patinha bonita

“Aceitar-me plenamente? É uma violentação de minha vida.
Cada mudança, cada projeto novo causa espanto: meu coração está espantado.
É por isso que toda minha palavra tem um coração onde circula sangue”

Clarice Lispector, Um sopro de vida, Nova Fronteira, 1978

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Essa semana minha personal witch* me deu um dever de casa pra fazer. Eu teria que evitar me julgar. Policiar meus pensamentos e pegá-los no pulo e não deixá-los ir pra frente se fossem negativos.

Rá! Logo eu, judiciosa por natureza? Carrasca e tudo mais? (E o post de hoje do outro blog foi dedicado a mim também.) Aliás, alguém aí consegue isso? Como se faz isso?

Seria o mesmo que conseguir a proeza de parar o diálogo interno**! Missão ninja. Mas eu tento, estou tentando. Segundo ela nós nos tratamos da mesma forma que os adultos nos tratavam quando tinhamos até 5, 6 anos. Aff… Minha história de tratamentos até essa época definitivamente não foi das melhores. E não tenho auto piedade por causa disso. Mas é fato. Só que é um exercício que acaba ajudando no emagrecimento. Apesar de que às vezes eu duvido muito da eficácia deste tipo de coisa. Mas. Vamos lá fazer, né? Minha criança interior agradece. (Mas o que raios é criança interior, heim?)

É preciso reforçar o clichê da auto-estima, ué. É? Mais fazer do que questionar, que minha garganta dói de tanto questionar. Minha Rebeldia sempre foi verbal.

E eu não me vi afinar, minhas roupas não estão mais largas, eu continuo imensa nas fotos. Mas me sinto melhor, me sinto menos feia e seinto força. De onde vem essa força, eu não sei, mas voua aproveitar enquanto ela está aqui. E amanhã vou anotar de novo. Hoje sei que não extrapolei, mas não anotei. Trabalhei debaixo do sol das duas horas da tarde, literalmente e fiquei esgotada, por causa do calor. Eu tenho uma alergia séria ao calor. ODEIO.

Como diz a Menina: das dez coisas que eu mais odeio neste mundo, as 9 primeiras são o calor. E como eu trabalho na rua, amarguei muito sol hoje.

Não jaquei não.

Vou emagrecer devagarzinho, mas vou. Porque eu não consigo comer 1000 calorias, 1200 por dia, eu preciso de mais. Mas,

“Se sorte está contra você, para quê*** pressa? Se a sorte está com você, para quê pressa?”

Provérbio afegão

*é a moça que me faz massagem e acupuntura, uma bruxa de verdade, com vassoura e tudo.

**esse exercicio é muito legal, e por instantes para mesmo o diálogo mental.

***Para quê? Tem acento?

Imagem Whimiscal Taro, inspirada no The Ugly Duckling

tenha a santa paciência
perfeitinha

3 comments

  1. Ção disse:

    Menina, olha a coincidência …

    A lição de casa dessa semana, é ir e voltar do trabalho “sem pensar”.

    Esse lance de interromper o dialogo interno, é demais, consegui essa semana por quase 1 minuto,rsrs

    Estava fazendo aula de ioga em casa (com ajuda de um dvd), aí tem um exercício que projetamos o pensamento em uma tela e dizemos grata, o próximo, até que os intervalos vão se espaçando (mas não devemos buscar o espaçamento), que cheguei a pensar, ué cade o próximo?

    beijinhos

  2. vania disse:

    Adorei o provérbio!

    Estou me sentindo apressada… bobice, eu sei, normalmente isso só faz perde “tempo” rsss

    Mas sabe, as vezes acho que é uma questão que tenho que vencer… porque preciso sempre comer tanto? Porque não posso me dizer não? Porque não sinto vontade de fazer outra coisa “tanto”, só comer?

    As vezes sinto que preciso provar para mim mesma que a comida não manda tanto em mim… porque manda! Vivo preocupada em comer…

    Meu filho é meu oposto.

    Para ele comer é algo que só se faz quando já não tem outro jeito… ele odeia ter que comer. Prefere brincar, correr, jogar, qq coisa! Comer é algo que ele só faz se a barriga doer ou eu obrigar…

    Já eu e todos os meus irmãos fomos treinamos para “comer para crescer”. E agora que já somos grandes? Continuamos comendo para não diminuir…

    Sei lá… quando fiquei no convento me sentia segura “sem comer”! Agora tenho sempre que comer…

    Mas vou ser mais paciente!

    Beijos e desculpa os exageros aqui rss

    adorei sua personal!

  3. Ge disse:

    Oi Nalu, ontem na terapia eu contei que o fim de semana é o pior para mim, é como se todas as vezes em que abrisse a janela eu visse um aviãozinho passando no céu com um grande cartaz dizendo: E aí? Nada para fazer? Continua encalhada? Nenhum telefonema de homem?…. e por aí vai ! Ela me interrompeu e disse que preciso desmascarar essa voz interna que sem sombra de dúvida é de minha mãe que sempre me destruiu com as piores palavras…. é difícil parar as bruxas internas mas acredito que seja possível, dá trabalho mas o resultado deve ser melhor que sorvete de doce de leite argentino, bjs, Ge.

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