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10 anos

Eu fiz 41 anos. E de repente, me dei conta que há dez anos eu luto com excesso de peso. Chega né? Até 31 anos eu não tinha nem sobrepeso. Com 31 comecei a engordar e antes da primeira gravidez já tinha sobrepeso, engordei muito em pouco tempo (antes de engravidar, na gravidez mesmo, nem tanto) e de lá pra cá, pff, só ladeira abaixo. E tem seis anos que eu escrevo sobre emagrecer, só engordando (risos). Que cousa. As últimas fotos sem excesso de peso que eu tenho são as do casamento. Yay! #not

Gostaria de ter forças para desistir dessa história de emagrecer, deixar pra lá, porque já era pra eu ter percebido que eu gosto muito mais de comer do que de ser magra. Mas não tem jeito. sigamos então. Como?

Ou não?

sempre precisei de um pouco de atenção

wakep

É quando um espelho, no quarto, se enfastia;
Quando a noite se destaca da cortina;
Quando a carne tem o travo da saliva,
e a saliva sabe a carne dissolvida;
Quando a força de vontade ressuscita;
Quando o pé sobre o sapato se equilibra…
E quando às sete da tarde morre o dia
– que dentro de nossas almas se ilumina,
com luz lívida, a palavra despedida.

David Mourão-Ferreira

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Vontade de novo de ter um blog secreto. Muitas coisas indizíveis.

Algo acordou aqui que estava dormindo há muito, muito, muito tempo. E eu ainda não faço a menor idéia se é bom.

Saudade de algo que é batido e eu não sei o que é.

É a primeira vez na minha vida inteira que o frio me incomoda. Mas não me incomoda sentir frio, a sensação de estar com frio, me começa a incomodar a estação que traz o frio, nem sei explicar.

Não, eu não estou triste.

Um pouco nostálgica, pode ser.

Talvez sejam os 39 se aproximando.

Talvez seja a conclusão de um ciclo.

Talvez seja Plutão estacionado na minha Casa XI, logo a casa dos amigos tsc tsc…

Talvez, sei lá.

Mas se eu não sei, quem sabe?

Talvez o desafio de muitas escolhas.

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Choque de realidade serve para nada. Acho que fui a última a saber que não adianta, seu latim.

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Olá, eu tenho quase 39 anos e meu nome é CASSANDRA.

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Figura daqui

Só uma palavra me devora

Não se preocupe em entender. Viver ultrapassa todo entendimento.

Clarice Lispector

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Eu estou lendo, a passo de tartaruga, esse livro. (Nunca li tão devagar na minha vida, depois dos 12 anos, eu acho. Mas com a rotina de falta de dormir não tenho conseguido. Ler com um bebê novinho era mais fácil com Tatá, talvez pq não tivesse a internet, pelo menos não dessa maneira de hoje, talvez pq eu fosse mais nova, porque era um filho só, enfim, podeser muita coisa, mas o fato continua eu não tenho dado conta daquilo que é um dops meus maiores prazeres.)

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Esse livro não é um livro que por enquanto está me chamando atenção especialmente não, mas é um boa leitura de ônibus. Ainda estou começando a segunda parte, posso gostar muito ainda, veremos.

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Mas outro dia me deparei com essa parte aí embaixo onde a autora fala mais ou menos que toda pessoa, e toda cidade têm uma palavra que a definem. O trecho é legal, podem ler aí embaixo.Então eu fiquei pensando qual seria a palavra que me definiria.

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Bem, definir eu acho muito forte, mas sem conseguir fazer nada de mais relevante nessa vida, pensei numa palavra que fala muito a respeito de mim. Eu já tinha certeza que minha palavra seria um verbo.

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Assim que li esse trecho, pensei em “conhecer”. Mas não, não é conhecer, se fosse eu seria mais viajante. Eu seria mais experimentadora, eu viveria mais de acordo com os sentidos, mas eu sou um pouco mais mental. Eu não tenho essa sede de conhecer mais, acho que já tive mais.

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Então descobri, minha palavra é ENTENDER.

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E a sua palavra?

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– Talvez você e Roma só tenham palavras diferentes.
– Como assim?
Ele disse:
– Você não sabe que o segredo para entender uma cidade e seus habitantes é aprender qual a palavra da rua?
Ele prosseguiu explicando, em uma mistura de inglês, italiano e gestos, que toda cidade tem uma única palavra que a define, que identifica a maioria das pessoas que mora ali. Se você pudesse ler o pensamento das pessoas que passam por você nas ruas de qualquer cidade, descobriria que a maioria delas está tendo o mesmo pensamento. Qualquer que seja esse pensamento da maioria – essa é a palavra da cidade. E, se a sua palavra pessoal não combinar com a palavra da cidade, então ali não é realmente o seu lugar.
– Qual é a palavra de Roma? – perguntei.
– SEXO – anunciou ele.
– Mas isso não é um estereótipo a respeito de Roma?
– Não.
– Mas com certeza existem algumas pessoas em Roma que pensam emoutra coisa que não sexo?
Giulio insistiu:
– Não. Todas elas, o dia inteiro, só pensam

lá no Vaticano?
– Aí é outra coisa. O Vaticano não faz parte de Roma- Eles lá têm um mundo diferente. A palavra deles é PODER.
– Eu chutaria FÉ.
– É PODER – repetiu ele- – Acredite
a palavra de Roma… é SEXO.

Se formos acreditar em Giulio, essa palavrinha – SEXO – calça as ruas que você pisa em Roma, jorra dos chafarizes daqui, enche o ar como o barulho do tráfego. Pensar nisso, vestir-se para isso, aceitar isso, recusar isso, fazer disso um esporte e um jogo – é só o que todo mundo está fazendo. O que faria um pouco de sentido para explicar por que, por mais linda que seja a cidade, eu não sinto que Roma seja exatamente o meu lar. Não neste momento da minha vida. Porque SEXO não é a minha palavra agora. Já foi, em outros momentos da minha vida, mas agora não é. Assim, a palavra de Roma, rodopiando pelas ruas, só faz esbarrar em mim e seguir seu caminho, sem causar nenhum impacto. Não participo da palavra, portanto não estou morando aqui por completo. É uma teoria maluca, impossível de se provar, mas eu até que gosto dela.
– Qual a palavra de Nova York? – perguntou Giulio. Pensei no assunto por um instante e me decidi.
– E um verbo, é claro. Eu acho que é CONQUISTAR.
(O que é sutil mas significativamente diferente da palavra de Los Angeles, acho eu, que também é um verbo: CONSEGUIR. Mais tarde, compartilharei essa teoria toda com minha amiga sueca Sofie, e ela emitirá a opinião de que a palavra das ruas de Estocolmo é CONFORMAR, o que deixa nós duas deprimidas.)
– Qual a palavra de Nápoles? – perguntei a Giulio. Ele conhece bem o sul da Itália.
– BRIGAR – decide ele. – Qual era a palavra da sua família quando você era pequena?
Essa era difícil. Eu estava tentando pensar em uma só palavra que, de alguma forma, conjugasse FRUGAL e IRREVERENTE. Mas Giulio já havia passado à pergunta seguinte e mais óbvia:
– Qual é a sua palavra?
Eu definitivamente não soube responder isso.
No entanto, depois de algumas semanas pensando no assunto, ainda não consigo responder. Conheço algumas palavras que com certeza não são. A minha palavra não é CASAMENTO, isso é óbvio. Não é FAMÍLIA (embora essa seja a palavra da cidade na qual vivi durante alguns anos com meu marido e, como não me encaixei nela, esse foi um dos grandes motivos para o meu sofrimento). A minha palavra não é mais DEPRESSÃO, graças a Deus. Não tenho medo de compartilhar a palavra de Estocolmo, CONFORMAR. Mas tampouco sinto que a palavra de Nova York, CONQUISTAR, seja mais tão condizente comigo, embora esse de fato tenha sido meu mundo dos 20 aos 30 anos. Minha palavra pode ser BUSCAR. (Mas, vamos ser honestos: poderia com a mesma facilidade ser ESCONDER-SE.) Durante os últimos meses na Itália, a minha palavrafoi basicamente PRAZER, mas essa palavra não combina com todas as parte de mim, ou então eu não estaria tão ansiosa para chegar à Índia. A minha palavra pode ser DEVOÇÃO, embora isso me faça soar mais boazinha do que sou e não leve em conta a quantidade de vinho que tenho bebido.
Não sei a resposta, e imagino que seja essa a finalidade deste ano de viagem. Encontrar a minha palavra. Mas uma coisa eu posso dizer com segurança – ela não é SEXO.

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Título: Comer, Rezar, Amar
Subtítulo: A Busca de Uma Mulher Por Todas as Coisas da Vida na Itália, na Índia e na Indonésia
Autor: Elizabeth Gilbert
Editora: Objetiva
Edição: 1a. edição, 2008
Idioma: Português
Número de páginas: 344 páginas

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Imagem daqui

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Saber como se faz uma coisa é fácil; fazê-la é que é difícil

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Terêncio

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(Tô nessa vibe)

A única coisa que eu realmente quero neste momento é voltar a Buenos Aires. E quero um pouco também emagrecer. (O que eu mais queria ultimamente, que era amamentar exclusivamente o filhote pelo menos até os 6 meses pelo jeito não vai rolar. Amamentar sim, exclusivamente, não, ao que tudo indica.)

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Eu preciso de foco demais da conta. Meu pensamento voltou a ser uma manda de gnus descoordenados. A diferença agora é que não me angustia, só me cansa.

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Eu sei que ter um bebê em casa deixa a vida em suspenso, eu sabia disso, não reclamo. Mas eu tô um pouco cansada. Cansada como quem correu e venceu uma maratona. Ou cansada na verdade, como quem está correndo a maratona, Um cansaço endorfinado, ou ainda ocitocinado.

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De novo voltou o interesse no tarô, na jornada do Herói, em Campbell. Só falta cérebro em ordem pra ler sobre. O bom é que dá pra juntar os dois assuntos num só. Com esse livro, por exemplo.

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Eu ganhei do marido o Tarô Dourado de Boticelli e estou amando. Normalmente não curto muito esses tarôs muito inventados não, mas este é lindo! (pode-se ver as cartas todas aqui).

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Não bastasse a preocupação com meu próprio peso, agora a preocupação maior aqui em casa, aquela que nos tira o sono é com o peso do bichinho, meu pequeno Leprechaun…

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Cansaço me dá vontade de fumar, muita vontade. E de comer. Como não posso fumar, eu como. Doces. Cigarro descansa demais, é incrível. Meu corpo todinho dói fibro e artrite voltaram com tudo. Mas é comum nesse período pós parto. E passa, também…

a felicidade é como a gota

Mas tenho medo do que é novo e tenho medo de viver o que não entendo – quero sempre ter a garantia de pelo menos estar pensando que entendo, não sei me entregar à desorientação.

Clarice Lispector

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Que tipo de pessoa procura “oração pra destruir alguém”? E acaba caindo aqui no meu blog…

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Amanhã começo dietinha. hahahahahah. Mas começo mesmo, pra valer. Aproveitar que amamentando a gente pode comer mais…

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Eu não sei o que anda me interessando. Sei até, mas não é interessante. Não é blogável.

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Escrevo só pra manter.

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Não tenho tempo mais pra nada, nadica de nada. Nem cabeça. Mas passa. E muito rápido, infelizmente.

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Preciso atualizar a lista das 101 coisas. Preciso encarar essa lista. Preciso arrumara bagunça.

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Mas enquanto a amamaentação do Gael não engrenar, não penso em mais nada, não faço mais nada.

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Larguei o doutorado. Aff.

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Saudades IMENSAS de Buenos Aires

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Entender-se cura, aceitar-se salva.

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Fabrício Carpinejar

Clique

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Lembrancinha de nascimento do Gael

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  • Hoje eu acordei inexplicavelmente feliz. (Quase, pra dizer a verdade, existem algumas explicações). Apesar de ter dormido pouco e apesar de uma dor de cabeça gigante.

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  • 2009 foi um ano maravilhoso. Cheio de emoções. Talvez o ano mais emocionante da minha historinha.
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  • Eu realmente me senti protagonista da vida nesse ano. Me senti em plena jornada do herói. Ou pelo menos foi assim que eu quis significar. E acabou dando certo. E não foi só o parto, foi muito mais que isso, muito mais. Foi o ano em que eu fui mais fiel a mim mesma.
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  • Tenho vontade de escrever mais nesse blog, ter um diário é gostoso, é um hábito adolescente que eu não queria perder, adoro essa minha agenda virtual. Adoro colar meus papéis de balas e bombons aqui. Registrar os beijos apaixonados e chorar os bolos.
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  • Posso retomar o projeto de emagrecer.
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  • Posso ler mais agora. As coisas estão entrando nos eixos. Esse ano me fortaleceu muito. Eu sinto que posso. E sinto que é possível.

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que venha 2009

“Mas tenho medo do que é novo e tenho medo de viver o que não entendo – quero sempre ter a garantia de pelo menos estar pensando que entendo, não sei me entregar à desorientação.”

Clarice Lispector – A Paixão segundo GH.
Deixei aí embaixo que é pra vcs darem uma olhada.

É um dos meus livros preferidos, mesmo que eu não tenha lido.

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2009 chega hoje pra mim. Estou de férias! Depois de um ano pesado, cinzento e meio amargo. Nada aconteceu de catástrófico, ninguém morreu, eu realizei um dos maiores sonhos da minha vida, mas mesmo assim o gosto dele é de chumbo e a cor é cinza. Eu perdi um pouco a fé na vida e nas pessoas. Aprendi uma lição dura de que amor só não basta pra gente ter perto quem a gente ama. Aprendi o quanto nossas limitações são decisivas pra afastar ou manter perto as pessoas.

Eu perdi uma grande amiga de maneira meio estúpida, mas inevitável. Nossas limitações acabaram ficando incompatíveis e não deu mais pra conviver. E isso me custou bastante em termos emocionais, porque eu achava que essa amizade era pra sempre, mas sempre acaba mesmo né? E o mais triste é que nada de concreto aconteceu, ninguém sacaneou ninguem, não houve briga nem discussão, ninguém fez efetivamente nada. Mas o desgaste foi muito grande e de repente acabou. Dói ainda muito, mas é a vida.

E agora no final do ano outro fim de relacionamento que eu botei um ponto final pq tava me prejudicando já. E é bola pra frente, mas é alguém de quem eu também vou sentir uma certa falta, convivi com ela muito de perto por alguns anos.

Então foi a sensação do ano, em retrospectiva: a de faltas e de perdas meio amargas, perdas daquelas que a gente sofre muito por incompetência. E sensação forte de incompetência, foi um ano meio morto na área de conquistas, eu não fiz quase nada, me sinto meio fracassada.

Mas já passou, eu já estou em 2009, ou quase e o ano novo quero que seja diferente, como sempre queremos né? É bom se iludir que vai ser diferente, melhor.

Na verdade esse é um post que deveria ser não-escrito, mas tem o compromisso de vir aqui né? Que eu estou honrando.

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Figura daqui, licença creative commons

Leia o livro aqui

Escravo é aquele que espera por alguém para libertá-lo
Ezra Pound
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Entre ontem e hoje eu vi duas blogueiras (cujos blogs eu gosto muito de ler) falando sobre fechar os blogs porque não conseguiram/não estão conseguindo resultado. Fiquei triste. Não que eu não tenha pensado nisso várias vezes e não tenha efetivamente fechado dois blog, o Leveza de Ser e o Leveza. Na verdade são o mesmo blog, assim como este ainda é o mesmo do inicio, de tantos anos atrás. Só que em servidores diferentes. Na verdade eu nunca fechei de verdade, ele sempre esteve aqui, na minha cabeça. Read more

Tem post novo no Leveza 208580589_c5fd9ab323_z

Creative Commons License Figura daqui, licenciada sob uma Licença Creative Commons.

Eu não sei se é impressão, mas além de não ouvir as pessoas não querem trocar. Nada. Nem palavras escritas, nem nada. Talvez seja comigo. Mas eu sei que não. E quando se tratar de pedir… Ou de usurpar…

Eu tenho alguns ataques de generosidade de vez em quando. Por puro egoísmo. Não ataques de altruísmo, mas generosidade, pra me sentir legal.

Ai eu te ofereço um presente. Não; eu te dou um presente. Também porque eu gosto de você e em troca de um sorriso, talvez. E você não pode somente aceitar, você tem que tirar vantagem dele. Tem que ser sorrateiro e achar que eu não vou perceber que você foi ao banheiro na hora de pagar a conta. Tem que esconder de mim a bugiganga que comprou só pra você comer escondida enquanto está comigo. Se você pede, eu dou, pode acreditar. Não precisa fingir, abrir minha bolsa e me tatuar idiota na testa. Eu sempre sei do erro na conta. SEMPRE, mesmo que finja que não. Mesmo que eu finja que não, eu vi. Read more

faça o teste

Você é feminista?

Eu vi essa teste na Cynthia Semíramis e tenho que deixar aqui. Pra você testar se você é feminista. A Cynthia escreveu isto e eu assino embaixo. O blog dela vale demais a leitura viu?

1. Você concorda que uma mulher deve receber o mesmo valor que um homem para realizar o mesmo trabalho?
2. Você concorda que mulheres devem ter direito a votarem e serem votadas?
3. Você concorda que mulheres devem ser as únicas responsáveis pela escolha da profissão, e que essa decisão não pode ser imposta pelo Estado, pela escola nem pela família?
4. Você concorda que mulheres devem receber a mesma educação escolar que os homens?
5. Você concorda que pesquisas médicas devem ser feitas levando em consideração as diferenças biológicas (e principalmente hormonais) entre homens e mulheres?
6. você concorda que mulheres devem ter autonomia para gerir seu dinheiro e seus bens?
7. Você concorda que mulheres devem poder escolher se, e quando, terão filhos?
8. Você concorda que uma mulher não pode ser punida por se recusar a fazer sexo ou a obedecer ao pai ou marido?
9. Você concorda que atividades domésticas são de responsabilidade dos moradores da casa, sejam eles homens ou mulheres?
10. Você concorda que cuidar das crianças seja uma obrigação de ambos os pais?

Cada resposta sim significa assumir um ponto de vista feminista. Bem-vind@ à turma! ;)

o tango, mais uma vez

Eu vou ali dançar um tango e já volto. Dessa vez vamos a Montevidéu também. Com alguns anos de atraso, lá vou eu. Mas sempre é tempo. Daqui a pouco eu volto.

“El tango es un pensamiento triste que se baila”

Enrique Santos Discépolo

joker

Todas as verdades são apenas meias verdades.

Todos os paradoxos podem ser harmonizados.

subiu no telhado

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Estou sem disposição pra escrever, mesmo pra postar outras coisas. Acho que o blog subiu no telhado.

Boa semana para todos

Update. |Pequeno esclarecimento|:

Não sei por causa de qual falha minha sumiram alguns links da minha lista e surgiram outros links que eu já tinha tirado, de blogs que não existem mais. Alguns eu tinha atualizado e sumiram também. Eu nem percebi, não fico olhando.

E o lance de ser desatenta é fogo, pois a gente pode ofender alguém sem querer mesmo. Na verdade querendo justamente o contrário… Você quer agradar porque ama apessoa e linka, dai depois por obra da sua desatenção e descuido o link some e a pessoa tem o direito de achar que vc tirou o link do nada… E é muito chato, mas aconteceu. Foi sem querer, agora que eu percebi a ausência de alguns links, e a presença de aluns outros. Vou consertar, mesmo este blog estando moribundo. Eu fico especialmente chateada quando isso acontece com as meninas mothernas, todas tão queridas. Ninguém falou nada mas eu fiquei chateada quando percebi. Desculpem não foi por mal. Beijos

no name

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Update:

Lembrado pela minha querida Katita:

“What’s in a name? That which we call a rose
By any other name would smell as sweet.”

Shakespeare em Romeo and Juliet :

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Que é que há dentro de um nome? Isto é o fascínio: o nome.

James Joyce

***

É a mim que caberá impedir-me de dar nome à coisa. O nome é um acréscimo e impede o contato com a coisa. O nome da coisa é um intervalo para a coisa. A vontade do acréscimo é grande – porque a coisa nua é tão tediosa. Falar com as coisas é mudo. Falar com o Deus é o que mais mudo existe. Ainda estou viciada pelo condimento da palavra. E é por isso que a mudez está me doendo como uma destruição.

Clarice Lispector

***

Até que me seja enfim revelado que a vida em mim não tem o meu nome. E eu também não tenho nome, e este é o meu nome

Clarice Lispector

***

“Conheces o nome que te deram, não conheces o nome que tens”

José Saramago

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O homem dá nome as coisas e depois fica hipnotizado pelo nome que deu à coisa…

Juliano Garcia Pessanha, via meu melhor amigo.

***

Quem nomeia?

In nomine Patris

Lacan

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Lembrado pela Rebecca.

sonhando

Às vezes acordar de um sonho é a coisa mais dificil. Tudo em você clama por continuar naquela outra vida. Hoje eu queria ter ficado lá
naquela festa.

***

De todas as coisas que eu quis muito, muito mesmo nessa vida, só uma eu não consegui.

***

Estou numa fase tão “The mamas and the papas”

o doutorado

Como eu vi que todo mundo ficou preocupado com o lance do doutorado, vou transcrever aqui o email que eu mandei pra Lola explicando o que aconteceu. Poderia fazer até um post, mas a preguiça de pensar nesse assunto que tanto me chateou é enorme. Então ai vai:
O lance do doutorado é que eu sou funcionária pública federal e a cada cinco anos a gente tem direito à 90 dias de licença para capacitação, e foi nessa licença que eu entrei com o pedido pra ir fazer o doutorado, que foi concedido antes do primeiro módulo, coisa e tal.

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semana maluca

  • Semana bem loka essa. Começou na segunda com encontro com blogueiros. Pra conhecer a Mary W. Uma fofa ela. Adorei conhecer. Encontro em que fechamos o Maletta e o Bolão. Presentes estavam alguns dos meus blogueiros preferidos: Mary W, Cynthia, Idelber, Lolló e as Motherns. Todos muito legais. Muito melhores pessoalmente que por escrito. Foi muito legal. Achei que ia me sentir deslocada, afinal só eu não conhecia bem ninguém, mas fiquei bem à vontade. Cheguei em casa as 6:00 da manhã no dia em que fiz sete anos de casada. E isso me fez achar ótimo estar casada com quem estou.

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lan house

lanhouse.jpg

Tem uma coisa que eu acho engraçada: muita gente que eu conheço na internet, em blogs e afins e na vida real também faz questão de deixar bem claro que internet é só nas horas vagas, beeeeeeeeeeeeeeeem vagas, aquela quase inúteis, quando não se tem mais nada, nadica de nada de necessário/útil/interessante/____________ pra fazer. Read more

dadá

sleep

São 04:51 da manhã e eu ainda não dormi. In Sônia da moléstia que eu tenho e que começou há muitos anos atrás. Mas hoje tudo bem, eu estou muito feliz, acabei de conseguir uma coisa que queria muito muito muito. E não consigo dormir de alegria.

Só que fiquei lembrando das insônias mais punks que tive nos últimos tempos e lembrei dos dias de recém nascido do Tatá onde tudo, como diz a Flávia parece um sonho ou um filme…Primeiro filho recém nascido é assim, a gente está num clima onírico, não é real, nada é real…Tudo é dadaísta.

Mas voltando, eu queria dizer que fiquei lembrando daquelas noites onde eu já acabada e cansada e morta depois de ter parido um meninão daqueles, depois de 48 horas de trabalho de parto, TP ativo, ainda tinha que levantar pra dar de mamar ou só acolher aquele pequeno ser recém chegado ao mundo que deveria estar se sentindo altamente desamparado. Aí eu nem deitava e ficava acordada esperando a próxima chamada, o próximo resmungo…E me deu uma saudade!!!

É isso mesmo, saudade imensa daquele cansaço, daquela loucura, daquele espanto, daquele pavor que foram os primeiros dias. Sensação que eu tenho certeza que nunca mais vou viver, mesmo se eu tiver outro filho (e quero muito ter outro, muito mesmo). Porque nunca mais vai ser o primeiro*, nunca mais vai ser tudo tão novo. Não tem um pensamento embutido aqui do tipo segundo filho é pior ou não é tão emocionante de jeito nenhum, até porque eu sei agora que toda loucura passa e se transforma em algo sereno e que pode-se curtir mais docemente um segundo filho.

É que filho é muito mais que o trabalho louco que dá. O trabalho braçal, as noites sem dormir, as crises conjugais, as fraldas,as dores, os palpiteiros o pediatra e tudo, tudo passa, passa mesmo, a vida se adapta belamente. Em quem tem o hábito de deixar a vida entrar belamente, claro.

Mas o feito de ter um filho não passa, tudo que um filho traz nesta vida não passa. Nunca mais passa. (Não dá pra evitar grandiloquência num post sobre filho numa madrugada insone. Filho é algo grandiloquente.)

Depois eu durmo, eu vou ter muito tempo pra isso ainda. Claro que não dormir tem um preço, e eu pago as vezes até de forma dolorosa, mas também vejo que não dormir é uma parte somente. De tudo. No meu caso é, até porque minha insônia ultrapassa o Tatá e é anterior a ele. E mesmo agora que ele não dá mais trabalho nenhum pra dormir eu não durmo. Então…

——

*Olha só que coisa mais doce a doidinha da minha mãe escreveu pra mim no dia do meu aniversário, falando em primeiros filhos. Eu sou a primeira filha:

Minha filha muito amada, o dia de hoje é muito especial pra vc. É o dia de mais um ano que vc vai virar na página do livro da sua vida.Estou pedindo a “DEUS” que te dê muita paz, muitas alegrias, muitas felicidades e principalmente muita saúde para vc usufruir de tudo isto. Hoje o dia é seu, mas eu estou muito feliz, pois o seu primeiro sopro de vida,fui eu que lhe proporcionei. Eu lhe dei a vida por um milagre de nosso “PAI” lá do Céu, poque ele sabia o quanto vc foi esperada. E vc não nos decepcionou, veio do jeitinho que eu sonhei, com todos os defeitos que a vida nos obriga a carregar, mas as suas qualidades eram tão maiores, tão gritante no seu jeitinho meigo de ser, que mais parecia um anjo quando na sua inocencia vc me fitava intensamente com seus olhinhos lindos que eu me sentia (e ainda me sinto) a filha predileta de “DEUS” porque só eu tinha “VC”. Obrigada por tudo mas principalmente por vc ser minha primeira filha. Te amo com o maior amor do mundo! Beijos no seu coração.Te amoooooooooooooo

 

insone

Uma das coisas que mais me dão prazer na vida é aprender. Saber algo novo, saber, aprender, saber. E em tempos de prazeres escassos e muito trabalho e obrigações sem fim, nem desse prazer consigo desfrutar porque vivo com sono. Sou um zumbi ambulante a maior parte do tempo.Tenho insônia das brabas e quando consigo a proeza, o feito incrível de adormecer, oitocentos e vinte e cinco fatores se apressam em me acordam. E quem vive com sono e já tem uma natural dificuldade de escolher custa muito a aprender o que seja. Tem tanta coisa pra eu saber e é tão bobo descobrir que não posso porque vivo com sono…

clubeluta

Falando em insônia, eu assisti Clube da Luta esse final de semana final de semana passado (e mais Hora de Voltar e Agora ou Nunca). E caraca, que filmaço. Queria saber porque cargas d’água demorei tanto pra ver. E queria saber escrever bem pra falar dele, eu nunca imaginei que ia gostar tanto. Acho que teve muito a ver com a questão da insônia, que me acompanha implacável há 4 anos. Como tem uma hora que diz no filme, quem sofre de insônia nunca está realmente dormindo nem acordado, algo assim, eu acho. E é isso mesmo. Zumbi, é o que sou numa grande parte do tempo. Mas o filme não é sobre insônia, mas insônia tem a ver. Enfim, queria saber falar dele pra dizer porque gostei tanto, tanto. Pode ser até que a semana que vem eu não goste mais, pode ser, isso acontece muito comigo. Mas agora, ainda mais com essa insônia horrorosa e com o dia que me espera amanhã eu estou entusiasmada com ele

enkrateia

enkrateia

Desenho daqui: http://enkrateia-mcc.blogspot.com.br/2011/01/blog-post.html

[…] enkrateia, síntese dialética entre razão e liberdade (ou, entre razão livre e liberdade racional). A palavra enkrateia tinha, na época em que Sócrates dedicou-se à crítica da Moral, o sentido de autodomínio.

Fonte:

A expressão enkrateia traduz a atitude que é necessária à moral dos prazeres e que se manifesta no bom uso que se faz deles. A enkrateia “se caracteriza, sobretudo, por uma forma ativa de domínio de si, que permite resistir ou lutar e garantir sua dominação, no terreno dos desejos e dos prazeres”.

A enkrateia não exclui os prazeres e os desejos; domina-os, representando a importância de lutar para vencê-los, pois é uma dominação de si por si, o esforço que o prazer exige.

Nesse sentido,a enkrateia é a condição da sôphrosunê, que é o estado que se tende a alcançar, pelo exercício do domínio e pelo comedimento, na prática dos prazeres; logo, caracteriza-se como uma liberdade. A necessidade de governar desejos e prazeres não é para conservar ou reencontrar uma inocência de origem; é para ser livre e poder permanecê-lo. Essa liberdade é resultado da atitude do indivíduo, em relação a si mesmo

—oOo—

Adorei isso de “síntese dialética entre razão e liberdade”. Pelo que pude observar enkrateia é uma mistura de autodomínio e temperança, e é isso que eu preciso ter, adquirir pra me fortalecer e viver melhor. Daí que eu estou passeando entre a idéia de ressuscitar esse blog que eu tanto gostava, ou ficar com um novo, chamado justamente enkrateia. Seria: http://enkrateia.in.blog.br

Fonte: http://www.cic.unb.br/docentes/pedro/trabs/debateAA.html

divã

divaTem alguma coisa muito errada quando não se consegue mais reclamar com o próprio cônjuge, com o melhor amigo ou com o próprio analista né? Poisé. Ainda bem que sobrou a mãe. hahahahaha.

Gentileza

Às vezes eu acho que as pessoas tinham sim que ter a obrigação de serem gentis. Especialmente com as pessoas mais próximas. E não ficar por aí dizendo tudo – em nome de uma autenticidade egocêntrica – que pensam. Especialmente quando isso envolve o desprezo. É. Eu tenho problemas com esse sentimento.

Extraordinário

Esses dias, por causa de algumas coisas que andaram me acontecendo eu acabei sendo forçada a me deparar com a palavra “extraordinário”. A cabeçada de frente com essa palavra me obrigou a olhar para ela, e o pior, a ter sentimentos excusos e a refletir sobre esse conjunto de letras altamente significativo. E o que primeiro percebi foi o quanto a tv, o espírito de Hollywood, e alguns personagens que cruzaram minha história me fizeram um tremendo mal. Ou como eu me fiz mal através deles. Pelo menos por um lado.

Porque me fizeram esperar que a vida fosse cheia de momentos extraordinários e impactantes, ou pior, me fizeram acreditar que somente isso era A Vida.

E acreditei que só se está vivendo, ou que só existe diversão, ou que você só é digno de qualquer meleca se estiver escalando o Himalaia, se estiver viajando pelos quatro quantos do mundo, ou em algum lugar exótico e cheio de gente bonita, jovem e cheia de testosterona acumulada, comendo 15 mulheres por mês, publicando 3 livros no Irã, fazendo filmes nos EUA ou estrelando a novela das oito.

E obviamente na minha vida não está acontecendo nada disso. Eu faço parte da regra, não da exceção. Tem anos que eu não faço uma viagem interessante, que não saio dessa fazenda iluminada que é BH, eu sou uma dona de casa e trabalhadora com jornada tripla, contracheque, lixo pra levar pra fora, marido, filho e gavetas para arrumar.

Então por um instante eu quase me senti encolhida ao trombar com essa palavra, quase me senti pequena e inadaptada para a vida. Quase senti vergonha de não estar descendo de canoa as cataratas do Niágara. Quase quis estar numa aldeia nalu aprendendo algum ritual exótico ou colocando aquelas talas no beiço. Quase reneguei tudo que conquistei quando saí de perto da palavra extraordinário.

Mas foi só um ligeiro tropeço, foi só um pequeno lapso. Foi um vento que passou. Um vento de quase mau agouro.

Porque eu gostaria mesmo é que tivessem me dito há muito mais tempo que a vida tem um ou dois desses momentos no máximo, para as pessoas que são a regra, como eu. Eu sei que esta história toda é um puta dum clichê, mas eu me comportei assim durante muitos anos, achando que eu só seria gente quando topasse assaltar um banco, quando tivesse coragem de virar puta, quando sei lá, inventasse o 14 bis. E fiquei muitos anos com um sentimento de sub vida, de que o cotidiano era uma bosta, de que as pessoas que me amavam e me cercavam eram medíocres, de que eu era uma covarde desprezível que não tinha nem coragem de colocar uma mochila nas costas e ir mendigar em Tokelau.

E esses dias eu quase me senti assim de novo, quase tive vergonha de dizer que não estava no México estudando xamanismo com os discípulos do Castaneda em pleno deserto, dormindo em uma caverna para lembrar o passado e desfazê-lo. Quase me detestei por não estar voando em uma vassoura acima de Salem.

E por instante eu quase esqueci que há algo de tremendamente extraordinário também em se parir e se criar um filho tão cheio de sorrisos, mesmo que seja a mais repetida das coisas, que há algo de extraordinário em se manter um amor sem brigas, com ternura, tesão, diversão e respeito pelo escoar dos dias, que é extraordinário ter amigos como os que eu tenho, que posso viajar e viajar nas galáxias do pensamento com eles, e discordar deles até a alma e mesmo assim amá-los tanto. E que extraordinário de verdade é partilhar e sentir tanto, tanto amor, sentir-se una com tudo mesmo que por um segundo fugaz, perceber que o acaso não tem realmente esse nome. E entender no sangue que tudo vai virar pó incluindo aí o extraordinário e o todos os meus sentimentos a respeito.

Aí eu pude então respirar aliviada, pude tirar um certo peso que ameaçava se infiltrar no peito e achar que um sorriso ganho naquela hora, naquele lugar, daquele jeito tem tanto valor e tanta emoção quanto largar tudo e ir estudar lamaísmo com os monges do Butão. E que esse sentimento, mesmo tendo saído diretamente das páginas de um livro de auto-ajuda, é bom, é muito bom, é bem melhor do que acreditar estar presa em uma sub vida. Eu escolhi muitos dos meus grilhões. E pelo menos eu sei disso e sei que se eu escolhi algum dia posso desescolher. E isso me empurra muito mais pra frente do que qualquer extraordinário sem noção que eu conheça.

Aloha.

Atitudes

É engraçado como as pessoas se incomodam quando alguma coisa está dando certo pra você…Mesmo quando é uma coisa boba, absolutamente boba. Mesmo assim, se você abrir a boca e ficar feliz em voz alta, alguém vai ficar incomodado, é incrível. Gostaria muito de me pegar em flagrante quando eu tivesse uma atitude assim, pois é muito feio e muito incômodo.