamo. Bora correr o susto né?

Agora tenho planos e tenho o plano supremo de ter planos, mesmo que Zeus ria muito de mim.

pausa

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Pois é, eu sumi. Até escrevi posts que não publiquei. Pensei em fechar ,mudar de blog, voltar anônima, com pseudônimo ou algo assim. Mas eu consegui postar com pseudônimo durante muito pouco tempo, me conheço. E mudar de casa não some com o problema, eu já tô calejada de saber disso.

E sei que fiquei assim por causa de um comentário inocente de alguém. Mas…Falta pouco menos de 100 dias pra eu ir de novo pra Xangri-lá. E quero estar mais leve, por favor! Pra poder curtir Xangri-lá como nunca pude.

Tenho cem dias pela frente. Vou tomar providências. Fazer o qi 3 vezes é uma delas, isso não pode acontecer eu ficar sem fazer, pois é a minha principal ajuda.

Eu tenho perdido o foco com muita freqüência, apesar da minha persistência… Pensei em reativar o blog dos cem dias, mas mal dou conta dos que já tenho, então não.

De toda maneira preciso dar um jeito de reativar o pique.

Interessante foi perceber que no meu ciclo, quando eu entro na fase de tpm, apesar de mais irritada e muito emotiva, eu fico muito mais animada, com muito energia pra fazer coisas boas pra mim mesma. Então preciso dar um jeito de reverter isso a meu favor. Nessa época eu fico sempre menos dispersiva. Vou começar já a me dar esses cem dias de presente, me cuidar, fazer a coisa certa. Mas principalmente me perdoar quando eu faço as coisas não tão certo assim…Ainda bem que…

Sei lá, ainda bem que tô viva e posso me dar ao imenso luxo de fazer dieta.

um impulso irresistível

A história da minha luta contra a compulsão. Não fui eu quem escreveu o texto, mas é exatamente o que eu passo, o que eu penso. Vale a pena demais ler esse texto, se você acha que tem alguma compulsão nesta vida. E quem não tem não é mesmo? Clique ai e leia o texto que é muito, muito bom.O trecho é do livro abaixo.

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UM IMPULSO IRRESISTIVEL:
UMA NOVA ABORDAGEM PARA O TRATAMENTO DAS COMPULSOES
Mary O’Malley

TÍTULO ORIGINAL: THE GIFT OF OUR COMPULSIONS
ISBN: 9788506051382 IDIOMA: Português.
ENCADERNAÇÃO: Brochura | Formato: 13,5 x 20,5 | 424 págs.
ANO DA OBRA/COPYRIGHT: 2004 ANO EDIÇÃO: 2008
AUTOR: Mary O’Malley TRADUTOR: Gustavo Mesquita | Ana Carolina Mesquita Editora: Melhoramentos

RESENHA De certa maneira, somos todos compulsivos. Nossas lutas envolvem exageros com trabalho, comida, álcool ou drogas. Quando percebemos que somos compulsivos, nossa principal reação, geralmente, é tentar controlar certos comportamentos, mas, quando tentamos controlar as compulsões, elas passam a nos controlar. Se conseguimos conter uma, outra sempre toma seu lugar.

No decorrer das três últimas décadas, Mary O’Malley desenvolveu uma abordagem revolucionária para o tratamento de compulsões. Ela gentilmente nos convida a sermos curiosos em relação às compulsões, a nos engajarmos com elas e a fazermos a nós mesmos perguntas que podem ajudar a entender nosso comportamento. A autora mostra como a cura duradoura pode advir da curiosidade e do perdão, em lugar do controle e da vergonha. As compulsões se transformam então em professoras. Este é um livro repleto de novas perspectivas e técnicas simples, ao alcance de qualquer um.

quem seria?

Há entre mim e os meus passos
Uma divergência instintiva.
Há entre quem sou e estou
Uma diferença de verbo
Que corresponde à realidade.”
(Álvaro de Campos)

(Um post com constatações óbvias. E mais um da série posts chatos hohoho.)

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Tem a pessoa que eu sou e a pessoa que eu quero ser. Entre elas tem um trabalho. E tem é claro que a pessoa que vou me tornar vai inevitavelmente ser um híbrido entre essas duas. Acontece que eu sempre fico mais feliz quando estou trabalhando pra me tornar o que eu quero ser. O eterno vir-a-ser, é verdade. O ser em potência.

Eu tenho (e todo mundo, claro) a imagem (inclusive corporal) de quem eu gostaria de me tornar. A imagem fantasia, e a imagem mais próxima da realidade que é aquela que eu acho que dá pra ir trabalhando…

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Imagem daqui

Trabalhando é palavra, eu fico muito melhor quando sinto que posso ir trabalhando essa pessoa e para essa pessoa. Por exemplo, se eu já sei que ficar aprisionada na minha procrastinação só me leva à infelicidade e à um mar de lamúrias e péssima qualidade de vida, então o remédio é combater a procrastinação, (que é algo arraigado em mim), né? E ai quando venço a procrastinação do dia, fico bem, minha qualidade de vida sobe. Se eu quero ser um ser humano melhor e faço algo no dia por isso, óbvio que melhora. Eu melhoro.

A sensação boa, (e eu sei que isso é obviululante [By Ana] pra muita gente, mas isso aqui é etc, e tal…) é a diferença. E porque algo tão simples é tão dificil de praticar? Simples, mas não fácil, essa é a verdade.

Eu perdi o fio da meada e fiquei mais de alguns dias ai sem fazer as coisas direito. E minha auto-estima entrou em coma, tão fraquinha já ela… E quando isso acontece eu fico com a sensação que a Nalu-que-eu-quero-ser tá indo embora, me dando tchauzinho do convés de algum navio que vai levar ela pra muito, muito longe, sem volta.

Mas é bom ter esta consciência, eu preciso ir ali, trabalhar pela pessoa que eu quero ser. Volto depois. Escrever sobre esses demônios essas bobagens todas, sobre esses dilemas faz parte de ser quem eu quero ser, por isso vou persistir ainda mais, mesmo que isso resulte em muitos posts chatos e longos. A finalidade maior aqui é me ajudar a ser quem eu gostaria. E só pra constar, eu sei que nunca vou ser quem imagino, mas posso diminuir a distancia entre o que sou e o que eu quero ser. Na verdade a busca é sempre essa mesmo, de coerência. Mas nada é garantia.

paciencia

Minha paciência anda curtinha como nunca foi. Eu ando descobrindo que ser legal tem limites. Eu faço questão de ser gentil, mas não quero e não vou mais tolerar agressão de graça. Vou mudar pra Mianmar. (A Kathia, que me contou que lá os homens são cachorros e passarinhos, e diz ela que os homens lá são bons). Porque eu ainda me espanto com tanta grosseria e sujeira por ai. Pessoas que realmente não vêem as outras, meu zeus, que coisa, me espanta muito o mundo não estar ainda pior. Como é que se leva a vida sem olhar pros semelhantes? Sem olhar de fato?

Se você não tem nada de bom pra dizer, porque não cala a boca? Porque precisa vir falar sem ser convidado? Eu não te perguntei, sabe? E ainda sou trouxa o bastante pra me importar. Mas realmente é problema seu. Não se espante se o telefone estiver ocupado, ok?

Mas ainda assim gosto do mundo. Ainda, ainda.

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Também os mortos me acompanham

Entre um e outro degrau

Paramos. Como quem descansa um fardo

Ao cair da tarde – xale vinho aquecendo o corpo –

os mortos me acompanham

Entre um e outro degrau

Mas

não me toquem – ainda

Eunice Arruda

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Tem posts novos no leveza. E chatos né Dani? hahahahaha

Figura daqui

fresa em chocolate

Continuando a série sobre os significados mais comuns do excesso de peso, hoje eu li o seguinte trecho do texto:

3. Eu me sinto confinado.

Se você se sente assim habitualmente, seu subconsciente aceitará este sentimento como uma ordem, e o confinará da maneira da maneira mais direta que conhece, criando um corpo pesado e limitador.

Então, posso dizer que num determinado momento, por tudo que expliquei no outro post falando do segundo item, eu me senti confinada sim… Eu tinha tomado 3 decisões em pouco tempo que praticamente não tinham mais volta. Um cargo público, o casamento e o fim do Mestrado. Claro que tudo assim tão rápido e tão depressa deve ter levado meu corpo a pensar que era mesmo confinamento. Vai saber né?

Coisa mais estranha os caminhos que a mente da gente pega. Eu sei que até então levava uma vida que não conhecia a compulsão por comida.

Lembro bem das primeiras crises de compulsão que tive. Foram por chocolate, mais especificamente um chocolate chamado Stikadinho, que era um pequeno tabletinho recheado de morango, esse aí da foto. Morango e Chocolate, olha só! Aliás um excelente filme, que eu preciso rever, eu vi há muitos anos…

Eu nem sabia o que era compulsão por comida, até devorar a primeira caixa desse chocolate…E foi esse o caminho das pedras, logo depois que eu tomei posse. Eu tomei posse pesando uns 58, 60 quilos, não lembro exatamente. Mas lembro que preocupação com peso não era nem de longe o centro da minha vida como é agora. E eu não me orgulho de estar ocupada com tal bobagem agora. E sei que no futuro há uma grande chance de eu me arrepender de ter gastado tanto tempo na vida com isso. Mas tal qual a compulsão, eu não consigo evitar.

P.S. É muito interessante observar o caminho da cabeça da gente, caminho que 90% das vezes passa batido.,se a gente não presta atenção. Depois de escrever esse post, eu fui votar e depois fui em um shopping almoçar comida japonesa. Depois do almoço eu passei na sorveteria e automaticamente pedi um sorvete de morango e chocolate. Que na verdade há muito tempo eu não tomava desses sabores e nem estava me lembrando do post. Só depois de ter tomado um tanto já é que me dei conta do que ficou em minha cabeça na parte não consciente.

P.S2. Porque eu sou gorda sim, eu devo cortar açúcar sim, mas poucas coisas na vida são melhores que um sorvete num dia insuportavelmente quente como hoje. De fresa y chocolate, então…

“Quando se está preso,

o pior é não poder fechar a porta.”

Stendhal

Tri Energetics

TRIENERGETICS

Autor:  SEVERIN, SANFORD L.
Editora: ARX
Assunto: MEDICINA E SAUDE
ISBN: 8575812769 ISBN-13: 9788575812761
Livro em português – Brochura
1ª Edição – 2007 – 272 pág.

Combinando as mais recentes descobertas da ciência ocidental a ensinamentos da medicina oriental, o programa ‘TriEnergetics’ é simples, abrangente e fácil de seguir. Com uma alimentação correta – sem dietas! -, exercícios moderados e técnicas de meditação, você vai emagrecer, ganhar mais energia e proteger-se dos mais variados tipos de doença. Você vai descobrir como se alimentar de maneira saudável e sem sacrifícios; escolher as melhores armas contra o envelhecimento; incorporar a sua rotina exercícios físicos realmente eficientes para a saúde e a boa forma; usar a meditação e o relaxamento para superar o estresse e conquistar mais vitalidade. Com rigor científico e informações atualizadas, este livro apresenta um projeto realista e factível não apenas para uma vida mais saudável, mas para uma vida mais longa e feliz.

Dieta Nota 10

DIETA NOTA 10
ISBN: 8528611515
IDIOMA: Português.
ENCADERNAÇÃO: Brochura | Formato: 14 x 21 | 96 págs.
ANO EDIÇÃO: 2005
AUTOR: Guilherme de Azevedo Ribeiro

RESENHA
Com mais de vinte anos de experiência, Dr. Guilherme de Azevedo Ribeiro compreendeu que o prazer de comer não pode ser ignorado. Para isso, criou a Dieta Nota 10 – um processo que, mesmo exigindo dedicação, não leva a qualquer tipo de proibição. Atrizes como Carolina Dieckmann, Daniela Escobar e Camila Morgado – modelos saudáveis, apresentando uma admirável forma física – são seguidoras fieis da Dieta Nota 10, que não priva o organismo de nenhum nutriente. Através de uma linguagem simples e direta, Dr. Guilherme dá respostas definitivas e práticas a todas as dúvidas sobre alimentação, e prova que, para manter um corpo belo e saudável, não é necessário abdicar daquele delicioso brigadeiro e passar a vida inteira comendo apenas um insosso chuchu refogado.

blog nós mulheres

Aquela felicidade plena, aquela sensação maravilhosa de saborear um doce que se ama sem pensar em mais nada, sem sentir nada além daquele sabor, foi riscada do cotidiano das mulheres. No dicionário feminino, o verbete “prazer” vem sempre acompanhado da palavra “culpa” -pelo menos quando se fala de alimentação. Antigamente, nós, mulheres, não podíamos ter apetite sexual. Hoje não podemos ter apetite – ponto final. É por isso que eu sempre brinco que nos tiraram de Bangu 1 e passaram para Bangu 2. O endereço da cadeia mudou, mas continuamos prisioneiras. Antes era a moral que nos aprisionava. Hoje é a estética.

Leila Ferreira

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Nós todas pudemos comprovar de bem perto o quanto ela é magra. Sim, magrinha, magrinha, nós até comentamos. Parece até que vai se esvair de tão levinha…

Mas até ela já sentiu o peso inevitável da magreza, como se vê pelo trecho acima. O artigo todo está na edição deste mês da Marie Claire. Pode ser lido aqui, acho que basta ter um cadastro.

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Nada a ver com o tema do post, mas queria dizer que tá no blog dela também uma frase que eu adorei:

hohohoho.
Essa frase me lembrou do que diz o meu melhor amigo: Nalu, todo mundo é motivo de piada, TODO MUNDO. Incluindo eu, você, o Einstein e a Giselle Bundchen.

mais frutas, verduras, menos açúcar

“O que me nutre me destrói, o peso que parte, me alivia
sem pressa porque tudo é finito …das boas intenções até os falsos prodigios .. fica resto … de aquilo .. de qualquer coisa …um dia a ilusão vai embora …

hoje”

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Pois o causo é que eu preciso melhorar algumas muitas coisas. Ontem teve orgia alimentar, petit gateau, e pão de mel, cinco pães de mel de um lugar que tem aqui em BH e eu sou doida pelo pão de mel de lá. Mas teve fruta e muito verde. Olho pra minha alimentação em 2006 e mesmo 10 quilos mais gorda agora eu fico feliz. Porque eu me alimentava mal demais, muitas vezes só ia comer a primeira vez no dia às 17, 18 horas, depois de voltar do trabalho. Verde não tinha na minha comida, vegetal quase nenhum, impressionante.

Aí olho agora, todo dia verde, legumes, frutas e fico contente, porque se por um lado ainda estou perigosamente gorda pra saúde e pra realização do meu sonho, por outro estou muito mais nutrida. E também porque não fumo mais. Não adianta isso só, como bem mostraram meus exames. Acho que açúcar demais e carboidrato refinado demais me envenenaram um pouco muito e vai ser preciso cortar muito mais disso do que tenho feito até agora. Mas estou indo. A passo de tartaruga doente, mas estou. Se vou chegar, é a questão…

Preciso me nutrir, já que meus exames mostram alguém desnutrida. O que é muito comum em obesos, um quadro de desnutrição, um organismo com uma falta imensa de nutrientes essenciais.

E pensando nisso agora vejo a diferença que está minha digestão. Acho que o chá de hortelã e a maneirada na alimentação me fizeram muito bem e eu praticamente não tenho queimação no estômago mais.
Ótimo isso. Amanhã volto a anotar, tudinho. A prestar atenção na comida, a contar o que como. E volto a rever a lista das 101 coisas. E amanhã também revejo mais algum tópico dos significados.

prisioneiro das circunstâncias

A vantagem de ter um blog que pouca gente lê é que há mais liberdade de falar qualquer coisa. Não que seja consolador rsrs, mas é disso que eu preciso nesse momento, poder falar quase à vontade sobre os meus fantasmas. E com a audiência pequena, a liberdade de falar abobrinhas vai crescendo…

E lá venho eu de novo aqui, só pra escrever, só pra dizer algo que eu não tenho certeza do que é até que as palavras saiam do teclado.

Pois bem, o Aprendizado está uma porcaria.

E é por isso que eu estou aqui de volta e é por isso que eu não vou largar esse osso, até que aconteça.
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not guilty

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“É impossível começar a aprender
aquilo que já se pensa saber.”

Epicteto
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Estava eu lendo novamente o texto sobre os significados mais comuns do excesso de peso. Também porque eu acredito que quase todas as manifestações físicas são resultado de algum processo emocional.

E no primeiro item já consegui identificar um padrão que pode ter sido iniciado na minha infância. (Certamente na infância de muita gente.) Read more

medo da privação

Figura daqui

Prosseguir mentindo

é o jeito que encontrei

de viver aproximado da realidade


Dificulta-me repartir.

Ocultava o alimento no quintal.

O que não comia, escondia para o para o próprio proveito.

Nossa fome não acompanha
A idade dos dentes.

Fabrício Carpinejar – As Solas do Sol, pág 70

( o grifo é meu)

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Eu percebo que minha compulsão está ligada a um medo terrível de perda. Acho que é a mesma voracidade que está na origem da minha coleção de livros, com a notável exceção de que os livros só engordam a mente. Eu percebi que essa processo de acúmulo é medo de perda, é apego puro.
É como se eu não tivesse aprendido que não é preciso comer tudo, que eu não vou passar fome, que a comida atualmente é farta. É como se alguma programação genética dos meus ancestrais das cavernas que chegou até mim não tivesse sido desligada e eu temesse a todo instante a falta. A privação.
Certamente a psicanálise deve ter outra explicação pra isso, talvez alguma angústia da separação, sei lá. Enfim, o que interessa é que eu entendi isso, o tamanho da minha angústia o que me leva a acumular, o tamanho do meu apego. Talvez algum exercício de desapego seja bom, ajude a emagrecer. Vou pensar mais nisso, com mais amor. O médico do qi tinha me ensinado uma programação para lidar om isso, vou ver se lembro ou se acho os papéis.
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Enquanto isso, hoje é sábado. Dia de recomeçar. Já acionei o meu maravilhoso suco de hortelã. Que bem me faz esse suco! Já comi minha salada de frutas com uma colherinha de mel. Vou caprichar, como se diz. Cada vez mais eu gosto da minha perseverança. Vou conseguir. Alguns dias de delírio não vão me derrubar.

logorréia

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“ Sou eu próprio uma questão colocada ao mundo e devo fornecer minha resposta; caso contrário, estarei reduzido à resposta que o mundo me der.”

Jung
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E de novo eu não tenho muto a dizer, mas eu venho até aqui. Eu preciso persistir. E preciso chover palavras, porque não há muito mais a fazer. Escrever emagrece. E já que ninguém me lê, vão-se palavras.

Eu tenho que retomar a comida saudável. Escorreguei, mas não levantei totalmente. Preciso seguir, há uma vida a ser vivida e inventada. E há vida além da gordura também, não dá pra esperar. Eu sinto falta do meu suco de hortelã, preciso fazer de novo.
Estranhamente, apesar de tanto escorrego eu estou feliz. Talvez a chave tenha caído perto de mim, talvez haja um pequeno sorriso à espreita na tarde fresca e cheia de cigarras.

Enfim, enfim e no começo, há a vida esperando ali fora. E há aquele projeto de mim mesma, malditos existencialistas!

E boa filha protestante, eu preciso fazer de mim mercadoria, já diziam os fetiches do tempo. Mas não mercadoria-corpo, não pense
bobagens. Mercadoria pra ser exposta nos bazares da classe média e boba. Que é o que sou. Nem pra ser grande e boba, aff. É só mesmo uma logorréia longa e tediosa, não ligue.

Deixa eu voltar pras minhas anotações adolescentes, que quase não há mais tempo. Ou hoje já é muito tarde, nos vemos amanhã.

esteira e tênis

Hoje é hoje.
Chegou esta manhã preparado por muita escuridão:
não sabemos se é claro ainda este mundo recém inaugurado;
ele vai clarear escurecer
até que seja dourado e queimado
como os grãos duros de milho…

Pablo Neruda

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Aí eu sinto de novo o entusiasmo dos primeiros tempos de blog de
emagrecimento
. Porque eu perdi um quilo mais ou menos e 4 centímetros de cintura! Tudo bem que pra quem tem tantos centímetros na cintura é pouco, mas com a semana que eu tive é uma imensa vitória. E me lembro de como o qi funcionava, de como estar envolvida com esse assunto, embora seja cansativo,
funciona.

A numerologia tá mudando pra melhor, fico tão empolgada com isso. Números de sorte, que continuem assim.

E semana passada eu ganhei uma esteira. Velha e acabadinha, mas funcionando ainda. É que meu pai é o cara mais disciplinado que eu conheço (queria ter herdado isso dele, ou aprendido com ele) e caminha todos os dias, faça chuva ou sol, sábado, domingos e feriados. Além de jogar todos os dias de semana. Isso com setenta anos, 3 pontes de safena e um câncer. E ninguém ganha dele no boliche. Então, ele tinha uma esteira que usou por uns 7 anos até a bichinha ficar velhinha e acaada e ele comprar outra. Ai ele deu a velhinha pra minha irmã que fez ela de cabide e tal. Ela disse que eu podia buscar se quisesse.
Como eu queria mesmo fazer alguma atividade física além da ioga e acho que caminhar é bom, eu quis a esteira. Até porque não ia gastar tanto $ com algo que eu nem sei se usaria. A última vez que eu usei uma esteira foi em trabalho de parto, porque caminhar ajuda a acelerar o trabalho de parto.

Ai trouxe a esteira aqui pra casa e andei. Pouquinho, pouquinho ainda, duas vezes, pra não cansar, pra ver qual é. E ressuscitei meu par de tênis branquinho. Velhinho, feinho, mas muito útil. Acho que pode até ser que eu chegue em algum lugar né?

Tem post novo no Leveza 208580589_c5fd9ab323_z

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Eu não sei se é impressão, mas além de não ouvir as pessoas não querem trocar. Nada. Nem palavras escritas, nem nada. Talvez seja comigo. Mas eu sei que não. E quando se tratar de pedir… Ou de usurpar…

Eu tenho alguns ataques de generosidade de vez em quando. Por puro egoísmo. Não ataques de altruísmo, mas generosidade, pra me sentir legal.

Ai eu te ofereço um presente. Não; eu te dou um presente. Também porque eu gosto de você e em troca de um sorriso, talvez. E você não pode somente aceitar, você tem que tirar vantagem dele. Tem que ser sorrateiro e achar que eu não vou perceber que você foi ao banheiro na hora de pagar a conta. Tem que esconder de mim a bugiganga que comprou só pra você comer escondida enquanto está comigo. Se você pede, eu dou, pode acreditar. Não precisa fingir, abrir minha bolsa e me tatuar idiota na testa. Eu sempre sei do erro na conta. SEMPRE, mesmo que finja que não. Mesmo que eu finja que não, eu vi. Read more

labirintos

Na amnésia dos últimos dias, percorro meu itinerário vagando pelos labirintos da mente.
Nos espaços vazios dos territórios ulteriores mergulho, me perco.
E quanto mais me perco mais me encontro livre.
Na vertigem da infinidade de novos mundos conhecidos a amnésia me liberta dos preconceitos passados.
A memória é paralisia.
Lanço minha âncora ao vento, sem ponto de partida ou chegada.
Clandestino, passageiro, minha história é o presente.

Cafuncio (quem quer que seja esse)

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Nesse momento eu não estou bem, mas cansei de reclamar. Apesar de que eu não considero exatamente reclamações o que faço por aqui. Aqui é minha parada diária de pensamentos. Magros, de preferência, mas nem sempre. É onde eu exorcizo meus demônios, onde eu os convido a tomar chá de artemísia*. Por isso é natural que o tom seja pessimista. Aqui é pesado justamente pro dia ser leve. Porque eu já disse que não gosto de postura pessimista e do esforço que faço pra não sucumbir num mar de fel. E é assim que acontece.

Mas também, quando percebo que tá reclamão demais, vejo que é hora de mudar um pouco o tom, pra voltar a motivação. Ontem mesmo acabou dando resultado. Eu vir aqui reclamar. Eu fiquei dentro dos pontos, mil vivas pra mim. E tenho que dizer que o qi, mesmo eu não fazendo as 3 x ao dia, tem feito um bonito resultado na minha barriga. Ela dimnuiu a olhos vistos. E eu não recuperei o quilo perdido, mesmo com a semana passada tão ruim, mesmo com Danete no café da manhã (eu lembro disso e começo a rir, isso lá é comida de gente?)

Mas ainda tenho um longo caminho pela frente e muito demônio pra exorcizar. Porque não é simplesmente emagrecer, eu já vi que se trata de algo bem mais enraizado que isso, é algo maior que todos os meus quilos a mais. Emagrecer não é tão dificil, quando o lance é emagrecer. Mas para mim quase nada é só.

Por isso pra algumas pessoas é tão simples. Vou perder X quilos até o natal e elas perdem mesmo. Sem muita neura. Mas, eu não sou assim. Eu sou o que sou, complicada. Dia desses a Vânia disse que meu blog era um labirinto. Eu achei muita graça, porque é isso mesmo. Na verdade eu sempre estou cercada de labirintos mentais e físicos. E vou contar, muitas vezes eu me perco nos labirintos que eu mesma crio e fico lá, largada e perdida por muito tempo. Mas, é assim que eu opero, se fosse simples eu não seria Nalu, o pacote de ser quem eu sou inclui muitos labirintos.

Eu sempre opero em modo labirinto. Eu tive um amigo que falava: mas você sempre escolhe o mais dificil né, Nalu? Então, escolho mesmo, não é por graça, eu não posso evitar. Mas desse labirinto, criado e construido e acrescido por mim durante os anos, eu vou sair, podem apostar. E bem mais leve.

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Há dois labirintos do espírito humano: um respeita à composição do contínuo, o outro à natureza da liberdade; e ambos têm origem no mesmo infinito
Leibniz

A firmeza de propósito é um dos mais necessários elementos do carácter e um dos melhores instrumentos do sucesso.
Sem ele, o génio desperdiça os seus esforços num labirinto de inconsistências
Philip Chesterfield

fantasmas famintos

Se você está aqui É porque veio Se você veio até aqui É porque está atrás de alguma coisa Se você não quer nada Por que não vai embora?

Titãs – Do álbum Tudo ao mesmo tempo agora

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Estou aqui escrevendo sem nem saber o quê. Porque essa é a pior hora do dia no que diz respeito a compulsão pra mim. e sou capaz de sentar e comer 50 chocolates. Literalmente. Uns 3 pãezinhos, enfim, essa hora o vazio não tem fim. Eu me sinto dominada por um perfeito fantasma faminto. Read more

coisinhas 01

chuvabh

Chuva em BH

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Resolvi fazer de novo a lista das 101 coisas em 1001 dias. Sem motivos especais, estava precisando retomar o foco que perdi muito facilmente estes dias passados. É bom ter alguns objetivos por escrito. Ainda não está completa, mas já tem bastante coisas, dá pra começar. Eu sempre tento né?

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Aqui está um friozinho delicioso. Está nublado, do jeito que eu gosto. Minha mãe falava que era dia de bruxa, que eu gostava de dia de bruxas. E como eu estou cada vez mais bruxa… É verdade, são os meus dias preferidos. Um domingo assim então é tudo de bom. Meus pés ficarem frios é uma raridade.

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phone home

A Márcia Tiburi (essa bunita ai da foto) acabou de dizer no Saia Justa que um homem amar uma mulher gorda é tara. Cara, eu juro que vou gravar o programa (vai passar de novo ás 05:00 e as 10:30) pra provar (pra mim mesma) que não ouvi errado, porquê. Oi? Né? (Ultimamente eu vivo de “Oi?”. Carrego um vidro de loção também just in case, mas nunca dá, volta sempre vazio.)

Aliás, sobre esse tipo de coisa, vale o post da Lola de hoje, vale mesmo, Como pode o Pierce Brosnan viver com uma mulher gorda? Se a Tarcia Miburcia estiver certa, ele é tarado. Eu realmente não sou deste mundo. Pára que eu quero descer. De um mundo onde gordas não podem ser amadas.Socorro!!!!!!!!!!!!!

Falando em coisas estúpidas, isso aqui também pode ajudar. Não o post, que o post do cara é engraçado, mas a campanha da qual cara fala. Vi aqui nesse blog.

Cada vez mais eu tenho certeza que fui abduzida. Acho que eu sou de Júpiter e fui largada aqui por engano. Phone home, please?

pensar engorda

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Seria trágico se não fosse cômico huahuahuahuahua….

Pensar pode engordar

Segundo um estudo canadiano, as pessoas ingerem mais comida depois de realizarem trabalhos intelectuais, o que poderá contribuir para a epidemia da obesidade nos países industrializados, onde este tipo de tarefas é cada vez mais comum e a actividade física menos frequente.

Os investigadores dividiram 14 estudantes universitários voluntários em três grupos, informa o site da “Fox News”.

Durante 45 minutos cada grupo realizou uma das seguintes sessões: descansar e relaxar em posição sentada, ler e resumir um texto, ou completar uma série de testes de memória, atenção e estado de alerta num computador.

Após o final das sessões, os participantes foram convidados a comer o que quisessem. Os cientistas tinha determinado anteriormente que as sessões que envolviam actividade intelectual gastavam mais três calorias do que a de relaxamento.

O grupo que realizou os testes de computador ingeriu em média mais 253 calorias do que os estudantes que descansaram. Já os participantes que resumiram o texto consumiram mais 203 calorias do que aqueles que estiveram sentados.

Antes, durante e depois do estudo, os cientistas recolheram amostras de sangue dos voluntários, que revelaram que a actividade intelectual provoca flutuações nos níveis de glucose muito superiores às registadas nos períodos de descanso.

Segundo os cientistas, o corpo reage a estas flutuações “pedindo” comida para restabelecer a glucose, um açúcar que fornece energia ao cérebro. O estudo liderado por Jean-Philippe Chaput da Universidade Laval da cidade de Quebec, no Canadá, foi publicado no jornal Psychosomatic Medicine.

Informação adicional: Fox News

Que parte de mim, que eu desconheço, é que me guia?

“Por que faço eu sempre o que não queria?

Que destino contínuo se passa em mim na treva?

Que parte de mim, que eu desconheço, é que me guia?

O meu destino tem um sentido e tem um jeito,

A minha vida segue uma rota e uma escala

Mas o consciente de mim é o esboço imperfeito

Daquilo que faço e sou: não me iguala

Não me compreendo nem no que, compreendendo, faço.

Não atinjo o fim ao que faço pensando num fim.”

Fernando Pessoa,

Cancioneiro. Obra Poética, Editora Nova Aguilar, p.129

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Sábado, 11:30. Eu estou aqui, pensando na morte da bezerra. Porque ainda nem chegou o almoço e eu já gastei 8 pontos. Vou mostrar o que comi. Clique ai na figura ao lado para ampliar. Terrível. Nem ia anotar. Minha agenda está em branco desde o dia 17 de setembro. E danette de café da manhã? Quem pode com isso? Mas resolvi mesmo assim anotar. Não ia, mas resolvi. E me pesar também, como pode ser visto na numerologia.

Eu tinha perdido um quilo. Mas já recuperei quase todo. E tava olhando meu post do começo de ciclo do mês passado e tava cheio de esperança. Mas aí passa o mês e eu não faço nada. E cada vez fico mais fraca e sem moral. E esse novo ciclo tá mais fraco e mais amargo.Não posso desistir, por isso estou aqui.

Só que não tenho escolha. E tenho que limpar toda essa sujeira que só faz piorar. Tava indo super bem e desde o dia 17 tá horrível, e eu nem sei porque. Provavelmente por causa da dificuldade em ser bem sucedida. Bom, mas o porquê não interessa mais.

O fato: Não tenho conseguido, mas hoje é dia de recomeço. Eu tenho me enfraquecido, e confesso que na verdade estou meio rodeada de coisas, pessoas e situações que me enfraquecem. E vou eliminando aos poucos isso tudo, junto com os quilos.

Então vou seguir em frente.

As coisas boas: Tenho meditado. Ontem resolvi fazer a lista das 101 coisas, estou precisando de ordem até mesmo nos meus desejos e intenções. Tenho persistido por mais tempo do que nunca. Normalmente teria desistido já, mas agora tenho me obrigado a escrever, ao menos. Porque aio fica mais fácil não perder o foco. Acho que agora só me resta rezar.

caridade e esperança

Eu queria vir aqui e dizer que estou conseguindo. Que tudo ficou pra trás, que eu tenho a força e coisa e tal. Queria que fosse possível viver num mundo de fantasia. Ou queria me conformar em ser gorda. Olha que eu tento. Mui bravamente. Mas.

A história da minha vida, que já está cansando. E eu ontem li uma frase assim: “Você não será capaz de realizar aquilo que não acredita”. Read more

Tem post novo no Leveza.

controle da obesidade

Hoje eu estava pensando em porque não conseguia fazer o qi mental direito. E claro, a conclusão que cheguei foi a que ainda não superei minha Sabotadora Interior. Mas ela está indo embora, está dando adeus, partindo pra um viagem bem longa e sem volta. Então comecei a procurar alguma técnica de visualização que me ajudasse a encontrar força de vontade.

E nessa procura, eu que adoro essas técnicas de pensamento, encontrei esse post, falando sobre uma técnica da PNL (Programação Neurolinguística) para controle da obesidade. Escrevi para o autor, para que ele me autorizasse a colocar aqui, e ele gentilmente concordou. O nome dele é Antônio Azevedo, o site dele é http://antonioazevedo.com.br.

Eu gostei da técnica e vou tentar. Acho que pode ser de grande ajuda.

O texto é o seguinte:

Controle da obesidade

Uso de técnicas de Visualização Criativa para reeducação do metabolismo

O hipotálamo é o principal mecanismo cerebral responsável pelo controle da homeostase biológica, fome, sede, sexo, temperatura corporal. O nosso mecanismo de controle do metabolismo basal pode aumentar ou diminuir em 30% o nosso gasto calórico, sem nem notarmos. Metabolismo de alta queima de gorduras e glicose é um metabolismo de pessoa magra. Controlando este sistema podemos emagrecer rápidamente, sem drogas ou grandes sacrifícios alimentares. O hipotálamo também controla, junto com o sistema límbico, a secreção da adeno-hipófise e esta controla todo o sistema endócrino, secretando hormônios que alteram todo o nosso metabolismo.

Possuimos um neurocircuito no hipotálamo que é responsável pelo nosso centro da fome e o nosso centro da sede (hipotálamo lateral) e um outro que é o centro da saciedade (núcleo ventromedial). O exercício a seguir visa regular o controle inconsciente destes centros, e de outros que colaboram neste processo, auxiliando no controle do peso. Será utilizado um copo d’água. O processo não é de energização da água e sim de reprogramação do inconsciente, usando como âncora fisiológica o estímulo que a água faz rápidamente no hipotálamo. O centro da sede, no hipotálamo, é muito próximo ao centro da fome.

Sempre antes de ingerir qualquer tipo de alimento, seja refeição normal, seja uma pequena bala, pegue um copo dágua. Segure-o nas mãos. Então, de olhos abertos ou fechados, concentre a atenção em uma pequena área, um pouco acima dos olhos. Esta área é o hipotálamo.

Visualize o centro da saciedade no meio do hipotálamo, sendo estimulado. É o controle deste centro com o da fome que dá o apetite normal. Visualize, um pouco à direita deste, o centro da fome. Veja-o e sinta-o separando a fome normal da anormal, se comunicando melhor, através das palavras neuroquímicas dos neurotransmissores, com o centro da saciedade. Separando a fome normal da anormal.

Após, imagine o hipotálamo enviando mensagens para o sistema endócrino. Pense em uma área um pouco acima do centro da saciedade. O centro endócrino regula o metabolismo. Imagine tendo um metabolismo de um corpo magro, queimando mais gorduras e calorias apenas pelo fato de viver.Imagine também que há um aumento de ativação de endorfinas. O corpo sente bem-estar e disposição sem o estímulo de comida. As áreas de recompensa no hipotálamo e no sistema límbico são bem maiores do que as áreas de punição. Ative-as.

E pense agora na área pré-frontal. Imagine sendo uma pessoa que tem atitudes e comportamentos de acordo com essa nova ativação de endorfinas e metabolismo basal maior. E com menos apetite. Sinta-se esta pessoa. Por momentos, assuma esta modelagem como já tendo o corpo desejado.

Após, beba a água. Repita por vários meses a técnica, até o desencadear da transformação metabólica. Esta leva dois a três meses para fazer efeito total. Mas os efeitos são permanentes.

meditar

Imagem Creative Commons daqui.

Imagem Creative Commons daqui.

Hoje eu não tenho nada pra dizer. Os últimos dias foram ruins. E eu estou lutando pra me convencer a voltar pro eixo. Mas já cansei de dizer que não tenho alternativa, então vamos indo. O que tá sobrando dessa maratona é que eu tenho meditado todos os dias. e isso vai serenado o coração aos poucos. Ontem aconteceu algo que poderia ter me deixado bem pior não fosse a meditação. E isso é bom.

Em 2000 eu fiz o curso de Meditação Transcendental, que é uma meditação com mantras. Eu paguei o curso pra receber o mantra que supostamente é pessoal e coisa e tal. Depois descobri que o mantra não é assim tãããããão pessoal. E que a meditação também não é tããããão original assim.

E que tem uma meditação igualzinha, mas igualzinha, só que da tradição cristã. É é a oração centrante, ensinada de graça. Ou a Meditação Cristã.

A única coisa que muda é o mantra, a palavra na qual vc medita. Que por supuesto, na meditação cristã é cristão e na MT é hindu.

Claro que os adeptos praticantes de carteirinha vão dizer que há alguma diferença, mas não há. Inclusive o monge que trouxe de volta a meditação cristão foi treinado com um swami hindu. Enfim, a meditação é a mesma. E se um dia forem tentados a fazer o curso de MT, façam primeiro, e de graça a meditação cristão ou a oração centrante (tem uma ligeira diferença entre essas duas, mas é muito pequena.) E
depois se quiserem gastar seu rico dinheirinho, façam o curso de MT, só pra descobrir que é a mesma coisa. Já ouvi dizer que um curso de MT na Europa, de cinco dias custa 2000 euros.

Aqui em BH mesmo existem lugares onde a Meditação pode ser aprendida de graça. E é tão, mas tão simples de fazer que pode até enganar. Mas é eficaz. E ela tem me ajudado muito. Estou surpresa comigo mesma de estar sendo tão assídua há já algum tempo.

É isso, meditem. Meditar ajuda a emagrecer.

vani

Vani, querida, muito obrigada. Seu gesto me tocou muito.

Beijos

perguntas do samurai

Meu pequeno samurai anda fazendo perguntas difíceis, mas comuns e muito pertinentes.. Só que eu não sei como responder!

–Mãe, porque só mulher fica grávida?

–Mãe, porque tudo muda, heim?

–Mãe porque o H não tem som?

–Mãe, “porque sim! não é resposta, né?

Me fala, o quê responder numa hora dessas?

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E ainda assim, eu não consigo dormir.

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E mais uma coisa nada a ver: as pessoas querem falar, falar, falar. Mas não querem ouvir. Não mesmo, vc fala e elas olham pro vestido mais próximo na vitrine. E elas fazem isso com todo mundo. Com filhos (pequenos ou não), maridos, pais e até com clientes. Que coisa!

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Tem posts novos no Leveza do Ser.

contabilidade

“Tenho medo, muito medo

De não saber florescer mais de uma vez.”

Angela Botero Lopez

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Olá!

Meu nome é Evel (deveria dizer nome de blog né?). Eu estou gorda, por isso criei esse blog. Deixem-me contar:

Tenho 37 anos, 1,67 de altura e peso hoje 95,3 quilos. Tenho 1 filho, 1 marido e 3 sonhos. Minha cintura mede mais de 1 metro. E isso é horrível. Não é mais uma cintura. E o que faz uma mulher sem sua cintura?

Minha glicose é mais de 140. E o triglicérides mais de 300. E isso também é horrível. A pressão faz tempo passou de 15. E no fígado há algum número que eu não compreendo, mas que disseram que é errado, não devia estar ali.

Em 30 anos, eu nunca fui gorda. Sempre tive corpinho bom. Eu tinha até cintura! Por incrível que pareça. Até há 6 anos atrás eu tinha menos, bem menos de 70 de cintura. E o peso nunca tinha passado de 65. E eu tinha mais de 8 horas de sono. E só 3 fios de cabelo branco. E 0 ruga. E nehuma celulite. E 1 estria, apenas. E menos serenidade.

A contabilidade hoje é outra. Bem diferente. Mas só existe 1 HOJE. Que como eu disse antes, é dia de recomeçar.

Por isso me apresento a vocês, agora, na segunda feira que é dia mesmo de recomeçar. Já tive outros 2 blogs de gorda. Não deram certo, mas o ontem não existe, então, pulo essa parte. Começo hoje o Aprendizado. Novamente, eu já tinha dito que não tenho outra alternativa, a não ser tentar. Se eu parar de nadar, morro afogada. Em 8 minutos.

Então tenho 5 ferramentas:

E o dia é hoje, começo agora. Como eu disse no outro post, seguindo o conselho da Ana, eu risquei do script os fracassos passados, não me dizem respeito. O passado só serve pra ser reinterpretado, então eis-me aqui dando outro significado pra ele. Tanto fracasso serviu pra me fortalecer, por isso agora vai ser diferente.

Me aguardem no próximo aviso de curva.

Estou pensando em zerar os arquivos deste blog, passar tudo pra outro lugar e recomeçar zeradinho. Pode ser que sim, pode ser que não…

novo endereço

Estamos operando em novo endereço e aguardamos sua visita em breve!

novo endereço

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ana e o tse

De como a Ana e o TSE vão me ajudar a emagrecer.

Ontem, num papo com as minhas amadas motherns, falávamos de auto-estima, de nossa satisfação ou não com o corpo. E certamente sobre como todas as mulheres da face da terra estão a cinco quilos da felicidade.

Eu pra variar, coloquei que não conseguia emagrecer, que não tinha força de vontade e coisa e tal. Coloquei que não me acostumo com tanta gordura que me deformou em tão pouco tempo coisa e tal.

E fiquei pensando na minha imensa e linda coleção de fracassos coloridos e de toda a numeração, variando de 67 a 96. E fiquei triste, de novo, pensando, nossa, eu sou um fracasso, não vou conseguir, e toda aquela ladainha enfadonha que já descrevi no post anterior.

Aí, no meio da conversa, a Ana falou duas coisas que me tocaram. Uma delas foi a seguinte:

“Nalu,

Se eu pudesse nos dar um conselho (hohoho) seria o de esquecer totalmente que a gente tá nesse barco há algum tempo. Seria o de começar a comer como se hoje fosse o primeiro dia das nossas vidas. Nascemos hoje, adultas, comendo já, mas hoje estamos começando um novo caminho. Seria o de esquecer todas as jacas anteriores, todas as vezes que não deu certo. Porque assim a gente não ia começar se desacreditando, né?? E se a gente já começa se desacreditando, já está perdendo a batalha…”

E né, é isso mesmo, adianta ficar pensando nos fracassos? Eu tenho muitos e a cada dia pelo que vejo, aparece mais um, ontem mesmo eu não consegui completar o dia direitinho. e não vou usart a desculpa de que estava de plantão. Com um pouco de planejamento eu poderia ter driblado o fato. Quer dizer, eu escorrego por nada e tenho motivos de sobra, mas de sobra mesmo pra me achar fracassada, pra ter certeza que não vou conseguir.

Mas esse raciocínio tem um problemão. Eu não posso fracassar, isto não está no script, é uma possibilidade com a qual eu não posso contar. Ou seja, risca ela aí, porque não vai dar. Eu só posso mesmo acreditar e seguir em frente. Move on!

Então, eu tenho que levantar e seguir, não me resta outra opção. Daí decidi tentar seguir o conselho da Ana e tentar nascer de novo, hoje.

[youtube http://www.youtube.com/watch?v=glVwjLp2o9Y&hl=en&fs=1]

A outra coisa que ela falou foi sobre essa propaganda do TSE, mostrando como quatro anos é muito tempo quando as coisas estão dando erradas. Eu estou nessa por mais de quatro anos e sei muito bem do que se trata. Por isso decidi mais uma vez.

Vejam o vídeo ai que é isso mesmo, a mulher do video sou euzinha.

Não, mais uma vez não, pela primeira vez que vai dar tudo certo. Resolvi ativar novamente a página de numerologia. Eu estava com muita, muita vergonha de mostrar esse peso horroroso, alarmante, detestável, mas é melhor encarar. Ai vai ter uma página de pesagem semanal. E não vou desistir agora. Dessa vez, a despeito das jacadas tem algo diferente, até as jacadas estão sendo devidamente anotadas, coisa que eu nunca fiz, sempre desistia ali pela segunda jaca. Eu tenho persistido por mais tempo que nunca.

Pois é, eu me aguardo novamente, que desta vez eu vivo pra contar.

calos cerebrais

Embora nossa mente busque desesperadamente a previsibilidade, acabamos por aprender que o mistério
é mais poderoso que qualquer certeza que lutemos para impor
.”

Deepak Chopra

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Ai eu já tava com todo um discurso pronto de “eu não tenho jeito mesmo, eu não consigo, eu sou terrível, eu me odeio, eu não presto, sou uma gorda inútil” e tudo o mais. Isso pra não dizer o que eu realmente pensava, e ainda penso às vezes, que é mais pesado que isso aí. Já tava preparando a cama quente pra chorar.

Mas surpreendentemente me deu preguiça de fazer isso. Preguiça de sentar e chorar, de me lamentar. E principalmente, preguiça de desistir! E eu fiquei estupefata com isso sabem? Era um comportamento tão naturalizado em mim que não caberia margens de dúvida que ele iria acontecer. Ontem eu deslizei meio feio, mas sem sair dos pontos previstos. E foi feio, porque comi doce, o que seria muito mal pra mim, mas acabei levantando e simplesmente decidi não ferrar o resto do dia. E continuei, até anotando. E até meditando, vejam só quanto progresso…

E hoje já estava esperando um começo desanimado, meio assim sem fé em mim mesma. Mas me surpreendi e não estou com disposição de me achar uma fracassada, uma inútil. Isto é tão surpreendente no meu mundo, mas tão surpreendente que eu estou até com medo. Um medinho assim da felicidade, sabem, quando a história é boa demais? Ai aparece o seguinte pensamento: “mas que bobagem, ficar animada por causa de algumas horas de liberdade dos pensamentos destruidores?”

Mas isso é muita, muita coisa. Além de ser novidade, e das boas. Então é isso, preguiça de desistir. Bem dizia um conhecido meu que a maior força dessa vida é a inércia. Eu tanto tentei afastar esses pensamentos destrutivos que até já tinham criado calos no meu cérebro, que acabei conseguindo. E acabei estacionando nesse lugar mais confortável de persistir. Espero que isso dure. Porque eu tenho tanto trabalho a fazer nessa área que vou precisar mesmo de toda positividade que houver. Toc toc toc na madeira.

A figura aí é um página recente da agenda. Achei que era boa pra hoje.

katmandu

“A vida de amanhã está muito distante”

Martial

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Às vezes parece que nada adianta. Às vezes parece que vou me perder ou já me perdi no meio do caminho. E me pergunto o que faço aqui desperdiçando horas, dias, minutos de silêncio e sossego da mente e do corpo. às vezes penso estar em meio a uma fantasia coletiva, as vezes penso estar dentro da Matrix, mas tendo cada vez mais vislumbres da real realidade. Mas sei que preciso fingir e fugir de algo pra estar aqui.

Sei que algo em mim é muito violentado quando eu tento ser alguém que não sou. Mas que preciso ser porque o que sou não pode funcionar direito neste mundo. E a culpa não é do mundo, não há que se falar em culpa, apenas as coisas são assim, estão assim, pouco importa, pois é a minha pele que sente.

E tudo é fake, muito fake e as minhas emoções acabam se tornando tais, fazer o quê?

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De volta pra Matrix: Eu fiquei assim meio desolada porque depois de tanto esforço eu me peso ontem e a balança acusa que eu ganhei peso? Como assim? Oi?

Duro de engolir, depois de tanta privação. Vontade de catar tudo e ir embora sozinha pra Katmandu, quem sabe não seria uma excelente idéia? Mas a verdade é que preciso encontrar Katmandu dentro de mim né? A Katmandu da Matrix.

Depois da decepção inicial eu parei e pensei que é assim mesmo, isso acontece às vezes neste processo. Hoje de manhã ousei me pesar de novo e estava menos, mas ainda assim, mais.

O que seria um motor pra eu desistir antes, foi transformado apenas em um grande suspiro, de: “pois é, mais uma semana sem ganho de leveza, mas tudo bem, a porta ainda está aberta”. Sigo tentando, pois não. Espero ter cada vez menos vislumbres de realidade dentro desta matrix. Se é pra estar aqui que seja direito. (Como se fosse possível, há!) Sentindo o gosto falso das coisas não sentidas. E escrevendo frases feitas.

E voilá, acabo chegando na saída. Beijos em tod@s.

nos meus tempos de criança

Eu fui uma criança pobre. E como muitas meninas da minha época, eu era apaixonada por artigos de papelaria, que em fins dos anos setenta, começo dos oitenta era caro e bastante escasso. Ainda mais que eu morava numa cidade do interior. Mas era tudo inacessível e eu não tive quase nada dessas coisas.

Eu cresci, estou envelhecendo e a paixão não me deixou. E eu ainda amo qualquer coisa de papelaria, borracha com cheiro, canetas coloridas, adesivos super fofos, tudo. E tenho mais uma esquisitice que é ter mania de agenda. Eu tenho muitas agendas, já fiz agenda de uma página por dia toda manualmente (e ficou linda!). Daí que pra agenda magra foi um pulo. Agora que eu posso, me divirto com canetas, papéis, adesivos, tudo muito fofinho e bonitinho e quase.

Acho que é por isso que eu tenho blog. Quer coisa mais papelaria do que um blog de menina, como são os meus? Por isso adoro ficar mudando a cara (embora isso também já tenha enchido um pouco e eu esteja querendo sossegar nestes mesmo), enchendo de frufrus e tal, bem realizando os desejos daquela menina dos anos 70/80.

E eu resolvi ressuscitar a antiga agenda magra que ainda tem muitas páginas em branco, porque não ajeitei com outra. Eu sei que é algo infantil, mas quem disse que eu tenho obrigação de crescer?

E outro dia ganhei da Ana (Ana, eu nunca te agradeci né? Muito obrigada!) uma cestinha fofa, com jeito de criança. Aliás, não fui eu quem ganhou, foi o Tatá, mas ele gentilmente me cedeu. E resolvi colocar na cesta todo o meu material da agenda magra. E cara, como uma coisa tão boba pode servir de tanta terapia! Eu adoro a cestinha e adoro ficar ali recortando, colando, preenchendo com carimbos e canetas coloridas a danada da agenda. E coloco sempre pensamentos inspiradores, pra ver se algo entra nessa minha cabeça dura. Eu relaxo e me divirto. Então, essa aí é a cesta. Com um monte de coisas dentro, tudo pra brincar de encher agenda.

Aqui o que tem dentro da cesta:

1 Estojo com canetas e mais canetas coloridas

2 Saco com carimbos diversos e durex colorido e enfeitado

3 Máquina fotográfica velha, só pra fotografar pesagens e coisas do blog Leveza

4 Calculadora (pra calcular pontos e etc.

5. A famosa agenda magra

6. O livrinho (na verdade uma velha agenda) de anotar o que eu como. Essa também estava abandonada, mas resolvi retomar, porque, sei lá.

7 Livrinhos do VP

8 Adesivos coloridos

9 Livrinho de motivação (um deles).

Faltam ai tesoura e um saquinho com palavras, frases e etcs. recortados de revistas diversas. E a fita métrica.

E os carimbos (outra coisa que eu adoro, carimbos.) Aliás eu adoro tudo que tem a ver com o que é gráfico. Deve ser meu passado de monge copista hahahaha.

Post meio besta, mas é pra me lembrar que eu preciso manter o foco. Preciso estar atenta e não me distrair.

post inútil

imagem de http://artistamuvek.blogspot.com

Eu não quero que esse blog fique só com posts falando de dieta. Apesar de este ser o assunto que ocupa minha cabeça agora. Ocupa nada, mas tem que ocupar. Preciso me enfiar nessa assunto pra né, todo mundo já sabe.

Ai fico aqui na dúvida do que fazer, se ressuscito o Leveza do Ser, se não… Acho que é o melhor negócio, porque senão aqui só vai ter post disso. Eu fico dividida, porque tem gente que só lê aqui, tem gente que só lê lá, e eu perderia com certeza.

Mas acho que vai ser o jeito. Já tentei algumas outras coisas, como separar a categoria, como se fosse um blog novo, mas aí quem lê feeds não separa. Em compensação, tenho andado sem assunto pra esse blog. Ele sempre foi diarinho e minha vidinha diarinha agora é dietinha, daí…

Vê-se que eu estou com muito tempo nesta vida pra ficar pesando numa coisa besta destas né?

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Bom decidi que vou ressuscitar o Leveza mesmo. Em breve, mas acho que vou zerar ele, passar todos os arquivos pra outro lugar e começar de novo. Vamos ver. Em fase testes.

Imagem do blog: http://artistamuvek.blogspot.com

A Arquitetura do Eu

ARQUITETURA DO EU, A
PSICOTERAPIA, MEDITAÇÃO E TREINOS PARA O CÉREBRO

Autor: MASCARO, LEONARDO
Editora: CAMPUS

Assunto: PSICOLOGIA
ISBN: 8535220690
ISBN-13: 9788535220698
Livro em português
Brochura | – 16 x 23 cm 1ª Edição – 2008 200 pág.
O objetivo deste livro é apresentar ao leitor uma abordagem absolutamente do trabalho terapêutico, baseada em treinos para a mente e para o cérebro – a Neuropsicoterapia. Criada e desenvolvida pelo psicólogo e Mestre em neurociências, Leonardo Mascaro, esta abordagem visa a facilitar a experiência de autoconhecimento, mudança e desenvolvimento pessoal.

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Livro todo lido.

É meio técnico demais, cansa um pouco. Mas tem coisas interessantes.

se eu pudesse elaborar

clique para ampliar

Continuando a desopilar o fígado, vamos lá, continuar a repetir, já que eu não posso recordar, pra quem sabe conseguir elaborar. E parar de repetir, né?

Porque eu quero emagrecer. Agora, eu digo. Na verdade, tem alguns anos que eu quero isso. Ou melhor, acho que sendo mulher nesta sociedade, desde sempre. Desde que se vaticinou que “uma mulher nunca está magra o suficiente“. Frase de nancy Reagan que acabou sendo um dos mantras do movimento Ana-Mia

Mas vamos dizer que esse “alguns anos”, que na verdade são 4, foram os anos em que isso acabou se tornando uma questão central pra mim (com tanta coisa legal pra ser a questão central da vida, eu fui arrumar logo esse!).

Eu quis, e sempre por motivos estéticos, nunca me preocupei de verdade com saúde, até porque estava gorda há pouco tempo e não achava que poderia fazer tanto estrago tão depressa.

Mas agora, veja só, eu quero mais do que tudo que posso querer, engravidar. Eu quero muito ter outros filhos e quero engravidar mais uma vez. Mas eu tenho 37 anos e 3 meses. O relógio tá batendo tictactictac. E eu estou com mais de 90 quilos. E tem meu histórico anterior de pré-eclampsia, de diabetes gestacional. E tem a situação da minha saúde agora, do meu fígado, da glicose e tudo mais. Então acho arriscado demais engravidar assim. Embora as vezes eu me sinta tentada a ignorar isso. Porque se eu fico tentando demais e não consigo heim? Não é a à toa que quem pensa muito não faz. Mas se tivesse dependido de mim eu acho que já teria 3 filhos. Não tem nada que eu queira mais na vida agora. Mas acho que já falei isso.

E tem hora que eu queria chutar o balde, e tomar umas anfetaminas sim. Ai eu emagrecia rápido e pobrema resorvido. Mas né, para pobremas reais, não existem soluções imaginárias…

Mas pra minha sorte eu nunca tolerei mais do que uma semana de anfetamina. Ai eu não tenho muita alternativa. Mas pôxa, ta faltando força de vontade, a mardita.

Eu fico pensando, em que momento da vida a gente adquire força de vontade. Capacidade de renunciar ao principio do prazer (já falei disso aqui), que eu não tenho. Isso me intriga, eu penso em como é isso. Sera inato, será adquirido? Será que educar alguém pra isso adianta? Eu sou muito, muito hedonista, estou no paraíso infantil das gratificações imediatas ainda. Mas a que preço? Ai como eu queria ter força de vontade!

Vou ali dar uma olhada nesse livro pra ver se encontro algo, porque minha cabeça já ta até fedendo de tanto pensar sem que eu consiga encontrar a resposta, sem que eu tenha passado ainda pelo ponto de viragem. Dá vontade de gritar, acorda!

se eu pudesse elaborar

Clique para ampliar eu grávida

Continuando a desopilar o fígado, vamos lá, continuar a repetir, já que eu não posso recordar, pra quem sabe conseguir elaborar. E parar de repetir, né?

Porque eu quero emagrecer. Agora, eu digo. Na verdade, tem alguns anos que eu quero isso. Ou melhor, acho que sendo mulher nesta sociedade, desde sempre. Desde que se vaticinou que “uma mulher nunca está magra o suficiente“. Frase de nancy Reagan que acabou sendo um dos mantras do movimento Ana-Mia

Mas vamos dizer que esse “alguns anos”, que na verdade são 4, foram os anos em que isso acabou se tornando uma questão central pra mim (com tanta coisa legal pra ser a questão central da vida, eu fui arrumar logo esse!).

Eu quis, e sempre por motivos estéticos, nunca me preocupei de verdade com saúde, até porque estava gorda há pouco tempo e não achava que poderia fazer tanto estrago tão depressa.

Mas agora, veja só, eu quero mais do que tudo que posso querer, engravidar. Eu quero muito ter outros filhos e quero engravidar mais uma vez. Mas eu tenho 37 anos e 3 meses. O relógio tá batendo tictactictac. E eu estou com mais de 90 quilos. E tem meu histórico anterior de pré-eclampsia, de diabetes gestacional. E tem a situação da minha saúde agora, do meu fígado, da glicose e tudo mais. Então acho arriscado demais engravidar assim. Embora as vezes eu me sinta tentada a ignorar isso. Porque se eu fico tentando demais e não consigo heim? Não é a à toa que quem pensa muito não faz. Mas se tivesse dependido de mim eu acho que já teria 3 filhos. Não tem nada que eu queira mais na vida agora. Mas acho que já falei isso.

E tem hora que eu queria chutar o balde, e tomar umas anfetaminas sim. Ai eu emagrecia rápido e pobrema resorvido. Mas né, para pobremas reais, não existem soluções imaginárias…

Mas pra minha sorte eu nunca tolerei mais do que uma semana de anfetamina. Ai eu não tenho muita alternativa. Mas pôxa, ta faltando força de vontade, a mardita. Eu fico pensando, em que momento da vida a gente adquire força de vontade. Capacidade de renunciar ao principio do prazer (já falei disso aqui), que eu não tenho. Isso me intriga, eu penso em como é isso. Sera inato, será adquirido? Será que educar alguém pra isso adianta? Eu sou muito, muito hedonista, estou no paraíso infantil das gratificações imediatas ainda. Mas a que preço? Ai como eu queria ter força de vontade!

Vou ali dar uma olhada nesse livro pra ver se encontro algo, porque minha cabeça já ta até fedendo de tanto pensar sem que eu consiga encontrar a resposta, sem que eu tenha passado ainda pelo ponto de viragem. Dá vontade de gritar, acorda!

yada yada parte 3.987

“O que é dignidade sem honestidade?”

Cícero

Ontem eu jaquei feio. Mas tão feio que não tenho nem coragem de contar aqui. Aliás nem deveria estar falando isso aqui, mas se não falar aqui onde vou falar? Lá no curso de emagrecimento não dá pra falar, porque a médica, se por um lado é muito boa, fera mesmo em nutrição, alimentos saudáveis e boas escolhas, por outro lado pesa os mesmo 40 quilos desde os 12 anos e não vai entender da minha fome. E sim, não é preciso ter adoecido pra tratar da doença não, eu concordo, mas vamos combinar que fome não é uma doença cujos sintomas estejam descritos em algum manual, ou que haja algum exame pra fazer e detectar ou algum remédio pra tratar né? E de mais a mais é algo que não dá pra ser tratado pelo viés de escolhas saudáveis. A minha fome não.

E não, eu não estou desqualificando a médica, ela realmente é ótima, e o curso dela é muito bom. E ao que parece funciona. Devagar, mas deve ter seus efeitos. E eu vou continuar fazendo, mas sinto que não vai adiantar, porque minha doença ela não pode tratar. Mas não porque ela não é boa, ela é, mas porque minha doença é de uma natureza diferente.

Eu sinto muita fome. E isso é um dado. Pode ser psicológica, pode ser carência, pode ser pra preencher algum vazio, pode ser pra me sabotar, pra me defender, enfim, pode ser muita coisa, mas o fato é que se ela não é real, pelo menos ela se manifesta no físico e dói igualzinho a uma fome real.

Eu queria muito descobrir algo que fortalecesse a vontade interior. Eu sinto que essa é a chave que me escapa, eu não consigo sustentar a vontade por muito tempo. Sinto como se eu fosse ( e de fato sou) uma viciada em droga pesada. E acho que seria mais fácil par mim se fosse uma droga que eu pudesse parar de consumir de vez, abstinência total. Mas com comida não é assim. E eu olho tristemente o percurso se repetir, eu vou bem algum tempo, depois tropeço, logo em seguida caio, fico altamente deprimida e sem forças, com raiva, muita raiva de mim mesma e não consigo continuar. E a culpa não é de ninguém, não é da médica, não é daqueles que deveriam ter paciência comigo e não têm, não há culpados, exceto eu mesma. eu já deveria estar madura o suficiente pra conseguir controlar isso, mas não estou. E é tão ridiculo isso, tão imaturo. Não ter forças pra controlar o desejo diante de uma comida parece algo tão idiota. Tão infantil.  E  dá pra entender exatamente porque muitas vezes os outros infantilizam esses problema de ser gordo, porque olhando de longe parece fácil e parece ridiculo, mas não é pra quem está vivendo a coisa.

Enfim, hoje minha fé em mesma está muito abalada e eu estou quase naquela de desistir de mim.

Mas não, não vou fazer isso. Num próximo post explico melhor porque quero e preciso tanto emagrecer. E repito alto mais uma vez, não, eu não vou desitir, algum dia eu consigo. Hoje tive impulso já tão cedo de jacar mas não me deixei levar. E nem vou. Até mais, obrigada pela companhia. Esse blog é o que me salva. Eu vou escrever nele até cansar, só de sentar aqui eu já me sinto mais motivada. Os outros mecanismos estão meio desérticos por ora.

Eu estou fazendo acupuntura e freqüentando umas reuniões pra emagrecer. Na verdade a acupuntura é pra algo mais além de emagrecer, claro. As reuniões são uma droga, tudo que fala lá eu já sei e vai ser um esforço realmente hercúleo não desistir, ainda mais porque é sábado pela manhã. Mas tudo bem, meu raciocínio é o seguinte: se eu já sei tudo que fala lá e mesmo assim não consegui nada sozinha, vai que em grupo eu consiga? A única coisa boa de lá é que eu saio animada a consumir coisas saudáveis. Isso é bom, acho que eu preciso desse tipo de balela pra seguir em frente. Acontece que a médica que conduz o grupo e a acupuntura não passa nenhuma dieta. Segundo ela não é necessário, ela não acredita nisso. Não há pesagens nem nada.

Então eu resolvi seguir a dieta dos pontos do VP, porque acho que fico solta demais se não seguir algo. Não me sinto segura.

Mas tenho notado que todo dia gasto meus pontos em pelo menos um item inútil. (Quando faço, porque semana passada foram dois dias sem fazer, como é que pode meus zeus?) Tipo assim, eu posso comer 26 pontos. E hoje gastei nove em nada melhor que biscoito de polvilho! Só pela ânsia de mastigar algo quando pensamentos ruins me atacaram. (Mas eu fiz a relação pensamentos ruins/ânsia oral agora, bem depois do ataque.) E percebi que semana passada fiz isso praticamente todos os dias, gastar pontos com coisas ruins e inúteis. Porque biscoito de polvilho como já diz o ditado…

Agora sei que ataquei o biscoito inútil porque lembrei que devia ter mandado um texto pra minha orientadora e não mandei (mandei agora, ufa!) e o tempo está passando e ela pode desistir de mim, o que eu não quero que aconteça, porque outra orientadora que nem ela eu não vou conseguir! Mas na hora não fiz a ligação, simplesmente fui lá e comi um treco sem sabor, que faz mal para mim e ainda por cima com tantos pontos que quando fui contar eu quase caí pra trás.

Eu quero conseguir atacar esses sentimentos antes que eles me dominem. Atacar (modo de dizer) os sentimentos, não a comida.

Estou fazendo as coisas razoavelmente direitinho. Tenho meditado todos os dias pela manhã. O ideal é duas vezes por dia, mas pra quem não fazia nada… Minha alimentação também, fora essas coisas que disse, está um primor. Pode melhorar ainda mais, mas tenho certeza que já está bem nutritiva. Também tenho voltado aos poucos a fazer o qi, mas não entendo porque não consigo fazer direito ainda. E tenho tentado postar mais, pensar mais sobre o assunto, e tento me manter mais disciplinada. Tá indo, tá indo, bem melhor. E quem sabe um dia desses eu consigo heim?

atenção

Desenho desse blog delicioso

A Isa fez um post hoje que me fez lembrar de uma ficha que caiu esse ano pra mim. As distrações do caminho. Aquelas coisas, problemas e preocupações do caminho nos quais a gente fica pensando e que na verdade só servem pra desviar a gente do foco principal. Porque normalmente a gente sabe o que é o principal e fica alimentando as distrações pra não encarar o cerne das questões mais importantes.

Um dos meus focos principais é ficar saudável novamente.Se eu me perco no dia-a-dia pensando na alta do petróleo, no grampo no STF, na roupa pra lavar, e uso isso pra ocupar minha cabeça e convenientemente esquecer o foco, é péssimo. Principalmente poque o tempo tá passando muito mais rápido e quando eu vi passaram-se mais 5, 10 quilos. Ou meses. E eu fiquei na mesma.

E eu fazia muito, muito isso, me enredava num mar emaranhado de distrações que me preenchiam o tempo e negligenciava as questões importantes, mais importantes.Hoje não é que não faça isso. Ainda faço, mas tento sempre voltar ao foco principal. Alguma coisa melhorou bastante. Ainda não foi suficiente, mas pelo menos eu me engano menos. E de tanto me obrigar a pensar no principal, acabo tendo que fazer algo a respeito. Essa ficha foi muito importante pra im, desde que eu vi a sua caída, as coisas mudaram e posso dizer sem medo de errar que minha vida melhorou.

Mudança de Hábito Alimentar

MUDANÇA DE HÁBITO ALIMENTAR
Editora: Tecmedd
ISBN-10: 8573630868 ISBN-13:
Idioma: Português
Origem: Nacional
Edição: 1
Número de páginas: 140
Lançamento: 20/5/2003

A idéia básica deste livro é servir de instrumento de apoio para os colegas médicos como para os pacientes, nos casos onde se busca uma reeducação dos hábitos alimentares. Este livro vai ser útil para quem quer emagrecer naturalmente, mas principalmente para quem está buscando algum equilíbrio a partir da alimentação. É um livro sobre alimentos, sem dietas radicais ou mirabolantes.Neste livro o leitor vai encontrar uma introdução às bases da medicina chinesa, onde serao explicados os mecanismos de adoecimento e sua correspondência com os diagnósticos alopáticos. Será feita também uma descrição dos alimentos a partir de um ponto de vista energético, e aqui talvez resida a maior diferença entre este livro e outros sobre alimentação.

o balde em pé

«A forma como vemos o problema é o problema.»

Stephen R. Covey

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Então eu emagreci. Bastante até pra tão pouco tempo. Mas a sabotadora já acordou, essa fera adormecida. Acordou ontem, na saída maravilhosa com Lolló e Cyntia (mais detalhes aqui) em que eu tomei dois chopps, com o fígado ferrado. E hoje, no almoço com as meninas eu nem vou contar que tomei um milk shake e meio de nutella. Vocês já viram o tamanho do bichinho? E rachei de dor de cabeça e me fez mal e tudo. Eu preciso muito entender o mecanismo que me faz fazer isso. Coisas sem necessidade, que eu como sem tanta vontade assim. Saco isso. Saco dar pano pra manga, saco isso de não poder confiar em mim mesma, saco esse papo de bêbado-aiaiai-vou-me-arrepender-e-mudar. Vou poupar vocês da ladainha.

Como eu coloco essa chata estraga-prazeres pra dormir, eu não sei ainda.

Estou namorando a idéia de ficar totalmente sem açúcar por um tempo pra ver como é. A experiencia da Vania San tá me despertando muito a curiosidade.

liniers

Lolló, eu também amo Liniers!

yin-yang

Eu não sou uma pessoa naturalmente otimista. Muito antes pelo contrario, meu primeiro movimento é pessimista. E eu sou um pouco cínica também (embora eu não deixe muito extravasar isso, pois acho cinismo, ironias, sarcasmo e cia ltda. agressivos e desnecessários. Daí eu só penso, pois é inevitável.) Cinismo exige uma certa dose de pessimismo. É como se o meu modo de funcionar natural fosse pessimista, fosse deprimidão e tal. Eu já sofri por sofrer. Já tive vergonha de ser pessimista, e de ser emotiva. Hoja não tenho vergonha mais, eu sou o que sou, cada vez mais. E isso inclui esse lado mais sombrio.

Mas eu me esforço muito e todos os dias pra não ser pessimista. Para achar a Pollyanna mesmo, por mais imbecil que essa personagem possa parecer. Porque ela me salva muito. Só não me entrego a ela porque ela é mais burrinha. É preciso dosar, eu acho. Acho que essa é a minha maior cruzada, não me deixar vencer pelo pessimismo.

Acho que escolher a leitura negativa da vida é algo profundamente burro. Eu não acho que pessoas tristes são glamourosas, são chiques nem são mais inteligentes. E muito menos profundas. Profundamente chatas, eu acho. eu acho insuportável, inclusive a minha prórpia companhia quando estou pessimista.

Corro de mau humor. Por isso me esforço tanto pra não me entregar ao pessimismo, ao mau humor. E é isso que me move, esse olhar que depois do primeiro movimento de “não vai dar certo”, vê que vai sim, que não se entrega a ruminações sobre a infelicidade, as catástrofes e tal.

E esse movimento é muito fácil de perceber quando eu estou fazendo dieta. Ou tentando mudar algum hábito.

Porque tenho que me esforçar muito pra me convencer que vai dar certo, após a 45678ª tentativa frustrada, que não, que eu vou conseguir dessa vez e coisa e tal. Tenho que lutar bravamente contra a convicção de que vou fracassar mais uma vez. E tenho que lutar com esse meu lado que me apresenta estatisticas de fracasso e que me mostra o quanto eu sou hedonista, o quanto eu tenho o estômago fraco pra contrariedades, pra disciplina e tal. Nesse momento, Pilar, a Pessimista está vencendo.

Mas se for preciso fingir pra neutralizar essa danada, eu vou fingir. Se é pra fingir que eu tenho força de vontade, eu finjo, sem problemas. Se é preciso fazer valer as mandingas e mentalizações e seja lá o que for, tá valendo, mesmo que eu não acredite muito em nada disso. Mas mesmo que principalmente eu aõ acredite que posso. Mas vou fingir que sim, até ficar saudável outra vez.

Eu sei que nessa brincadeira de fingir eu já eliminei 2 quilos. É bom demais isso. Mesmo sabendo que TPM engorda e que eu perdi peso foi depois dela, eu vou comemorar mesmo! Dois quilos são uma vitória, ainda mais depois de ter engordado tanto em Buenos Aires.

E não vou deixar esses quilos voltarem. Agora é ladeira abaixo. Até ficar tudo melhor de novo. Por isso eu falo em voz alta que vou conseguir, pra ver se eu mesma acredito.

Eu estou fingindo, mas podem acreditar. O resultado vai ser real, ai não vai mais importar quem fingiu o quê.

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Imagem de:http://www.graphitelight.hu/

twins

Acabou o dia e eu comi demais. E eu chorei hoje como há muito, muito, muito tempo não chorava. Tive uma decepção muito grande, imensa, no meu trabalho, a maior delas, talvez. Hoje tudo ficou cinza, ruim, com gosto amargo.

Chega, estou muito deprimida com tudo, com vontade de sumir. Mas a vida continua e eu tenho filho e marido pra sustentar, então não posso me dar esse luxo. Tem que trabalhar.

E outro fato é que eu tenho uma dieta pra fazer, que hoje pela 1.980.567.438 vez não consegui fazer direitinho. No quesito saudável foi até bom, sem farinha branca, com arroz e pão integral, frutas, verduras e legumes. Mas exagerei na quantidae ( não muito) e tive uma crise de compulsão. E hoje estava tão triste, tão desconsolada que se fosse um milímetro mais fraca teria fumado. Desde que parei, hoje foi o dia que mais senti necessidade. Nem foi vontade, foi quase um grito do corpo. Mas fudida, não fudida e meia né?

Ai tem amanhã. Que não vai mudar o fato ruim do meu trabalho. Mas que vai nascer pra eu viver né? Espero conseguir amanhã. O consolo é que está melhorando, muito devagar, mas está.

Há que acelerar, Nalu. Esse ritmo não é dieta ainda, mas amanhã eu sou Scarlett.

Hoje me deu vontade de ser gêmea. Idêntica. Acho que a única possibilidade de ser compreendida de verdade é ser gêmeo idêntico.

Não liguem, estou muito triste ainda. Por isso precisando ser entendida como ninguém. Mas logo passa.

Agora eu estou mais animada. Sempre fico cheia de esperança nos primeiros dias do meu ciclo. Sempre parece que tudo é possível, o mundo fica mais bonito e as pessoas também, enfim é meu perfeito período Pollyana. Tenho que aproveitar  né?

 Ontem foi um bom dia, com alguns erros ainda, mas comparado ao que vinha acontecendo, infinitamente melhor. As  escolhas estão ficando mais saudáveis. E agora tento incorporar a idéia de que o momento chegou e de que todas as
mudanças na alimentação serão permanentes. Ou seja, alimentação saudável sempre. Algumas coisas já vinha fazendo e é  só reforçar. Outras estou incorporando. Agora estou na fase “duas frutas por dia”. Se conseguir será uma
vitória, porque eu não tinha o hábito de comer fruta quase nunca. De vez em quando uma banana e olhe lá.

Preciso reforçar o hábito de anotar tudo também, que isso realmente faz diferença.

Adotei algumas coisas simples que estão me ajudando. Um a delas é manter o celular permanentemente no silencioso. Por  causa do meu trabalho, cada toque do meu celular era um profundo stress, mesmo que o toque do trabalho propriamente fosse diferente do resto. Ai, muitas vezes eram ligações boas, amigos e tal, mas depois de ouvir o toque eu já estava  muito estressada e custava a voltar ao normal. Por isso agora vai ficar no silencios, só saindo disso nos dias de  plantão. Nada é mais urgente que minha saúde né?

Já falei em algum lugar que eu fui uma vez na reunião dos Comedores Compulsivos Anônimos. Eu gostei de algumas coisas, outras me incomodaram, talvez porque eu não estivesse na mesma vibração que todo mundo. Mas uma coisa legal que ficou de lá foi o livrinho Para Hoje, que tem mensagens de inspiração para todos os dias. E gostei especialmente da mensagem de ontem:

“Nada é inconcebível, nada é impossível para a pessoa equilibrada, desde que  surja das necessidades da vida e seja dedicado aos desenvolvimentos futuros da vida.” 

 Lewis Munford

Hoje, abro minha mente para tudo que poderia ser – possibilidades que estão distantes dos desejos inúteis dos velhos tempos; em vez deles, um afrouxamento das restrições, uma ampliação da imaginação. Deixo minha vida aos cuidados do
meu Poder Superior, removo atitudes prejudiciais, deixo meu espírito elevar-se. Procuro ser mais honesto, mais consciente, ter relacionamentos mais íntimos, maior habilidade para levar a mensagem, mais tempo para servir.  Recebi, e agora passo adiante, o que um dia foi impossível: a esperança de um despertar espiritual e da recuperação em relação ao comer compulsivo.

Para hoje –   Mantenho uma mente aberta em relação a ter uma mente aberta: as possibilidades são infinitas.

Imagem do site: http://www.pixipaint.com/

 

 

a insustentável leveza do ser

“Se cada segundo de nossas vidas repete-se infinitas vezes, somos pregados à eternidade feito Jesus Cristo na cruz. É uma perspectiva aterrorizante. No mundo do eterno retorno, o peso da responsabilidade insuportável recai sobre cada movimento que fazemos. É por isso que Nietzsche chamou a idéia do eterno retorno o mais pesado dos fardos (das schwerste Gewicht).

Se o eterno retorno é o mais pesado dos fardos, então nossas vidas contrapõem-se a ele em toda a sua esplêndida leveza.

Mas será o peso de fato deplorável, e esplêndida a leveza?

O mais pesado dos fardos nos esmaga; sob seu peso, afundamos, somos pregados ao chão. E, no entanto, na poesia amorosa de todas as épocas, a mulher anseia por sucumbir ao peso do corpo do homem. O mais pesado dos fardos é, pois, simultaneamente, uma imagem da mais intensa plenitude da vida. Quanto mais pesado o fardo, mais nossas vidas se aproximam da terra, fazendo-se tanto mais reais e verdadeiras.

Inversamente, a ausência absoluta de um fardo faz com que o homem se torne mais leve do que o ar, fá-lo alçar-se às alturas, abandonar a terra e sua existência terrena, tornando-o apenas parcialmente real, seus movimentos tão livres quanto insignificantes.

O que escolheremos então? O peso ou a leveza?

Parmênides levantou essa mesma questão no sexto século antes de Cristo. Ele via o mundo dividido em pares opostos: luz/escuridão, fineza/rudeza, calor/frio, ser/não-ser. A uma metade da oposição, chamou positiva (luz, fineza, calor, ser); à outra, negativa. Nós poderíamos achar essa divisão em um pólo positivo e outro negativo infantilmente simples, não fosse por uma dificuldade: qual é o positivo, o peso ou a leveza?

Parmênides respondeu: a leveza é positiva; o peso, negativo.

Tinha ou não razão? Essa é a questão. Certo é apenas que a oposição leveza/peso é a mais misteriosa, a mais ambígua de todas.”

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Foi esse trecho do livro A Insustentável Leveza do Ser que inspirou o título do blog Leveza do Ser. Eu li esse livro em 1988, com 16 anos e amei. Ficou marcado em mim. E essa idéia de peso/leveza também.

E postei iso aqui, porque esse pedacinho do livro chegou até mim acidentalmente hoje e me deu uma nostalgia imensa.

Esse trecho acima foi retirado do site:http://www.lumiarte.com/luardeoutono/leveza3.html Eu coloquei o trecho do site, porque gostei mais dessa tradução do que da do próprio livro que eu li e ainda tenho.

confiança

Figura daqui

Hoje eu acordei um pouco nostálgica. E sei porque. Passaram-se dois feriados (11 e 15 de agosto), passou o aniversário do meu filho e a visita da minha sogra. Eu voltei de viagem, fiz os exames, acabou-se o que era doce. Literalmente. Agora não tem mais desculpa, não tem mais estado de exceção que sirva para me excusar de encarar a realidade. E a realidade é que eu TENHO que fazer algo. Mesmo.

E fico desanimada num primeiro momento, porque uma parte de mim sente que eu não sou confiável. É isso. No quesito dietas eu não sou confiável. E acho que a coisa não anda porque não consigo confiar em mim mesma. São 3 anos de blog light. E pasmem, 12 quilos a MAIS!!! O começo foi muito bom, eu emagreci bastante, tendo em vista o tanto que ainda comia. E foi fácil e alegre. Mas não me perguntem porque eu abandonei. Talvez um projeto secreto de me derrubar, pra provar que eu não posso.

Fazia o QI Mental e me ajudava muito, muito, eu emagreci sem muito sacrificio até bastante. Eu fazia a agenda magra, e ô coisa legal que era! Ajudava muito e ainda era divertido. Mas algo aconteceu e tirou meu pique. Na verdade eu também resolvi parar de fumar, no final de 2005 e embora tenha sido muito bem sucedida, como eu era fumante mais do que inveterada, não dava conta de dirigir energia nos dois sentidos. Nesse meio tempo eu tinha mudado de blog e enquanto esse segundo blog estava ativo, eu fiquei sem engordaar nadinha por uns seis meses depois que parei de fumar. O que eu considero um verdadeiro feito.

Mas depois algo aconteceu de novo e eu parei. Por bastante tempo. E ainda teve, nesse meio tempo umas 6 ou 7 tentativas frustradas de voltar para o Vigilantes do Peso, uns 6 meses de cinesiologia e nada adiantou. Fiz muita coisa nesse período pra tentar conseguir forças, li muita, muita coisa. Quase 5 anos de terapia. Até nos Comedores Compulsivos eu fui. Uma vez só, mas fui. E nada adiantou. Nem reza braba. Afinal benzedeira que se preze tem que ter uma reza braba na manga né? (Aqui, apesar da brincadeira, o fato é que eu mesmo estando benzedeira, não fiz uma reza braba pra mim mesma. Nem o Programa Espiritual eu não consegui fazer.) Claro que tudo isso me tornou uma pessoa bem melhor, eu acredito piamente nisso e acho que o objetivo é melhorar mesmo. Mas não me emagreceu nem um quilo, nem um grama! É muita incompetência. Se eu fosse minha chefe de dietas me demitia.

Eu só engordei a cada dia e a olhos vistos. Aí em mais uma tentativa eu abri este blog. No começo eu estava indo bem, emagreci e tudo, mas o ânimo arrefeceu. Aconteceu a Pafúncia, foi uma injeção de ânimo, mas eu logo desanimei. Eu li isso aqui, me identifiquei com algumas coisas, mas não incorporei. E é como vi num livro, “percepção sem transformação só torna as coisas piores do que são” .

Por isso eu penso em emagrecer e acho que não posso confiar em mim. Na verdade eu encaixo bem naquele estereótipo que se ouve tanto na boca de quem trata de gordos. Eu não queria emagrecer, eu queria ser emagrecida. Na verdade, o passado ai é só o do verbo. Mas não vou falar, porque palavras têm poder né? Só que o que eu sinto agora é que eu não tenho mais escolha. Eu tentei até mesmo não emagrecer. E NADA adiantou. E eu me sinto cada vez mais desconfortável.

Mas eu estou com a Síndrome X, com diabetes repetida e confirmada, e otras cositas más das queia não cabe muito falar. Então não se trata mais de querer. Agora é precisar.

Por isso eu já comecei com algumas atitudes simples, mas que já estão sendo incorporadas à rotina e de forma permanente, espero. Cortei arroz branco e pão branco. Não vou mais comer doces de forma diária e exagerada como vinha fazendo. E estou fazendo acumpuntura. Voltei a meditar. Ainda tá devagar, mas já estou fazendo. Aumentei bastante a quantidade de vegetal nas minhas refeições. Talvez eu volte com o QI, com a agenda, sei lá. Vou devagar, porque é preciso que seja pra sempre, preciso conseguir forças. E acima de tudo eu preciso confira em mim. Eu não posso mais me trair. Mas confesso que ainda tenho dúvidas, viu?

Tatá e a regina

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Hoje o samurai tá fazendo 5 anos.

E duas coisas a respeito disso:

Ele amanheceu lendo. Nem a professora dele sabia. Mas hoje ele resolveu ler e disparou um monte de palavras. Ontem, ele olhou o ônibus e leu: RE-GI-NA. Eu não dei muita bola, pq achei que ele tinha decorado que o ônibus é o do Bairro Regina. Mas hoje mesmo Regina ele leu. Um orgulho só, total. Tô explodindo né? Aprendeu quase sozinho, pois segundo a professora esse não é o objetivo do 1º periodo, mas ao que parece ele resolveu que era. E é o único da salinha. Conheço esse filme. Eu era mandada pra biblioteca na hora da alfabetização, porque atrapalhava as outras crianças.

A primeira palavra que ele falou eu não me lembro, nem qual foi nem o dia que foi. Mas a primeira que ele leu sozinho eu não vou esquecer. Regina

E a outra coisa. Começa o jogo e ele pede pra colocar a camisa da seleção argentina!

-Mas meu filho, não dá, o jogo é contra o Brasil, coisa e tal.

-Então mãe! Por isso mesmo!

E aqui em casa ninguém é contra o Brasil, ningum torce pró Brasil perder nem nada disso. Muito pelo contrário, eu posso até querer, mas não consigo torcer contra o Brasil, nem o pai dele. No máximo eu sou indiferente. De onde ele tirou isso? Sem contar que numa terra de cruzeirenses e atleticanos ele resolveu ser flamenguista. Tudo bem que eu sou flamenguista, mas ele não sabia disso rsrsr.

Aí eu me lembrei. Que ele deu tanto trabalho pra nascer porque se recusou a virar. Eu fiquei em trabalho de parto ativo por mais de 24 horas. E ainda assim ele nasceu virado do lado contrário mesmo. Do lado melhor pra ele, diga-se de passagem. É meu Murcivaldo* mesmo. Filho, Feliz Aniversário pra nós. Porque esse dia é meu aniversário também, com certeza. Um bom motivo pra me sentir renovada.

*Murcivaldo é como eu chamo ele.

blogs de dieta

Figura daqui

Quando eu re-comecei com blog light, ou melhor, com o http://levezadoser.blog.br (que agora virou esse) tive uma altercação com uma blogueira dos blogs light que veio aqui e depois escreveu do nada, sem que eu jamais tivesse trocado nem um email, nem um oi com ela, um post muito chato, me atacando. Sem dizer nome, de forma elegante, tenho que reconhecer. Na verdade ela deve ter atacado mais minhas idéias que eu. Estava atacando meu método doido, (que eu sei que é estranho mesmo e nem é método, são só mil coisas de uma cabeça muito cheia de coisas estranhas), e eu até compreendo.

Apesar de que eu sou minhas idéias né? Ou não? Bom.

Mas sabe como é, a vaidade de todos nós é algo frágil, bichinho delicado, eu sou cheia de auto-importância e fiquei chateada, escrevi um post resposta que também nem de longe citava o nome dela, que foi mais pra mim, pra que eu elaborasse o soco no estômago tão de graça que levei. Na verdade, acho até que ninguém percebeu o que houve, o que é bom. Como aliás tudo nesse blog e nesse caminho mesmo é pra mim mesma. Porque precisa ser público eu ainda não sei. Por incrível que pareça, é assim. Por isso eu volto sem muito alarde.

Mas o acontecido me tirou um pouco (pra não dizer toda) vontade de ler blogs de dieta, porque eu gosto de comentar, gosto de interagir, e os blogs que eu achava interessantes todos eram do circulo dessa moça, e a última coisa que eu quero nessa vida é me indispor com alguém. (Não que querer tenha evitado isso alguma vez na minha vida hahahaha).

Eu sei que minha proposta torta de aceitar meu corpo, ou de emagrecer, ou seja lá o quê não é bem aceita/entendida/etc. por muita gente, mas ok. Quem precisa de entender sou eu e já tá de bom tamanho, e confesso que tá dificil até pra mim. Mesmo assim fiquei chateada com o tal post.

Mas agora passou e embora a moça ainda esteja na ativa, eu vi que há toda uma nova geração de blogs e tal. E ainda bem que eu achei ao menos um blog de dieta que estou adorando ler. E devagar vou indo, indo e tiro bastante informação e inspiração e força nesses blogs.

Assim espero conseguir, porque agora, né, tenho que pensar e planejar algo. E como comentei num blog ontem, eu preciso de disciplina. Mais do que disciplina de planejamento. Se eu conseguir planejar fica mais fácil de seguir. E mudança lenta gradual, mas duradoura. Nada de radicalismos, pq não funciona pra mim. Na verdade eu não sei o que funciona, nada funcionou até hoje hahahahaha. Então vou ter que re-testar tudo. E começo pelo não radicalismo. E bora seguir em frente, porque eu tenho dias e dias pra viver.

dardos

A Carol, a Chris, Flávia, a Bibi, a Alessandra me passaram esse selo fofo demais. Adoro ganhar selinhos e fiquei muito grata. Mas relapsa que sou demorei a colocar aqui. Mas agora coloco. E como demorei demais, todo mundo que eu indicaria já ganhou. Assim, não vou indicar mais. Fica toda minha lista de blogs como contemplada.

Ah e as regras do prêmio:

“Com o prêmio dardos se reconhece os valores que cada blogueiro mostra cada dia em seu empenho por transmitir valores culturais, éticos, literários, pessoais, etc…, que em suma, demonstram sua criatividade através do pensamento vivo que está e permanece intacto entre suas letras, entre suas palavras.”

1. Aceitar exibir a distinta imagem.
2. Linkar o blog do qual recebeu o prêmio.
3. Escolher quinze (15) blogs para entregar o “Prêmio Dardos”.

desirella

Asssiti esse curta ontem na TV Minas e gostei muito. Tem tudo a ver com o papo que eu venho travando na minha cabeça de aceitação do corpo, de feminilidade e etc. Muito legal, eu gostei. é de 2004, mas eu não conhecia ainda.

Assistam, vale à pena. É só clicar aqui: Desirella

Desirella

Gênero Animação – Diretor Carlos Eduardo Nogueira

Ano 2004 – Duração 11 min

Cor Colorido -Bitola vídeo – País Brasil

A produção deste curta foi viabilizada com patrocínio Petrobras.

Vivendo num conto de fadas, a velha Desirella obtém um par de sapatos mágicos que a torna jovem, numa desesperada tentativa de transcendência.

Ficha Técnica

Roteiro Carlos Eduardo Nogueira Edição Carlos Eduardo Nogueira Direção de Arte Carlos Eduardo Nogueira Som Ruggero Ruschioni Música Ruggero Ruschioni

Prêmios

Prêmio do Público no Festival de Cuiabá 2004

Prêmio Especial do Júri no Festival de Cuiabá 2004

Melhor Ficção no Festival de Gramado 2004

Melhor vídeo no Festival de Gramado 2004

Prêmio Porta Curtas no Festival Internacional de Curtas do Rio de Janeiro – Curta Cinema 2004

Prêmio Especial do Júri no Festival Latinoamericano de Vídeo de Buenos Aires 2004

Melhor Direção de Arte no Vitória Cine Vídeo 2004

Melhor Curta – Prêmio da Crítica no Cine Ceará 2004

Melhor direção no Cine Ceará 2004

Melhor Trilha Sonora no Cine Ceará 2004

Melhor vídeo no Cine Ceará 2004

Melhor Animação no Festival de Belém 2004

Melhor Trilha Sonora no Festival de Belém 2004

Melhor Animação no Festival de Video de Santa Maria 2004

Melhor Roteiro no Festival de Video de Santa Maria 2004

Melhor vídeo no Festival de Video de Santa Maria 2004

Melhor Animação – Hors Concours no Festival de Vídeo de São Carlos 2004

Melhor Animação no Guarnicê de Cine e Vídeo 2004

Melhor Animação no Jornada de Cinema da Bahia 2004

lola escrevendo

Posts excelentes! Adorei o que essa moça escreve, muito em sintonia com o que eu acho. É a Lola, do Escreva, Lola, escreva. Essses posts que eu coloco aqui tem tudo a ver com o que eu penso e com o momento que eu vivo agora. Podem ler. Os posts de cinema também são muito bons.

Ah, e tem muito mais, mesmo.

pródigo

Achei que tinha aposentado esse blog. Essa categoria de assuntos. Achei que desse pra ficar assim e ser feliz. Mentira. Achei nada, apenas protelei um tempo o que teria que fazer. Mas agora meus exames foram calamitosos. Eu fiz alguns exames e alguns dos mais importantes deram bem alterados. Eu estou assustada e deprimida por causa disso. Uma depressão anda me rondando, mesmo. Tenho que me organzar pra fazer ela sair fora.

Os meus exames foram muito ruins, sério mesmo. E a médica também ficou assustada e disse que nem peso nem idade pra estar com exames tão ruins assim eu tenho. O paradoxo nada engraçado é que apesar de tão gorda eu estou desnutrida, quase que seriamente. Então agora é saúde em risco. Diabetes, essa doença tão séria. e agora nem penso mesmo em emagrecer mas em colocar meus exames bem de novo. Além de tudo meu fígado está bem avariado. Fígado de alcoólatra ou usuário de drogas, segundo a médica. E nem bebo e nem uso drogas, pra justificar. Pagar pelo que não se aproveita é dose heim? Mas falando sério, estou precisando de reparos urgentes, ou vou pifar antes do tempo. E vou dizer, quem dera fosse exagero meu, viu?

Eu sei que isso tem a ver com stress, com estar a tantos anos sem dormir direito. Eu sempre fui movida a sono (quem não é?), e ficar tanto tempo sem dormir é penoso. E obviamente tem a ver com o fato de eu ser hiper sensível, física e emocionalmente.

Então esse conversê todo é pra dizer que já que tenho que mudar hábitos de alimentação e de estilo de vida, vou reativar esse pobre blog, esse assunto que vira e mexe morre e ressuscita. Só que agora não é pra contar quantos quilos perdi, mas pra controlar a qualidade da minha alimentação. Ou seja, comer fruta/verdura/legumes todo dia e coisa e tal, tentar dormir direito, e bláblábláblá.

Então, o bom filho à casa torna. Desejem-me boa sorte.

mujeres delincuentes

Córdoba: Ferreyra, 2006

O livro da minha orientadora. Ou de mi directora de tesis.

En este libro, se estudianlas complejas relaciones entre el mundo del delito, la condición femenina y el universo moral y cultural de la Córdoba colonial. La obra en cuestión –fruto de su tesis doctoral en Derecho y Ciencias Sociales- fue elaborada en base a una minuciosa indagación en torno a la literatura jurídica de la época, fuentes judiciales y los libros de visita de la cárcel del Cabildo de Córdoba, donde se hallaban recluidas las mujeres de entonces.

Jaqueline Vassallo. WOMEN DELINQUENTS. A LOOK OF GENRE IN THE CORDOVA OF THE XVIIITH CENTURY. Edited by the Center of Advanced Studies of the National University of Cordoba.
In this book, the complex relations are studied between the world of the crime, the feminine condition and the moral and cultural universe of the colonial Cordoba. The work in question – fruit of his doctoral dissertation in Right and Social Sciences – was prepared based on a meticulous investigation concerning the juridical literature of the epoch, judicial sources and the books of visit of the jail of the Chapter of Cordoba, where the women were imprisoned of then.

o lado amargo

Essa semana me descobri diabética. E sou obrigada a concordar com uma personagem do seriado In Treatment.  Ser doce (às vezes*) engorda. E adoece também, pelo visto.

E interessante é que diabetes é a doença que eu mais tinha medo de ter nessa vida. Cuidado com seus desejos, mas com seus medos também, né? O pessoal que estuda e trata o fundo emocional das doenças têm teorias interessantes a respeito do diabetes. A respeito disso, da doçura da vida e etc. Eu acho que no meu caso é (entre outras coisas) incapacidade de lidar com a excessiva amargura da vida e do mundo.
E isso é o que é e ponto. Eu queria que a vida fosse mais doce. Bem infantil ainda, fase oral e todo bláblá que na verdade não me ajuda em nada. Nada mesmo.

Num nível mais mundano eu preciso parar de comer o que mais gosto, isso é a ironia fina e da vida. O que você ama sempre te mata. Ou talvez o que você ama em excesso. Só que meu sobrenome nunca foi Moderação.

* o às vezes foi por minha conta.

faça o teste

Você é feminista?

Eu vi essa teste na Cynthia Semíramis e tenho que deixar aqui. Pra você testar se você é feminista. A Cynthia escreveu isto e eu assino embaixo. O blog dela vale demais a leitura viu?

1. Você concorda que uma mulher deve receber o mesmo valor que um homem para realizar o mesmo trabalho?
2. Você concorda que mulheres devem ter direito a votarem e serem votadas?
3. Você concorda que mulheres devem ser as únicas responsáveis pela escolha da profissão, e que essa decisão não pode ser imposta pelo Estado, pela escola nem pela família?
4. Você concorda que mulheres devem receber a mesma educação escolar que os homens?
5. Você concorda que pesquisas médicas devem ser feitas levando em consideração as diferenças biológicas (e principalmente hormonais) entre homens e mulheres?
6. você concorda que mulheres devem ter autonomia para gerir seu dinheiro e seus bens?
7. Você concorda que mulheres devem poder escolher se, e quando, terão filhos?
8. Você concorda que uma mulher não pode ser punida por se recusar a fazer sexo ou a obedecer ao pai ou marido?
9. Você concorda que atividades domésticas são de responsabilidade dos moradores da casa, sejam eles homens ou mulheres?
10. Você concorda que cuidar das crianças seja uma obrigação de ambos os pais?

Cada resposta sim significa assumir um ponto de vista feminista. Bem-vind@ à turma! ;)

monotema

Fileteado de Alfredo Genovese. Esse artista faz coisas maravilhosas. Fileteado é uma das artes mais bonitas que eu já vi.

Eu sonhei a noite toda com Buenos Aires.

Coisa mais doida. Eu sempre tive muita vontade de viajar pro exterior. Por vários motivos. E já falei isso aqui também. Monotema.

Mas dentre todos os lugares que eu queria ir, Buenos Aires nunca esteve em lista nenhuma. Nunca tinha parado um momento e ocupado meus pensamentos com essa cidade. Nunca tinha gastado nem segundos pensando em ira pra lá. E eu também sempre fui da opinião de que é bobagem voltar nos lugares. Afinal o mundo é tão grande, tem tanta coisa, tanto lugar pra conhecer, pra que voltar? Vamos pra outro lugar…

Mas ai apareceu o doutorado, a oportunidade de estar em outro país sem ser como turista clássica, um lugar perto coisa e tal e eu fui. Só que me apaixonei perdidamente. Como com São Paulo, foi um amor irremediável.

Eu tenho certeza que vou pra outros lugares, que há muitas cidades mais bonitas e mais interessantes, que o México ainda me espera, que vou amar outras cidades também. Mas de uma coisa eu tenho certeza: Cidade nenhuma vai ser tão parecida comigo como Buenos Aires. Acho que essa cidade sou eu traduzida em calçadas e fileteado e moças descabeladas, moços bonitos, velhos nas ruas e cafés antigos. E muitas, muitas livrarias abertas à uma hora da manhã. E muitos panelaços. E mais mil coisas que não consigo nem pensar agora. Nunca me identifiquei tanto com um lugar. O mais legal disso foi seu inesperado.

Pra mim, como turista e como alguém de fora, que certamente não vai conhecer as mazelas da cidade, a cidade só tem um grave defeito: Não se vê negros nela.

Certamente há mais mazelas, mas até nisso eu me identifico, afinal a gente não fecha os olhos pra os próprios defeitos e não alcança nunca a própria sombra? Pois é. Esse é um dos dois lugares do mundo até agora em que eu quero voltar sempre. Se pudesse, semana que vem tava lá de novo.

o tango, mais uma vez

Eu vou ali dançar um tango e já volto. Dessa vez vamos a Montevidéu também. Com alguns anos de atraso, lá vou eu. Mas sempre é tempo. Daqui a pouco eu volto.

“El tango es un pensamiento triste que se baila”

Enrique Santos Discépolo

el juicio

Porque este está virando um blog de tarot. E porque eu queria muito seguir o conselho deste oráculo de hoje. Porque eu até tenho alguma coisa pra dizer mas falta ânimo. E sobra coisa pra fazer.

Tu Arcano del día es :

EL JUICIO


Este Arcano indica que hoy tienes que realizar un período de balance en tú vida. Tienes que evaluar todo lo que haz hecho hasta ahora, así como tus relaciones afectivas y pon, cada cosa en la columna del debe y el haber, y de esta manera ve de que lado se inclina la balanza. En lo económico, tienes que poner tus cuentas en orden y tener al día el pago de las deudas.
Tienes que evaluar lo realizado hasta hoy, para ver como enfrentar el futuro.

joker

Todas as verdades são apenas meias verdades.

Todos os paradoxos podem ser harmonizados.

subiu no telhado

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Estou sem disposição pra escrever, mesmo pra postar outras coisas. Acho que o blog subiu no telhado.

Boa semana para todos

Update. |Pequeno esclarecimento|:

Não sei por causa de qual falha minha sumiram alguns links da minha lista e surgiram outros links que eu já tinha tirado, de blogs que não existem mais. Alguns eu tinha atualizado e sumiram também. Eu nem percebi, não fico olhando.

E o lance de ser desatenta é fogo, pois a gente pode ofender alguém sem querer mesmo. Na verdade querendo justamente o contrário… Você quer agradar porque ama apessoa e linka, dai depois por obra da sua desatenção e descuido o link some e a pessoa tem o direito de achar que vc tirou o link do nada… E é muito chato, mas aconteceu. Foi sem querer, agora que eu percebi a ausência de alguns links, e a presença de aluns outros. Vou consertar, mesmo este blog estando moribundo. Eu fico especialmente chateada quando isso acontece com as meninas mothernas, todas tão queridas. Ninguém falou nada mas eu fiquei chateada quando percebi. Desculpem não foi por mal. Beijos

me larga

ME LARGA!

Autor: RUFO, MARCEL
Editora: WMF MARTINS FONTES
Assunto: PSICOLOGIA
ISBN: 8560156615 ISBN-13: 9788560156610
Livro em português – Brochura – 1ª Edição – 2007 – 186 pág.

Ao nascer, o bebê e a mãe fazem um só. É o tempo da fusão, indispensável, em que ele vai ganhar segurança e força. No entanto, é preciso crescer e, para isso, distanciar-se para poder ganhar novos territórios de autonomia e liberdade. Todo o desenvolvimento psicomotor da criança, toda vida humana aparecem como uma seqüência de ligações e desligamentos, de conquistas e separações. Porém, é possível se separar sem sofrer? Por que a separação faz nascer um sentimento de abandono? O que é o trabalho do luto e será que ele alguma vez termina? Para que servem as lembranças?

*** Read more

no name

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Update:

Lembrado pela minha querida Katita:

“What’s in a name? That which we call a rose
By any other name would smell as sweet.”

Shakespeare em Romeo and Juliet :

***

Que é que há dentro de um nome? Isto é o fascínio: o nome.

James Joyce

***

É a mim que caberá impedir-me de dar nome à coisa. O nome é um acréscimo e impede o contato com a coisa. O nome da coisa é um intervalo para a coisa. A vontade do acréscimo é grande – porque a coisa nua é tão tediosa. Falar com as coisas é mudo. Falar com o Deus é o que mais mudo existe. Ainda estou viciada pelo condimento da palavra. E é por isso que a mudez está me doendo como uma destruição.

Clarice Lispector

***

Até que me seja enfim revelado que a vida em mim não tem o meu nome. E eu também não tenho nome, e este é o meu nome

Clarice Lispector

***

“Conheces o nome que te deram, não conheces o nome que tens”

José Saramago

***

O homem dá nome as coisas e depois fica hipnotizado pelo nome que deu à coisa…

Juliano Garcia Pessanha, via meu melhor amigo.

***

Quem nomeia?

In nomine Patris

Lacan

***

Lembrado pela Rebecca.

sonhando

Às vezes acordar de um sonho é a coisa mais dificil. Tudo em você clama por continuar naquela outra vida. Hoje eu queria ter ficado lá
naquela festa.

***

De todas as coisas que eu quis muito, muito mesmo nessa vida, só uma eu não consegui.

***

Estou numa fase tão “The mamas and the papas”

o doutorado

Como eu vi que todo mundo ficou preocupado com o lance do doutorado, vou transcrever aqui o email que eu mandei pra Lola explicando o que aconteceu. Poderia fazer até um post, mas a preguiça de pensar nesse assunto que tanto me chateou é enorme. Então ai vai:
O lance do doutorado é que eu sou funcionária pública federal e a cada cinco anos a gente tem direito à 90 dias de licença para capacitação, e foi nessa licença que eu entrei com o pedido pra ir fazer o doutorado, que foi concedido antes do primeiro módulo, coisa e tal.

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semana maluca

  • Semana bem loka essa. Começou na segunda com encontro com blogueiros. Pra conhecer a Mary W. Uma fofa ela. Adorei conhecer. Encontro em que fechamos o Maletta e o Bolão. Presentes estavam alguns dos meus blogueiros preferidos: Mary W, Cynthia, Idelber, Lolló e as Motherns. Todos muito legais. Muito melhores pessoalmente que por escrito. Foi muito legal. Achei que ia me sentir deslocada, afinal só eu não conhecia bem ninguém, mas fiquei bem à vontade. Cheguei em casa as 6:00 da manhã no dia em que fiz sete anos de casada. E isso me fez achar ótimo estar casada com quem estou.

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arcana 0

Meu tempo já passou e eu não vi. Olhei. Ia longe.

Meu tempo ainda não chegou e eu não posso mais esperar. Não sou daqui.

sete anos

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Ontem eu fiz sete anos de casada. Passa mesmo num instante. Amanhã é dia dos namorados, então hoje é ideal pra dizer pra ele que eu o amo né? E que é bom estarmos juntos e coisa e tal que ele sabe 😉

E que eu tenho vontade de passar mais setenta anos com ele. Feliz aniversário, Feliz dia dos namorados. Te amo.

tardinha

Para a astrologia que eu gosto e procuro praticar, os trânsitos não tem tanta importância assim. Mas na hora que eu leio no Personare isso aí, me dá arrepios na espinha. Porque hoje eu levantei cinza, por causa exatamente do que está descrito abaixo. Sincronicidade é phod@.

Sol na casa 5, lua na casa 8
10/06 (ontem) às 6h39 a 12/06 às 16h08

Neste período, que vai de 10/06 (ontem) às 6h39 a 12/06 às 16h08, a passagem da Lua pelo setor das crises pessoais pode significar um transbordamento de emoções e problemas que você tem tentado evitar nos últimos dias, Eu. O Sol em trânsito pela Casa 5 entra em conflito com a Lua, sugerindo que você até deseja levar as coisas numa boa, com mais relaxamento e tranqüilidade, mas há problemas e pendências a resolver que não podem ser evitadas! A Lua neste momento pede que você não faça de conta que não existem coisas que lhe incomodam e que dê atenção a estes pontos. O Sol na Casa 5 lhe ajuda a ver as coisas com maior clareza, ou pelo menos com melhor humor. A reflexão para o período é: do que eu preciso me libertar?

Apesar de que: A questão da minha vida é essa: do que eu preciso me libertar?

Depois de tanto trabalho interior, eu descubro como a liberdade é importante pra mim. Muito mais do que eu imaginava. E também o velho, velho papo. Meu maior carcereiro. Eu mesma né?

você é?

Nossa, esse programa Você é o que você come é muito degradante! Eu sinceramente não sei como as pessoas deixam que aquela mulher horrorosa, por dentro e por fora, diga o que elas devem fazer! E daquela maneira insuportávelmente arrogante. Aquela mulé seca e árida, cruzes, que horror. Meu Zeus, eu prefiro ficar doente do que me sujeitar a uma coisa daquelas…

Os mitos coletivos são muito engraçados… Tipo esses que norteiam esse programa. Risíveis e ridículos. Mas uma vez que vc aprende algo sobre eles, você está sozinho para sempre. Porque somente meia duzia de gatos pingados entendem. E você, não participando da imersão coletiva neles estará para sempre errado, meu bem. Read more

lucidez perigosa

Achei muita sincronia, logo hoje ler isso num blog de tarô que eu assino o feed. é o http://tarotestudos.blogspot.com

Porque tem um tempo que eu estou envolvida com esse arcano do tarô, O Eremita, e com essa palavra: lucidez, achando que meu problema é o excesso de lucidez.

A LUCIDEZ PERIGOSA Read more

arcano pessoal

Pensando em Tarô, porque a coisa tá meio braba aqui. Pra distrair.

Calculo do Arcano Pessoal. Feito de acordo com seu nome de batismo. Nessa página: http://www.taroterapia.com.br/arcano/arcano.html

Algumas coisas bateram, outras não.

Meu Arcano Pessoal é:

16 – A TORRE

Palavras-Chave: Fim da Ilusão e Reestruturação Read more

fantastical tarot

Faz alguns dias que eu voltei a me interessar pelo Tarô, eu já mencionei isso. E eu sempre fui apaixonada por coisas gráficas, adoro o que é impresso, desenhos, cores e tal. Ocorre que final de semana passado eu estive em São Paulo, essa cidade que eu amo, num fim de semana maravilhoso, cheio de acontecimentos deliciosos e encontros emocionantes. E uma vez em São Paulo, eu tive que ir na Livraria Cultura, pois sei que lá tem uma coleção legal de baralhos de tarô, cada um mais lindo que o outro.

E estava eu lá me deliciando com baralhos lindos, cada um mais bonito que o outro, quando meu filhote veio com um baralho e me falou, mãe esse que é legal, olha, leva esse que é bonito! Todo entusiasmado. Eu peguei a caixinha sem muito entusiasmo e olhei, um baralho que não me chamou atenção, que não me atraiu muito. Dai ele se distraiu e eu coloquei de volta. Escolhidos meus objetos de consumo, já ia eu pagando quando vem ele e fala: mãe cadê o baralho que eu te falei? Você tem que levar ele mãe, ele que é legal, você precisa levar, ele é seu, mãe… Daí que diante do apelo eu tive que trocar algo por aquele baralho. Trouxe o danadinho pra casa e diante da escolha de uma criança cada vez mais eu vi que tinha que ficar com esse baralho para a prática. Read more

meu primeiro disco

Vi na Mary W e no blog mais divertido, da médica que eu adoro mas que acho melhor não colocar o link:

É a brincadeira do MEU PRIMEIRO DISCO.

1) acesse http://en.wikipedia.org/wiki/Special:Random – o título da primeira página aleatória que aparecer será o nome da sua banda.

2) vá pra http://www.quotationspage.com/random.php3 – as últimas quatro palavras da última frase da página formarão o título do seu disco.

3) acesse http://www.flickr.com/explore/interesting/7days/ – a terceira foto, não importa qual seja, será a capa do seu disco.
O meu ficou assim. Os nomes nada a ver, mas a foto eu amei!!!

37

Update: Então, Lola, é aniversário mesmo, eu faço 37. Eu estava correndo, por isso só o número.

Primeiro dia do resto da vida. Como todos, aliás. Mas eu sempre amei aniversário, adoro ter um dia especial pra mim. Minha Revolução Solar esse ano não está simples, mas vai dar tudo certo, como sempre, eu sei.

Meu medo é pura nostalgia desse ano que foi um dos melhores da minha vida. Realizei um grande sonho que era conhecer um outro país e comecei um doutorado, que era outra grande vontade. Duas realizações grandes num ano. Fiz amigas maravilhosas nesse período, amigas de infância mesmo, minhas irmãs queridas. Foi um ano de muito crescimento mental também, muito horizonte aberto. Dai o medo do próximo não ser tão bom. Gosto da explicação que o Flávio Gikovate dá pra esse medo da felicidade que temos quase todos nós. Mas ainda bem que isso é só uma espécie de pensamento mágico. e no fundo eu sempre tendo ao otimismo. Tenho Júpiter como gênio interior, não podia ser diferente.

Fechei com chave de ouro esse ano, com encontro com as amigas mais queridas que alguém pode ter, então tudo é lindo. Fotos aqui:

Então que venham mais 37.

37 anos

37

Update: Então, Lola, é aniversário mesmo, eu faço 37. Eu estava correndo, por isso só o número.

Primeiro dia do resto da vida. Como todos, aliás. Mas eu sempre amei aniversário, adoro ter um dia especial pra mim. Minha Revolução Solar esse ano não está simples, mas vai dar tudo certo, como sempre, eu sei.

Meu medo é pura nostalgia desse ano que foi um dos melhores da minha vida. Realizei um grande sonho que era conhecer um outro país e comecei um doutorado, que era outra grande vontade. Duas realizações grandes num ano. Fiz amigas maravilhosas nesse período, amigas de infância mesmo, minhas irmãs queridas. Foi um ano de muito crescimento mental também, muito horizonte aberto. Dai o medo do próximo não ser tão bom. Gosto da explicação que o Flávio Gikovate dá pra esse medo da felicidade que temos quase todos nós. Mas ainda bem que isso é só uma espécie de pensamento mágico. e no fundo eu sempre tendo ao otimismo. Tenho Júpiter como gênio interior, não podia ser diferente.

Fechei com chave de ouro esse ano, com encontro com as amigas mais queridas que alguém pode ter, então tudo é lindo. Fotos aqui:

Então que venham mais 37.

pai origamista, filho origamista…

Toda mãe fica orgulhosa com as conquistas da sua cria né, e eu não sou diferente, sou bem babona. E essa semana tive um bom motivo para ficar feliz pelo meu filhote, ele parou de chupar bico, ou chupeta por conta própria. Fiquei feliz. E seguindo os passos do pai ele agora também está fazendo origami, eu posso com isso? O pai dele já é fera, e ele fica atrás do pai pra aprender origami. E está se saindo até bem, o danadinho. Começou com um cahorrinho facinho, facinho e hoje fez um tsuru. Olha só que fofo. Eu disse né, que mãe é bicho bobo mesmo. Mas olha que graça.

a culpa é dos gordos

A culpa da crise alimentar é, além do biocombustível, dos obesos. Sim, dos obesos. Então para que a crise seja resolvida, feche a boca! A culpa é sua, obesa! O capitalismo e a configuração mundial nada tem que ver com isso, a culpa é dos gordos. Você come muito, esse é o problema. Tem gente passando fome no mundo porque vc come demais, não é lindo isso?
Saiu no jornal o Tempo de hoje, 17/05/08. Só faltava mais essa. Eu leio essas coisa e tenho medo. Ainda mais quando são cientificamente embasadas…
O link da notícia: http://tinyurl.com/6kdpjl
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Estudo diz que pessoas de maior peso contribuem para crise alimentar
Obesos consomem 18% a mais alimentos

Maior demanda teria repercussão no transporte, petróleo e meio ambiente

Londres, Reino Unido. Um estudo conduzido por pesquisadores britânicos sugere que as pessoas obesas estão contribuindo para o agravamento da crise dos alimentos e a degradação do meio ambiente.

Os especialistas, da London School of Hygiene and Tropical Medicine, calcularam que os obesos têm um consumo de calorias 18% maior do que a média.

Segundo o estudo, publicado na revista “Lancet”, eles precisam de 1.680 calorias para sustentar seu nível normal de energia e outras 1.280 para manter o ritmo das atividades diárias – um quinto a mais do que o normal. O estudo diz ainda que o alto consumo de alimentos tem uma reação em cadeia.

A maior demanda por comida faz aumentar a produção que, por sua vez, requer mais petróleo para equipamentos agrícolas e meios de transporte. Como conseqüência, a demanda crescente por combustíveis acarreta no aumento do preço, que acaba sendo repassado para a comida.
Além disso, dizem os especialistas, as pessoas obesas preferem usar transportes motorizados a andar a pé, aumentando a demanda por combustíveis e, por conseqüência, a poluição do meio ambiente.

Segundo os especialistas, como resultado dessa matemática, os pobres acabam prejudicados porque não têm dinheiro suficiente para comprar alimentos ao mesmo tempo em que sofrem efeitos das emissões de gases poluentes.

Publicado em: 17/05/2008

A Lola está com dois posts excelentes no blog dela. Aliás todos são ótimos, mas os de cinema eu não falo muito porque não entendo patavinas do assunto. Vale a pena ler, vale muito mesmo.

mulher gorda no quadro

mulher de verdade não entra

roupas

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Depois que eu disse que não ia nem ligar mais pra esse troço de emagrecimento, tem uns dias já, eu não sei se engordei, se emagreci. Porque eu não estou me pesando. Balança não é comigo. A julgar pelas minhas roupas eu não emagreci nem

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engordei. Mas problema né? Ainda é artificial, eu tenho que ficar lembrando desse pacto e ainda tenho a tentação de me justificar pra certas pessoas. Mas logo passa. E tenho realmente comido o que eu tenho vontade, na hora que me dá vontade. Algo bem hedonista mesmo. E vou te falar, delícia total viu? Eu comi strogonoff de camarão, petit gateau, churrasco, pão de mel da Cheescake, que é indecentemente bom, creme de bis hummmmmmmmm, e olha, muito melhor do que essas delícias todas é comer sem culpa, comer de verdade. Bom demais. Estou alimentando a Rebeca Rebelde, que na verdade parece um Fantasma Faminto, conhecem a história dos Fantasmas Famintos? Muito Legal, viu? Pra ver se ela me dá sossego.

O fato é que desde então eu tenho me sentido incrivelmente mais leve. Nossa, é como se eu tivesse tirado um elefante das costas. E minha qualidade de vida melhorou tanto, mas tanto! Ainda preciso comer melhor, preciso de mais frutas, de refeições mais saudáveis. Mas claro, isso vem com tempo. E tempo mesmo, essa semana foi muito corrida, eu não pude de me organizar direito. Mas como isso não é mais uma questão de vida ou morte, não é mais uma questão que me tortura, ela será naturalmente resolvida.

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Só que nem era disso que eu queria falar, eu queria falar que desde que me propus isso e me senti mais leve, eu fiz algo que há muito tempo não fazia. Eu compei roupas. Que combinam comigo! Que têm a ver com o meu estilo de vestir, que Eu sempre gostei e tanto gosto. Roupas coloridas, roupas de estilo riponga mesmo. Do jeito que eu sempre gostei.

Fica bonito. Não. Acentua a gordura? Sim. Mas eu não estou fazendo fotos pra revista, eu não tenho a menor obrigação de parecer bem vestida ou executiva ou clean e tal. Eu sou kitsch, sempre fui. Adoro as roupas da Frida Kahlo e se fosse o caso me vestiria daquela maneira. Adoro saias coloridas, batas indianas, flores no cabelo. Bem nesse estilo que tanta gente acha cafona. Mas eu tenho a alma cafona mesmo, por isso que combina. E não estou me depreciando, isso é algo que eu gosto em mim, nem sei porque. E quem tem que gostar sou eu. E meu marido né? E nós dois gostamos. Ele tanto gosta que me deu de presente de dia das mães uma blusa linda, que é a minha cara. Essa verde e branca de renda ai da foto.

Nada como a liberdade de ser quem se é ou se quer ser, liberdade de vestir, de enfeitar. E se alguém achar que eu estou poluindo ou monstrificando a cidade, sinto muito, é só olhar pra outro lado né?

Curso completo de tarô

CURSO COMPLETO DE TARO – COM 78 CARTAS
Autor: NAIFF, NEI
Editora: NOVA ERA
Assunto: ESOTERISMO-TARO
ISBN: 8577010023 ISBN-13: 9788577010028
Livro em português – Brochura – 6ª Edição – 2005 – 304 pág.

‘Curso completo de tarô’ mostra todo o universo dos 78 arcanos do tarô de forma prática e dinâmica, numa didática exclusiva que permite que ser o aluno seu próprio mestre. Nei Naiff, tarólogo e professor de tarô, apresenta neste livro a didática essencialmente prática desenvolvida em sua academia de tarô, complementada pela experiência adquirida na formação de cerca de 6.000 alunos e nas mais de 350 palestras ministradas em sua carreira.

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Estou adorando este livro. Muito bom, bem escrito, e de forma muito interessante. Trabalho sério, de quem conhece mesmo do assunto e pesquisa muito sobre o mesmo. Altamente recomendado. As cartas que acompanham, embora pro meu gosto sejam muito grandes, são muito bonitas, de um material bom.

mamãe orgulhosa

Olha essa carinha e vê se não dá pra se sentir muito orgulhosa no dia das mães? Heim? E em todos os outros dias também. Porque mãe que se preza é muito coruja. Mas ele é lindo né? E ele é bom, é esperto, carinhoso, cuidadoso, um sonho de filho.

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música para dias tristes

desirella

Asssiti esse curta ontem na TV Minas e gostei muito. Tem tudo a ver com o papo que eu venho travando na minha cabeça de aceitação do corpo, de feminilidade e etc. Muito legal, eu gostei. é de 2004, mas eu não conhecia ainda.

Assistam, vale à pena. É só clicar aqui: Desirella

Desirella

Gênero Animação – Diretor Carlos Eduardo Nogueira

Ano 2004 – Duração 11 min

Cor Colorido -Bitola vídeo – País Brasil

A produção deste curta foi viabilizada com patrocínio Petrobras.

Vivendo num conto de fadas, a velha Desirella obtém um par de sapatos mágicos que a torna jovem, numa desesperada tentativa de transcendência.

Ficha Técnica

Roteiro Carlos Eduardo Nogueira Edição Carlos Eduardo Nogueira Direção de Arte Carlos Eduardo Nogueira Som Ruggero Ruschioni Música Ruggero Ruschioni

Prêmios

Prêmio do Público no Festival de Cuiabá 2004

Prêmio Especial do Júri no Festival de Cuiabá 2004

Melhor Ficção no Festival de Gramado 2004

Melhor vídeo no Festival de Gramado 2004

Prêmio Porta Curtas no Festival Internacional de Curtas do Rio de Janeiro – Curta Cinema 2004

Prêmio Especial do Júri no Festival Latinoamericano de Vídeo de Buenos Aires 2004

Melhor Direção de Arte no Vitória Cine Vídeo 2004

Melhor Curta – Prêmio da Crítica no Cine Ceará 2004

Melhor direção no Cine Ceará 2004

Melhor Trilha Sonora no Cine Ceará 2004

Melhor vídeo no Cine Ceará 2004

Melhor Animação no Festival de Belém 2004

Melhor Trilha Sonora no Festival de Belém 2004

Melhor Animação no Festival de Video de Santa Maria 2004

Melhor Roteiro no Festival de Video de Santa Maria 2004

Melhor vídeo no Festival de Video de Santa Maria 2004

Melhor Animação – Hors Concours no Festival de Vídeo de São Carlos 2004

Melhor Animação no Guarnicê de Cine e Vídeo 2004

Melhor Animação no Jornada de Cinema da Bahia 2004

A Astrologia no Mundo

PETER MARSHALL

ISBN: 8577011097
Editora: BEST SELLER
Número de páginas: 468
Encadernação: Brochura
Edição: 2006

Sinopse

Astrologia é o estudo das estrelas e planetas e do seu efeito sobre o comportamento humano, os eventos e os assuntos da Terra. Ela assume que a posição dos corpos celeste influencia a personalidade: desta forma o microcosmo dos seres humanos espelharia o macrocosmo do universo, refletindo o impulso primordial de prever o futuro. Apesar da desaprovação oficial da religião e da ciência, a astrologia passou recentemente por um renascimento extraordinário. Ela oferece a possibilidade da compreensão pessoal ¯ a busca pelo autoconhecimento ¯ e concepção de vida. Sustenta um espelho no qual as pessoas podem se ver e se tornar conscientes do seu potencial, diz Peter Marshal. Além disso, levanta várias questões controversas. Como os corpos celestes influenciam a personalidade de uma pessoa no momento do nascimento? O horóscopo prevê realmente um mapa da psique? A previsão de eventos futuros é possível? Empreendi uma pesquisa mundial para responder a estas perguntas. A astrologia contém, sob disfarce, a ciência sagrada do mundo antigo que ainda hoje é altamente relevante. Transmite não apenas importantes verdades sobre a estrutura do universo, o caráter dos seres humanos e o curso da história, mas também lança uma luz sobre o nosso lugar legítimo dentro do cosmo, conta o autor de A ASTROLOGIA NO MUNDO

Extremamente Alto & Incrivelmente Perto

EXTREMAMENTE ALTO & INCRIVELMENTE PERTO

Autor: FOER, JONATHAN SAFRAN
Editora: ROCCO
Assunto: LITERATURA ESTRANGEIRA
ISBN: 8532520561
ISBN-13: 9788532520562
Livro em português
Brochura
1ª Edição – 2006 – 360 pág.
Nunca é possível reconhecer o último momento de felicidade que antecede uma tragédia. Seja ela o ataque às torres do World Trade Center, seja o cruel bombardeio aliado sobre Dresden, que arrasou a cidade e a população civil da histórica cidade alemã na Segunda Guerra Mundial. Portanto, dificilmente há tempo de verbalizar o amor que se sente pelas pessoas próximas que, por um golpe do destino, tornam-se distantes. Esta constatação e os dois acontecimentos históricos guiam ‘Extremamente alto & incrivelmente perto’. O principal narrador do livro, Oskar, é um menino extremamente inteligente de 9 anos de idade, sofre com a morte do pai, uma das vítimas do ataque ao World Trade Center, que estava no local da tragédia por um mero acaso – uma reunião no Windows of the World, o restaurante no último andar de uma das torres. A dor de Oskar não vem só da perda, mas do fato de julgar ser o único a ouvir as últimas palavras emitidas pelo pai, deixadas numa secretária eletrônica. Read more

um mês para o meu aniversário

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Daqui a um mês é meu aniversário. Me aproximo dos 40 anos! Fosse outrora eu estaria pensando em emagrecer. Mas dessa vez não!

Dizem que um hábito leva mais ou menos 28 dias pra se fixar. Então ao invés de ficar pensando em fixar um hábito de emagrecimento, de dirigir mais uma vez a obsessão para esse assunto chato eu vou me concentrar em fixar o hábito de não pensar em emagrecer. É isso mesmo. Parei com contagem de calorias, de pontos de quantidade, de qq outra coisa que seja preocupação com emagrecer. Guardei a balança. Não é mais comigo isso. Não me interessa mais (agora de uma forma artificial, daqui a pouco vai ser automático) nada que emagreça, nada que diga respeito a esse universo. Por ora. Read more

lola escrevendo

Posts excelentes! Adorei o que essa moça escreve, muito em sintonia com o que eu acho. É a Lola, do Escreva, Lola, escreva. Essses posts que eu coloco aqui tem tudo a ver com o que eu penso e com o momento que eu vivo agora. Podem ler. Os posts de cinema também são muito bons.

Ah, e tem muito mais, mesmo.

biografia sartre-beauvoir

Terminei de ler ontem, depois de dias dessa leitura parada o Tête-à-tête. É a biografia da relação entre Sartre e Beauvoir. Apesar de ter devorado a primeira metade, feito uma pausa e devorado a segunda metade numa sentada, e apesar do livro prender bastante, eu não gostei. Fiquei impressionada com o modo como é retratada a vida deles, de que eu já tinha lido outras coisas, claro. Quando novinha li Memórias de uma moça bem comportada, li A Força da Idade e me lembro que gostava da figura deles. Read more

comentários

Deu a louca no meu sistema de comentários. Passaram alguns duendes por aqui e estavam roubando comentários queridos e levando para a terra do nunca. Minhas amigas queridas comentavam e os danadinhos dos duendes levavam os comentários embora. Peço desculpas à Karina, Dinha, Dani Paulino, Alena, mas acho que agora tá tudo nos eixos. Podem comentar que eu amo.

A semana todinha eu tive dor de cabeça. Cara, que suplício. Além de TPM, acho que revolver energias do tarô tb ajudou. Mas preciso revolver. Me afinar de novo com esse velho amigo. Acho que tinha algum lugar onde estava escrito que não se começa uma frase com “me” né? Pois é estudo tanto e não sei nem escrever direito, fico assassinando a gramática. Mas.

tá rolando

é melhor morrer do que ser gordaEnquanto eu me acabo querendo emagrecer, a vida tá acontecendo. Eu me martirizo e me odeio por não conseguir algo que eu nem sei se quero ou devo conseguir, e a vida tá rolando… Eu realizo um dos maiores sonhos da minha vida e não aproveito porque estou gorda, fico absurdamente limitada.

Enquanto me privo de muitas coisas por causa do peso e da feiúra, a vida acontece, as flores desabrocham e blábláblá… Pois não mais. Cansei. A vida tá ai na janela e eu vou ali ver o sol um pouco. Gorda ou não.

Chega uma hora que é preciso escolher por qual viés a gente vai se relacionar com a vida né? Porque as opções são praticamente ilimitadas e eu posso escolher me relacionar de muitos modos. Espero conseguir sustentar a minha escolha de não me relacionar com a vida mais pelo viés do meu peso, da minha aparência, ou pelo conteúdo das revistas femininas.

Eu sou assim. Ou estou assim, não importa. E a vida tá ai. Pra ser curtida e vivida. Pq eu tenho certeza que no balanço final eu não sentir falta das dietas que eu não fiz. Então. See you.

Transforme sua vida com o Tarô

Autor: Ademir Barbosa Júnior

Ficha Técnica

Título: Transforme sua vida com o Tarô

Páginas: 112

Formato: 15,7 x 23 cm

ISBN: 978-85-99187-41-8

Origem: Nacional

Editora: Universo dos Livros

Transforme sua vida com o Tarô

Se em algum momento você já teve a curiosidade de entender o funcionamento e de saber interpretar as cartas do Tarô, este livro foi feito especialmente para você.

Se em algum momento você já teve a curiosidade de entender o funcionamento e de saber interpretar as cartas do Tarô, este livro foi feito especialmente para você. Por meio de uma linguagem de fácil entendimento, o autor ensina gradativamente como interpretar os símbolos e estrutura do Tarô, uma técnica milenar para o autoconhecimento e a adivinhação, que pode guiá-lo para entender com clareza tudo o que está ao seu redor.
Para isso, Ademir Barbosa Junior, praticante de Kundalini Yoga desde 1999, mestre de Reiki Sistemas Usui e Tibetano e iniciado no nível III do Reiki Magnificado (OMROM), explica em detalhes como interpretar o que dizem os 22 Arcanos Maiores e os 56 Arcanos Menores apresentados no Tarô de Marselha, e que contêm toda a essência sagrada do Tarô.
Seja bem-vindo ao fascinante mundo do Tarô!

Terminei de ler este livrinho e achei ótimo! Bom resumo, sem o bláblá inútil, vai direto no ponto. Muito bom. Lendo ele é possivel fazer uma conexão bem boa com o Tarô. Depois se quiser, leia outros, mas esse já é bom o suficiente. Gostei muito.

Tarô Clássico

Tarô Classico Autor: KAPLAN, STUART R. Editora: PENSAMENTO Assunto: ESOTERISMO-TARO ISBN: 8531506573 ISBN-13: 9788531506574 Livro em português Brochura 6ª Edição – 1997

Fruto de profundo conhecimento e de longas pesquisas, esta obra de Stuart S. Kaplan narra a evolução das cartas do Tarô desde suas prováveis origens, não só como um sistema de ler a sorte mas também como um trabalho de expressão artística que documenta a evolução do pensamento humano entre algumas das civilizações mais desenvolvidas da Antiguidade.

Revelando o simbolismo e os sentidos divinatórios de cada um das cartas dos Arcanos Maiores e dos Arcanos Menores, TARÔ CLÁSSICO, além de reproduzir algumas das mais raras coleções de cartas de Tarô existentes no mundo, dá o significado de cada uma, o modo de arrumá-las, assim como os vários métodos de interpretação das figuras simbólicas, de acordo com as práticas adotadas na leitura da sorte durante vários séculos.

O autor, contudo, não se limita a estudar os aspectos históricos e técnicos da evolução e do uso do Tarô, mas reproduz também o pensamento de alguns de seus maiores estudiosos, entre outros, Court de Gebelin, Papus e Éliphas Lévi, para quem o Tarô ‘é um livro que resume todas as ciências e cujas combinações infinitas podem resolver todos os problemas; livro que fala e faz pensar, talvez a obra-mestra do pensamento humano‘.

tá rolando

é melhor morrer do que ser gordaEnquanto eu me acabo querendo emagrecer, a vida tá acontecendo. Eu me martirizo e me odeio por não conseguir algo que eu nem sei se quero ou devo conseguir, e a vida tá rolando… Eu realizo um dos maiores sonhos da minha vida e não aproveito porque estou gorda, fico absurdamente limitada.

Enquanto me privo de muitas coisas por causa do peso e da feiúra, a vida acontece, as flores desabrocham e blábláblá… Pois não mais. Cansei. A vida tá ai na janela e eu vou ali ver o sol um pouco. Gorda ou não. Read more

jorge jorge

“Eu estou vestida e armada com as roupas e as armas de São Jorge, para que os meus inimigos tenham pés e não me alcancem, tenham mãos e não me toquem, tenham olhos e não me vejam, e nem mesmo em pensamento eles possam me fazer mal. Armas de fogo o meu corpo não alcançarão. Facas e espadas, se quebrem sem o meu corpo tocar. Cordas e correntes, arrebentem sem o meu corpo amarrar. Amém. Que o nosso Guerreiro São Jorge interceda junto a Deus por Nós!”

(leia o resto do post). Read more

tarô

arcano XVIII lua

Alguém me interpela sobre o tarô, queria aulas sobre o tema. Eu passo o feriado pensando no tarô, resgatando o que ele significa e significou pra mim. Eu tento puxar pela memória, mas não consigo lembrar o que veio primeiro, o tarô ou a astrologia. Ambos vieram aos 16 anos. O que me dá quase 21 anos de estudo e envolvimento com os dois.

Poxa, nada é tão antigo assim na minha vida, não com essa durabilidade. Há muito tempo eu deixei de lado o tarô para me dedicar mais ao estudo da astrologia. Então há muito tempo eu estou na profissão de bruxa né?

E como o bom filho à casa torna, esse fim de semana me trouxe momentos muito gostosos na companhia dos meu amigos arcanos. Delícia, descobri coisas muito legais sobre ele, foi a volta de um filho pródigo.

Eu desencaixotei os meus baralhos, descobri que algumas lacunas acabaram se instalando, mas foi como rever velhos amigos. Só que esses trazem alegria e bem estar.

É bom desenterrar mais facetas de mim mesma, é bom poder lidar com mais uma das muitas Nalus. Agora retorna à cena a Nalu tarólogia, esquecida há algum tempo.

Mas eu também me lembro da personagem que quero me tornar nos próximos anos. Eu também sou filha da geração que se (re)inventa né? O século de Sartre, não é isso? Não foi ele que disse que vc é livre para se fazer, se inventar? A despeito de tudo há uma das Nalus que acredita nisso. Embora muitas outras não acreditem.

E é ela que vai orquestrar a feitura das outras e dessa personagem do futuro. Eu certamente queria envelhecer como uma velhinha excêntrica e meio louca. Mas dessa Nalu velhinha outro dia eu falo. O importante agora é que eu estou enovlvida de novo com uma coisa muito legal que é o tarô. Até por mais algum tempo. Eu só não sei como fazer pra conciliar tudo que eu estou estudando. Mas dá-se um jeito, claro. Pois não dizem que o que é de gosto regala a vida?

Tarô Clássico

Tarô Classico
Autor: KAPLAN, STUART R.
Editora: PENSAMENTO
Assunto: ESOTERISMO-TARO
ISBN: 8531506573
ISBN-13: 9788531506574
Livro em português
Brochura
6ª Edição – 1997

Fruto de profundo conhecimento e de longas pesquisas, esta obra de Stuart S. Kaplan narra a evolução das cartas do Tarô desde suas prováveis origens, não só como um sistema de ler a sorte mas também como um trabalho de expressão artística que documenta a evolução do pensamento humano entre algumas das civilizações mais desenvolvidas da Antiguidade.

Revelando o simbolismo e os sentidos divinatórios de cada um das cartas dos Arcanos Maiores e dos Arcanos Menores, TARÔ CLÁSSICO, além de reproduzir algumas das mais raras coleções de cartas de Tarô existentes no mundo, dá o significado de cada uma, o modo de arrumá-las, assim como os vários métodos de interpretação das figuras simbólicas, de acordo com as práticas adotadas na leitura da sorte durante vários séculos.

O autor, contudo, não se limita a estudar os aspectos históricos e técnicos da evolução e do uso do Tarô, mas reproduz também o pensamento de alguns de seus maiores estudiosos, entre outros, Court de Gebelin, Papus e Éliphas Lévi, para quem o Tarô ‘é um livro que resume todas as ciências e cujas combinações infinitas podem resolver todos os problemas; livro que fala e faz pensar, talvez a obra-mestra do pensamento humano‘.

segredo

Como se faz para se querer algo que não se quer? Mas que só se realiza através do desejo? Alguém sabe? Eu preciso querer algo que eu realmente não quero…

hello